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    <title>Bolavip Brasil</title>
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    <language>BR</language>
    <lastBuildDate>Wed, 14 Oct 2026 09:22:28 -0300</lastBuildDate>
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      <title>Bolavip Brasil</title>
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          <title>Palmeiras perde Vitor Roque por lesão e enfrenta um novo problema tático na Libertadores</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-perde-vitor-roque-por-lesao-e-enfrenta-um-novo-problema-tatico-na-libertadores]]></link>
          <pubDate>Tue, 13 Oct 2026 20:17:26 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[A ausência do camisa 9 muda mais do que a escalação: Abel precisa encontrar novas maneiras de atacar os espaços e ameaçar o Fluminense 
<p>A entorse no tornozelo direito<strong> tirou Vitor Roque da partida de ida da semifinal da Libertadores, contra o Fluminense,</strong> nesta quarta-feira (14), no Maracanã. A baixa exige de Abel Ferreira mais do que uma substituição: o treinador precisa encontrar uma solução que preserve a capacidade ofensiva do <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> sem desmontar a estrutura que vem dando resultado.</p>



<p>O camisa 9 oferece uma combinação difícil de reproduzir: aceleração, profundidade, mobilidade e agressividade para atacar os espaços. Sua movimentação também abre caminhos para os companheiros. <strong>Sem ele, o Verdão perde uma ameaça constante nas costas da defesa e precisa encontrar outras maneiras de esticar o campo. </strong>A preocupação também carrega o mistério da data de um retorno, já que a SEP não comunicou previsão, apenas informando que a lesão não é grave e que acompanhará o dia a dia da recuperação.</p>



<p>A primeira alternativa está na escolha de quem acompanhará Flaco López e Jhon Arias. Felipe Anderson, Maurício e Ramón Sosa <strong>apresentam características diferentes,</strong> capazes de mudar a ocupação dos espaços e a dinâmica das combinações. <strong>A chave está em escolher o jogador que melhor responde às necessidades do confronto.</strong></p>



<p><strong>Flaco, por sua vez, ganha importância</strong> ainda maior neste cenário. Sem a mobilidade de Vitor Roque ao seu lado, o argentino pode precisar assumir mais responsabilidades na referência ofensiva, sustentando a bola e servindo de apoio para as infiltrações. <strong>O risco está em deixá-lo isolado entre os zagueiros, </strong>transformando a presença na área em uma participação pouco efetiva.</p>



<h2><strong>Arias vira a peça-chave sem o Tigrinho no Palmeiras</strong></h2>



<p><strong>Nesse cenário, Jhon Arias pode se tornar</strong> <strong>decisivo.</strong> Sua capacidade de conduzir, associar-se e atacar espaços oferece caminhos para aproximar o meio-campo do ataque. Com o colombiano mais participativo por dentro, o Verdão pode compensar parte da profundidade perdida, desde que preserve opções de velocidade pelos lados.</p>



<p>A mudança também precisa ser avaliada à luz do sistema que Abel vem utilizando. A estrutura com três zagueiros e três meio-campistas contribuiu para a consistência recente e deu liberdade aos jogadores mais avançados. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/giay-vira-protagonista-e-palmeiras-mostra-por-que-sua-forca-vai-alem-do-placar" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Contra o Corinthians, na vitória por 4 a 1, </a>o time mostrou capacidade de acelerar após recuperar a bola. </strong>Sem Vitor Roque, preservar essa dinâmica será tão importante quanto definir o substituto.</p>



<p>Há, contudo, uma diferença entre manter o desenho tático e conservar o funcionamento da equipe. <strong>Um sistema pode permanecer intacto no papel e perder eficiência se os movimentos dos atacantes não oferecerem as mesmas referências. </strong>Por isso, a comissão técnica precisará ajustar as distâncias entre os setores, a ocupação da área e o momento de acelerar as jogadas.</p>



<p>O contexto ainda acrescenta uma dificuldade: Abel está suspenso e <strong>não poderá comandar o Palestra à beira do campo no Maracanã. </strong>A preparação e a clareza das orientações ganham peso adicional, porque a equipe terá de interpretar os ajustes durante uma semifinal de alta exigência sem a presença do treinador no banco.</p>



<h2><strong>Manter a identidade ofensiva é fundamental para o Palestra</strong></h2>



<p>Isso não significa que o Verdaço precisa abandonar suas características ou transformar a ausência em uma crise tática.<strong> O elenco oferece alternativas,</strong> e a escolha pode até favorecer uma distribuição diferente das responsabilidades ofensivas. O importante é evitar que a troca retire do time a capacidade de ameaçar a defesa adversária em transições e de construir ataques com aproximações.</p>



<p><strong>A ausência de Vitor Roque coloca Abel diante de um teste de adaptação: </strong>encontrar novas conexões sem sacrificar a organização que levou o Palmeiras à semifinal. O desafio será fazer com que o substituto participe de um mecanismo coletivo eficiente. Em um confronto desse tamanho, não basta preencher o espaço deixado pelo camisa 9, é preciso criar uma resposta para aquilo que o time deixará de ter sem ele.</p>
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          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

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                <media:description type="plain"><![CDATA[Vitor Roque é desfalque confirmado no Palestra - Foto: Marcello Zambrana/AGIF]]></media:description>

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        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-tem-um-risco-que-canobbio-pode-transformar-em-arma-do-fluminense-na-libertadores</guid>
          <title>Palmeiras tem um risco que Canobbio pode transformar em arma do Fluminense na Libertadores</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-tem-um-risco-que-canobbio-pode-transformar-em-arma-do-fluminense-na-libertadores]]></link>
          <pubDate>Tue, 13 Oct 2026 18:42:26 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Canobbio surge como uma peça a observar no plano tricolor, enquanto Abel precisa encontrar o equilíbrio que vai blindar e potencializar o ataque palestrino 
<p>O <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> chega à semifinal da Libertadores com uma estrutura que ganhou força nos últimos compromissos, mas o confronto com o Fluminense exige uma atenção que vai além da capacidade de atacar. No Maracanã, nesta quarta-feira (14), o desafio de Abel Ferreira <strong>será fazer o sistema funcionar também nos segundos seguintes à perda da bola. </strong>É nesse intervalo, quando uma equipe ainda tenta se reorganizar e a outra identifica a possibilidade de acelerar, que o Flu pode encontrar um caminho para ameaçar o Verdão.</p>



<p><strong>A goleada por 4 a 1 sobre o Corinthians reforçou a confiança alviverde </strong>e mostrou a capacidade da equipe de ocupar o campo ofensivo, recuperar a posse e transformar determinadas ações em oportunidades de gol. O desempenho recente, porém,<strong> não elimina uma questão tática importante: quanto mais jogadores o Palestra aproxima da área adversária, maior é a responsabilidade de quem permanece atrás da jogada.</strong> Contra um rival capaz de construir por dentro e acelerar pelos lados, a qualidade da ocupação ofensiva precisa caminhar junto com a proteção dos espaços.</p>



<p>A utilização de três zagueiros oferece a Abel uma ferramenta para administrar esse problema. Com uma linha de três defensores, o Verdão pode manter a cobertura pelos lados enquanto um dos jogadores participa da construção ou acompanha uma movimentação adversária. Isso não significa que o sistema esteja automaticamente protegido.<strong> Se o ala avança, o zagueiro do setor precisa decidir quando acompanhar o atacante aberto e quando preservar sua posição. </strong>Uma saída mal coordenada pode abrir justamente o corredor que a formação pretende controlar.</p>



<h2><strong>Um alerta sobre o Fluminense</strong></h2>



<p>Por esse caminho que o Fluminense pode tentar incomodar o Alviverde. O time carioca combina circulação de passes, movimentação entre os setores e alternativas para acelerar as jogadas. <strong>Na semifinal, a questão não será simplesmente descobrir se o Tricolor terá mais ou menos posse, mas identificar como pretende progredir quando encontrar espaço. </strong>Se conseguir superar a primeira pressão palestrina, poderá atacar os corredores antes que os alas retornem e que os defensores reorganizem suas coberturas.</p>



<p><strong>A primeira resposta da SEP precisa apa</strong>recer imediatamente após a perda da bola. Quando há jogadores próximos do local da recuperação adversária, a pressão pode interromper o contra-ataque antes que ele ganhe velocidade. O problema surge quando o primeiro combate é vencido pelo Fluminense e os palmeirenses continuam avançando individualmente para tentar recuperar a posse. <strong>Nesse cenário, a equipe corre o risco de perder referências de marcação e permitir que um passe vertical elimine mais de um jogador de uma só vez.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/13183514/canobbio-palmeiras-fluminense-libertadores-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2029242"></figure>



<p>Há também uma zona menos evidente, localizada entre os meio-campistas e a linha defensiva. Se o Flu encontrar um jogador capaz de receber nesse espaço, girar e acelerar a jogada, os zagueiros terão de escolher entre abandonar a última linha para pressionar ou recuar diante da possibilidade de um passe em profundidade.<strong> O Palmeiras precisa evitar que o adversário receba de frente e com tempo para decidir. </strong>Fechar os corredores é importante, mas permitir liberdade por dentro pode apenas transferir o problema para uma região ainda mais perigosa.</p>



<h2><strong>Palmeiras de olho em Canobbio e companhia</strong></h2>



<p><strong>A presença de jogadores como Canobbio e Soteldo,</strong> utilizados na formação do Fluminense que venceu o Palmeiras por 3 a 2 pelo Brasileirão, ajuda a ilustrar a possibilidade de exploração dos lados. <strong>São características individuais que podem oferecer alternativas quando o time recupera a bola e encontra espaço para avançar. </strong>A formação daquela partida, entretanto, não deve ser tratada como uma escalação garantida para a semifinal. O ponto central é compreender como o adversário em questão pode utilizar amplitude, velocidade e movimentação para obrigar a defesa palmeirense a abandonar sua organização inicial.</p>



<p>A comparação com os jogos recentes do Verdão precisa considerar as diferenças entre os adversários. Contra o Bahia, a análise deve observar como o Verdaço protegeu os espaços durante a saída e reagiu às perdas de posse. <strong>Diante do Corinthians, a vitória por 4 a 1 mostrou uma equipe capaz de sustentar sua presença ofensiva e aproveitar as oportunidades criadas. </strong>Os dois jogos oferecem material para avaliar o funcionamento da estrutura, mas não autorizam concluir que o Fluminense encontrará os mesmos problemas ou oferecerá as mesmas condições de jogo.</p>



<p><strong><a href="https://br.bolavip.com/fluminense/fluminense-nao-consegue-reagir-e-perde-classico-para-o-flamengo-no-campeonato-brasileiro" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O clássico entre Fluminense e Flamengo </a>também exige uma leitura cuidadosa.</strong> A equipe de Marcão perdeu por 1 a 0 utilizando uma formação modificada, em um contexto de preparação para a semifinal.<strong> O resultado não permite afirmar que o Tricolor chegará fragilizado nem comprova que a estratégia de preservação tenha produzido uma vantagem física decisiva.</strong> Para a análise tática, interessa observar os comportamentos coletivos que possam ser mantidos com a volta de jogadores habituais e separar aquilo que foi consequência da escalação daquilo que representa uma característica do modelo de jogo.</p>



<p><strong>Do lado Verde e Branco, </strong>a solução não precisa passar por uma redução indiscriminada das subidas dos alas ou por uma equipe excessivamente preocupada em proteger a própria área. Abel pode buscar equilíbrio com ajustes de posicionamento: garantir que um dos jogadores do meio permaneça em condições de proteger a entrada da defesa, coordenar a cobertura do lado oposto e evitar que os três zagueiros sejam obrigados a defender grandes distâncias em campo aberto. <strong>A ideia é preservar a capacidade ofensiva do Maior Campeão do Brasil sem transformar cada perda de bola em uma corrida para trás.</strong></p>



<h3><strong>Como diria Avallone: “uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa”</strong></h3>



<p>Existe ainda uma diferença importante entre pressionar e simplesmente perseguir o adversário. A SEP precisa identificar quando vale tentar recuperar a posse imediatamente e quando é mais seguro atrasar a progressão do Fluminense, recompondo as linhas antes de disputar novamente a bola.<strong> Essa escolha depende da localização da perda, da quantidade de jogadores próximos e da possibilidade de proteger o passe seguinte. </strong>Uma pressão bem coordenada pode sufocar a transição; uma tentativa desorganizada pode oferecer ao Tricolor exatamente o espaço que procura.</p>



<p>A semifinal coloca uma questão que vai além da disputa pela posse ou da capacidade de cada equipe de criar chances. <strong>O Verdão precisa atacar com a convicção que demonstrou recentemente, mas também estar preparado para o momento em que o adversário recuperar a bola e tentar acelerar. </strong>Se conseguir proteger os corredores, fechar os espaços entre meio-campo e defesa e reagir de maneira coordenada às perdas, o Palestra poderá reduzir uma das principais possibilidades de ameaça do Fluminense. No Maracanã, a força ofensiva de Abel será importante, mas a capacidade de impedir que ela se transforme em vulnerabilidade pode ser decisiva.</p>
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          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

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                <media:description type="plain"><![CDATA[Verdão precisa ficar atento com Canobbio e o ataque do Flu - Foto: Paulo De Tarso/AGIF]]></media:description>

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        </item><item>
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          <title>Números do Derby mostram caminhos para Abel potencializar estratégia na Libertadores</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/numeros-do-derby-mostram-caminhos-para-abel-potencializar-estrategia-na-libertadores]]></link>
          <pubDate>Tue, 13 Oct 2026 18:58:33 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Clássico ofereceu indícios de uma estrutura capaz de combinar mobilidade, amplitude e presença ofensiva. Agora, o confronto com o Fluminense colocará à prova o que foi evolução coletiva e o que dependeu das circunstâncias 
<p>A goleada por 4 a 1 sobre o Corinthians deixou mais do que três pontos e a satisfação de vencer o maior rival. <strong>Às vésperas da semifinal da Libertadores contra o Fluminense, o <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a> de Abel Ferreira apresentou sinais de uma organização </strong>capaz de combinar agressividade ofensiva, ocupação inteligente dos espaços e uma base defensiva mais protegida. A missão agora é identificar quais mecanismos podem sobreviver a um confronto de exigência diferente.</p>



<p>Um dos caminhos para compreender essa atuação <strong>está na manutenção da estrutura com três zagueiros. </strong>Murilo, Gustavo Gómez e Alexander Barboza formaram a primeira linha, enquanto Lucas Evangelista ofereceu apoio à construção e Andreas Pereira ocupou espaços mais adiantados. Pelos lados, Giay e Piquerez ganharam liberdade para avançar, ampliando o campo de ação palmeirense.<strong> A disposição permitiu</strong> ao time criar diferentes alturas de passe e alternativas para progredir, sem depender exclusivamente de uma jogada individual ou de lançamentos para os atacantes.</p>



<p><strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/arias-redesenha-o-esquema-do-ataque-mas-palmeiras-encara-dilema-tatico-no-derby" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A escolha de Jhon Arias também merece atenção.</a> </strong>Ao lado de Vitor Roque e Flaco López, o colombiano ajudou a dar mobilidade ao setor ofensivo, alternando presença por dentro e participação na construção. Andreas, por sua vez, podia receber entre as linhas adversárias, enquanto Vitor Roque oferecia profundidade para atacar os espaços. <strong>Essa combinação criou um dilema para a defesa corintiana: </strong>proteger os corredores laterais significava abrir possibilidades por dentro; fechar o centro exigia acompanhar os avanços dos alas. O Palestra encontrou maneiras de explorar essa divisão de responsabilidades.</p>



<p><strong>Giay foi o símbolo mais evidente dessa dinâmica. </strong>Autor de dois gols, o argentino apareceu em zonas ofensivas com uma frequência que ajuda a explicar por que sua participação não pode ser avaliada apenas pela função defensiva. O lateral encontrou espaço para atacar a área e transformou o avanço pelo corredor em presença efetiva na finalização. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/interesse-europeu-por-giay-abre-uma-nova-discussao-tatica-e-de-mercado-no-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Seu desempenho também reforça a importância de um sistema que ofereça cobertura para as subidas dos alas. </a></strong>A liberdade individual, nesse caso, ganha valor quando existe uma organização coletiva capaz de sustentá-la.</p>



<h2><strong>O Derby na ponta do lápis: uma pista para o Palmeiras</strong></h2>



<p><strong>Os números ajudam a dimensionar a produção.</strong> A SEP terminou o Derby com 22 finalizações, oito chutes no alvo e 2,53 de gols esperados (xG), contra 12 finalizações, três no alvo e 0,99 de xG do Corinthians, segundo a ficha do portal O Gol. <strong>O Verdão também teve 55% de posse de bola e criou três grandes oportunidades. </strong>O conjunto dos indicadores aponta para uma superioridade que destaca o volume de jogo, a presença na área e a capacidade de transformar a circulação em situações de finalização.</p>



<p>Mas é justamente aqui que a análise precisa ir além da estatística.<strong> O xG estima a probabilidade de uma finalização resultar em gol a partir de características da oportunidade, não identifica sozinho a qualidade da organização coletiva que a produziu.</strong> Para isso, é necessário observar a origem das chances, os movimentos que abriram espaço e a frequência com que o Palmeiras conseguiu repetir esses mecanismos. Os números sustentam a leitura de uma atuação ofensivamente produtiva, mas não autorizam concluir que todas as soluções encontradas serão igualmente eficientes contra qualquer adversário.</p>



<p><strong>A sequência dos gols oferece pistas. <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/gol-de-barboza-revela-detalhe-estrategico-do-palmeiras-no-classico-contra-o-corinthians" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Barboza abriu o placar em uma jogada de bola parada</a>,</strong> após cobrança curta de escanteio de Andreas Pereira e cruzamento de Lucas Evangelista. Antes do intervalo, Giay ampliou em uma construção coletiva que contou com a participação de Arias. Logo no início da segunda etapa, o gol contra de Matheus Bidu aumentou a vantagem, e o próprio Giay marcou novamente pouco depois. <strong>O placar foi construído por caminhos distintos:</strong> bola parada, movimentação ofensiva e aproveitamento de espaços. Essa variedade é um dos aspectos mais interessantes do desempenho palmeirense.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/13170816/derby-libertadores-palmeiras-fluminense-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2029156"></figure>



<p><strong>Também seria um erro ignorar o contexto. </strong>O Corinthians atravessava uma sequência negativa, havia passado por mudança no comando técnico e demonstrou dificuldades para conter o avanço alviverde. A vantagem construída rapidamente alterou as condições do confronto, oferecendo ao Palestra mais tranquilidade para administrar os espaços e obrigando o rival a conviver com o desgaste de perseguir o resultado. <strong>Portanto, a goleada não deve ser usada como prova isolada de que a equipe encontrou uma fórmula definitiva. </strong>O adversário e o andamento da partida também contribuíram para o tamanho da diferença.</p>



<p>Há, ainda, uma questão defensiva a ser observada. O Corinthians terminou com 12 finalizações e um xG de 0,99, números inferiores aos do Verdão, <strong>mas suficientes para lembrar que a proteção não pode ser medida apenas pelo placar.</strong> O gol corintiano saiu nos acréscimos, em cobrança de escanteio concluída de cabeça por Gustavo Henrique. Mais do que transformar esse lance em motivo de alarme, <strong>importa avaliar como a equipe protege a área, </strong>controla a segunda bola e reage quando o adversário consegue superar a primeira linha de pressão. Em uma semifinal, detalhes desse tipo podem ganhar peso desproporcional.</p>



<h2><strong>O desafio contra o Flu</strong></h2>



<p><strong>Contra o Fluminense, o Verdaço precisará </strong>verificar se consegue reproduzir a saída de bola sob pressão, encontrar Andreas entre as linhas e manter Giay e Piquerez em condições de atacar sem deixar corredores desprotegidos nas transições. Um adversário mais organizado pode exigir circulação mais rápida, melhor coordenação dos movimentos e decisões precisas sobre quando avançar ou preservar a estrutura.<strong> O sistema não precisa ser reproduzido de maneira rígida</strong>, pois sua utilidade estará na capacidade de oferecer soluções diferentes conforme os espaços disponíveis.</p>



<p>A atuação no Derby também abre alternativas para Abel administrar o equilíbrio entre agressividade e proteção. A entrada de Arias no lugar de um meio-campista de características mais defensivas mostrou uma possibilidade de aumentar a presença ofensiva sem abandonar a linha de três zagueiros.<strong> Isso não significa que a mesma escolha seja obrigatória no Maracanã. </strong>A decisão dependerá do comportamento do tricolor carioca, dos espaços que o adversário conceder e da necessidade de proteger a equipe quando perder a bola. Mais importante do que repetir nomes ou posições é preservar as relações coletivas que deram sustentação ao desempenho.</p>



<h2><strong>A missão de Abel</strong></h2>



<p>O Palmeiras chega à semifinal com uma pista relevante, <strong>não com um diagnóstico encerrado.</strong> O Derby mostrou que a estrutura pode aproximar a equipe de um ataque mais variado, com participação dos alas, mobilidade dos homens de frente e diferentes caminhos para chegar à área. Os números confirmam que essa organização produziu oportunidades em quantidade e qualidade, <strong>mas o Fluminense será um teste de outra natureza.</strong></p>



<p>Abel não precisa tratar a goleada como um manual pronto, e sim precisa identificar o que funcionou e ajustar o que o próximo adversário exigir. <strong>A diferença entre uma grande atuação e uma solução competitiva está justamente na capacidade de repetir os bons mecanismos quando o cenário deixa de ser favorável.</strong></p>
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          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

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                <media:description type="plain"><![CDATA[Abel comanda treino na Academia de Futebol e pode levar lições importantes do Derby para a semifinal da Libertadores - Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon]]></media:description>

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        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/interesse-europeu-por-giay-abre-uma-nova-discussao-tatica-e-de-mercado-no-palmeiras</guid>
          <title>Interesse europeu por Giay abre uma nova discussão tática e de mercado no Palmeiras</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/interesse-europeu-por-giay-abre-uma-nova-discussao-tatica-e-de-mercado-no-palmeiras]]></link>
          <pubDate>Tue, 13 Oct 2026 16:28:47 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Com clubes europeus de olho no argentino, a SEP avalia o potencial de mercado, mas também o valor estratégico de uma peça que pode ganhar ainda mais importância 
<p>Os dois gols de Agustín Giay na goleada por 4 a 1 sobre o Corinthians, no último domingo (11), <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/giay-vira-protagonista-e-palmeiras-mostra-por-que-sua-forca-vai-alem-do-placar" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>renderam ao lateral-direito uma noite de protagonista no Palmeiras.</strong> </a>Mas reduzir sua atuação ao placar seria desperdiçar uma discussão mais interessante <strong>envolvendo a nova sensação do Palestra, </strong>ao qual aponta para a indagação: será que <strong>Abel Ferreira encontrou uma maneira de aproveitar melhor as características do argentino?</strong> A pergunta ganha ainda mais relevância em um momento no qual o jogador, que também passou a ganhar espaço na seleção argentina, desperta o interesse de clubes europeus.</p>



