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Copa do Mundo

Egito sofre virada para Argentina, mas Salah deu toque de genialidade a uma saga épica em Copas

Capitão egípcio teve grande participação em partida emocionante contra Argentina e deixa o Mundial muito maior do que é

Salah liderou campanha histórica do Egito em Copas na edição de 2026
© Getty ImagesSalah liderou campanha histórica do Egito em Copas na edição de 2026

Se a Copa do Mundo marcou a primeira classificação do Egito para as oitavas de final, a despedida da seleção africana ficará eternizada por um dos roteiros mais cruéis da história do torneio.

Nesta terça-feira (7), em Atlanta, os egípcios chegaram a abrir 2 a 0 sobre a Argentina, atual campeã do mundo, mas sofreram uma virada inacreditável nos minutos finais e acabaram derrotados por 3 a 2.

No centro de praticamente tudo que o Egito produziu esteve Mohamed Salah. Aos 34 anos, o camisa 10 mostrou que talvez já não tenha a explosão física que marcou seus melhores anos no Liverpool, mas compensou isso com inteligência, liderança e uma leitura de jogo digna dos maiores nomes da história do futebol africano.

Mohamed Salah: o ‘faz-de-tudo’ de 34 anos em uma seleção que faz história

Muito além do protagonismo técnico, Salah foi o verdadeiro comandante da equipe dentro das quatro linhas. Era ele quem organizava o ritmo da partida, segurava a posse quando necessário, acelerava os contra-ataques, orientava os companheiros e assumia a responsabilidade nos momentos de maior pressão.

A atuação diante da Argentina resumiu perfeitamente essa versão mais madura do astro egípcio. Logo aos 14 minutos do primeiro tempo, Salah participou diretamente da jogada que abriu o placar.

Na cobrança de falta, fingiu que levantaria a bola na área, mas executou uma jogada ensaiada ao tocar curto para Ashour. A sequência terminou em cruzamento preciso de Attia para Yasser antecipar Lisandro Martínez e cabecear sem chances para Emiliano Martínez.

Salah se virou em várias funções em campo e Egito esteve muito perto de eliminar Argentina da Copa – Foto: Buda Mendes/Getty Images

Salah se virou em várias funções em campo e Egito esteve muito perto de eliminar Argentina da Copa – Foto: Buda Mendes/Getty Images

Mesmo atuando como referência ofensiva em diversos momentos, Salah precisou exercer funções completamente diferentes das que costuma desempenhar. Com o Egito frequentemente defendendo em bloco baixo, o camisa 10 ficou isolado entre os zagueiros argentinos, brigando praticamente sozinho pelas bolas longas lançadas pelo goleiro Shobeir.

Ainda assim, sua entrega impressionou. Sem a posse, pressionava a saída de bola adversária e fazia o primeiro combate. Com ela, transformava qualquer recuperação em possibilidade de ataque.

No fim da partida, novamente dos pés do capitão nasceu o contra-ataque que resultou no segundo gol egípcio. A vantagem de 2 a 0 parecia encaminhar uma classificação histórica diante da atual campeã do mundo.

Mas o futebol reservava um final cruel. A partir dos 34 minutos da etapa final, a Argentina iniciou uma reação devastadora. Pressionou o Egito até encontrar o primeiro gol. Lionel Messi marcou um dos gols da reação, enquanto a Albiceleste completou a remontada para vencer por 3 a 2 e eliminar os africanos.

Salah e o legado da seleção do Egito na Copa do Mundo

A derrota certamente deixará marcas profundas, principalmente pela forma como aconteceu. Ainda assim, a campanha egípcia também será lembrada pelos nomes que surgiram ao longo do torneio, como Shobeir, Rabia, Ibrahim, Mostafa Zico e Hassan. Acima de todos eles, porém, esteve Mohamed Salah.

Sem levantar a taça e sem alcançar as quartas de final, o camisa 10 deixou a Copa com uma atuação que reforça o tamanho de sua carreira. Em meio à dor da eliminação, foi o líder, o organizador e o principal responsável por fazer o Egito sonhar durante boa parte da noite.

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