O Botafogo saiu em desvantagem no jogo de ida da pré-Libertadores ao perder por 1 a 0 para o Nacional Potosí, na Bolívia. Agora, o time carioca precisa reagir na volta, na quarta-feira (25), no estádio Nilton Santos, para seguir vivo no torneio continental.

O resultado fora de casa aumentou a pressão sobre o Alvinegro, sobretudo pelo retrospecto em confrontos eliminatórios internacionais. Ao longo da história, o Botafogo iniciou 11 duelos desse tipo em desvantagem no placar agregado, com saldo pouco favorável.
Segundo dados das competições, das dez ocasiões anteriores em que saiu atrás no primeiro jogo, o clube conseguiu a classificação em apenas quatro oportunidades. Para avançar desta vez, o Botafogo precisa vencer por dois gols de diferença. Caso triunfe por um gol, a vaga será definida nos pênaltis.
Eliminações reforçam dificuldade em mata-matas internacionais
Em finais e fases decisivas, o histórico recente pesa. Na Recopa Sul-Americana, em 2025, o Botafogo perdeu os dois jogos para o Racing, sendo derrotado por 2 a 0 na ida e novamente por 2 a 0 na volta, ficando com o vice-campeonato.
Outras eliminações marcantes aconteceram na Copa Sul-Americana. Em 2019, o time caiu nas oitavas diante do Atlético-MG após duas derrotas. Já em 2018, apesar da vitória no tempo normal contra o Bahia, foi eliminado nos pênaltis, no Nilton Santos.
O roteiro se repetiu em anos anteriores. Contra Palmeiras, Cerro Porteño e Estudiantes, o Botafogo até conseguiu reagir em alguns jogos de volta, mas acabou eliminado no agregado.
Classificações mostram que reações são possíveis
Apesar do cenário negativo, o Botafogo também já mostrou capacidade de reação. Em 2014, pela fase prévia da Libertadores, reverteu a derrota por 2 a 0 para o Deportivo Quito com uma goleada por 4 a 0 no Rio de Janeiro.
Outras classificações históricas vieram contra Nacional-PAR, América de Cali e Atlético-MG, em confrontos nos quais o time carioca soube usar o mando de campo. O retrospecto irregular deixa o duelo contra o Nacional Potosí em aberto.