<p>Antes do Derby, Giay havia marcado apenas uma vez em 102 partidas pelo Verdão. Contra o maior rival, balançou as redes duas vezes e ajudou a construir uma vitória que <strong>reforçou a confiança alviverde às vésperas da semifinal da Libertadores contra o Fluminense. </strong>A mudança de produção ofensiva chama atenção, mas não significa, por si só, que o camisa 4 tenha se transformado repentinamente em outro jogador. É preciso olhar para o contexto que permitiu ao argentino aparecer em zonas de finalização com tanta frequência.</p>



<p>No clássico, <strong>Abel manteve a estrutura com três zagueiros,</strong> formada por Gustavo Gómez, Murilo e Alexander Barboza. Lucas Evangelista atuou à frente da defesa, enquanto Andreas Pereira ganhou liberdade para participar da criação. Pelos lados, Giay e Piquerez ofereceram amplitude e profundidade, com Jhon Arias, Vitor Roque e Flaco López ocupando regiões mais adiantadas.<strong> A distribuição colocou o Corinthians diante de um problema:</strong> além de acompanhar as movimentações dos atacantes, precisava lidar com a chegada dos alas e com jogadores capazes de circular entre suas linhas de marcação.</p>



<p>Essa organização ajuda a explicar por que a atuação de Giay merece ser analisada para além dos gols. Com três zagueiros na base da estrutura, o Palestra pode oferecer maior liberdade aos jogadores dos corredores, desde que a cobertura esteja bem coordenada. <strong>Quando o argentino avança, o espaço deixado às suas costas não desaparece por decreto de Abel. Alguém precisa protegê-lo,</strong> seja com o deslocamento do zagueiro pelo lado direito, seja com o posicionamento dos meio-campistas para evitar que uma perda de bola transforme uma iniciativa ofensiva em contra-ataque adversário.</p>



<h2><strong>Para entender o mecanismo do Palmeiras</strong></h2>



<p>O funcionamento dessa engrenagem depende também da ocupação dos espaços por dentro. Andreas e Arias podem aproximar-se da construção, atrair marcadores e abrir caminhos para a progressão pelos lados. A presença de Vitor Roque e Flaco López mais adiantados também ajuda a prender a última linha adversária, criando condições para que os alas avancem. Contra o Corinthians, <strong>a SEP conseguiu combinar amplitude, mobilidade e profundidade, </strong>explorando as dificuldades de um rival que teve problemas para conter as movimentações Alviverdes. Giay apareceu como beneficiário de um mecanismo coletivo, não como um personagem isolado de uma partida excepcional.</p>



<p>Isso não significa que o argentino tenha resolvido todas as questões de seu jogo. A capacidade de atacar o espaço e aparecer na área precisa conviver com a leitura defensiva, a escolha do momento de avançar e a qualidade das decisões quando o adversário consegue bloquear o corredor. <strong>É justamente neste contexto que a discussão sobre lateral e ala ganha outra dimensão. </strong>Mais importante do que escolher um rótulo para Giay é entender em qual estrutura ele consegue oferecer mais ao Verdaço sem comprometer o equilíbrio da equipe. O Derby forneceu sinais positivos, mas a repetição desse rendimento será decisiva para confirmar a hipótese.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/13160732/interesse-europeu-giay-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2029091"></figure>



<p>A dimensão da atuação aumentou com a notícia de que <strong>clubes europeus acompanham o jogador </strong>e podem apresentar propostas em janeiro. Em reportagem publicada nesta terça-feira (13), a ESPN informou que<strong> Giay é sondado por equipes do exterior e deve voltar a ser alvo de movimentações na próxima janela, segundo apuração do especialista em mercado Matteo Moretto. </strong>O interesse surge por um cenário de conjunções promissoras. Com 22 anos, ganhou projeção recente na seleção de seu país e vem ampliando sua exposição. O clássico, nesse cenário, funciona como mais uma vitrine de um atleta cujo potencial já despertava atenção no mercado.</p>



<h2><strong>O que é preciso observar com atenção sobre Giay</strong></h2>



<p>Para o <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras, </a></strong>porém,<strong> a discussão é complexa e demanda atenção.</strong> A diretoria investiu na contratação de Giay junto ao San Lorenzo, em 2024, e agora tem diante de si o desafio de avaliar não apenas a valorização financeira do jogador, mas também sua utilidade esportiva. Se Abel estiver encontrando uma maneira consistente de potencializar o argentino, negociar em janeiro significaria considerar a perda de uma peça que pode ganhar importância na estrutura da equipe. <strong>Naturalmente, uma proposta fora dos padrões habituais exigiria análise, mas o rendimento recente acrescenta um componente esportivo à equação.</strong></p>



<p><strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/marcao-expoe-estrategia-do-fluminense-e-palmeiras-aposta-em-caminho-ousado-como-tatica-para-a-libertadores" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A semifinal contra o Fluminense oferece um teste importante para essa leitura.</a></strong> O contexto tende a ser diferente daquele encontrado diante do arquirrival paulista, e Giay poderá ter menos espaço para avançar ou precisar escolher com mais cuidado o momento de apoiar o ataque<strong>. Em jogos de maior exigência, a liberdade ofensiva precisa estar acompanhada de uma proteção defensiva eficiente.</strong> Se o Palestra conseguir preservar a segurança do corredor e, ao mesmo tempo, encontrar oportunidades para explorar as chegadas do argentino, a atuação no Derby ganhará um significado mais amplo. Não será necessário que ele marque novamente para confirmar sua importância.</p>



<p><strong>Também convém evitar a conclusão oposta:</strong> um jogo discreto no Maracanã não apagaria o que Giay apresentou contra o Corinthians.<strong> O futebol não oferece respostas definitivas </strong>em noventa minutos, sobretudo quando a função de um jogador depende tanto dos movimentos dos companheiros e das características do adversário. O que a semifinal poderá revelar é em quais condições o argentino consegue repetir suas ações ofensivas e como Abel ajusta a equipe para equilibrar os riscos. Essa é a medida mais útil para separar uma grande atuação de uma evolução que pode se consolidar.</p>



<h2><strong>Desafio sobre os recursos do argentino</strong></h2>



<p>Talvez Giay não tenha mudado de patamar de uma hora para outra. É possível que o Palmeiras esteja começando a aproveitar melhor atributos que já existiam, dentro de uma estrutura capaz de oferecer ao argentino situações mais favoráveis para atacar<strong>. Os dois gols no Derby colocaram essa possibilidade em evidência, o interesse europeu acrescentou urgência à discussão e a semifinal contra o Fluminense surge como uma oportunidade de observar a hipótese em outro contexto competitivo. </strong>Para Abel, o desafio é transformar a exceção em recurso. Para o Verdão, é descobrir até onde esse recurso pode levar o time antes de calcular quanto vale abrir mão dele.</p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/13162529/Giay-1-e1791919653255-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Giay treina na Academia de Futebol: O argentino tem roubado a cena no Palestra - Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-goleia-o-corinthians-e-usa-memphis-depay-como-trilha-sonora-do-deboche</guid>
          <title>Palmeiras goleia o Corinthians e usa Memphis Depay como trilha sonora do deboche</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-goleia-o-corinthians-e-usa-memphis-depay-como-trilha-sonora-do-deboche]]></link>
          <pubDate>Mon, 12 Oct 2026 20:39:01 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[A rivalidade transforma gestos, refrões e comemorações em lembranças que sobrevivem ao apito final. Dessa vez, o Verdão aproveitou um símbolo rival para prolongar a festa com humor mordaz 
<p>Há vitórias que terminam no apito final. Outras pedem bis, repeteco e, se possível, um bom sistema de som. No domingo (11),<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/giay-vira-protagonista-e-palmeiras-mostra-por-que-sua-forca-vai-alem-do-placar" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> o Palmeiras fez 4 a 1 no Corinthians e resolveu esticar a festa</a> no vestiário com uma escolha musical que dispensava explicações: </strong>“Deixa o Chefe Balançar”, canção associada a <strong>Memphis Depay, </strong>nas celebrações corintianas pelo título da Copa do Brasil. O placar já dizia bastante. A playlist resolveu acrescentar o barulho.</p>



<p>No futebol, a fronteira entre comemoração e provocação é tão estreita quanto a paciência do torcedor depois de uma derrota para o maior rival. <strong>Os jogadores do Palestra, aparentemente, não estavam interessados em estudar essa delicada questão diplomática.</strong> Escolheram a música, aumentaram o volume e fizeram do vestiário uma extensão da arquibancada. <strong>Quatro gols não pareciam suficientes para encerrar o expediente.</strong></p>



<p>O placar funciona como argumento, credencial e,<strong> em certas vezes, autorização para o deboche.</strong> A SEP não precisava inventar uma narrativa para se colocar acima do rival: <strong>os quatro gols já haviam produzido a manchete.</strong> A música foi o comentário espirituoso depois do ponto final, aquele parágrafo que não altera a conclusão, mas deixa o leitor com um sorriso, ou com vontade de contestar o autor.</p>



<p><strong>A ironia está no destino de um símbolo.</strong> Uma música que ajudou a embalar a festa corintiana passou a servir de trilha para a comemoração palmeirense. É quase uma pequena aula sobre a propriedade intelectual no futebol: o adversário investe na construção de um ritual, dá a ele nome, rosto e refrão, mas não consegue impedir que o rival encontre outra utilidade para o produto. <strong>No mercado da corneta, os direitos autorais costumam ser bastante flexíveis.</strong></p>



<h2><strong>O troco palestrino escolheu seu alvo maior</strong></h2>



<p><strong>Memphis, nesse roteiro, virou personagem de uma festa da qual não participava.</strong> Não é necessário imaginar um capítulo secreto de bastidores no silêncio alvinegro. O simbolismo já funciona por conta própria. Quando uma figura se associa a uma música, a uma comemoração e a um momento importante do rival, oferece involuntariamente matéria-prima para a próxima provocação. <strong>O futebol tem dessas delicadezas: às vezes, a homenagem sobrevive, mas muda de endereço.</strong></p>



<p>Há também uma diferença fundamental entre a provocação que nasce de uma vitória e aquela que tenta compensar uma derrota. O<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Palmeiras</a></strong> não precisou fabricar um acontecimento para fazer barulho. Venceu por 4 a 1, diante de sua torcida, e encontrou na própria história recente do adversário o ingrediente adicional para a celebração. A música não fez os gols, evidentemente. Mas ajudou a transformar o resultado em narrativa,<strong> e narrativas, no futebol, costumam durar mais do que os noventa minutos.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="1280" height="720" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/12203645/11102026_cg_palmeiras_7735_81-e1791848317832-1280x720.webp" alt="" class="wp-image-2028797"><figcaption>Domingo de festa comemoração e deboche no Palestra. Pesadelo para o arquirrival – (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)</figcaption></figure>



<p><strong>O Derby, afinal, nunca foi </strong>uma reunião de condomínio em que os vizinhos discutem a cor da parede e terminam dividindo o elevador com sorrisos protocolares. Desde as provocações do século passado até as provocações que atravessam as redes sociais,<strong> a rivalidade paulista vive de gestos que ganham proporções históricas. </strong>Um drible, uma frase, uma música ou uma comemoração podem virar patrimônio afetivo de uma torcida e material de expediente para a outra. O clássico é também uma disputa pela memória.</p>



<h2><strong>Uma velha história de provocação no Derby</strong></h2>



<p>O Palmeiras conhece bem essa mecânica. <strong>A história do porco, por exemplo, ensina </strong>que nem sempre o autor de uma provocação consegue controlar o significado que ela terá no futuro. Aquilo que nasceu como ofensa pode acabar incorporado à identidade de quem deveria se sentir atingido. <strong>No caso de Memphis, o movimento é diferente: </strong>não se trata de transformar um insulto em símbolo próprio, mas de aproveitar um símbolo alheio para temperar uma vitória. A rivalidade é uma espécie de reciclagem permanente, com o detalhe de que ninguém se preocupa muito com a sustentabilidade emocional do adversário.</p>



<p>Naturalmente, a cena também diz algo sobre o futebol brasileiro de hoje. <strong>O espetáculo não termina quando a bola para de rolar. </strong>Há o vídeo, o recorte, o meme, a postagem e a disputa pela última palavra. O vestiário virou mais um palco, e a comemoração passou a ser produzida também para quem assistirá depois, pelo celular. A música escolhida pela SEP tinha um destinatário evidente, mas uma plateia muito maior. <strong>O Derby acabou no gramado, na internet, ganhou prorrogação.</strong></p>



<p><strong>O mais interessante é que a goleada dispensou</strong> <strong>o exagero.</strong> Não era necessário declarar superioridade histórica, decretar o fim de uma era ou transformar um domingo em sentença definitiva sobre o arquirrival. Bastava lembrar o resultado e apertar o play. O 4 a 1 já continha a mensagem, a música apenas escolheu a embalagem. <strong>Como acontece nas melhores provocações, </strong>o destinatário conhecia perfeitamente o motivo da brincadeira, enquanto o remetente podia alegar, com a inocência teatral de quem acaba de esconder o controle remoto, que estava apenas comemorando.</p>



<h2><strong>Sem crise, é apenas futebol</strong></h2>



<p><strong>Há uma certa sabedoria </strong>na escolha de não inventar uma piada inteiramente nova. O Palestra encontrou uma referência que o torcedor reconhece, que o corintiano identifica e que dispensa longas legendas. Em tempos nos quais qualquer provocação corre o risco de virar um tratado de marketing, a simplicidade tem seu charme. <strong>No fim das contas, o Verdaço fez o que se espera de um rival quando a oportunidade aparece: ganhou em campo e prolongou a festa fora dele.</strong></p>



<p><strong>Não há necessidade de transformar a cena em uma crise diplomática, </strong>muito menos de procurar nela uma tese definitiva sobre o caráter de Memphis ou dos jogadores envolvidos. <strong>Foi futebol, foi provocação e foi humor de vestiário. </strong>O tipo de episódio que alimenta a rivalidade justamente porque não exige solenidade. Até o Corinthians conseguir descontar em uma revanche, a música da zoeira ganhou uma nova lembrança, o placar seguirá disponível para consulta e os palestrinos terão mais um motivo para sorrir quando o refrão tocar. <strong>Desta vez, o Maior Campeão do Brasil nem precisou compor a canção. Bastou escolher a trilha certa para uma goleada que já tinha ritmo próprio.</strong></p>
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          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/12203000/Memphis-Depay-e1791847873697-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Memphis Depay desolado no chocolate palestrino no Brasileirão - (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)]]></media:description>

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        </item><item>
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          <title>Marcão expõe estratégia do Fluminense e Palmeiras aposta em caminho ousado como tática para a Libertadores</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/marcao-expoe-estrategia-do-fluminense-e-palmeiras-aposta-em-caminho-ousado-como-tatica-para-a-libertadores]]></link>
          <pubDate>Mon, 12 Oct 2026 18:10:55 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[As escolhas revelam planos distintos do Palmeiras e do Fluminense para a semifinal e levantam uma questão sobre o que cada equipe pretende explorar 
<p>O <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> chega à semifinal da Libertadores com uma escolha que ajuda a explicar o planejamento de Abel Ferreira para a reta decisiva da temporada. Enquanto o Fluminense preservou boa parte dos titulares no clássico contra o Flamengo, o Verdão levou sua equipe principal ao Derby e venceu o Corinthians por 4 a 1. <strong>Mais do que uma diferença de escalação, os dois clubes expuseram maneiras distintas de administrar o elenco </strong>antes de uma decisão continental, considerando as exigências do calendário, as características dos jogadores e a necessidade de manter o rendimento em alto nível.</p>



<p>A decisão de Abel também precisa ser interpretada à luz do momento do Palestra. O time não atravessa apenas uma sequência de partidas importantes: <strong>vem apresentando sinais de evolução com um sistema de três zagueiros, maior mobilidade no meio-campo e alternativas ofensivas que ampliam as possibilidades de construção. </strong>Diante do Corinthians, a equipe voltou a demonstrar capacidade de ocupar o campo adversário, produzir oportunidades e transformar sua superioridade em gols. Nesse cenário, manter os titulares em atividade também significava dar continuidade a uma estrutura que começa a apresentar respostas dentro de campo.</p>



<p><strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/giay-vira-protagonista-e-palmeiras-mostra-por-que-sua-forca-vai-alem-do-placar" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A goleada no Derby reforçou essa leitura.</a></strong> Com dois gols de Giay, além dos tentos de Alexander Barboza e do gol contra de Matheus Bidu, o Palmeiras construiu um resultado expressivo sem abrir mão da formação principal.<strong> O valor da escolha está na combinação entre a resposta da equipe, a necessidade de pontuar no Brasileirão e a confiança que uma boa atuação pode proporcionar. </strong>O resultado fortalece o ambiente, mas não elimina a necessidade de recuperação física.</p>



<p>Existe, ainda, uma particularidade importante no planejamento alviverde: a disputa nacional continua sendo uma prioridade concreta. A SEP venceu o Corinthians e chegou aos 63 pontos, permanecendo a apenas um do Flamengo, líder do campeonato.<strong> Poupar titulares, portanto, não significaria apenas administrar o intervalo até a Libertadores, mas também considerar o custo esportivo de abrir mão de força em uma rodada relevante para a corrida pelo título. </strong>Abel precisava equilibrar duas competições sem tratar o Brasileirão como um compromisso secundário, e a escalação escolhida permitiu ao time buscar os três pontos mantendo sua principal estrutura competitiva.</p>



<h2><strong>Diferenças entre Palmeiras e Fluminense</strong></h2>



<p><strong>Do outro lado, <a href="https://br.bolavip.com/fluminense/fluminense-decide-poupar-alguns-titulares-contra-o-flamengo-e-escalara-time-alternativo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a estratégia do Fluminense </a>exige </strong>uma leitura que vai além da simples decisão de descansar jogadores. Em entrevista ao ge publicada em 10 de outubro, <strong>Marcão afirmou que o planejamento para os confrontos contra Flamengo e Verdão seria integrado, com a intenção de competir nos dois compromissos. </strong>O treinador chegou a recordar a sequência anterior contra o próprio Alviverde e o Independiente Rivadavia, quando o tricolor carioca utilizou uma formação praticamente titular nas duas partidas. <strong>A ideia inicial era preservar a ambição competitiva.</strong></p>



<p>A escalação diante do Flamengo, porém, <strong>mostrou que o planejamento precisou considerar as condições concretas do elenco. </strong>O Flu iniciou o clássico com apenas cinco jogadores considerados titulares, em uma decisão influenciada pelas orientações da fisiologia e da preparação física. Após a derrota por 1 a 0, Marcão explicou que a equipe precisava ter cuidados específicos com atletas mais experientes, <strong>citando Thiago Silva, de 42 anos, e Hulk, de 40. </strong>O treinador também mencionou o intervalo reduzido entre os compromissos: o time havia jogado na quinta-feira e tinha apenas 66 horas até o clássico, antes de voltar a campo na quarta-feira pela Libertadores.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/12181002/ae6fd340-8921-4ed5-8669-08dc2993957c-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2028719"></figure>



<p>A diferença de idade entre as equipes ajuda a contextualizar as decisões. Segundo levantamento publicado pelo ge, o time titular considerado do <strong>Fluminense tem média de 32,9 anos, enquanto o Verdaço apresenta média de 27,9. São cinco anos de diferença, </strong>um dado relevante quando se discute a administração de uma sequência exigente. Isso não significa que os jogadores mais jovens estejam automaticamente preparados para suportar qualquer carga, nem que os mais velhos precisem necessariamente ser poupados. A idade funciona como uma variável de planejamento, que ganha importância quando combinada com histórico individual, minutos acumulados, recuperação e características de cada atleta.</p>



<h2><strong>O desafio de Abel Ferreira</strong></h2>



<p>É justamente nesse ponto que as escolhas de Abel e Marcão deixam de ser apenas opostas e passam a revelar necessidades diferentes. <strong>O Palestra tem uma formação titular com idade média inferior e vinha encontrando respostas em uma estrutura que depende de coordenação coletiva, movimentação e intensidade. </strong>Manter os principais jogadores em campo pode ajudar a consolidar os mecanismos táticos, preservar o entrosamento e sustentar a confiança adquirida nos últimos compromissos. <strong>Para Abel, o desafio é aproveitar essa continuidade sem confundir bom momento com ausência de risco físico.</strong> Uma equipe pode estar funcionando bem e ainda assim precisar de ajustes individuais na recuperação.</p>



<p>No <strong>Fluminense,</strong> a preservação procura proteger a disponibilidade de jogadores importantes para o confronto continental. <strong>A vantagem potencial é chegar à semifinal com atletas mais descansados, especialmente aqueles cuja condição exige atenção individualizada. </strong>O custo possível está na perda de ritmo de parte dos titulares e na necessidade de retomar rapidamente os mecanismos coletivos após uma rodada disputada com formação modificada. Isso significa que o treinador do clube carioca escolheu administrar de outra maneira os recursos que tem à disposição, priorizando a condição dos jogadores para o momento considerado decisivo.</p>



<p>O resultado do Fla-Flu também precisa ser interpretado com cautela. O Fluminense perdeu por 1 a 0, <strong>mas uma derrota em clássico com equipe mista não permite concluir que a preservação tenha sido um erro, assim como a goleada </strong>palmeirense não prova que a utilização dos titulares tenha sido a estratégia ideal. Os dois resultados oferecem contextos diferentes, não respostas definitivas. Para avaliar as escolhas, será necessário observar como cada equipe responde à intensidade da semifinal, como administra os momentos sem a bola e se consegue executar o plano de jogo durante os 90 minutos.</p>



<h2><strong>A missão palestrina para a Libertadores</strong></h2>



<p><strong>Para o Palestra, a principal questão será transformar a continuidade competitiva em vantagem real</strong> contra um adversário que conhece a importância de administrar o elenco. A evolução recente do sistema tático, a confiança após o Derby e a necessidade de seguir na perseguição ao Flamengo ajudam a explicar por que Abel optou por manter a força máxima. Mas a semifinal exigirá mais do que repetir a atuação diante do Corinthians, já que será preciso adaptar a equipe às características do Fluminense, controlar os momentos de pressão e preservar a capacidade de competir até o fim. A manutenção dos titulares ganha valor quando vem acompanhada de rendimento e recuperação adequados.</p>



