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Brasileirão Feminino

Dança das cadeiras: Brasileirão Feminino já soma quatro trocas de técnicos em oito rodadas

Em apenas oito rodadas, Corinthians, Grêmio, Vitória e Santos já mudaram seus treinadores; veja o impacto das trocas

Lucas Piccinato, ex-treinador das Brabas. Foto: Reinaldo Campos/AGIF
© Reinaldo Campos/AGIFLucas Piccinato, ex-treinador das Brabas. Foto: Reinaldo Campos/AGIF

O início do Brasileirão Feminino de 2026 tem sido marcado por uma intensa movimentação nos bastidores. Em apenas oito rodadas, quatro clubes já optaram pela troca de comando técnico, evidenciando a urgência por resultados e os diferentes contextos de pressão na temporada. As mudanças atingiram desde o topo da tabela, com o atual líder Corinthians, até equipes que lutam para escapar da zona de rebaixamento, como Vitória e Santos.

A primeira grande reviravolta ocorreu logo na segunda rodada, após o empate por 2 a 2 entre Corinthians e Fluminense. O resultado selou a saída de Lucas Piccinato, que encerrou seu ciclo com números expressivos: 101 jogos e 77% de aproveitamento. Apesar do histórico vitorioso, a diretoria alvinegra buscou uma renovação no perfil de liderança, marcando um ponto de inflexão em um dos elencos mais vitoriosos do continente.

Sob o comando de Emily Lima, o Corinthians iniciou uma nova fase de domínio. Com uma filosofia de jogo vertical, a treinadora acumula seis vitórias e duas derrotas, aproveitamento que catapultou as Brabas à liderança isolada com 19 pontos. Neste caso específico, a troca precoce no comando funcionou como um combustível para uma sequência positiva e a manutenção do favoritismo nacional.

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Grêmio e Vitória buscam novos rumos

Na terceira rodada, o Grêmio também buscou o fato novo após um início irregular. Cyro Leães, apesar do título gaúcho recente, não resistiu a três derrotas consecutivas. Para o seu lugar, o Tricolor apostou em Jéssica de Lima, que trouxe equilíbrio imediato ao vestiário. Com duas vitórias, um empate e apenas uma derrota em quatro partidas, a nova comandante conseguiu estancar a crise e manter o time competitivo no meio da tabela.

Cenário bem mais dramático vive o Vitória, que promoveu sua alteração na sexta rodada. Amargando a lanterna com apenas um ponto, o clube baiano dispensou Marcos Carvalho. O técnico do sub-20, Anderson Magalhães, assumiu interinamente, mas a reação ainda não veio: o time acumulou mais duas derrotas seguidas, mostrando que os problemas estruturais do elenco superam a simples troca de treinador.

Caio Couto é demitido do Santos. Foto: Jota Erre/AGIF

Caio Couto é demitido do Santos. Foto: Jota Erre/AGIF

O movimento mais recente de instabilidade atingiu a Vila Belmiro na sétima rodada. Após o empate com o Atlético-MG, o Santos anunciou a demissão de Caio Couto. Para o cargo, o Peixe buscou a experiência de Marcelo Frigerio. No clássico contra o Palmeiras, o time ainda foi dirigido interinamente por Bruno Barbosa, segurando um empate heroico no Allianz Parque e preparando o terreno para a estreia do novo técnico.

Rotatividade marca início de campeonato

Infográfico gerado por Inteligência Artificial/Bolavip Brasil

Infográfico gerado por Inteligência Artificial/Bolavip Brasil

Essa rotatividade precoce reforça a característica de tiro curto do Brasileirão Feminino, onde a margem de erro é mínima. Enquanto algumas trocas, como a do Corinthians, resultaram em salto de performance imediato, outras ainda aguardam o encaixe tático para evitar que a temporada termine antes do esperado. A tendência é que a estabilidade no banco de reservas se torne o grande diferencial para quem almeja o G-8.