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Seleção Brasileira

Felipão explica corte de Romário e diferencia de caso Neymar na Seleção Brasileira

Técnico do Pentacampeonato, Scolari lembrou a polêmica pré-conquista do Penta e dispensou semelhanças com o caso de Neymar

Felipão abriu o jogo sobre Romário e Neymar - Foto: Marcello Zambrana/AGIF
© Marcello Zambrana/AGIFFelipão abriu o jogo sobre Romário e Neymar - Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Luiz Felipe Scolari, técnico da Seleção Brasileira que conquistou o Pentacampeonato da Copa do Mundo, concedeu entrevista ao Globo Esporte, e a pergunta sobre a convocação de Neymar não passou batida.O cenário exposto ao treinador foi além disso e o polêmico corte que deu em Romário para o grupo do Penta veio à tona, como um paralelo à situação de Ney, que viveu um verdadeiro drama antes da convocação.

Felipão iniciou abordando como foi a tomar a atitude de não levar Romário para Copa do Mundo de 2002: “A escolha foi naquele momento, por uma série de situações, menos a parte física do que qualquer outra coisa. O clamor popular daquela época eu entendia perfeitamente, mas tinha algumas situações que analisava e para mim não correspondiam, não era o que eu queria. Tinha o clamor, por exemplo, que o Ronaldo estava voltando de lesão”, iniciou.

“Tive a confiança e toda a situação equilibrada de dizer “eu garanto para ti que ele vai estar bem” do doutor Runco, confiei plenamente na minha equipe de trabalho. Fiz a minha escolha e ninguém teve colocação nenhuma, a não ser dentro dessa escolha. Inclusive, o presidente, o Ricardo Teixeira, me deu total liberdade para que eu escolhesse. Eu iria arcar com os ônus ou bônus de vencer ou ser derrotado. E a escolha foi nesse sentido. Nunca teve uma situação como a atual, não dá para fazer um parâmetro”, completa Scolari.

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Felipão ressalta diferença entre os casos de Romário e Neymar

Na sequência, aproveitando o gancho, Felipão fez questão de apontar a diferença entre o dilema que viveu com o baixinho, e a situação que gerou mistério sobre se Ancelotti levaria Neymar.

“O paralelo que fazem não é o correto. Nós tínhamos uma situação já vivida, estudada. Não era por lesão, era uma questão pessoal, muitas vezes, porque nós iríamos jogar de uma determinada forma, tínhamos um jogador com determinadas características e, para incluir determinado jogador, eu teria que fazer algumas concessões, ou alguns teriam que fazer alguma coisa diferente”, explicou.

Neymar em ação pelo Santos:  Para Scolari, o caso do camisa 10 do Peixe não se comparar ao que viveu com Romário em 2002 – Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Neymar em ação pelo Santos: Para Scolari, o caso do camisa 10 do Peixe não se comparar ao que viveu com Romário em 2002 – Foto: Marcello Zambrana/AGIF

O ex-treinador respondeu sobre os boatos que circularam, apontando indisciplina de Romário e até sobre uma possível quebra de confiança por conta de uma cirurgia que o atacante precisava fazer no olho. Segundo Scolari, houve muita história lançada, mas o que pesou foi o trabalho cotidiano.

Situação de Romário teve muita “historinha”

“Teve um monte de historinha. Quando tem algumas histórias que a gente fica sabendo ou toma desconhecimento, sim ou não, não sabe, mas quando tu analisas as características do teu time, dos jogadores que vai dispor no teu time, aí que é importante saber se tem que convocar ou não. Eu tomei as decisões que achei que tinha que tomar naquele momento e baseado no staff que eu possuía também, uma série de detalhes que tinha conhecimento e que vivenciava no dia a dia”, revelou Felipão.

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