<p><strong>Palmeiras e Fluminense escolheram caminhos diferentes</strong> para chegar ao mesmo objetivo, e a comparação mais interessante não é determinar antecipadamente qual treinador acertou. Abel apostou na continuidade de uma equipe em evolução, conciliando o Derby com a disputa pelo Brasileirão. Marcão ajustou a utilização do elenco diante de limitações e necessidades físicas específicas, buscando preservar peças importantes para a Libertadores. A semifinal colocará essas decisões à prova. <strong>Para o Verdão, o desafio será provar que ritmo, entrosamento e confiança podem ser convertidos em vantagem competitiva sem comprometer a resposta física. </strong>É dentro de campo, e não apenas na escalação do fim de semana, que o planejamento de cada comissão técnica encontrará sua medida.</p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

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                <media:description type="plain"><![CDATA[O técnico Marcão comanda treino no Fluminense de olho no Palestra - (Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC)]]></media:description>

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        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/abel-quer-tirar-o-medo-de-paulinho-e-palmeiras-precisa-ganhar-um-reforco-usando-estrategia</guid>
          <title>Abel quer tirar o medo de Paulinho e Palmeiras precisa ganhar um reforço usando estratégia</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/abel-quer-tirar-o-medo-de-paulinho-e-palmeiras-precisa-ganhar-um-reforco-usando-estrategia]]></link>
          <pubDate>Tue, 13 Oct 2026 09:14:44 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Contratado por cerca de R$ 115 milhões, Paulinho ainda precisa transformar potencial em contribuição regular. A questão é como cobrar esse retorno sem atropelar sua recuperação 
<p><strong>A entrevista coletiva de Abel Ferreira </strong>depois da goleada por 4 a 1 sobre o Corinthians ofereceu uma pista importante <strong>sobre o caso de Paulinho.</strong> Mais do que defender um jogador que desperdiçou um pênalti, o treinador procurou combater um adversário que não aparece no placar: <strong>o medo de voltar a se lesionar.</strong> O camisa 10 do <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> passou cerca de dois meses e meio afastado e retornou justamente no Derby, em um cenário favorável, com a vitória palmeirense praticamente assegurada. <strong>O recado de Abel, porém, ultrapassou os limites do Clássico.</strong></p>



<p><strong>Paulinho entrou aos 32 minutos </strong>do segundo tempo, sofreu a penalidade e teve a oportunidade de coroar o retorno com um gol. <strong>Bateu, Hugo Souza defendeu, e a história parecia pronta para alimentar a impaciência habitual do futebol. </strong>Seria um erro transformar a cobrança em veredicto. O atacante voltou depois de um período longo de inatividade, participou de uma jogada importante e ainda precisa reconstruir a relação entre seu corpo, a exigência competitiva e a confiança para executar os movimentos sem receio.</p>



<p>Abel entendeu que a discussão não deveria terminar no pênalti. <strong>Ao admitir que Paulinho provavelmente não entraria se o placar estivesse mais apertado,</strong> o treinador reconheceu que o retorno ainda obedece a circunstâncias específicas. E foi além: disse acreditar que o jogador carrega o medo de uma nova lesão e defendeu que ele não deve atuar condicionado por essa possibilidade. A frase mais reveladora talvez tenha sido a seguinte:<strong> se houver nova lesão, outro jogador ocupará seu lugar. É uma maneira de retirar dos ombros do atacante a obrigação de se provar a cada minuto.</strong></p>



<p>Há, nessa postura, uma compreensão razoável do problema. Um atleta que entra em campo preocupado com o próximo problema físico pode hesitar justamente quando precisa acelerar, mudar de direção ou disputar uma bola dividida.<strong> O futebol profissional não oferece garantias, e ninguém consegue eliminar completamente o risco de uma lesão. </strong>O que a comissão técnica pode fazer é estabelecer critérios, acompanhar a evolução e impedir que a ansiedade por resultados atropele o processo. Coragem não se confunde com imprudência, confiança tampouco significa ignorar os limites do próprio corpo.</p>



<h2><strong>A hora da verdade para Paulinho no Palmeiras</strong></h2>



<p>O Palestra, entretanto, não vive apenas um debate sobre a recuperação emocional de um jogador. Paulinho chegou ao clube no início de 2025 por aproximadamente <strong>R$ 115 milhões, então a contratação mais cara da história alviverde. </strong>Desde a chegada, enfrentou uma sequência de obstáculos físicos, incluindo procedimentos cirúrgicos na perna direita<strong> e </strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/dr-rubens-sampaio-detalha-o-desafio-neuromuscular-enfrentado-por-paulinho-no-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>problemas musculares posteriores.</strong> </a>O resultado foi uma disponibilidade muito inferior àquela que se esperava de um reforço desse porte. Não se trata de responsabilizar o jogador por ter se machucado, mas de reconhecer que o clube ainda precisa transformar o investimento em contribuição esportiva regular.</p>



<p>É aqui que a análise exige alguma distinção.<strong> Investimento não é dívida moral,</strong> e recuperação física não pode ser submetida ao calendário das expectativas financeiras. <strong>A SEP não comprou a garantia de que Paulinho jamais se lesionaria, contratou um jogador pelas qualidades que demonstrara antes de chegar.</strong> Mas o futebol também não se sustenta apenas com a lembrança do que um atleta foi capaz de fazer. O que interessa, sobretudo em uma temporada de decisões, é aquilo que ele consegue entregar agora e a possibilidade concreta de repetir essa contribuição na partida seguinte.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="940" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/12170228/paulinho-abel-confianca-940x1672.webp" alt="" class="wp-image-2028684"></figure>



<p>Por isso, o caminho mais sensato é construir uma reintegração gradual, com minutos compatíveis com sua condição, <strong>avaliação diária e aumento progressivo das responsabilidades. </strong>A comissão técnica já trabalha com etapas para a liberação dos atletas, e o próprio Abel indicou que a participação do atacante no próximo compromisso dependeria da avaliação de suas condições. Essa cautela não representa privilégio:<strong> é o procedimento necessário para que o retorno tenha alguma chance de se transformar em continuidade.</strong></p>



<h2><strong>O desafio é equilibrar potencial com disponibilidade</strong></h2>



<p>Há também uma questão de planejamento esportivo. <strong>O Verdão precisa de alternativas ofensivas confiáveis</strong> para atravessar a reta decisiva, e não apenas de nomes disponíveis na lista de relacionados. Um jogador que pode atuar por quinze minutos, mas ainda não suporta iniciar uma partida, oferece uma possibilidade diferente daquela representada por alguém capaz de sustentar noventa minutos em alta intensidade. <strong>O camisa 10 pode acrescentar recursos técnicos, movimentação e capacidade de decisão ao setor ofensivo.</strong> Para que essas qualidades tenham peso real, contudo, o clube precisa saber em que medida pode contar com elas, sem confundir potencial com disponibilidade.</p>



<p>Nesse contexto, a concorrência pode ser tão importante quanto a recuperação. O elenco não pode ficar à espera de que Paulinho esteja pronto para responder a todas as necessidades da equipe, assim como o atacante não deve ser tratado como uma solução descartável por ainda não ter alcançado sua melhor condição. Abel tem a tarefa de administrar essas duas realidades: proteger o processo individual sem comprometer as exigências coletivas. <strong>A declaração de que outro jogador ocupará seu lugar em caso de lesão pode soar dura, mas contém uma verdade elementar do futebol,</strong> ao escancarar que ninguém tem vaga assegurada, e a confiança precisa caminhar junto com a capacidade de estar em campo.</p>



<p><strong>O pênalti perdido, aliás, produziu uma situação curiosa. </strong>Abel avaliou que ainda não era o momento ideal para Paulinho assumir aquela cobrança, embora os próprios companheiros tenham decidido lhe dar a oportunidade. <strong>O episódio revela o apoio do grupo, mas também expõe a diferença entre acolher um jogador e exigir que ele esteja pronto para assumir qualquer responsabilidade. </strong>O atacante saiu frustrado, como seria natural, mas não precisa transformar a falha em mais um obstáculo psicológico. Se o Palestra deseja recuperar sua contribuição, deve permitir que o erro permaneça do tamanho que realmente tem: o de uma cobrança desperdiçada em uma vitória por 4 a 1.</p>



<h2><strong>O recado de Abel ao camisa 10</strong></h2>



<p>A declaração de Abel deve ser entendida como uma tentativa de reorganizar as expectativas. O treinador está procurando evitar que a necessidade de justificar o investimento se transforme em ansiedade e precipite novos problemas. Dar tempo significa reconhecer a dificuldade de uma recuperação e não obriga o clube a abandonar a expectativa de retorno.<strong> A cobrança mais justa está nos sinais consistentes de evolução.</strong></p>



<p><strong>O Alviverde precisa de menos pressa e mais continuidade. </strong>Paulinho não deve ser condenado pelo pênalti, assim como não pode ser considerado recuperado apenas porque voltou a jogar. Abel pode oferecer respaldo, a comissão técnica pode administrar os minutos e o elenco pode demonstrar confiança. A etapa decisiva, porém, depende de o atacante conseguir permanecer à disposição e transformar participações esporádicas em contribuição efetiva. <strong>O investimento será avaliado, como deveria ser, pela capacidade do atacante finalmente fazer em campo aquilo que justificou sua contratação.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/12172410/Paulinho-e1791836716909-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Paulinho, da SE Palmeiras, durante treinamento, na Academia de Futebol. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/suspensoes-de-gomez-e-giay-colocam-em-xeque-a-forca-de-uma-descoberta-estrategica-do-palmeiras</guid>
          <title>Suspensões de Gómez e Giay colocam em xeque a força de uma descoberta estratégica do Palmeiras</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/suspensoes-de-gomez-e-giay-colocam-em-xeque-a-forca-de-uma-descoberta-estrategica-do-palmeiras]]></link>
          <pubDate>Mon, 12 Oct 2026 20:19:56 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Entre a semifinal da Libertadores e o Brasileirão, o tempo para ajustes é curto. Abel terá de equilibrar duas exigências e demandas específicas no Palestra 
<p>O futebol tem dessas ironias que dispensam qualquer intervenção do destino. No domingo (11), o <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> goleou o Corinthians por 4 a 1, viu Agustín Giay marcar duas vezes e reforçou a impressão de que encontrou uma formação capaz de combinar agressividade ofensiva com segurança defensiva.<strong> A celebração, porém, veio acompanhada de uma conta a pagar: o lateral argentino e Gustavo Gómez receberam o terceiro cartão amarelo e desfalcarão a equipe contra o Athletico-PR, pelo Campeonato Brasileiro.</strong> O resultado foi exuberante, já o calendário, menos generoso.</p>



<p>Se o problema fosse apenas substituir os desfalques, bastaria consultar a lista de reservas e entregar a escalação ao departamento de futebol. O desafio de Abel Ferreira é preservar uma estrutura que começa a apresentar sinais de estabilidade justamente quando o Palestra entra em uma sequência na qual cada decisão pode repercutir em duas competições.<strong> Na quarta-feira, dia 14, o time enfrenta o Fluminense, no Maracanã, pela ida da semifinal da Libertadores. </strong>No sábado, dia 17, visita o Athletico-PR, em Curitiba, pelo Brasileirão. Três dias entre um compromisso e outro, com exigências diferentes e margem reduzida para improvisações.</p>



<p>Gómez concentra boa parte dessa equação. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/gustavo-gomez-volta-ao-derby-sob-atencao-medica-e-sua-lideranca-ganha-outro-significado" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Capitão, referência técnica e um dos principais organizadores da linha defensiva,</a></strong> o paraguaio não se resume à capacidade de interceptar cruzamentos ou ganhar disputas pelo alto. Sua presença também influencia o posicionamento dos companheiros, a proteção da área e a tomada de decisões quando o adversário acelera a transição. Substituí-lo significa encontrar alguém capaz de executar essas tarefas dentro de um sistema coletivo. <strong>A braçadeira pode mudar de braço sem maiores consequências protocolares, mas a responsabilidade de comandar a defesa, não necessariamente.</strong></p>



<p><strong>O contexto tático aumenta o alerta sua ausência.</strong> Nos compromissos recentes, Abel encontrou rendimento em uma formação com três zagueiros e três meio-campistas, modelo que ajudou a equipe a controlar adversários e chegar à goleada sobre o Corinthians.<strong> A presença de Gómez favorece esse arranjo porque permite que os demais defensores ajustem suas funções com referências claras.</strong> Retirar o capitão, portanto, não obriga o treinador a abandonar o sistema, mas exige avaliar se os substitutos oferecem as mesmas condições de posicionamento, cobertura e saída de bola. Uma formação desenhada no quadro tático só funciona quando os jogadores conseguem executá-la no gramado.</p>



<h2><strong>Palmeiras precisa encontrar a melhor combinação</strong></h2>



<p><strong>Bruno Fuchs aparece como uma alternativa para a zaga, </strong>inclusive se o ‘Gajo’ decidir manter os três defensores. <strong>Murilo e <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/gol-de-barboza-revela-detalhe-estrategico-do-palmeiras-no-classico-contra-o-corinthians" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Alexander Barboza</a> também entram nessa discussão, </strong>seja pela manutenção da estrutura, seja por uma eventual mudança para uma linha de quatro. Importa saber qual combinação preserva melhor as distâncias entre os setores e evita que a equipe precise corrigir, durante a partida, problemas provocados pela alteração inicial. Em jogos decisivos, a melhor substituição nem sempre é a que reproduz as características do ausente, no entanto, pode ser aquela que exige menos adaptações do conjunto.</p>



<p><strong>Giay acrescenta outra variável ao problema. </strong>Autor de dois gols no Dérbi, o argentino transformou uma atuação de destaque em argumento a favor de sua importância no momento atual. Sua ausência, contudo,<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/khellven-pode-abrir-o-caminho-que-o-palmeiras-precisa-para-desmontar-o-corinthians" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> abre espaço para Khellven, que já foi utilizado na lateral-direita.</a></strong> O substituto oferece uma alternativa natural para a posição, mas a troca também precisa ser observada dentro do desenho coletivo. Se a SEP utilizar três zagueiros, a função do ala pode exigir amplitude, intensidade para atacar o espaço e capacidade de recomposição. Se optar por uma linha de quatro, as responsabilidades mudam. Não basta trocar o nome na escalação e presumir que todo o restante permanecerá igual.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/12161948/gomez-giay-escalacao-suspensos-palmeiras-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2028649"></figure>



<p>Há ainda uma questão que os números de utilização dos defensores podem ajudar a esclarecer: a carga acumulada. Gómez, Murilo e os demais integrantes do setor atravessam uma temporada de calendário apertado, com partidas nacionais e continentais, além dos compromissos internacionais de alguns jogadores. <strong>O número de jogos, isoladamente, não resolve o debate. É preciso cruzá-lo com minutos disputados, titularidades, intervalos entre partidas e participação recente. </strong>Sem essa distinção, qualquer conclusão sobre desgaste vira palpite vestido de estatística. Com os dados corretos, será possível avaliar se a suspensão também oferece uma oportunidade <strong>de distribuir responsabilidades ou se chega em um momento particularmente inconveniente.</strong></p>



<h2><strong>Não deve haver ‘prioridades’ no Palestra</strong></h2>



<p>O calendário, aliás, não permite tratar o Brasileirão como simples intervalo entre os dois jogos contra o Fluminense. O Verdaço chegou à 30ª rodada com 63 pontos, perseguindo o Flamengo, que tinha 64.<strong> Em uma disputa tão apertada, perder pontos em Curitiba pode custar mais do que uma posição temporária na tabela, pois pode reduzir a margem de erro para as rodadas seguintes. </strong>A Libertadores oferece a possibilidade de alcançar a final, mas o campeonato nacional exige regularidade. Administrar as duas frentes significa reconhecer que nenhuma delas aceita ser tratada como obrigação secundária sem consequências esportivas.</p>



<p><strong>Nesse ponto que a decisão de Abel ganha peso. </strong>O treinador pode preservar o esquema com três zagueiros, recorrendo a Fuchs, ou reorganizar a linha defensiva para acomodar melhor as características dos jogadores disponíveis. Também precisará avaliar o papel de Khellven e a maneira como a equipe protegerá o corredor direito. <strong>Não há solução automaticamente correta antes de conhecer o estado físico dos atletas e as exigências específicas de cada adversário</strong>. O que existe é uma escolha entre alternativas, cada uma com vantagens e custos. A competência estará em identificar qual delas conserva o funcionamento coletivo sem comprometer a preparação para a semifinal de volta.</p>



<h2><strong>Reta final da temporada expõe o desfio da SEP</strong></h2>



<p>A goleada sobre o Corinthians mostrou um Palmeiras capaz de produzir futebol e resultado, <strong>mas não provou, por si só, que a equipe seja imune à ausência de seus titulares. </strong>É justamente por isso que a suspensão de Gómez merece atenção. O teste não consiste em descobrir se o elenco tem jogadores para preencher duas vagas, mas em verificar se Abel consegue manter a organização defensiva enquanto administra uma sequência de alta exigência.<strong> Se a estrutura resistir, o episódio poderá reforçar a confiança nas alternativas do grupo. </strong>Se houver queda de rendimento, a partida também oferecerá informações importantes sobre os limites da rotação.</p>



<p>A questão ultrapassa a escalação de sábado. O Palmeiras precisa chegar à reta decisiva com condições de disputar o título brasileiro e a Libertadores sem depender de uma formação imutável. Gómez faz diferença, Giay viveu uma tarde especial, e os substitutos terão a oportunidade de responder em campo. <strong>A tarefa de Abel é transformar duas ausências em um problema administrável, não em uma crise antecipada. Em outubro, com a temporada cobrando decisões em intervalos cada vez menores, a força de um elenco não se mede apenas pela qualidade de seus titulares. </strong>Mede-se, sobretudo, pela capacidade de continuar funcionando quando o planejamento perde duas peças importantes.</p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/12161635/Gustavo-Gomez-2-e1791832673539-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Gustavo Gómez está fora do próximo duelo no Brasileirão, assim como o lateral Giay - Foto: Jota Erre/AGIF]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/giay-vira-protagonista-e-palmeiras-mostra-por-que-sua-forca-vai-alem-do-placar</guid>
          <title>Giay revela algo maior no Palmeiras ao ser protagonista em goleada no Derby</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/giay-vira-protagonista-e-palmeiras-mostra-por-que-sua-forca-vai-alem-do-placar]]></link>
          <pubDate>Mon, 12 Oct 2026 14:52:52 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Com 22 finalizações e 2,60 gols esperados, o Palmeiras transformou sua superioridade em resultado e expôs as razões táticas por trás do 4 a 1 
<p>O Corinthians entrou no Derby precisando de respostas. <strong>Saiu com quatro gols na conta, uma crise mais funda e a sensação de que o <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> havia encontrado um adversário disposto a colaborar com a própria demolição. O 4 a 1 no Nubank Parque, pela 30ª rodada do Brasileirão, igualou a maior goleada do clássico neste século. Para o Verdão, porém,<strong> o resultado expõe a força </strong>de uma equipe capaz de encontrar <strong>diferentes caminhos </strong>para machucar o adversário. E teve um argentino que resolveu assinar a obra.</p>



<p>Agustín Giay marcou duas vezes, aos 45 minutos do primeiro tempo e aos cinco da etapa final. <strong>Para um lateral, fazer dois gols em um Derby é uma maneira bastante eficiente de solicitar mudança de cargo no departamento de marketing, embora Abel Ferreira provavelmente prefira manter o jogador onde ele rende ao coletivo. </strong>A atuação do argentino merece atenção justamente por isso: seus gols não devem ser tratados <strong>como acontecimentos isolados,</strong> mas como <strong>parte de uma estrutura que permitiu</strong> ao Palestra ocupar espaços, acelerar as jogadas e chegar à área com jogadores de diferentes posições.</p>



<p><strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/gol-de-barboza-revela-detalhe-estrategico-do-palmeiras-no-classico-contra-o-corinthians" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O primeiro gol alviverde, marcado por Alexander Barboza </a></strong>aos 16 minutos, já apontava uma das armas da equipe. Lucas Evangelista participou da construção da bola parada, e o zagueiro argentino concluiu de cabeça.<strong> O lance reforça um dado relevante: a bola parada não é um acessório decorativo</strong> no repertório de Abel. Segundo a análise de Paulo Vinícius Coelho, <strong>o gol de Barboza foi o 26º do Palmeiras em jogadas desse tipo na temporada.</strong> Em um futebol que transforma cada escanteio em uma pequena assembleia de empurrões, o Verdão tem tratado essas oportunidades como uma forma concreta de produção ofensiva.</p>



<p><strong>O segundo gol mostrou outra face do time.</strong> Aos 45 minutos, Giay aproveitou uma sequência de passes que envolveu Jhon Arias e apareceu em condição de finalizar. Foi o sinal claro da equipe encontrando um caminho para desmontar a organização corintiana por meio da circulação da bola. A jogada ajuda a explicar por que a análise do Derby não pode ficar restrita ao placar ou à atuação de um protagonista. <strong>O mérito esteve também na coordenação dos movimentos, </strong>na ocupação dos espaços e na capacidade de fazer o adversário perseguir a bola enquanto a SEP preparava o golpe seguinte.</p>



<h2><strong>Um amasso do Palestra para cima do rival</strong></h2>



<p>Os números dão sustentação a essa leitura. <strong>O Verdaço terminou a partida com 55% de posse, 22 finalizações, oito delas no alvo, e 2,60 gols esperados (xG). O Corinthians ficou com 45% da bola, finalizou 12 vezes, acertou o gol em três oportunidades e registrou xG de 0,71.</strong> O Verdão também criou três grandes chances, contra nenhuma do rival. A diferença não se resume na posse de bola e sim no produzir mais, chegar em condições melhores e converter parte importante desse volume em gols. Posse sem perigo é estatística fria, ornamento sem finalidade; posse acompanhada de agressividade ofensiva pode decidir um campeonato.</p>



