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CAMPEONATO BRASILEIRO

Grêmio afunda na tabela, amplia a crise e transforma a parada da Copa em última esperança

Derrota para o Corinthians aumenta a crise do Grêmio, aproxima o clube da zona de rebaixamento e amplia a pressão sobre Luís Castro.

Foto: Maxi Franzoi/AGIF
© Maxi FranzoiFoto: Maxi Franzoi/AGIF

Derrota para o Corinthians expõe um time sem identidade, aumenta a pressão sobre Luís Castro e deixa o risco de Z-4 mais próximo do que nunca

A derrota para o Corinthians foi muito mais do que a perda de três pontos. O que aconteceu na Arena foi a confirmação de um problema que cresce rodada após rodada: o Grêmio não consegue evoluir. Pelo contrário. A sensação é de que a equipe involui a cada jogo, perde confiança, perde organização e afunda em uma crise que parece não ter fim.

O cenário na tabela é alarmante. Dependendo do resultado do Vasco contra o Atlético-MG, o Grêmio pode iniciar a parada da Copa do Mundo dentro da zona de rebaixamento. E não seria fruto de um acidente de percurso. Seria consequência direta de uma campanha irregular, de um time que não transmite segurança em nenhum setor do campo e que já não consegue convencer nem mesmo quando vence.

Contra o Corinthians, o Grêmio teve cerca de vinte minutos competitivos. Pressionou, tentou acelerar o jogo e mostrou intensidade. Depois disso, desapareceu. O Corinthians passou a controlar as ações, encontrou espaços com enorme facilidade e transformou a partida em um verdadeiro sufoco para os donos da casa. Em vários momentos, a diferença entre as equipes foi assustadora.

As escolhas de Luís Castro aumentam a pressão

A torcida deixou claro seu sentimento. Luís Castro foi vaiado antes e depois da partida. E não é difícil compreender a razão. O torcedor não vê evolução coletiva e também não consegue entender algumas decisões tomadas pelo treinador.

O caso de Noriega é um exemplo. O jogador era considerado por muitos um dos atletas mais consistentes da equipe e simplesmente desapareceu das opções do treinador. Sem explicações públicas convincentes, foi arquivado e deixou de fazer parte da rotina do time.

Outra situação difícil de compreender envolve Amuzu. Um dos jogadores mais regulares do elenco, participando diretamente de gols e assistências ao longo da temporada, voltou a iniciar no banco. Em um momento de crise técnica, deixar um dos poucos atletas que produzem ofensivamente fora da equipe gera ainda mais questionamentos.

Enquanto isso, o sistema defensivo segue acumulando erros. O Grêmio parece um time espaçado, desorganizado e vulnerável. Os adversários encontram espaços com enorme facilidade e criam oportunidades em sequência. O resultado é uma equipe que transmite insegurança praticamente durante os noventa minutos.

Tiago Beltrame estreia em meio ao caos

No meio de uma noite extremamente negativa, um fato merece registro. O jovem Tiago Beltrame realizou sua estreia entre os profissionais. O zagueiro acabou expulso ao impedir o que poderia ser o quarto gol do Corinthians, mas seria injusto atribuir qualquer responsabilidade ao garoto pelos problemas apresentados pelo time.

A expulsão foi consequência de um contexto coletivo desastroso. Antes dela, o Grêmio já estava sendo dominado e sofrendo para conter os avanços do adversário. A estreia aconteceu justamente em um dos ambientes mais difíceis possíveis para um jovem atleta.

Foto: Maxi Franzoi/AGIF

Foto: Maxi Franzoi/AGIF

O problema maior está muito acima de um jogador recém-promovido. Está na falta de estrutura coletiva, na ausência de respostas e na incapacidade do time apresentar sinais claros de crescimento.

A parada para a Copa do Mundo surge agora como uma espécie de última oportunidade para reorganizar a temporada. Mas cresce entre os torcedores uma pergunta inevitável: faz sentido entregar esse período de treinamentos ao mesmo profissional que não conseguiu fazer o time evoluir até aqui?

A impressão deixada pela derrota para o Corinthians é dura. O Grêmio não parece mais próximo de encontrar soluções. Parece cada vez mais distante delas. E justamente por isso a discussão sobre uma troca de comando técnico ganha força nos bastidores e nas arquibancadas.