<p>O início do segundo tempo transformou a vantagem em constrangimento. <strong><a href="https://br.bolavip.com/corinthians/matheus-bidu-faz-gol-contra-bizarro-em-palmeiras-x-corinthians" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Logo no primeiro minuto, Matheus Bidu marcou contra</a>.</strong> Quatro minutos depois, Giay aproveitou o rebote de Hugo Souza e fez o quarto. Em cinco minutos, o Palestra ampliou o estrago e deixou o Corinthians diante de uma tarefa que exigiria mais do que ajustes no intervalo<strong>. A equipe de Abel soube aproveitar o momento de desorganização rival,</strong> algo que separa times eficientes daqueles que precisam de uma reunião extraordinária para perceber que o adversário está oferecendo espaço.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="940" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/11205328/giay-derby-940x1672.webp" alt="" class="wp-image-2028492"></figure>



<p>Há uma nuance importante no desempenho de Giay. Escalado pelo lado direito em uma estrutura com três zagueiros, o argentino teve liberdade para participar das ações ofensivas sem que isso significasse abandonar a função de origem.<strong> O desenho permitiu ao time combinar a proteção da última linha com a projeção dos alas. </strong>Giay foi decisivo na conclusão, mas a análise tática precisa olhar também para quem sustentou a jogada, quem ocupou os espaços próximos e como a equipe ofereceu linhas de passe. <strong>Dois gols são a parte visível da história, </strong>a engrenagem que os tornou possíveis é o que interessa a quem pretende entender o futebol para além da comemoração.</p>



<h2><strong>Coletivo do Palmeiras esteve impecável no Derby</strong></h2>



<p>Também vale olhar para a atuação coletiva sem transformar a goleada em propaganda institucional.<strong> Andreas Pereira e Lucas Evangelista </strong>participaram da circulação e da construção, Arias apareceu na jogada do segundo gol, e Barboza foi decisivo na bola parada.<strong> A variedade de protagonistas ajuda a explicar por que o Maior Campeão do Brasil conseguiu marcar por caminhos diferentes.</strong> O time não dependeu exclusivamente de um centroavante inspirado ou de um lampejo individual. Quando diferentes peças encontram condições para decidir, a marcação adversária passa a ter um problema de distribuição: fechar uma porta pode significar deixar outra aberta.</p>



<p><strong>O placar poderia ter sido ainda mais elástico.</strong> Paulinho voltou a atuar depois de mais de dois meses e sofreu pênalti de Raniele, mas desperdiçou a cobrança, defendida por Hugo Souza. <strong>O episódio não apaga a superioridade palmeirense, apenas lembra que goleadas também têm suas pequenas imperfeições. </strong>O Corinthians ainda marcou com Gustavo Henrique nos acréscimos, evitando terminar sem balançar a rede. Foi um consolo modesto, desses que servem para a ficha técnica, <strong>mas pouco alteram a fotografia de uma partida dominada pelo adversário.</strong></p>



<p>Há, evidentemente, um componente externo que precisa ser considerado. O Corinthians atravessa uma crise de resultados e sofreu sua oitava derrota consecutiva no Brasileirão, segundo a cobertura da partida. <strong>O Palmeiras, por sua vez, luta pelo título e chegou a 63 pontos. </strong>A diferença de momento ajuda a contextualizar o resultado, mas não explica sozinha a maneira como ele foi construído. O rival ofereceu fragilidades; o Verdão teve competência para identificá-las e explorá-las.</p>



<p>O Derby também deixa uma mensagem sobre o trabalho de Abel Ferreira. <strong>O sistema não elimina a importância dos talentos individuais, mas cria condições para que eles apareçam.</strong> Giay foi o nome mais vistoso da tarde, mas seria um erro atribuir ao argentino, sozinho, uma goleada construída por um time que funcionou em conjunto.</p>



<h2><strong>Giay simboliza a goleada, mas trunfo tático da SEP como um todo</strong></h2>



<p>O resultado tem peso especial porque o calendário não concede à SEP o luxo de viver indefinidamente a euforia do clássico. <strong>A equipe chegou aos 63 pontos e agora volta as atenções para a semifinal da Libertadores contra o Fluminense. </strong>A goleada pode fortalecer a confiança, mas não garante que os mesmos espaços estarão disponíveis no próximo compromisso. <strong>A exigência será outra, e a capacidade de repetir a intensidade e a organização demonstradas no Derby valerá mais do que qualquer celebração prolongada. </strong>É nesse ponto que uma grande vitória precisa deixar de ser lembrança e virar referência.</p>



<p>Giay sai do clássico com dois gols e uma candidatura legítima a protagonista da análise. Mas o melhor elogio que se pode fazer ao argentino é não tratá-lo como uma exceção inexplicável. Seus gols revelaram uma equipe que soube ocupar espaços, pressionar, criar e ser eficiente. O Verdaço venceu por 4 a 1, chegou a 63 pontos e mostrou que sua força ofensiva não está confinada a um único nome. <strong>O Derby teve um herói improvável, uma goleada expressiva e um rival em dificuldades. Para Abel, a notícia mais importante talvez seja outra: quando o coletivo funciona, até o lateral-direito encontra tempo para virar artilheiro de clássico.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/11205913/Giay-e1791763232259-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Agustín Giay, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do SC Corinthians P, durante partida válida pela trigésima rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, na arena Nubank Parque. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/gol-de-barboza-revela-detalhe-estrategico-do-palmeiras-no-classico-contra-o-corinthians</guid>
          <title>Gol de Barboza revela detalhe estratégico do Palmeiras no clássico contra o Corinthians</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/gol-de-barboza-revela-detalhe-estrategico-do-palmeiras-no-classico-contra-o-corinthians]]></link>
          <pubDate>Sun, 11 Oct 2026 20:09:08 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Da jogada ensaiada de Barboza à transição concluída por Giay, o Palmeiras expõe diferentes recursos para atacar 
<p>O <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> construiu sua vantagem no primeiro tempo do Derby a partir de uma combinação entre iniciativa ofensiva e bola parada. O gol de Barboza nasceu de uma jogada ensaiada, com Andreas Pereira acionando Lucas Evangelista em cobrança curta. O meio-campista cruzou para o cabeceio do zagueiro, concluindo uma sequência trabalhada.<strong> O lance acrescenta um componente tático importante à atuação alviverde.</strong></p>



<p>A escolha pela cobrança curta merece atenção porque muda a dinâmica da bola parada. Andreas não enviou a bola diretamente para a área, mas encontrou Evangelista para executar o cruzamento. <strong>A movimentação altera o ângulo da jogada e exige que a defesa adversária ajuste suas referências. Barboza apareceu como destinatário da bola e transformou a execução em gol.</strong></p>



<p>A jogada também revela que o Palestra dispõe de alternativas para buscar o resultado. O cruzamento não surgiu apenas de uma disputa individual pelos lados, <strong>mas de uma situação previamente organizada. </strong>Esse detalhe valoriza o trabalho coletivo e a preparação para diferentes cenários ofensivos. Em um clássico, encontrar soluções que não dependam exclusivamente da bola rolando pode fazer diferença.</p>



<p><strong>O Verdão procurou dificultar a saída de bola corintiana,</strong> reduzindo o tempo e o espaço para a construção desde a defesa. Quando o adversário encontra dificuldades para avançar com passes curtos, perde parte da capacidade de organizar seus ataques. O SEP apostou nessa intensidade para sustentar a iniciativa.</p>



<h2><strong>Verdão com um leque de trunfos no Clássico</strong></h2>



<p>A recomposição em diferentes setores também foi parte fundamental da estratégia palmeirense. <strong>Com a posse, o Verdaço também procurou os corredores laterais para chegar à área. </strong>A amplitude permite deslocar a defesa adversária e criar condições para cruzamentos, como aconteceu no lance do gol.</p>



<p>Essa escolha amplia o repertório ofensivo, mas depende da ocupação adequada dos espaços e da presença de jogadores na região de finalização. <strong>A qualidade da bola enviada precisa encontrar movimentos coordenados.</strong></p>



<p><strong>A escalação ajuda a compreender algumas possibilidades dessa estrutura. </strong>Andreas Pereira e Lucas Evangelista aparecem como peças importantes na circulação da bola e na execução das jogadas, enquanto Barboza participa tanto da organização defensiva quanto da ocupação da área em bolas paradas. O gol aproxima essas funções em uma mesma sequência.<strong> Não é apenas o cruzamento que chama atenção, mas a coordenação entre os três jogadores.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/11183853/rota-g0l-palmeiras-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2028399"></figure>



<p>A vantagem, entretanto, não elimina as exigências táticas para a etapa seguinte. O Palmeiras precisa equilibrar a busca pelo segundo gol com a proteção dos espaços que podem surgir quando a equipe avança. Manter a pressão pode limitar a reação corintiana, desde que a movimentação coletiva continue coordenada. <strong>Administrar o resultado não significa necessariamente abandonar a iniciativa.</strong></p>



<h2><strong>Giay ampliou e o desafio é manter a organização</strong></h2>



<p>O primeiro tempo oferece, assim, uma leitura que vai além da vantagem no placar. A SEP combinou pressão alta, recomposição e ataques pelos lados com uma jogada ensaiada que terminou no cabeceio de Barboza.<strong> A participação de Andreas e Evangelista evidencia a importância da execução coletiva na bola parada.</strong> O desafio será sustentar essa organização e transformar a iniciativa demonstrada em controle efetivo do Derby.</p>



<p><strong>O gol de Giay acrescenta outro componente à leitura tática do Palmeiras </strong>no Derby. Diferentemente da jogada ensaiada que originou o gol de Barboza, o lateral apareceu como elemento de conclusão em um contra-ataque iniciado com a recuperação da bola no meio-campo. A equipe acelerou a transição, acionou o ataque e encontrou Giay chegando à área para finalizar. <strong>A sequência evidencia duas maneiras distintas de construir vantagem: a organização em uma bola parada e a capacidade de transformar uma retomada de posse em oportunidade ofensiva.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/11184218/Barboza-e1791755002891-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Barboza comemora seu gol no Derby - (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/abel-ferreira-tem-bom-retrospecto-no-derby-mas-os-numeros-nao-contam-tudo</guid>
          <title>Abel Ferreira tem bom retrospecto no Derby, mas os números não contam tudo</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/abel-ferreira-tem-bom-retrospecto-no-derby-mas-os-numeros-nao-contam-tudo]]></link>
          <pubDate>Sun, 11 Oct 2026 16:07:13 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Abel enfrentou diferentes treinadores corintianos, e cada mudança exigiu novas respostas. Mais do que repetir uma fórmula, o desafio está em reconhecer quando o plano inicial precisa ser alterado 
<p>Confesso que tenho <strong>certa desconfiança de estatísticas apresentadas como atestado de competência. </strong>No futebol, nove vitórias viram argumento de autoridade, enquanto cinco derrotas costumam ser discretamente encaminhadas para o esquecimento, ou para o alarde total, dependendo do clima do clube. Antes do Derby deste domingo (11), o <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> divulgou que a comissão técnica de Abel Ferreira havia enfrentado o Corinthians 23 vezes, com nove vitórias, nove empates e cinco derrotas.<strong> É um retrospecto favorável. </strong>Mas, se números resolvessem sozinhos as discussões sobre futebol, a profissão de comentarista seria substituída por uma calculadora.</p>



<p>O que me interessa nessa conta não é exatamente o saldo positivo, mas aquilo que pode existir por trás dele. Abel não construiu sua trajetória no Palestra apenas vencendo partidas. <strong>Construiu-a fazendo equipes competitivas em diferentes circunstâncias, inclusive naquelas em que o adversário parece ter preparado uma festa e esquecido de convidar o Verdão para jogar. </strong>No Derby, essa capacidade de competir merece uma análise menos preocupada em distribuir medalhas e mais interessada em descobrir como o treinador organiza o time para enfrentar um rival que conhece tão bem.</p>



<p>Os nove empates, aliás, são uma boa porta de entrada. Não porque empatar clássico seja necessariamente uma virtude, mas porque <strong>o resultado, isoladamente, não explica o comportamento de uma equipe. </strong>Há empates em que a SEP controla os espaços, limita o adversário e fica a um detalhe de vencer. Há outros em que precisa resistir, corrigir a rota e agradecer ao apito final.<strong> Colocar tudo no mesmo saco </strong>é uma forma bastante eficiente de dispensar o trabalho de análise. <strong>Eu, particularmente, não gostaria de receber salário para fazer isso.</strong></p>



<p>A primeira característica que observo em Abel <strong>é a disposição para adaptar o plano de jogo ao problema que tem diante de si. </strong>Sua ‘equipa’ pode pressionar a saída rival, proteger a região central ou acelerar as transições quando encontra espaço. A escolha depende dos jogadores disponíveis, do desenho adversário e do momento da partida. <strong>Contra o Corinthians, essa leitura ganha importância especial: </strong>perder a bola em uma zona perigosa pode custar caro, mas recuar demais também significa entregar ao rival a possibilidade de crescer no jogo. A prancheta, como se vê, não oferece almoço grátis.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/11141558/abel-ferreira-derby-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2028229"></figure>



<p>Desta forma, a discussão sobre segurança defensiva chama atenção. <strong>Há quem enxergue prudência e imediatamente procure um adjetivo pouco elogioso para o treinador. Eu prefiro perguntar o que essa prudência produz. </strong>Se o Palmeiras protege a entrada da área, mantém os setores próximos e consegue recuperar a bola em condições de atacar, a organização defensiva não é uma renúncia ao jogo ofensivo. É parte dele. O problema aparece quando a proteção se transforma em passividade e o time deixa de ameaçar. Entre uma coisa e outra existe uma fronteira que os números de vitórias e derrotas não conseguem desenhar.</p>



<h2><strong>Não há receita de bolo e sim capacidade de responder ao dinamismo do Derby</strong></h2>



<p>Também não compro a ideia de que Abel tenha uma fórmula universal para o Derby. <strong>O retrospecto inclui adversários comandados por treinadores com propostas distintas,</strong> de <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-x-corinthians-abel-ferreira-enfrentara-11o-tecnico-diferente-em-um-derbi-desde-2020" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Vítor Pereira a Ramón Díaz, passando por Dorival Júnior e Fernando Diniz.</a></strong> Cada um trouxe problemas diferentes, e o português precisou responder a eles. Em alguns confrontos, o Palmeiras encontrou espaço para acelerar; em outros, precisou disputar um jogo mais amarrado. O mérito de um treinador não está em repetir movimentos como quem segue uma receita de bolo, <strong>mas em reconhecer quando a receita deixou de funcionar.</strong></p>



<p>A temporada passada serve como lembrete de que essa história não comporta triunfalismo. O <strong><a href="https://br.bolavip.com/corinthians" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Corinthians</a></strong> venceu o Palmeiras na final do Campeonato Paulista e também eliminou o rival nas oitavas de final da Copa do Brasil. <strong>Foram dois golpes importantes, justamente porque ocorreram em disputas nas quais cada detalhe pesa mais do que a média de uma temporada inteira.</strong> Em 2026, o Verdão venceu o encontro pelo estadual por 1 a 0 e empatou sem gols no primeiro turno do Brasileiro. O retrospecto recente mostra capacidade de reação, mas não autoriza ninguém a tratar o clássico como uma questão resolvida antes da bola rolar.</p>



<p>Há, ainda, uma circunstância que torna o confronto deste domingo particularmente curioso: o Corinthians chega depois da demissão de Fernando Diniz, com William Batista, treinador do sub-20, no comando interino. Abel, portanto, <strong>precisa preparar o Verdão para um adversário cuja organização pode mudar com a troca de comando. </strong>O técnico português enfrentará o 11º treinador diferente do rival em sua trajetória no Derby. <strong>É uma coleção respeitável de oponentes e uma demonstração da instabilidade no Parque São Jorge.</strong></p>



<h2><strong>A estratégia do risco calculado</strong> <strong>no Palmeiras</strong></h2>



<p>A mudança no banco corintiano <strong>exige atenção porque o Alviverde não pode confundir instabilidade adversária com facilidade automática.</strong> Uma equipe em crise pode oferecer espaços, mas também jogar com linhas mais baixas, simplificar a saída de bola e apostar em transições. O desafio de Abel será identificar o que o Corinthians pretende fazer e ajustar a pressão sem abrir corredores para os contra-ataques. Se o Verdão adiantar suas linhas, precisará coordenar a perseguição à bola; se optar por esperar, terá de encontrar maneiras de sair da pressão e ocupar o campo ofensivo. <strong>Não existe estratégia sem risco. Existe, isso sim, risco calculado e risco tomado por distração.</strong></p>



<h2><strong>Para entender Abel Ferreira</strong></h2>



<p>Considero o retrospecto de Abel um indício de consistência competitiva, não uma prova definitiva de superioridade tática.<strong> Nove vitórias, nove empates e cinco derrotas mostram que a SEP costuma encontrar maneiras de disputar o Derby em condições favoráveis ou não, mas não revelam, por si sós, como isso acontece. </strong>Para entender o treinador, precisamos olhar para sua atitude na beira do gramado, respondendo a desafios postos, bem como propondo saídas inteligentes. É nesse terreno que a análise deixa de ser contabilidade e começa a virar futebol.</p>



<p>O Derby oferece uma pergunta mais interessante do que saber se Abel tem bom retrospecto contra o Corinthians.<strong> Quero descobrir se o Maior Campeão do Brasil consegue impor suas condições sem cair na armadilha de jogar exatamente a partida que o rival deseja.</strong> Se conseguir, o número de vitórias poderá crescer como consequência de um plano bem executado. Se não conseguir, nem o retrospecto mais simpático evitará a cobrança. Afinal, clássico não respeita currículo, estatística ou coluna de opinião. <strong>Se respeitasse, nós jornalistas poderíamos publicar a escalação, fechar o computador e ir almoçar antes do apito inicial.</strong></p>
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          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/11160249/Abel-Ferreira-Treino-e1791745495310-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Abel Ferreira tem o retrospecto favorável contra o maior rival do Palestra - Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/arias-redesenha-o-esquema-do-ataque-mas-palmeiras-encara-dilema-tatico-no-derby</guid>
          <title>Arias redesenha o esquema do ataque, mas Palmeiras encara dilema tático no Derby</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/arias-redesenha-o-esquema-do-ataque-mas-palmeiras-encara-dilema-tatico-no-derby]]></link>
          <pubDate>Sun, 11 Oct 2026 18:31:15 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[A entrada do colombiano abre novas possibilidades para conectar o ataque do palestra. O desafio está em transformar essas associações em vantagem sem correr determinados riscos 
<p>A escalação do <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> para enfrentar o Corinthians coloca Jhon Arias no centro de uma discussão que vai além da escolha dos titulares. A dúvida de Abel Ferreira entre manter três zagueiros ou reforçar o meio-campo com Lucas Evangelista<strong> envolve uma decisão estrutural, na questão de como distribuir os jogadores para aproximar o ataque, </strong>ocupar os espaços entre as linhas adversárias e preservar a equipe quando a posse de bola mudar de lado. Contudo, segundo o portal ge, o colombiano aparece como principal novidade para o clássico deste domingo (11), no Nubank Parque.</p>



<p>A presença de Arias ganha relevância porque o Palestra tem como principal missão <strong>a escolha do tipo de ataque que pretende construir. </strong>O colombiano oferece uma alternativa para atuar pelos lados, aproximar-se dos atacantes e participar das combinações em zonas intermediárias. <strong>Sua movimentação pode modificar as referências de marcação do Corinthians </strong>e criar dúvidas sobre quem deve acompanhar seus deslocamentos. O efeito, entretanto, depende da distância entre os setores, pois, se o meio-campo estiver muito afastado, a qualidade individual perde parte de sua capacidade de transformar a posse em perigo.</p>



<p>O primeiro caminho de Abel<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-mostra-contra-o-bahia-como-abel-encontrou-alternativa-tatica-para-trunfo-em-reta-decisiva" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> passa pela manutenção de uma linha defensiva com quatro jogadores </a></strong>e pela utilização de Marlon Freitas, Lucas Evangelista e Andreas Pereira na construção. Nesse desenho, Arias pode ocupar uma faixa mais adiantada, partindo de um dos lados para buscar associações com os laterais e os dois atacantes. <strong>A vantagem potencial está na quantidade de jogadores disponíveis para combinar por dentro sem abandonar a amplitude.</strong> Se o colombiano atrair um marcador para o corredor, outro companheiro poderá encontrar espaço no setor intermediário. Se receber entre as linhas, poderá acelerar a jogada antes que a defesa adversária consiga reorganizar suas coberturas.</p>



<p>Há uma particularidade importante nesse cenário: o posicionamento de Arias pode interferir também no papel de Andreas Pereira. Quando o colombiano se aproxima da região central, Andreas precisa encontrar uma altura de apoio que permita dar continuidade à jogada sem disputar o mesmo espaço. Lucas Evangelista, por sua vez, pode oferecer uma opção de passe para manter a circulação e ajudar a equipe a recuperar a organização caso a combinação não avance. <strong>O desafio não consiste em acumular jogadores tecnicamente qualificados, mas em distribuir suas funções para que cada passe encontre uma sequência possível.</strong></p>



<h2><strong>O impacto de Arias em campo</strong></h2>



<p>A alternativa é preservar a estrutura com três zagueiros, formação utilizada pelo Verdão em parte da sequência recente. Nesse modelo, a equipe pode ganhar uma saída de bola com mais jogadores na primeira linha e liberar os alas para avançar.<strong> Arias teria de encontrar seu espaço a partir de uma distribuição diferente, com a equipe precisando equilibrar a presença de jogadores entre as linhas e a ocupação dos corredores.</strong> O custo potencial aparece no meio, já que, dependendo da escolha dos titulares, o Palestra pode perder uma peça de circulação ou de pressão justamente na região em que o adversário tentará interromper as conexões ofensivas.</p>



<p>Essa escolha merece atenção diante do arquirrival preparado por seu técnico interino, William Batista.<strong> Após a saída de Fernando Diniz,</strong> ele trabalhou para tornar a equipe mais compacta defensivamente. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/sem-garro-corinthians-abre-caminho-para-palmeiras-explorar-vantagem-tatica-que-anula-o-rival" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Além disso, o rival chega sem Rodrigo Garro</a></strong> e Kaio César, ambos suspensos. A expectativa de um adversário mais preocupado em reduzir espaços <strong>torna a movimentação alviverde ainda mais importante:</strong> circular a bola de um lado para o outro não será suficiente se o Palmeiras não conseguir deslocar a linha defensiva e explorar os intervalos que surgirem.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="940" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/11133723/arias-desenho-tatico-palmeiras-940x1672.webp" alt="" class="wp-image-2028219"></figure>



<p><strong>É nesse ponto que Arias pode representar uma mudança relevante.</strong> Contra uma equipe compacta, receber aberto e permanecer no corredor nem sempre resolve o problema. O colombiano também pode funcionar como elemento de conexão, aproximando-se de Andreas, tabelando com o lateral ou atacando o espaço entre o defensor e o meio-campista adversário. <strong>Essas movimentações obrigam a defesa a tomar decisões, </strong>como acompanhar o jogador e abrir uma zona, ou preservar a estrutura e conceder tempo para que ele receba e organize a próxima ação. A SEP, porém, precisará oferecer apoios próximos para transformar essa dúvida defensiva em vantagem concreta.</p>



<p><strong>A análise não pode terminar quando o time recupera a bola. </strong>A presença de Arias mais adiantado também exige atenção à proteção contra os contra-ataques. Se o lateral avançar para apoiar o colombiano e Andreas se aproximar da área, quem permanecerá em posição para impedir que o rival encontre espaço nas costas dos jogadores ofensivos? A resposta depende da altura dos volantes, do posicionamento dos zagueiros e da capacidade de pressionar imediatamente após a perda.<strong> Uma formação mais agressiva pode ampliar as possibilidades de criação, </strong>mas também exige coordenação para que o adversário não encontre um caminho direto até a defesa palmeirense.</p>



<h2><strong>O colombiano pode mudar, mas depende do coletivo</strong> <strong>do Palmeiras</strong></h2>



<p>Existe ainda um componente próprio do <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/historico-palmeiras-x-corinthians-vantagem-alviverde-decisoes-e-ultimos-resultados" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Derby. O Palmeiras chega ao clássico na vice-liderança, com 60 pontos, enquanto o Corinthians ocupa a 16ª posição </a></strong>e tenta interromper uma sequência de sete rodadas sem vitória no Brasileirão. Esse contraste de objetivos ajuda a explicar por que a organização tática será tão importante. <strong>O Verdão precisa transformar a iniciativa em oportunidades</strong> sem confundir domínio territorial com controle efetivo das situações de jogo. Um clássico pode mudar de dinâmica com uma recuperação de bola, ou uma disputa individual, mesmo quando uma equipe passa mais tempo no campo ofensivo.</p>



<p>A questão central para Abel é qual estrutura permitirá ao Palmeiras aproximar seus melhores jogadores, atacar os intervalos de uma defesa compacta e manter proteção suficiente para evitar transições perigosas. <strong>Arias pode alterar a geometria desse ataque, mas o impacto de sua presença dependerá das conexões construídas ao redor dele. </strong>No Derby, a escalação será apenas o primeiro movimento: a diferença estará na capacidade de transformar posicionamento em superioridade e superioridade em chances reais de gol.</p>
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          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/11134221/Jhon-Arias-e1791737085588-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Jhon Arias treina na Academia de Futebol visando o Derby - Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/sem-garro-corinthians-abre-caminho-para-palmeiras-explorar-vantagem-tatica-que-anula-o-rival</guid>
          <title>Sem Garro, Corinthians abre caminho para Palmeiras explorar vantagem tática que anula o rival</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/sem-garro-corinthians-abre-caminho-para-palmeiras-explorar-vantagem-tatica-que-anula-o-rival]]></link>
          <pubDate>Sat, 10 Oct 2026 20:39:01 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[A mudança no comando corintiano também acrescenta uma incógnita ao Derby, e o Palmeiras terá de interpretar os primeiros movimentos para ajustar sua estratégia durante a partida 
<p><strong>A ausência de Rodrigo Garro</strong> oferece ao <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> uma oportunidade que Abel Ferreira precisará transformar em vantagem dentro de campo. Suspenso para o Derby, assim como Kaio César, o meia deixa uma lacuna na estrutura ofensiva do Corinthians. Para o Verdão,<strong> a questão é enfrentar um adversário sem seu principal articulador e identificar como essa ausência pode comprometer a circulação da bola e criar condições favoráveis para recuperar a posse em zonas perigosas. </strong>O caminho passa por uma pressão coordenada, pela ocupação inteligente dos espaços e pela capacidade de reconhecer os momentos em que o rival estiver mais vulnerável.</p>



<p>O contexto torna a leitura ainda mais relevante. <strong><a href="https://br.bolavip.com/corinthians/corinthians-demite-fernando-diniz-apos-derrota-e-sequencia-de-sete-jogos-sem-vencer" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O arquirrival chega ao clássico depois da saída de Fernando Diniz, </a></strong>com William Batista no comando interino e pouco tempo para reorganizar a equipe. A prioridade de compactar o sistema defensivo pode reduzir os espaços entre as linhas, mas também exigir adaptações na saída de bola e na ligação com o ataque. Nesse intervalo entre a intenção defensiva e a execução que o<strong> Palestra pode encontrar oportunidades. </strong>Abel precisa preparar a equipe para reconhecer e <strong>provocar situações em que as opções corintianas se tornem limitadas.</strong></p>



<p>Uma das primeiras possibilidades está na pressão sobre a construção adversária. Sem Garro,<strong> o Corinthians perde uma peça que podia se aproximar dos volantes, </strong>oferecer linhas de passe e conectar a primeira fase da saída ao setor ofensivo. O Palestra pode usar essa característica para orientar sua pressão: fechar os corredores centrais, dificultar a recepção dos jogadores responsáveis pela articulação e induzir a circulação para os lados.</p>



<p>Para que esse plano funcione, o posicionamento dos atacantes alviverdes será determinante. Se a primeira linha de pressão bloquear os passes interiores, os meio-campistas precisarão encurtar os espaços sem abandonar a proteção à frente da defesa. Caso contrário, o Corinthians poderá superar a pressão com um passe vertical e encontrar terreno para acelerar o ataque. <strong>O Verdaço precisa, portanto, combinar agressividade na disputa pela bola com equilíbrio entre seus setores.</strong> A vantagem não estará em pressionar durante os 90 minutos, mas em reconhecer os gatilhos certos para avançar.</p>



<h2><strong>Verdão de olho em Memphis</strong></h2>



<p><strong>Existe também uma oportunidade relacionada ao comportamento de Memphis Depay. </strong>Se o atacante recuar para ajudar a organizar a equipe, poderá deixar Yuri Alberto mais isolado na última linha e reduzir a presença corintiana na área. Nesse cenário, <strong>a SEP poderá pressionar </strong>os jogadores que alimentam Memphis e impedir que ele receba em condições de girar e acelerar. Se o holandês permanecer adiantado, por outro lado, o alvinegro precisará encontrar outros caminhos para conectar o meio-campo ao ataque. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/gustavo-gomez-volta-ao-derby-sob-atencao-medica-e-sua-lideranca-ganha-outro-significado" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Em ambas as situações, o Alviverde terá de ajustar suas referências defensivas</a></strong> sem se prender à marcação individual de um único jogador.</p>



<p>A escolha do substituto de Garro também <strong>influencia a preparação palestrina.</strong> André Carrillo aparece como uma alternativa para o meio-campo, mas sua entrada não significa a reprodução automática das funções do argentino. Abel e sua comissão precisarão observar se o rival privilegia conduções, passes curtos, movimentações de aproximação ou lançamentos para superar a pressão. Essa leitura pode orientar a altura das linhas do Palmeiras e a distribuição dos jogadores no momento da perda da posse. <strong>Mais do que antecipar uma escalação, o importante será preparar respostas para diferentes formas de construção.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="1280" height="721" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/10203835/10102026_cg_palmeiras_6890_19-1280x721.webp" alt="" class="wp-image-2028044"><figcaption>Os jogadores Felipe Anderson e Alexander Barboza (D), da SE Palmeiras, durante treinamento, na Academia de Futebol. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)</figcaption></figure>



<p>O Palmeiras também precisará evitar que a busca por uma vantagem territorial comprometa sua proteção defensiva. Um Corinthians com dificuldades para construir pode escolher um jogo mais direto,<strong> tentando explorar o espaço deixado pelos laterais ou encontrar Yuri Alberto em profundidade. </strong>Se o Verdão adiantar suas linhas sem cobertura adequada, poderá oferecer justamente o tipo de oportunidade que deseja impedir. Abel terá de equilibrar a pressão sobre a bola com a proteção dos corredores e a vigilância sobre os atacantes adversários. A melhor maneira de explorar uma limitação rival é reduzir suas alternativas sem criar espaços para que ele encontre soluções diferentes.</p>



<h2><strong>Detalhe na caos do rival</strong></h2>



<p>A mudança de treinador acrescenta uma variável importante, mas também exige cautela na análise.<strong> Com poucos dias de preparação, William Batista pode priorizar mecanismos simples e segurança defensiva, sem tempo para implementar transformações profundas. </strong>Isso pode tornar o Corinthians mais conservador, mas também dificultar a previsão de seu comportamento inicial. O Palestra deverá interpretar os primeiros movimentos do clássico: a altura da linha defensiva, a posição dos volantes, a participação de Memphis e a disposição para sair jogando. A leitura em tempo real será tão importante quanto o plano elaborado antes da partida, porque a oportunidade tática depende daquilo que o adversário efetivamente apresentar.</p>



<p>No Derby, <strong>o desfalque de Garro não deve ser tratado como uma vantagem automática, </strong>mas como uma condição que pode favorecer um plano específico do Verdão. Abel Ferreira terá a oportunidade de direcionar a pressão para as conexões mais frágeis do Corinthians, recuperar a bola em zonas avançadas e explorar os espaços deixados pelas tentativas de saída.</p>



<h2><strong>O trunfo do desfalque</strong></h2>



<p>Se o rival baixar suas linhas, o Maior Campeão do Brasil precisará encontrar alternativas para movimentar a defesa e acelerar nos momentos de desorganização.<strong> A questão central é como transformar a ausência de um articulador em um problema coletivo para o adversário. </strong>A SEP será beneficiada não apenas porque Garro estará fora, mas se conseguir fazer com que o Corinthians sinta essa ausência justamente nos setores e nos momentos em que o jogo <strong>exigir soluções para sair da pressão.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/10202805/Rodrigo-Garro-e1791674987355-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Ausência de Rodrigo Garro no rival mexe no tabuleiro do Derby - Foto: Marcello Zambrana/AGIF]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/khellven-pode-abrir-o-caminho-que-o-palmeiras-precisa-para-desmontar-o-corinthians</guid>
          <title>Khellven pode abrir o caminho que o Palmeiras precisa para desmontar o Corinthians</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/khellven-pode-abrir-o-caminho-que-o-palmeiras-precisa-para-desmontar-o-corinthians]]></link>
          <pubDate>Sat, 10 Oct 2026 19:09:39 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[A decisão entre Khellven e Giay vai além de uma disputa individual pela titularidade 
<p>O <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras </a></strong>chega ao Derby deste domingo (11), no Nubank Parque, com a possibilidade de assumir a liderança do Campeonato Brasileiro e a confiança renovada pela vitória sobre o Bahia. Mas, para o clássico, <strong>é necessário encontrar soluções para enfrentar um Corinthians pressionado pela campanha e disposto a reorganizar sua estrutura defensiva. </strong>Nesse cenário, <strong>Khellven </strong>pode representar uma alternativa importante para Abel Ferreira, pelas características que oferece ao funcionamento ofensivo da equipe.</p>



<p>A atuação do lateral contra o Bahia fornece o ponto de partida para essa análise. <strong>Enquanto Agustín Giay foi preservado após a Data Fifa, Khellven disputou os 90 minutos </strong>e apareceu como opção de apoio pelo corredor direito, com ultrapassagens que ampliaram as possibilidades de avanço do Palestra. <strong>A escolha anterior, porém, precisa ser interpretada com cautela: </strong>preservar um jogador depois de compromissos internacionais não significa necessariamente alterar a hierarquia da posição. O que muda para o Derby é a possibilidade de Abel recorrer a uma característica específica diante de um adversário com necessidades e comportamentos diferentes.</p>



<p><strong><a href="https://br.bolavip.com/campeonato-brasileirao/previa-de-palmeiras-x-corinthians-vice-lider-recebe-rival-em-crise-na-30a-rodada-do-brasileirao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O contexto do Corinthians </a>torna essa alternativa especialmente interessante.</strong> Sob o comando interino de William Batista, a equipe trabalhou a organização defensiva e a intenção de atuar mais compacta, depois de sofrer com os espaços concedidos nas partidas anteriores. O rival chega ao clássico após uma sequência de sete jogos sem vencer no Brasileirão e precisa responder tanto à pressão esportiva quanto à proximidade da zona de rebaixamento. A tendência de proteger melhor os próprios espaços pode tornar <strong>o confronto mais exigente para um Verdão que precisa transformar a superioridade territorial em oportunidades concretas.</strong></p>



<p>Neste contexto apresentado, <strong>Khellven ganha relevância tática. </strong>Contra uma defesa que procura fechar o centro e reduzir as distâncias entre os setores, manter um jogador aberto e ameaçar a profundidade pelo lado pode obrigar o adversário a deslocar sua linha defensiva.<strong> Se o lateral corintiano acompanhar a corrida, abre-se a possibilidade de liberar espaço para o ponta receber por dentro. Se um volante precisar oferecer cobertura, outro setor pode ficar menos protegido.</strong> O movimento não garante uma chance de gol, mas cria um dilema para a marcação: permanecer compacta e conceder espaço no corredor ou se deslocar e correr o risco de abrir uma brecha em outra região.</p>



<h2><strong>Decifrando um esquema para Khellven</strong></h2>



<p><strong>Essa dinâmica também ajuda a compreender</strong> por que a amplitude ofensiva não depende exclusivamente dos pontas. Quando o jogador de lado recebe aberto e o lateral passa por fora, o Palmeiras pode construir uma situação de superioridade numérica ou obrigar dois defensores a dividir a responsabilidade sobre o mesmo corredor. O ponta pode atrair a marcação para dentro, enquanto Khellven ataca o espaço externo; simultaneamente, um meio-campista pode aproximar-se para oferecer uma linha de passe ou receber na entrada da área. <strong>A efetividade dessa combinação depende da sincronia dos movimentos,</strong> porque uma ultrapassagem realizada sem apoio pode terminar em um cruzamento previsível ou na perda da posse.</p>



<p>Há uma diferença importante entre avançar pelo lado e realmente desmontar uma defesa compacta. <strong>O Verdaço precisará variar o destino das jogadas para não transformar Khellven em um recurso repetitivo, facilmente neutralizado pelo Corinthians. </strong>A ultrapassagem pode servir para alcançar a linha de fundo, mas também para atrair um marcador e devolver a bola a um companheiro que chega de frente. Se o rival fechar o corredor externo, a equipe poderá explorar o espaço intermediário; se proteger a região central com mais jogadores, a circulação rápida para o lado poderá ser o caminho para desorganizar a estrutura.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="1235" height="694" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/10190257/Khellven-Treino-e1791669878416-1235x694.webp" alt="" class="wp-image-2027986"><figcaption>Khellven em ação durante treino ma véspera do Derby – </figcaption></figure>



<p>O problema é que a mesma agressividade que amplia as opções ofensivas pode produzir um risco defensivo. Quando Khellven avança, o Alviverde precisa preservar jogadores em posições capazes de reagir à perda da bola. Um passe interceptado ou um cruzamento bloqueado pode oferecer ao arquirrival a oportunidade de atacar<strong> o espaço deixado pelo lateral, especialmente se a equipe encontrar Memphis Depay ou Yuri Alberto em condições de acelerar a transição. </strong>Por isso, a subida precisa estar acompanhada de uma cobertura coordenada: o volante deve avaliar quando proteger o corredor, e o zagueiro pelo lado direito precisa estar preparado para defender o espaço sem abandonar a organização da última linha.</p>



<h2><strong>Dois laterais, duas cartadas palestrinas</strong></h2>



<p>Essa preocupação torna a escolha entre Khellven e Giay<strong> uma discussão de características, não uma disputa simples para determinar quem é o melhor lateral. </strong>Khellven pode oferecer uma alternativa de amplitude e ultrapassagem. Giay, por sua vez, precisa ser avaliado pelo conjunto de suas contribuições e pela maneira como se encaixa na estrutura escolhida por Abel.</p>



<p>A preservação após a Data Fifa também<strong> faz parte da explicação para a utilização de Khellven contra o Bahia.</strong> Não há motivo para transformar uma oportunidade circunstancial em uma mudança permanente de hierarquia, mas há razão para investigar se o desempenho recente abriu uma possibilidade útil para um jogo de características específicas.</p>



<h2><strong>A escolha de Abel</strong></h2>



<p>Abel, portanto, tem uma decisão que vai além de escolher um nome para a lateral direita. <strong>O treinador precisa identificar qual combinação oferece melhores condições para movimentar a defesa corintiana sem comprometer o equilíbrio da equipe. </strong>O ponto central é a estrutura que o Palmeiras consegue construir ao redor do lateral, e não a expectativa de que um jogador, isoladamente, resolva o problema ofensivo.</p>



<p>O Dérbi pode, assim, transformar a atuação de Khellven contra o Bahia em uma referência para<strong> uma discussão mais ampla sobre o repertório do Maior Campeão do Brasil na reta decisiva do Brasileirão. </strong>Diante de um <a href="https://br.bolavip.com/corinthians" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Corinthians</strong> </a>que trabalha para fechar espaços, atacar o corredor direito com movimentos coordenados pode ser uma forma de deslocar a marcação, criar superioridade e encontrar caminhos até a área. Mas a alternativa só terá valor completo se o time também estiver preparado para proteger o espaço deixado para trás. Mais do que definir quem começa jogando, Abel precisa decidir como o Palmeiras vai usar a lateral direita para atacar sem oferecer ao rival justamente o espaço de que ele precisa para reagir.</p>
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          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/10190530/Khellven-2-e1791670069721-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Khellven teve atuação de destaque contra o Bahia e chamou atenção como possibilidade tática no Clássico - Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/gustavo-gomez-volta-ao-derby-sob-atencao-medica-e-sua-lideranca-ganha-outro-significado</guid>
          <title>Gustavo Gómez volta ao Derby sob atenção médica, e sua liderança ganha outro significado</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/gustavo-gomez-volta-ao-derby-sob-atencao-medica-e-sua-lideranca-ganha-outro-significado]]></link>
          <pubDate>Sat, 10 Oct 2026 18:01:07 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[A braçadeira de capitão não elimina falhas nem substitui a concentração dos companheiros; o peso de Gómez está em ajudar o sistema a responder quando o plano exige ajustes 
<p><strong>O trauma no punho esquerdo de Gustavo Gómez,</strong> sofrido na vitória por 1 a 0 sobre o Bahia, <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/paulinho-avanca-em-recuperacao-mas-gustavo-gomez-pode-desfalcar-palmeiras-contra-corinthians" target="_blank" rel="noreferrer noopener">acendeu um sinal de preocupação no Palmeiras </a></strong>às vésperas do Derby. Em um momento da temporada no qual cada decisão tem peso elevado, ver o capitão deixar o gramado com dores e precisar passar por exames naturalmente despertou atenção. A avaliação médica, porém, trouxe alívio: <strong>não houve fratura, e o zagueiro participou integralmente do treino de sábado, utilizando apenas uma proteção no local. </strong>A notícia permite deslocar o olhar para uma questão mais interessante do que a condição física do paraguaio: o tamanho de sua importância para a organização defensiva alviverde.</p>



<p>Gómez chega ao clássico deste domingo, no Nubank Parque,<strong> carregando uma trajetória que ajuda a explicar por que sua presença vai além da escalação. </strong>São 426 partidas pelo Palmeiras e 13 títulos conquistados, números que o colocam entre as principais referências da história recente do clube. Não se trata de transformar experiência em garantia de desempenho, muito menos de presumir que o capitão resolverá sozinho os problemas de uma equipe. A questão é outra: em jogos nos quais a tensão pode acelerar decisões e comprometer posicionamentos,<strong> ter um defensor habituado a esse ambiente representa um recurso coletivo que nem sempre aparece nos números individuais.</strong></p>



<p><strong><a href="https://br.bolavip.com/campeonato-brasileirao/previa-de-palmeiras-x-corinthians-vice-lider-recebe-rival-em-crise-na-30a-rodada-do-brasileirao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O histórico recente contra o Corinthians</a> </strong>oferece um ponto de partida importante. Em fevereiro, o Palmeiras venceu por 1 a 0, pelo Campeonato Paulista, na Neo Química Arena. Em abril, os rivais empataram sem gols pelo Brasileirão, novamente com Gómez entre os titulares. <strong>São dois resultados diferentes, mas que ajudam a dimensionar o contexto do novo encontro: </strong>o Verdão chega invicto diante do maior rival em 2026, com uma vitória e um empate nos confrontos anteriores. Esse retrospecto pertence à equipe, não exclusivamente ao zagueiro. Ainda assim, a presença recorrente do capitão nesses compromissos reforça sua condição de referência em uma rivalidade na qual a margem para erro costuma ser pequena.</p>



<p>Além disso, a parceria entre Gómez e Murilo também é um ativo potente do Palestra. <strong>Segundo os números divulgados pelo próprio Palmeiras, a dupla já disputou 146 partidas, com 86 vitórias, 39 empates, 21 derrotas e 67 jogos sem sofrer gols. </strong>O retrospecto evidencia uma convivência extensa, construída em diferentes contextos competitivos. Em uma linha defensiva, essa familiaridade pode fazer diferença na hora de decidir quem abandona a posição para combater, quem oferece cobertura e como os espaços são protegidos quando um adversário consegue romper a primeira pressão. <strong>São movimentos que dependem tanto da leitura individual quanto da confiança entre os companheiros.</strong></p>



<h2><strong>Missão extra para o Capitão no Derby</strong></h2>



<p>Esse aspecto ganha relevância diante de um <strong><a href="https://br.bolavip.com/corinthians" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Corinthians </a></strong>que atravessa um momento delicado e chega ao Derby sob comando interino de William Batista, após a saída de Fernando Diniz. A equipe vinha de sete jogos sem vencer e, segundo informações divulgadas às vésperas do clássico, trabalhou com prioridade para reforçar a organização defensiva. <strong>O cenário sugere um adversário preocupado em reduzir espaços</strong> e tornar a partida mais fechada. Para o Palmeiras, isso exige paciência com a bola e atenção redobrada às transições.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/10175411/gomez-derby-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2027965"></figure>



<p>Para Gómez, significa manter a linha preparada para situações em que o time perca a posse e precise reorganizar rapidamente sua estrutura. O clássico não será decidido apenas pelo comportamento dos zagueiros, mas a maneira como eles respondem a esses momentos pode influenciar o equilíbrio da partida.<strong> Existe também uma dimensão menos visível na função do capitão: a comunicação. </strong>Uma defesa organizada não depende somente de bons duelos individuais ou de um zagueiro capaz de afastar cruzamentos.</p>



<p>Ela precisa reconhecer quando avançar, quando recuar e como proteger os espaços entre os jogadores. <strong>Em um Derby, uma sequência de ataques, uma dividida mais dura ou uma decisão da arbitragem podem alterar o ritmo emocional do jogo. </strong>É justamente nesses momentos que a experiência pode ajudar a equipe a não confundir intensidade com precipitação. Gómez pode orientar o posicionamento, ajustar a distância entre os defensores e evitar que o time se desorganize por ansiedade.</p>



<h2><strong>Sem fantasiar a potencia do xerifão paraguaio</strong></h2>



<p><strong>A liderança de Gómez também precisa ser entendida sem idealizações.</strong> A braçadeira não corrige automaticamente uma falha de cobertura, não impede uma infiltração bem executada e não substitui a concentração dos demais jogadores. <strong>O próprio retrospecto da dupla com Murilo mostra que experiência e entrosamento convivem com derrotas e gols sofridos.</strong> Esse contraponto é importante porque evita que a análise se transforme em uma homenagem ao capitão. O valor de sua presença está na capacidade de contribuir para que o sistema funcione melhor, não em oferecer uma espécie de seguro contra os imprevistos do futebol. Uma equipe forte defensivamente é aquela em que as responsabilidades são compartilhadas e os jogadores <strong>conseguem reagir juntos quando o plano inicial deixa de funcionar.</strong></p>



<p>O contexto da temporada torna essa responsabilidade ainda maior. O Palestra venceu o Bahia por 1 a 0, reduziu para um ponto a distância para o líder Flamengo e chega ao Derby com a possibilidade de retomar a ponta, dependendo também do resultado do rival carioca. <strong>É uma partida que exige equilíbrio entre a urgência pelo resultado e a lucidez </strong>para não transformar cada ataque em uma corrida contra o relógio. <strong>Gómez conhece a pressão de disputar títulos pelo clube e já atravessou diferentes cenários com a camisa alviverde. </strong>Essa experiência pode ajudar a sustentar a concentração coletiva, mas a resposta precisa vir de todo o time.</p>



<h2><strong>A importância de Gómez</strong></h2>



<p><strong>O punho protegido é o detalhe que chama a atenção</strong>, mas não deve ser o argumento central da história. O que realmente merece análise é a presença de um capitão que conhece o peso do Derby, construiu uma parceria duradoura com Murilo e integra uma equipe que ainda não perdeu para o Corinthians nesta temporada. <strong>A SEP precisa de Gómez inteiro em sua capacidade de leitura, posicionamento e comunicação. </strong>Em um clássico, liderança não é uma promessa de invulnerabilidade e sim a possibilidade de ajudar o coletivo a conservar a lucidez quando o ambiente aperta.</p>
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          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/10175843/Gomez-1-e1791666007685-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Gómez treinou com o punho protegido na véspera do Derby - Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon]]></media:description>

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        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-mostra-contra-o-bahia-como-abel-encontrou-alternativa-tatica-para-trunfo-em-reta-decisiva</guid>
          <title>Palmeiras mostra, contra o Bahia, como Abel encontrou alternativa tática para trunfo em reta decisiva</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-mostra-contra-o-bahia-como-abel-encontrou-alternativa-tatica-para-trunfo-em-reta-decisiva]]></link>
          <pubDate>Sat, 10 Oct 2026 20:01:41 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[A formação utilizada contra o Bahia mostrou como Abel pode ajustar as funções sem abrir mão da identidade coletiva. O desafio agora é descobrir quais desses encaixes podem fazer diferença nos próximos confrontos 
<p>A versatilidade do meio-campo pode representar uma das armas menos evidentes do <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> na reta decisiva da temporada. Em uma sequência de confrontos que exige respostas diferentes, a missão é entender quais combinações oferecem as melhores condições para competir. <strong>A vitória por 1 a 0 sobre o Bahia, </strong>na quinta-feira (8), mostrou como a <strong>distribuição de funções pode modificar o comportamento coletivo</strong> sem que a equipe precise abandonar seus princípios de jogo.</p>



<p>Na partida disputada no Nubank Parque, <strong>Marlon Freitas, Lucas Evangelista e Andreas Pereira formaram o trio de meio-campistas, </strong>dentro de uma estrutura que também contou com três zagueiros: Gustavo Gómez, Murilo e Barboza. Segundo explicou<strong> João Martins</strong> após o confronto, a comissão técnica levou em consideração a capacidade ofensiva do Bahia,<strong> a força dos pontas no um contra um e as movimentações dos jogadores que atacavam os espaços por dentro. </strong>A formação, portanto, foi uma resposta a um problema específico, e não necessariamente uma definição para os próximos compromissos.</p>



<p>O primeiro mérito dessa configuração <strong>apareceu no comportamento sem a bola. </strong>O Palestra conseguiu pressionar a saída adversária e proteger melhor a região central, reduzindo os espaços para as infiltrações do Bahia. A combinação entre os três zagueiros e os meio-campistas também favoreceu a recomposição após a perda da posse. <strong>Mesmo com 58% de posse ao longo da partida, o time baiano produziu poucas finalizações realmente perigosas, e Carlos Miguel precisou trabalhar de maneira decisiva apenas nos minutos finais. </strong>A segurança defensiva, nesse contexto, não dependeu exclusivamente da linha de trás, mas da distância entre os setores e da capacidade de fechar os caminhos até a área.</p>



<p><strong>É justamente nesse ponto que a atuação do trio ganha relevância.</strong> Marlon Freitas ofereceu sustentação à estrutura,<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/lucas-evangelista-vira-peca-chave-de-abel-no-derbi-e-engata-8o-jogo-como-titular-no-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Lucas Evangelista participou da pressão e das ações pelo lado esquerdo</a></strong>, enquanto Andreas Pereira encontrou espaços para avançar e criar oportunidades, sobretudo pela direita. Não se trata de atribuir funções absolutamente fixas a cada jogador,<strong> mas de perceber como as características individuais se complementaram. </strong>Quando um meio-campista podia avançar, havia companheiros em condições de preservar a estrutura. Quando a equipe precisava recuperar a bola, o setor também oferecia recursos para encurtar os espaços e dificultar a progressão adversária.</p>



<h2><strong>A arquitetura decisiva do meio-campo palestrino</strong></h2>



<p>Um meio-campo com três jogadores de características distintas <strong>pode proteger a defesa sem abrir mão da construção ofensiva,</strong> desde que exista coordenação entre os movimentos. Contra o Bahia, Andreas apareceu em zonas mais adiantadas e criou oportunidades, enquanto Evangelista conseguiu participar da pressão no campo ofensivo. O setor não se limitou a interromper ataques e também contribuiu para dar ritmo às jogadas e aproximar a equipe da área adversária. A proteção defensiva, nesse desenho, serviu como base para liberar movimentos, e não como justificativa para reduzir a ambição com a bola.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="940" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/10161513/abel-estratagia-meio-campo-940x1672.webp" alt="" class="wp-image-2027917"></figure>



<p>A diferença entre ter alternativas e saber utilizá-las, porém, está no contexto de cada partida e, claro, na responsabilidade de que a composição do setor responda as exigências sem comprometer o equilíbrio coletivo. Essa lógica também ajuda a compreender por que <strong>o trio utilizado contra o Bahia não deve ser tratado como uma fórmula universal. </strong>O próprio João Martins deixou claro que a escolha levou em <strong>conta as características do adversário e as condições dos jogadores que retornaram da Data Fifa.</strong></p>



<p><strong>O Verdão tinha limitações </strong>de preparação e precisou administrar a chegada de atletas que haviam disputado compromissos por suas seleções.<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/analise-palmeiras-prova-que-esquema-com-tres-zagueiros-e-tres-volantes-pode-ser-ofensivo-e-funciona-sim" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> A opção por uma estrutura com três zagueiros </a></strong>e três meio-campistas<strong> foi uma maneira de organizar a equipe diante dessas circunstâncias. </strong>Transformar essa decisão em um modelo obrigatório para toda a sequência de jogos seria ignorar justamente o princípio que tornou a escolha relevante: a adaptação.</p>



<h2><strong>Como transformar domínio em gol, eis a missão da SEP</strong></h2>



<p>Há, ainda, <strong>um aspecto ofensivo que impede uma avaliação inteiramente celebratória.</strong> O Palmeiras venceu por 1 a 0, com gol de Flaco López aos seis minutos, <strong>e criou oportunidades para construir um resultado mais confortável.</strong> A equipe acertou três bolas na trave e terminou a partida com volume ofensivo suficiente para ampliar a vantagem. O problema foi não converter essa produção em gols, permitindo que o Bahia permanecesse vivo até o fim.</p>



<p>Esse detalhe importa porque uma estrutura equilibrada precisa oferecer mais do que proteção: <strong>também deve ajudar a transformar a superioridade territorial e as oportunidades criadas em uma vantagem compatível com o desempenho. </strong>A versatilidade tática não elimina a exigência de eficiência. A discussão passa, então, pela capacidade de Abel Ferreira de preservar princípios e modificar os encaixes. Manter uma estrutura estável ajuda a consolidar movimentos e automatismos, mas insistir sempre na mesma combinação pode limitar a resposta a adversários que apresentam problemas diferentes.</p>



<p><strong>O caminho exige identificar quais funções precisam ganhar prioridade, </strong>quais jogadores podem oferecer essas respostas e como as mudanças afetam a ocupação dos espaços. A equipe pode preservar sua identidade mesmo quando altera a distribuição das tarefas no meio-campo, desde que os movimentos continuem conectados e as coberturas sejam respeitadas.</p>



<p>Na reta decisiva, essa capacidade de adaptação pode ser especialmente valiosa. Uma sequência de confrontos importantes raramente <strong>permite que o Palestra resolva todos os jogos da mesma maneira. </strong>Em algumas partidas, será necessário pressionar e acelerar; em outras, administrar os espaços, construir com paciência e encontrar caminhos contra defesas mais compactas. <strong>O meio-campo funciona como uma espécie de regulador dessas escolhas, </strong>porque influencia a saída de bola, a ocupação do campo adversário e a proteção oferecida à defesa. Ter jogadores capazes de exercer mais de uma função amplia as possibilidades da comissão técnica, mas o benefício só aparece quando as características individuais se encaixam em uma proposta coletiva coerente.</p>



<h2><strong>Como o trio da meia-cancha pode ser o trunfo de Abel?</strong></h2>



<p>O trio mostrou que é possível combinar sustentação defensiva, pressão e chegada ao ataque, apoiado por uma estrutura de três zagueiros escolhida para neutralizar características específicas do rival. <strong>Ao mesmo tempo, a dificuldade para ampliar o placar lembrou que uma atuação taticamente consistente ainda precisa ser convertida em resultado mais seguro.</strong></p>



<p><strong>A vantagem menos evidente do Palmeiras pode estar justamente nessa margem de escolha. </strong>Em vez de depender de um meio-campo titular imutável, Abel pode buscar combinações que respondam às necessidades de cada partida sem abrir mão dos princípios que sustentam a equipe. O valor das alternativas não está na quantidade de nomes disponíveis, mas na capacidade de distribuir funções. Nas decisões, encontrar a combinação certa pode ser tão importante quanto escolher os melhores jogadores. <strong>A atuação contra o Bahia oferece um ponto de partida concreto para transformar essa possibilidade em vantagem competitiva.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/10164049/Abel-Ferreira-1-e1791661329514-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Abel Ferreira tem um trunfo tático na 'meiuca' plaestrina - Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-ganha-novo-trunfo-com-fair-play-e-ve-flamengo-diante-de-outro-desafio</guid>
          <title>Palmeiras ganha novo trunfo com Fair Play e vê Flamengo diante de outro desafio</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-ganha-novo-trunfo-com-fair-play-e-ve-flamengo-diante-de-outro-desafio]]></link>
          <pubDate>Wed, 07 Oct 2026 21:37:47 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[O Fair Play Financeiro começa a mudar a lógica do futebol brasileiro, colocando a sustentabilidade no centro da disputa. Palmeiras e Flamengo entram nesse novo ciclo com estruturas diferentes e desafios que vão além do campo 
<p>O futebol brasileiro está entrando numa fase em que dinheiro não será apenas combustível para contratar jogador. A capacidade de administrar receita, dívida e orçamento poderá se transformar em vantagem competitiva.<strong> É justamente aí que o <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a> passa a olhar com atenção para o movimento do Flamengo e para as novas regras do Fair Play Financeiro.</strong></p>



<p>O assunto deixou de ser uma discussão abstrata. <strong><a href="https://br.bolavip.com/gremio/mais-da-metade-dos-clubes-das-series-a-e-b-declara-dividas-e-fair-play-financeiro-enfrenta-teste-decisivo-no-brasil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Clubes das Séries A e B já articulam a flexibilização de punições relacionadas a dívidas anteriores a 2026. </a></strong>Pelo regulamento atual, a partir do fim de novembro entram em cena sanções que podem chegar a multa, retenção de receitas, restrição para registrar atletas, perda de pontos e até consequências mais graves. A discussão ganhou força justamente quando os clubes se preocupam por seus patrocínios e a questão envolvendo a medida provisória das bets.</p>



<p>Nesse ponto,<strong> a SEP pode encontrar uma vantagem que não aparece necessariamente no tamanho da receita. </strong>O clube<strong> <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniaopalmeiras-pode-driblar-o-deficit-e-chegar-a-2027-com-uma-liberdade-que-o-caixa-nao-tinha" target="_blank" rel="noreferrer noopener">acumulou déficit de R$ 196 milhões até agosto de 2026,</a> </strong>mas esse número ainda não incorporava a venda de Allan ao Manchester City, negociada por mais de R$ 220 milhões fixos. Ou seja: <strong>o resultado contábil do ano pode mudar radicalmente </strong>com a entrada de receitas extraordinárias, mas o debate importante é outro. Até onde o modelo palmeirense consegue absorver oscilações sem abandonar o planejamento esportivo?</p>



<p>O próprio balanço de 2025 ajuda a entender a complexidade.<strong> O Verdão terminou aquele exercício com R$ 1,628 bilhão de receita operacional líquida e R$ 292,4 milhões de superávit. </strong>Ao mesmo tempo, sua dívida operacional chegou a R$ 986 milhões, aumento explicado principalmente pelas aquisições de atletas. O número, portanto, não pode ser lido isoladamente como uma dívida convencional: parte relevante está relacionada à própria estratégia de montagem do elenco.</p>



<h2><strong>O cenário financeiro de Gávea</strong></h2>



<p>Desta forma, o <strong>Flamengo</strong> aparece como contraponto perfeito para a análise. Não porque o clube carioca esteja em situação financeira descontrolada, os números não permitem essa afirmação, mas porque o tamanho de sua operação torna qualquer mudança de receita especialmente relevante<strong><a href="https://br.bolavip.com/flamengo/bap-projeta-queda-no-nivel-do-futebol-brasileiro-sem-as-bets-vai-afetar-muito" target="_blank" rel="noreferrer noopener">. BAP chegou a estimar em R$ 400 milhões anuais o impacto potencial da MP das bets sobre o orçamento rubro-negro</a></strong> e questionou publicamente como compromissos importantes, como o pagamento de Paquetá, seriam equacionados nesse novo cenário.</p>



<p>O Flamengo, aliás,<strong> decidiu levar a discussão também para o campo institucional. O clube pediu ao Supremo Tribunal Federal </strong>para participar como amicus curiae na ação que discute a constitucionalidade da medida provisória sobre as bets. Na manifestação, o Rubro-Negro argumentou que a mudança afeta contratos de patrocínio, financiamento do esporte e segurança jurídica. Não é apenas uma briga por dinheiro de camisa: é uma disputa sobre as condições econômicas nas quais os grandes clubes brasileiros vão operar daqui para frente.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/07212229/Palmeiras-e-Flamengo-Fair-Play-Financeiro-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2026794"></figure>



<p>Há um desafio interessante nessa comparação. O Flamengo tem uma capacidade de geração de receita gigantesca, enquanto <strong>o Palmeiras construiu nos últimos anos uma estrutura igualmente ambiciosa, mas com características próprias. </strong>Quando uma fonte extraordinária desaparece, porém, não basta saber quem arrecada mais. A pergunta passa a ser quem consegue substituir aquela receita, manter o investimento no futebol e, ao mesmo tempo, respeitar os limites impostos pelo novo ambiente regulatório.</p>



<p>O caso das bets deixa isso evidente. Segundo levantamento publicado pelo UOL, <strong>o patrocínio da Betano representava cerca de R$ 270 milhões para o Flamengo, </strong>enquanto <strong>o Palmeiras recebia aproximadamente R$ 100 milhões da Sportingbet. </strong>A diferença mostra que o impacto absoluto sobre o Flamengo é maior, mas também revela outra coisa: os dois clubes precisarão encontrar novas fontes de receita justamente quando o mercado ficou mais restritivo e os patrocinadores ganharam poder de negociação.</p>



<h2><strong>Mudança na hierarquia dos clubes e uma vantagem palestrina</strong></h2>



<p>Por isso, o Fair Play Financeiro pode produzir uma mudança silenciosa na hierarquia do futebol brasileiro. <strong>Durante anos, a discussão foi sobre quem conseguia colocar mais dinheiro no elenco. </strong>A próxima etapa pode ser sobre <strong>quem consegue fazer isso sem comprometer o futuro. </strong>O regulamento estabelece, entre outros critérios, que clubes da Série A terão de respeitar limites para déficits acumulados e para a dívida líquida de curto prazo, com implantação gradual das exigências até 2030.</p>



<p>O Alviverde tem uma característica que merece atenção nesse cenário: sua capacidade de transformar futebol em receita. <strong>Premiações, venda de jogadores, bilheteria, patrocínios e valorização de atletas formam uma combinação que pode funcionar como amortecedor.</strong> A questão é saber se esse mecanismo continuará funcionando quando o clube precisar competir simultaneamente por títulos e por equilíbrio financeiro.</p>



<p>O Rubro-Negro enfrenta o desafio de transformar <strong>sua enorme capacidade de arrecadação em previsibilidade. </strong>Algo que também paira e urge no Palestra. O Fair Play não promete transformar o clube mais rico em clube mais competitivo automaticamente. <strong>Tampouco elimina as diferenças entre Flamengo, Palmeiras e os demais.</strong></p>



<h2><strong>O desafio aos gigantes está posto</strong></h2>



<p>Mas pode premiar uma característica que durante muito tempo pareceu menos importante do que o poder de investimento: a já apontada previsibilidade. Se o futebol brasileiro realmente caminhar para um ambiente em que déficit, dívida e custo do elenco tenham consequências esportivas, administrar bem deixará de ser apenas uma questão contábil. Poderá ser uma arma dentro de campo.</p>



<p>É por isso que a discussão sobre Palmeiras e Flamengo não deveria terminar na pergunta sobre quem tem mais dinheiro. A questão que começa a valer é outra: quem estará melhor preparado quando gastar muito deixar de ser suficiente?<strong> O Flamengo tem escala para reagir.</strong> <strong>O Palmeiras tem um modelo que já passou por diferentes ciclos de receita e investimento. </strong>O Fair Play Financeiro pode colocar essas duas estruturas diante de um teste novo e, desta vez, a vantagem pode pertencer menos a quem tem a maior receita e mais a quem conseguir transformar dinheiro em sustentabilidade.</p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

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                <media:description type="plain"><![CDATA[Flaco e Evertton Araújo disputam a bola em campo e as diretorias do Verdão e do Fla disputam outra 'peleja' longe dos gramados - (Photo by Wagner Meier/Getty Images)]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/gomez-e-os-cinco-pendurados-revelam-o-problema-que-pode-complicar-o-palmeiras-contra-o-corinthians</guid>
          <title>Gómez e os cinco pendurados revelam o problema que pode complicar o Palmeiras contra o Corinthians</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/gomez-e-os-cinco-pendurados-revelam-o-problema-que-pode-complicar-o-palmeiras-contra-o-corinthians]]></link>
          <pubDate>Wed, 07 Oct 2026 19:35:41 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Desgaste da Data Fifa amplia a preocupação além dos cartões e mexe com a estratégia de Abel Ferreira 
<p>O <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> volta a campo nesta quinta-feira (8) diante do Bahia com mais uma preocupação além de conquistar os três pontos. <strong>Há seis jogadores pendurados: </strong>Gustavo Gómez, Giay, Piquerez, Mauricio, Luis Pacheco e Flaco López. Um cartão amarelo pode tirar qualquer um deles do Derby contra o Corinthians, marcado apenas dois dias depois. A notícia parece circunstancial, <strong>mas revela que o Verdão terá de administrar duas partidas decisivas praticamente ao mesmo tempo.</strong></p>



<p>A primeira preocupação está justamente em tratar o Bahia <strong>como uma espécie de preparação para o clássico. Não é. </strong>A SEP tem 57 pontos, ocupa a segunda colocação e está três atrás do <strong>Flamengo.</strong> Além disso, não vence há duas partidas no Brasileirão. Do outro lado estará um Bahia que aparece em quinto, com 46 pontos, e que vinha de uma sequência invicta de 11 jogos antes da derrota para o Athletico-PR. Portanto, poupar demais pensando no Corinthians<strong> pode significar comprometer a perseguição ao líder.</strong></p>



<p>Aí que a lista de pendurados ganha outra dimensão. <strong>Não existem seis jogadores com o mesmo peso e nem seis decisões idênticas.</strong> Gómez é uma referência defensiva e de liderança. Piquerez e Giay podem oferecer características importantes pelos lados. <strong>Mauricio participa da construção ofensiva. </strong>Flaco é o centroavante que ganhou protagonismo ao longo da temporada. Pacheco, por sua vez, ocupa outro estágio nessa hierarquia. O amarelo de cada um produziria uma consequência diferente.</p>



<p>O problema fica ainda maior porque parte desses jogadores sequer teve uma semana convencional de preparação. <strong>O Verdão precisou montar uma logística especial para buscar os convocados durante a Data Fifa, </strong>com três voos organizados para acelerar os retornos. Gómez e Mauricio voltaram do Paraguai, enquanto Giay e Flaco estavam com a Argentina e Piquerez com o Uruguai. O desgaste, portanto, não está apenas nos minutos disputados, mas também nas viagens e no intervalo reduzido para recuperação.</p>



<p>Giay, Piquerez e Flaco, inclusive, só eram aguardados de volta ao clube entre terça e quarta-feira. A comissão técnica precisaria avaliá-los antes de definir utilização e minutagem. Isso cria uma equação curiosa: <strong>alguns dos jogadores que podem ser mais importantes para o Derby são justamente aqueles que chegam ao confronto com menos tempo de recuperação. </strong>Além do desgaste físico, existe o risco disciplinar. Um cartão transforma uma decisão de quinta-feira em problema para o Derby do final de semana.</p>



<h2><strong>A escolha certa e uma armadilha no caminho da SEP</strong></h2>



<p>Só que existe uma pergunta incômoda:<strong> até onde vale proteger um jogador para o Derby sem comprometer o jogo que vem antes?</strong> A resposta não pode ser simples. O Maior Campeão do Brasil está numa disputa pelo título e precisa voltar a vencer. Entrar contra o Bahia com uma formação excessivamente cautelosa seria quase admitir que o campeonato pode esperar enquanto o clássico ganha prioridade. <strong>Não é o momento da tabela para fazer esse tipo de escolha.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/07192158/seis-pendurados-palmeiras-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2026679"></figure>



<p>Outro fator indiscutível vem de uma possível armadilha embutida nessa história, já que o medo do amarelo pode ser tão perigoso quanto o próprio amarelo. Um jogador que entra preocupado em não fazer determinada falta, evita uma disputa mais agressiva ou atua com receio de receber punição pode acabar oferecendo ao Bahia exatamente o espaço que o adversário precisa.</p>



<p>Isso não significa, evidentemente, ignorar o Derby. Contudo, o mais interessante é perceber que a comissão técnica não está diante de uma escolha entre Bahia e Corinthians. Está diante da necessidade de administrar uma sequência inteira. Depois dos dois jogos, ainda virão Fluminense, Athletico-PR e outras decisões de Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil. São dez partidas programadas em apenas um mês.</p>



<h2><strong>Uma lista de desafios</strong></h2>



<p>Por isso, a questão dos pendurados é apenas a ponta de um problema maior do Palestra em outubro, que é preservar jogadores sem perder competitividade. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/efeito-dos-11-desfalques-no-palmeiras-revela-uma-questao-maior-nas-crias-da-academia" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O clube já precisou lidar com 11 atletas fora durante a Data Fifa </a></strong>e chegou a abrir mão de um jogo-treino justamente porque não havia jogadores suficientes para reproduzir uma atividade de competição. <strong>A pausa serviu como laboratório</strong>, mas também interrompeu o ritmo de quem estava em campo e não descansou aqueles que estavam nas seleções.</p>



<p>Existe também uma diferença importante entre administrar e poupar. Administrar pode significar reduzir a minutagem de Mauricio ou Gómez, por exemplo, caso a partida permita. Pode significar avaliar Piquerez e Giay depois do retorno internacional.<strong> Pode significar deixar Flaco fora de determinados minutos se o contexto do jogo oferecer essa possibilidade. </strong>Mas poupar indiscriminadamente seria outra coisa. O Bahia não é um adversário contra o qual o Palmeiras possa entrar pensando apenas no desgaste futuro.</p>



<p><strong>Há um componente adicional: </strong>Abel Ferreira sequer estará à beira do campo contra o Bahia, em razão da suspensão imposta pelo STJD. <strong>A responsabilidade pela leitura da partida e pela administração dessas circunstâncias recairá sobre sua comissão. </strong>Isso torna ainda mais relevante a preparação anterior ao jogo e a clareza sobre os diferentes cenários possíveis durante os 90 minutos.</p>



<h2><strong>Muita calma nessa hora, Palestra!</strong></h2>



<p>O cartão amarelo pode ser apenas o detalhe mais visível do retorno palestrino. O Palmeiras não pode jogar <strong>contra o Bahia como se o Corinthians não existisse, mas também não pode enfrentar o Bahia pensando demais no Corinthians. </strong>O desafio está justamente no meio desse caminho: conquistar os três pontos, controlar o desgaste, reduzir riscos desnecessários e chegar ao Derby com o maior número possível de peças importantes. A verdadeira dificuldade não é ter seis pendurados. É administrar duas decisões antes mesmo de terminar a primeira.</p>
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          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/07193253/Gomez-e1791412483803-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Gustavo Gómez treina na Academia: O capitão está pendurado junto com mais cinco importantes jogadores - Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/tecnico-da-argentina-revela-uma-versao-de-flaco-lopez-que-muda-os-planos-do-palmeiras</guid>
          <title>Técnico da Argentina revela uma versão de Flaco López que muda os planos do Palmeiras</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/tecnico-da-argentina-revela-uma-versao-de-flaco-lopez-que-muda-os-planos-do-palmeiras]]></link>
          <pubDate>Wed, 07 Oct 2026 18:03:44 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Elogio de Scaloni escancara recurso que Abel pode usar no Palmeiras. A chave para reativar o atacante pode estar em uma escalação inusitada 
<p>A Data Fifa terminou deixando uma provocação particularmente interessante para Abel Ferreira. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-na-data-fifa-flaco-lopez-some-de-lista-mas-entra-e-faz-gol-a-la-romario-giay-e-titular-pela-argentina" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Flaco López voltou da Argentina</a> com uma espécie de diagnóstico externo sobre o próprio repertório. </strong>Lionel Scaloni, treinador da Albiceleste, o descreveu como <strong>um jogador “muito completo”,</strong> capaz de atuar como centroavante, segundo atacante e até como uma espécie de falso ponta. A frase parece elogiosa, mas pode significar muito mais para o <strong>Palmeiras. </strong>Afinal, e se justamente essa versatilidade for uma das ferramentas que Abel precisa utilizar na reta final da temporada?</p>



<p>O curioso é que essa discussão aparece justamente quando Flaco <strong>atravessa um período de menor produção pelo Palestra. </strong>O atacante está há sete partidas sem marcar e soma 11 jogos sem participação direta em gols, segundo levantamento do jornalista PVC, colunista do Uol. O dado aponta uma leitura que expõe como o camisa 42 talvez precise encontrar outras formas de interferir no jogo para que o gol volte a ser consequência.</p>



<p>O treinador argentino não enxergou apenas o centroavante que espera dentro da área.<strong> Identificou um atacante capaz de sair da referência, </strong>aproximar-se de outros jogadores, pressionar a saída adversária e ocupar diferentes corredores. Isso muda a discussão.<strong> Abre a possibilidade</strong> de Abel investigar e trabalhar quantas versões do atacante estão disponíveis para o Verdaço.</p>



<p>Flaquito como segundo atacante talvez seja uma das possibilidades mais interessantes. Em determinados momentos, ele poderia abandonar a última linha para receber entre os zagueiros e os volantes adversários, aproximando-se dos meias. <strong>Esse movimento criaria uma dúvida na defesa: </strong>acompanhar o argentino e abrir espaço às suas costas ou manter a linha e permitir que ele receba de frente? Para um time que muitas vezes encontra adversários compactados, produzir esse tipo de dúvida <strong>pode valer mais do que simplesmente colocar mais um jogador dentro da área.</strong></p>



<h2><strong>O leque de possibilidades para Flaco</strong></h2>



<p>Existe ainda a hipótese do argentino partir de um dos lados e atuar como um falso ponta.<strong> Não significa transformá-lo em extremo tradicional,</strong> preso à linha lateral. A ideia seria permitir que ele partisse de uma faixa e atacasse o corredor interno, enquanto o ala poderia oferecer amplitude.<strong> Num sistema com três zagueiros, </strong>essa movimentação poderia ser especialmente interessante. Flaco atrairia um marcador para dentro, abriria espaço exterior e, depois, poderia reaparecer na área. <strong>É uma maneira de aproveitar sua presença física </strong>sem transformar o ataque em uma sequência previsível de bolas levantadas na área.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="940" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/07180027/flaco-novas-funcoes-940x1672.webp" alt="" class="wp-image-2026635"></figure>



<p><strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-transforma-flaco-lopez-e-vitor-roque-em-respostas-para-cenarios-distintos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Isso também muda a conversa sobre Vitor Roque.</a></strong> Se Flaco tiver liberdade para recuar, deslocar-se para um lado ou atacar uma segunda zona, Vitor pode assumir a profundidade em determinados momentos. Um movimento pode potencializar o outro. Em vez de imaginar uma escolha binária entre os dois, Abel poderia trabalhar uma estrutura na qual as características de ambos se complementem. O desafio, naturalmente, está nos mecanismos: quem sai da área, quem ataca o espaço, quem fixa os zagueiros e quem ocupa a segunda bola.</p>



<h2><strong>Por que o Palestra confia na missão para o camisa 42?</strong></h2>



<p><strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/como-flaco-lopez-se-tornou-o-pilar-tatico-na-estrategia-de-abel-de-no-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Abel já demonstrou que consegue utilizar Flaco em funções diferentes</a></strong> da referência tradicional. O próprio desenho com três zagueiros abre possibilidades para que os atacantes tenham movimentos mais coordenados e que os alas deem amplitude ao time. <strong>A questão agora não é descobrir se Flaco consegue fazer algo diferente. </strong>A própria passagem pela seleção argentina reforçou essa possibilidade. A questão é transformar essa versatilidade<strong> em um mecanismo coletivo que produza vantagem, </strong>e não apenas em uma característica individual bonita no papel.</p>



<p>O camisa 42 está vivendo uma temporada em que já alcançou números importantes e, ao mesmo tempo, atravessa uma sequência recente de baixa participação ofensiva.<strong> Mas a SEP conhece seu potencial,</strong> sabe o que ele entregou ao longo do ano e acaba de receber uma avaliação externa que amplia a percepção sobre suas possibilidades.</p>



<p><strong>Vale lembrar que a reta final da temporada exige respostas rápidas, </strong>e adversários já conhecem muitos dos caminhos tradicionais do time. Se Flaco permanecer exclusivamente preso à referência central, a defesa poderá antecipar movimentos e reduzir seus espaços. Se ele puder alternar entre profundidade, apoio e ocupação de corredores, a equipe passa a ter mais uma variável. Não é uma revolução tática. <strong>É uma ampliação do repertório justamente quando cada detalhe começa a pesar.</strong></p>



<h2><strong>Um provocação para a SEP</strong></h2>



<p>A seleção argentina pode ter oferecido a Abel uma informação que parece simples, mas tem enorme valor:<strong> Flaco não precisa ser apenas o homem que termina a jogada. </strong>Pode também participar da construção dela. Pode aproximar, deslocar, pressionar, criar espaço e depois reaparecer para finalizar. É uma diferença conceitual importante. Quando um atacante consegue exercer funções diferentes sem perder sua ameaça na área, o treinador ganha alternativas sem necessariamente precisar contratar ou inventar um novo jogador.</p>



<p>Scaloni enxergou um atacante de repertório amplo justamente no momento em que Abel precisa ampliar as soluções ofensivas do time. A provocação está pronta: se a Argentina descobriu que Flaco pode ser mais do que um centroavante,<strong> por que o <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a> não poderia transformar essa descoberta em ferramenta para as próximas decisões? T</strong>alvez a melhor maneira de recuperar o gol de Flaco seja, justamente, parar de tratá-lo apenas como alguém que precisa fazer gols.</p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/07180146/Flaco-Lopez-2-e1791406977271-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Flaquito versão Argentina pode ajudar o Verdão - (Photo by Luciano Bisbal/Getty Images)]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/leila-pereira-da-pista-sobre-2027-e-palmeiras-encara-o-maior-teste-de-seu-legado</guid>
          <title>Leila Pereira dá pista sobre 2027 e Palmeiras encara o maior teste de seu legado</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/leila-pereira-da-pista-sobre-2027-e-palmeiras-encara-o-maior-teste-de-seu-legado]]></link>
          <pubDate>Wed, 07 Oct 2026 16:45:29 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Entre recordes bilionários e receitas históricas, surge a grande dúvida: as conquistas pertencem à presidente ou viraram um método permanente? 
<p>Há dirigentes que deixam títulos. Outros deixam dívidas. Alguns deixam inimigos. Os melhores deixam instituições. Leila Pereira acaba de colocar uma data no relógio do <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong>: dezembro de 2027. É quando termina seu segundo mandato e, segundo a própria presidente, ela pretende<strong> “voltar de onde vim”,</strong> para suas empresas, depois de seis anos dedicados ao clube. A frase parece apenas uma informação sobre o futuro pessoal de Leila. <strong>Não é. Ela produz uma reflexão muito maior: o que exatamente ficará de pé no Palmeiras quando Leila não estiver mais na sala?</strong></p>



<p>Uma gestão realmente forte não pode depender eternamente da pessoa que ocupa a cadeira. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/leila-pereira-lamacchia-e-a-pizza-palmeiras-revive-uma-velha-historia-pelo-avesso" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Leila construiu uma administração extremamente identificada com sua personalidade</a>,</strong> sua capacidade empresarial, seu poder de negociação e também com a disposição de colocar a própria imagem no centro das disputas. Isso faz parte da história. Mas existe uma diferença importante entre uma presidente forte e uma instituição forte: <strong>a segunda precisa funcionar quando a primeira vai embora.</strong> O verdadeiro legado vai além do que SEP conquistou enquanto Leila esteve lá. Será aquilo que o Palmeiras conseguir conservar quando ela sair.</p>



<p>Há um detalhe que impede qualquer análise séria de tratar a gestão como mero personalismo. <strong>O Palestra mudou de tamanho. </strong>Em 2025, o clube alcançou receita total de R$ 1,783 bilhão e superávit de R$ 292,4 milhões,<strong> números recordes e muito acima do resultado originalmente previsto no orçamento. </strong>Isso não é patrimônio pessoal de Leila. É patrimônio institucional. Dinheiro, processos, contratos, estrutura comercial e capacidade de geração de receita precisam sobreviver à eleição de 2027. <strong>O desafio agora é transformar o desempenho financeiro de uma gestão em característica permanente. </strong>Porque superávit é excelente. Melhor ainda é fazer com que ele deixe de ser notícia e passe a ser método.</p>



<p>O próprio Clube <strong>apresenta sua estratégia em torno de gestão profissional, </strong>aumento de receita, novas instalações, investimento na base, responsabilidade institucional, futebol profissional, resultados e Centro de Excelência. O Alviverde inclusive passou a publicar relatórios integrados de gestão, <strong>numa tentativa de apresentar seus dados de maneira mais institucional.</strong></p>



<p><strong>Trata-se de uma mudança importante de mentalidade. </strong>Assim, uma nova pergunta surge, mais direta do que a que praticamente abriu o texto: <strong>essas coisas pertencem a Leila ou pertencem ao Palmeiras? </strong>Se pertencem ao clube, sobreviverão à troca de presidente. Se dependem excessivamente da presidente, dezembro de 2027 será mais do que uma sucessão eleitoral.</p>



<h2><strong>Sobre as Crias e a estrutura da Academia</strong></h2>



<p><strong>A base talvez seja o exemplo mais interessante dessa transição. </strong>Jogadores formados em casa não deveriam ser associados a uma administração específica. Pois se configura em uma verdadeira conquista construir <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-muda-a-logica-das-crias-e-prepara-solucoes-para-abel-com-um-plano-inusitado" target="_blank" rel="noreferrer noopener">uma máquina capaz de produzir jogadores, desenvolver patrimônio esportivo, financeiro e abastecer o time profissional</a></strong> independentemente de quem esteja no gabinete presidencial. A mesma lógica vale para o Centro de Excelência e para a infraestrutura. Instalações permanecem. Processos permanecem. Conhecimento acumulado permanece. Presidentes passam. É justamente por isso que uma boa gestão precisa ter a humildade de construir coisas que continuarão funcionando sem ela.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/07163433/legado-leila-pereira-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2026573"></figure>



<p><strong>Até Abel Ferreira entra nessa conta de uma maneira curiosa. </strong>O contrato do treinador também termina em dezembro de 2027, exatamente no mesmo momento em que acaba o mandato de Leila. <strong>A presidente já deixou claro que não pretende decidir a renovação do técnico,</strong> transferindo essa responsabilidade para o próximo comandante do clube. É uma decisão mais importante do que parece. Isso porque <strong>o Palmeiras precisa descobrir se seu projeto esportivo é maior que Abel.</strong></p>



<p><strong>Não porque Abel seja dispensável — muito pelo contrário —,</strong> mas porque nenhum clube pode confundir um ciclo extraordinário com a própria identidade. Se o próximo presidente puder conversar com Abel sobre o futuro sem precisar reconstruir o Palmeiras inteiro, <strong>haverá uma demonstração concreta de maturidade institucional.</strong></p>



<h2><strong>Gestão financeira terá suas provas de fogo</strong></h2>



<p><strong>Há também o dinheiro que não aparece numa fotografia de troféu. </strong>Patrocinadores, contratos, direitos, relacionamento comercial, planejamento de elenco, mecanismos de formação, governança e capacidade de investimento são coisas que precisam atravessar a eleição. Um Palmeiras realmente preparado para o pós-Leila não pode depender de uma única fonte, de uma única pessoa ou de uma única conjuntura econômica. <strong>Precisa ter musculatura para absorver as pancadas que inevitavelmente virão.</strong></p>



<p>É por isso que <strong>a governança talvez seja o ponto mais sensível desse legado. </strong>O Palmeiras continuará elegendo presidentes, conselheiros e disputando poder. Afinal, é a vida política de uma associação centenária. O problema começaria se cada mudança de comando significasse uma mudança de modelo. O próprio clube mantém mecanismos formais de prestação de contas, análise anual do balanço e auditoria externa. <strong>Quanto mais esses processos forem respeitados e fortalecidos, menos importante será saber quem é o dono da caneta.</strong> Acredito que seja a maior evolução que uma presidência pode deixar: fazer com que a caneta seja menos poderosa que a instituição.</p>



<h2><strong>Responsabilidade muito além da ‘caneta’</strong></h2>



<p>Até dezembro de 2027, a atual gestão terá tempo para concluir projetos, consolidar contratos, preparar sucessão e entregar um Palestra ainda mais robusto. Mas também terá de lidar com um teste que acompanha qualquer grande dirigente. Quanto maior a influência pessoal construída durante uma gestão, maior é a responsabilidade de converter essa influência em patrimônio coletivo. <strong>A presidente pode deixar o futebol. O modelo que deu certo não pode deixar o Maior Campeão do Brasil.</strong></p>



<p>A declaração de Leila sobre o fim de seu período no comando Alviverde revela, talvez sem perceber, <strong>a primeira linha do exame final de sua própria administração.</strong> Em dezembro de 2027, ela entregará o cargo. No dia seguinte, o Verdaço continuará tendo contas para pagar, jogadores para contratar, garotos para formar, contratos para renovar, eleições para disputar e títulos para ganhar. É aí que se saberá o tamanho real do legado. O verdadeiro sucesso de Leila não será o Palmeiras que ela deixar em dezembro de 2027. Será o Palmeiras que continuará funcionando em janeiro de 2028. <strong>O cargo acaba. A história palestrina segue.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/07164100/Leila-Pereira-8-e1791402150558-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Leila Pereira se prepara para ver seu legado testado nas Alamedas - (Photo by Dan Mullan/Getty Images)]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/eduardo-conceicao-ganha-aval-mundial-e-palmeiras-acelera-plano-para-a-cria-da-academia</guid>
          <title>Eduardo Conceição ganha aval mundial e Palmeiras acelera plano para a Cria da Academia</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/eduardo-conceicao-ganha-aval-mundial-e-palmeiras-acelera-plano-para-a-cria-da-academia]]></link>
          <pubDate>Wed, 07 Oct 2026 21:02:18 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Novo cenário do atacante também reforça uma lógica importante dentro do mercado da Sociedade Esportiva Palmeiras 
<p>O <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> recebeu nesta terça-feira (6) um daqueles reconhecimentos que parecem individuais, mas dizem muito sobre o tamanho do trabalho feito na Academia. Eduardo Conceição, atacante de 16 anos, nascido em 2009, <strong>foi incluído pelo The Guardian entre as 60 maiores promessas do futebol mundial da geração.</strong> Não é uma lista qualquer: o jornal britânico reúne anualmente jovens que considera especiais e acompanha a evolução deles ao longo dos anos.</p>



<p>A discussão não deveria ser simplesmente sobre<strong> quem é Eduardo Conceição ou sobre o tamanho da multa rescisória de € 100 milhões (cerca de R$ 561 milhões). </strong>O clube já fez a parte patrimonial: o jogador tem contrato até 2029 e uma proteção financeira gigantesca para uma promessa de apenas 16 anos. Agora começa uma etapa muito mais delicada, com a missão de descobrir quando ele deixa de ser tratado como futuro e passa a ser preparado, de fato, para o presente.</p>



<p>Eduardo já atravessou algumas das portas que normalmente separam uma joia da base do futebol profissional. Ele atua no Sub-20 e participa de treinamentos com o elenco principal, justamente o ambiente em que pode começar a entender as exigências de Abel Ferreira.<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/eduardo-conceicao-atacante-do-palmeiras-aparece-entre-futuros-craques-da-copa-de-2030" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> A presença na lista do Guardian apenas aumenta a luz sobre um jogador </a></strong>que o próprio Palestra já vem tratando como um projeto de longo prazo.</p>



<p>O problema é encontrar o momento certo para transformar potencial em experiência. Aos 16 anos, ninguém pode exigir de Eduardo uma promoção definitiva ou uma sequência no time principal simplesmente porque um jornal inglês o colocou entre os melhores da geração. Seria uma inversão perigosa. <strong>O Guardian pode reconhecer talento, mas quem precisa determinar o estágio esportivo é a SEP. Abel terá papel importante nessa equação.</strong></p>



<h2><strong>Nova regra abre espaço para Eduardo Conceição e Cia.</strong></h2>



<p>Só que existe uma mudança no futebol brasileiro que torna essa discussão ainda mais relevante. <strong>A partir de 2027, a CBF manterá o limite de 50 jogadores inscritos no Brasileirão, </strong>mas dividirá o grupo entre uma Lista A e uma Lista B. <strong>Serão 30 vagas para a primeira e 20 para atletas Sub-23 no próximo ano, </strong>avançando gradualmente até uma divisão de 25 jogadores em cada lista em 2030. <strong>A medida foi construída justamente para ampliar o espaço dos jovens.</strong></p>



<p>Isso coloca o Verdão diante de uma oportunidade que poucos clubes brasileiros possuem com tanta clareza. A Academia não precisa começar a formar jogadores porque a CBF mudou a regra.<strong> O clube já faz isso. O que muda é o ambiente para aproveitar melhor esse trabalho. </strong>A nova regulamentação pode reduzir uma das barreiras históricas para a utilização de atletas jovens e, ao mesmo tempo, obrigar os clubes a pensar menos em promessas isoladas e mais em caminhos concretos de desenvolvimento.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/06213322/eduardo-conceicao-palmeiras-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2026256"></figure>



<p>A própria fotografia atual do futebol brasileiro mostra que essa mudança não será automática.<strong> Apenas Botafogo e Bragantino, segundo levantamento com as listas atuais da CBF, já atingiriam a quantidade mínima de 20 jogadores de até 23 anos prevista para 2027.</strong> Ou seja, ter jovens não basta. É preciso ter jovens preparados, contratos bem estruturados e uma estratégia capaz de colocá-los em condições reais de competir.</p>



<p>Desta forma, <strong>Eduardo Conceição </strong>ganha importância.<strong> O Palmeiras já parece ter resolvido a primeira parte da equação.</strong> O vínculo longo protege o clube. A multa elevada estabelece uma barreira. A exposição internacional aumenta a percepção de valor. O treinamento com os profissionais aproxima o jogador da realidade que encontrará pela frente. Mas nenhuma dessas coisas garante que ele será um grande jogador. <strong>O próximo passo não pode ser apenas financeiro. Precisa ser futebolístico.</strong></p>



<h2><strong>O que é prioritário para a SEP olhar em Eduardo Conceição</strong></h2>



<p>Essa talvez seja a grande diferença entre uma joia que vira patrimônio e uma joia que vira jogador efetivo. O mercado pode olhar para Eduardo e enxergar € 100 milhões, no entanto, a SEP precisa olhar para ele <strong>e enxergar uma sequência de etapas. Minutos controlados. Adaptação física. Treinamentos cada vez mais exigentes. </strong>Participação em jogos quando houver contexto. Erros que façam parte da formação. E, principalmente, uma posição cada vez mais clara dentro da estrutura de Abel.</p>



<p><strong>A história recente do próprio Palmeiras mostra que não existe uma fórmula única para esse processo. </strong>Alguns talentos explodiram muito cedo, outros precisaram de mais tempo para amadurecer. A lista do Guardian, aliás, é uma boa lembrança disso, pois o próprio projeto acompanha os jogadores selecionados ao longo dos anos justamente porque aparecer entre as grandes promessas não significa necessariamente chegar ao topo. O futebol profissional é a parte que começa depois do rótulo de promessa.</p>



<h2><strong>É preciso colocar a Cria no palco certo</strong></h2>



<p>A notícia desta terça-feira sobre Eduardo Conceição funciona quase como um espelho para o Palmeiras. <strong>O clube construiu uma base capaz de colocar novamente um jogador entre os talentos mais observados do planeta. </strong>Agora precisa mostrar que também sabe conduzir a etapa seguinte. Não basta formar. Não basta blindar. Não basta vender bem. <strong>Existe uma responsabilidade esportiva entre descobrir o talento e colocá-lo no palco certo.</strong></p>



<p><strong>A pergunta mais interessante que o The Guardian deixa para o Palmeiras: </strong>se Eduardo já é reconhecido mundialmente como uma das grandes promessas de sua geração, quando o clube começará a prepará-lo para deixar de ser apenas uma promessa? Não há necessidade de queimar processos na carreira do garoto por causa de uma lista internacional. Mas também seria um desperdício tratar como futuro distante um jogador que já bateu à porta do profissional. <strong>A grande decisão agora é quando ele começará a provar, dentro de campo, quanto pode valer para o Verdaço.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/06215021/Eduardo-Conceicao-e1791334290564-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Eduardo Conceição durante treino da Seleção Brasileira Sub-20 - Foto: Nelson Terme / CBF]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/ceni-cria-um-problema-que-obriga-o-palmeiras-a-desafiar-sua-identidade-tatica-para-superar-o-bahia</guid>
          <title>Ceni cria um problema que obriga o Palmeiras a desafiar sua identidade tática para superar o Bahia</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/ceni-cria-um-problema-que-obriga-o-palmeiras-a-desafiar-sua-identidade-tatica-para-superar-o-bahia]]></link>
          <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 19:43:14 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Ceni é o treinador que mais venceu Abel, mas o verdadeiro duelo está em outra situação e coloca o treinador do Verdão em xeque 
<p><strong>Rogério Ceni </strong>chega ao confronto com o <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras </a></strong>carregando uma estatística que chama atenção, afinal,<strong> é o técnico que mais venceu Abel Ferreira </strong>na carreira, com seis triunfos em 16 encontros. <strong>O número é verdadeiro, mas também é insuficiente</strong> para explicar por que esse duelo costuma produzir problemas para o português. Até porque Abel ainda leva vantagem no retrospecto, com sete vitórias, três empates e seis derrotas.</p>



<p>Ceni não incomodou Abel simplesmente porque encontrou uma fórmula para ganhar dele.<strong> Em diferentes trabalhos, conseguiu montar equipes capazes de tirar o Palestra da zona de conforto. </strong>No caso do Bahia atual, o olhar aguçado oferece uma pista ainda mais interessante, pois o treinador transformou o próprio desenho da equipe em uma ferramenta para criar dúvidas no adversário. É quase um jogo de xadrez antes mesmo de a bola rolar.</p>



<p><strong>O Bahia passou a trabalhar com um sistema híbrido.</strong> Quando tem a bola, pode se organizar em 3-3-4 ou 3-2-5, com Luciano Juba abandonando a posição de lateral e entrando por dentro para participar da construção. Sem a bola, porém, a equipe retorna ao 4-4-2. <strong>Ou seja: o desenho que o Palestra enxergar em uma fase do jogo não necessariamente será o mesmo que encontrará alguns segundos depois.</strong></p>



<p>Juba é justamente uma peça que explica a lógica. O lateral deixa de ser apenas lateral para se transformar em um homem de meio-campo na fase ofensiva.<strong> Isso cria superioridade por dentro sem que Ceni precise abandonar a estrutura de quatro defensores quando precisa se defender.</strong> No Ba-Vi em que retomou esse modelo, Juba foi apontado como um dos principais articuladores do Bahia, em uma mudança de função.</p>



<h2><strong>O desafio posto ao Palestra</strong></h2>



<p>É aí que começa o verdadeiro problema para o Palmeiras.<strong> Como marcar um time que não apresenta a mesma fotografia durante todo o jogo? </strong>Se o Verdão acompanhar Juba como lateral, pode permitir que ele receba por dentro. Se um meio-campista assumir essa responsabilidade, abre-se a possibilidade de outra movimentação do Bahia. Ceni não precisa necessariamente vencer a batalha individual. <strong>Basta criar uma sequência de pequenas decisões difíceis para o desempenho Alviverde.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="940" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/06193548/desafio-rogerioceni-palmeiras-abel-940x1672.webp" alt="" class="wp-image-2026193"></figure>



<p><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/escolha-de-abel-ferreira-contra-o-bahia-escancara-o-novo-plano-do-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>O interessante é que isso encontra um Palestra que também passou 2026 testando diferentes estruturas</strong>. </a>A equipe de Abel já utilizou a saída com três zagueiros e diferentes comportamentos para construir a partir de trás, enquanto adaptações de jogadores mudaram o desenho conforme o momento da partida. Portanto, o encontro coloca dois modelos que procuram alterar suas formas durante o jogo.</p>



<p>Por isso,<strong> o desafio de Abel é acertar qual versão da SEP será necessária para enfrentar o Bahia de Ceni.</strong> Uma estrutura mais próxima do 3-4-3 pode oferecer superioridade na primeira construção e proteger melhor determinadas zonas, mas também pode entregar ao Bahia espaços que Juba sabe ocupar. Uma linha de quatro pode oferecer outras referências defensivas, mas exigirá respostas para as movimentações interiores do adversário.</p>



<h2><strong>Sem Abel, Verdão terá a missão de manter a identidade</strong></h2>



<p><strong>Vale lembrar,que Abel não estará à beira do campo nesta quinta-feira (8).</strong> O treinador cumpre suspensão e<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/numeros-provam-que-palmeiras-supera-ausencia-de-abel-mas-suspensao-expoe-problema-tatico" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> João Martins deve comandar o Maior Campeão do Brasil diante do Bahia. </a></strong>Isso muda o personagem no banco, mas não muda o problema. Pelo contrário: torna ainda mais interessante observar até que ponto os mecanismos treinados durante a Data Fifa serão capazes de responder sem depender da intervenção direta de Abel durante os 90 minutos.</p>



<p>O Bahia chega justamente em um momento que reforça a importância dessa discussão. <strong>Ceni construiu uma sequência de invencibilidade e levou o time de volta à briga pelo G-4. </strong>O próprio treinador destacou recentemente mudanças no sistema de marcação e a necessidade de sustentar esse modelo diante de uma sequência pesada de adversários. Não se trata, portanto, de um Bahia experimental que ainda procura sua identidade. <strong>Há uma ideia sendo consolidada.</strong></p>



<p>É por isso que os seis triunfos de Ceni contra Abel devem ser tratados como contexto, não como explicação.<strong> Transformar o duelo em “o algoz contra a vítima” seria reduzir uma discussão tática interessante a uma estatística de pré-jogo. </strong>O retrospecto serve para despertar a pergunta. O modelo é que fornece a resposta. Neste caso, o Bahia oferece ao Palmeiras um problema que não se resolve simplesmente escolhendo os onze melhores jogadores.</p>



<p>No fundo, com estas características que expõem o perfil do tricolor baiano, <strong>fica nítido que a missão de Rogério Ceni é provocar o Verdão em suas próprias escolhas. </strong>Escolher quem acompanha Juba. Escolher como construir. Escolher onde pressionar. Escolher quando formar três e quando retornar à linha de quatro. Quanto mais decisões o Bahia conseguir impor, maior será a chance de tirar o Palmeiras do roteiro que normalmente pretende executar.</p>



<h2><strong>A verdadeira disputa que está em jogo na rivalidade</strong></h2>



<p>A verdadeira disputa entre Ceni e Abel está na capacidade de cada modelo obrigar o outro a abandonar suas certezas. Ceni já mostrou que sabe transformar o Bahia em uma equipe diferente conforme a fase da partida.<strong> Agora, o Palmeiras terá de responder a uma pergunta muito mais importante do que “quem vai jogar”:</strong> qual versão do Verdão consegue <strong>enfrentar um adversário que muda sem necessariamente parecer que mudou?</strong></p>
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          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/06193904/Rogerio-Ceni-e1791326511173-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Rogério Ceni expõe um desafio para Abel - Foto: Jorge Rodrigues/AGIF]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-encontra-na-escalacao-uma-combinacao-que-pode-mudar-os-planos-na-reta-final-da-temporada</guid>
          <title>Palmeiras encontra na escalação uma combinação que pode mudar os planos na reta final da temporada</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-encontra-na-escalacao-uma-combinacao-que-pode-mudar-os-planos-na-reta-final-da-temporada]]></link>
          <pubDate>Sat, 10 Oct 2026 09:25:19 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Abel Ferreira pode ter encontrado o ajuste perfeito para a formação tática no momento mais crítico do ano 
<p>O <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> pode ter encontrado na reta final da temporada uma resposta que Abel Ferreira procurava há algum tempo. Não necessariamente uma nova formação definitiva, mas uma combinação capaz de alterar a maneira como o time ocupa o campo. A linha de quatro diante do Grêmio<strong> recolocou Marlon Freitas, Lucas Evangelista e Andreas Pereira</strong> juntos no meio e produziu um dos maiores volumes ofensivos do Verdão depois da Copa do Mundo. Foram 29 finalizações no empate por 0 a 0.</p>



<p>É justamente aí que uma reflexão é fundamental para uma transição tática em momento decisivo, pois o Verdão<strong> não precisa escolher entre jogar com três zagueiros ou quatro defensores como quem escolhe uma religião. </strong>Abel pode ter percebido que, em determinados jogos, retirar um homem da última linha significa acrescentar uma peça capaz de melhorar a circulação, aproximar os atacantes e sustentar a pressão no campo adversário. <strong>A mudança, portanto, é sobre onde o Palestra quer concentrar sua força de maneira assertiva.</strong></p>



<p><strong>Contra o Grêmio, Lucas Evangelista ocupou uma vaga que normalmente pertence a um dos três zagueiros. </strong>Com Marlon como referência mais baixa e Andreas atuando mais adiantado pelo lado esquerdo, <strong>o Palestra passou a ter três jogadores com características diferentes no setor central.</strong> A consequência foi importante, pois o time conseguiu ocupar melhor os espaços entre as linhas e manter mais gente próxima de Flaco López e Vitor Roque.</p>



<p>Isso ajuda a explicar por que o volume apareceu. No sistema com três zagueiros, a ‘equipa’ ganha uma sobra defensiva e libera os alas para atacar, mas também pode ter menos gente naturalmente posicionada por dentro.<strong> Na linha de quatro, o terceiro meio-campista aparece justamente onde o jogo costuma ser decidido: </strong>na conexão entre a primeira construção e os homens de frente. Não significa necessariamente atacar com mais jogadores. Significa atacar com jogadores mais próximos uns dos outros.</p>



<h2><strong>Como Evangelista vira o trunfo de Abel?</strong></h2>



<p><strong>O Maior Campeão do Brasil </strong>passou boa parte do pós-Copa <strong>procurando maneiras de recuperar o desempenho </strong>que apresentou na primeira metade do ano. Segundo o ge, foram 18 partidas desde o retorno do Mundial, com dez utilizando três zagueiros e oito com dois defensores. A distância entre os números mostra que Abel não abandonou uma ideia pela outra, mas também revela que existe espaço para alternância.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="940" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/06174148/carta-tatica-abel-940x1672.webp" alt="" class="wp-image-2026137"></figure>



<p>A escolha por Lucas Evangelista <strong>ganha peso porque ele oferece uma alternativa de passe, </strong>aproxima <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/marlon-freitas-assume-funcao-hibrida-e-coloca-uma-questao-no-palmeiras-de-abel" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Marlon da construção</a></strong> e permite que Andreas jogue alguns metros mais à frente. É uma pequena mudança de geometria que pode alterar bastante o comportamento ofensivo do time. O Palmeiras deixa de depender tanto da chegada dos alas para criar superioridade e passa a construir parte dela por dentro.</p>



<h2><strong>O risco que se assume com a mudança</strong></h2>



<p>Há, evidentemente, <strong>uma conta defensiva. </strong>Tirar um zagueiro significa<strong> assumir mais responsabilidade</strong> nos duelos individuais e na proteção das costas dos laterais. Em jogos de mata-mata, principalmente contra adversários capazes de atacar rapidamente os espaços, esse risco não pode ser ignorado. <strong>É por isso que seria precipitado transformar o 4-3-1-2 em uma nova religião tática de Abel. </strong>O mais provável é que o treinador tenha ganhado uma ferramenta, não encontrado uma fórmula única.</p>



<p>Existe uma circunstância que favorece essa descoberta, já que a SEP terá uma sequência pesada pela frente, com dez jogos em 30 dias, <strong>começando pelo Bahia e passando pelo clássico contra o Corinthians</strong> antes da visita ao Fluminense pela Libertadores. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/escolha-de-abel-ferreira-contra-o-bahia-escancara-o-novo-plano-do-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O calendário exige capacidade de adaptação.</a></strong> Abel dificilmente poderá pedir o mesmo tipo de jogo em todas essas partidas.</p>



<h2><strong>Um sinal positivo sobre a mudança já foi dado, basta aprimorar</strong></h2>



<p><strong>O ‘X da questão’ sobre o esquema de três zagueiros está no fato de se o comandante do Palestra pode deixar de tratá-lo como ponto de partida obrigatório. </strong>O jogo contra o Grêmio mostrou que uma equipe com Marlon, Lucas e Andreas por dentro consegue empurrar o adversário para trás e produzir volume mesmo longe de casa. O empate, obviamente, impediu que o experimento viesse acompanhado do resultado,<strong> inclusive expondo a deficiência preocupante em converter construção em gol. </strong>Mas não apagou o sinal tático.</p>



<p>Na reta decisiva, talvez a maior evolução do Palmeiras seja justamente essa liberdade. Um time capaz de começar com três zagueiros quando precisar de segurança, mas também de colocar três homens de meio quando precisar transformar domínio em produção. A questão deixou de ser quantidade de jogadores atrás ou na frente.<strong> É onde o Palmeiras consegue colocar seus melhores jogadores para fazer o jogo acontecer.</strong></p>
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          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/06174241/Lucas-Evangelista-2-e1791319454927-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Lucas Evangelista em treino na Academia. O meio-camposta é o protagonista da formação estudada para mudar o Verde - Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/leila-pereira-lamacchia-e-a-pizza-palmeiras-revive-uma-velha-historia-pelo-avesso</guid>
          <title>Leila Pereira, Lamacchia e a Pizza: Palmeiras revive uma velha história pelo avesso</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/leila-pereira-lamacchia-e-a-pizza-palmeiras-revive-uma-velha-historia-pelo-avesso]]></link>
          <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 16:20:57 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Entre o mito e a tensão atual, a reunião na pizzaria revela como o contraditório passou de conciliação a impasse complicado na Sociedade Esportiva Palmeiras 
<p>Há uma curiosa repetição histórica na política do<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Palmeiras</a></strong>, embora vivida em prismas diferentes. <strong>Nos anos 60, </strong>o clube viveu uma crise que colocou situação e oposição em lados opostos durante horas. A discussão foi pesada, mas terminou de maneira quase cinematográfica:<strong> os dois grupos foram comer pizza juntos e acabaram rindo na mesma mesa. </strong>Foi desse episódio que nasceu a expressão “acabou em pizza”.</p>



<p><strong>Décadas depois, a história ganhou uma espécie de avesso.</strong> Em uma pizzaria, Leila Pereira<strong> reuniu conselheiros e fez um discurso duro contra aqueles que questionam a relação da família Lamacchia e o episódio envolvendo o Vasco. </strong>Desta vez, a pizza não encerrou a divergência. Deu-lhe mais combustível. A matéria do Nosso Palestra, que teve acesso ao áudio do discurso, mostra uma presidente disposta a responder aos críticos com a mesma intensidade com que vem defendendo sua gestão.</p>



<p>Uma parte do argumento de Leila que merece ser reconhecida. <strong>Ela tem razão quando lembra tudo aquilo que fez pela SEP ao lado de José Roberto Lamacchia.</strong> Os investimentos realizados, a sustentação financeira e a transformação da estrutura do clube <strong>não podem ser apagados porque surgiu uma nova discussão </strong>envolvendo o Vasco. Seria conveniente demais para os críticos transformar uma questão atual em sentença sobre toda uma trajetória.</p>



<p>O problema está em outro lugar. <strong>Quando Leila chama de “imbecis” aqueles que levantam questionamentos, ela deixa de responder à pergunta e passa a atacar quem pergunta.</strong> E são coisas diferentes. A presidente pode considerar injusta, oportunista ou mal-intencionada determinada cobrança. O que não pode fazer é tratar toda dúvida como se fosse uma ofensa.</p>



<h2><strong>Leila está certa em defender sua gestão, mas a polêmica é pertinente</strong></h2>



<p><strong>Porque a dúvida, neste caso, não surgiu do nada.</strong> A família Lamacchia está envolvida nas negociações relacionadas ao Vasco, enquanto empresas ligadas ao grupo aparecem no contexto da operação.<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniao-governanca-do-palmeiras-entra-em-xeque-com-lamacchia-no-vasco-e-debate-vai-alem-do-conflito" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Isso é suficiente para justificar questionamentos sobre eventual conflito de interesses. </a></strong>Não significa que exista conflito comprovado. Significa apenas que há uma circunstância objetiva que merece explicação.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="940" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/06160626/palmeiras-leila-lamacchi-pizza-940x1672.webp" alt="" class="wp-image-2026070"></figure>



<p>Desta forma, acredito que o discurso de Leila<strong> perdeu uma oportunidade. </strong>Ela não precisa abrir mão dos méritos de sua gestão para aceitar que mérito não elimina questionamentos. <strong>Uma coisa, aliás, deveria fortalecer a outra.</strong> Quanto maior a responsabilidade de quem administra, maior deveria ser sua disposição para responder às perguntas difíceis.</p>



<p>Leila tem todo o direito de cobrar reconhecimento pelo que fez. <strong>O que não pode cobrar é imunidade a perguntas. </strong>No Palestra, como em qualquer instituição, elogio não compra silêncio. Uma presidente que construiu sua trajetória defendendo transparência e profissionalismo <strong>deveria saber que governança também significa conviver com a inconveniência do contraditório.</strong></p>



<h2><strong>Convívio entre as diferenças é fundamental para o Palestra</strong></h2>



<p>Por isso, <strong>o episódio dos anos 60 tem algo a ensinar ao Palmeiras de 2026. </strong>Naquela ocasião, depois de horas de confronto político, situação e oposição conseguiram terminar juntas, sentadas à mesma mesa. Não porque haviam necessariamente mudado de opinião, <strong>mas porque encontraram uma maneira de conviver com as diferenças.</strong></p>



<p>Hoje, a questão envolvendo Leila e Lamacchia parece caminhar na direção contrária. <strong>Os lados se armam de argumentos, </strong>aumentam o tom e transformam uma discussão institucional em disputa pessoal. <strong>Isso é ruim para todos,</strong> porque uma dúvida que poderia ser esclarecida passa a produzir suspeita justamente pela dificuldade de se conversar sobre ela.</p>



<h2><strong>Não é preciso “acabar em pizza”, mas sim, acabar em diálogo construtivo</strong></h2>



<p><strong>Talvez faltasse apenas repetir a velha cena, mas com uma finalidade diferente. </strong>Sentar os dois lados à mesma mesa, ouvir os argumentos, separar fato de interpretação e permitir que cada um entendesse a posição do outro. Não para “acabar em pizza”, como ocorreu nos anos 60, mas para evitar que uma pizza seja o cenário perfeito para a briga continuar, afinal, em um clube como o Maior Campeão do Brasil, <strong>uma desavença política pode quebrar o diálogo e o entendimento de caminhos que possam ser traçados pelo bem de todos, porque a finalidade é e precisa ser a mesma: o avanço da SEP.</strong></p>



<p>No fim, a questão é menos sobre quem ganhou o discurso e mais sobre que tipo de Palmeiras <strong>se pretende construir. </strong>Leila pode estar certa sobre o que fez pelo clube e, ao mesmo tempo, estar errada na maneira como reage a quem a questiona. <strong>Reconhecer uma coisa não exige negar a outra. Talvez fosse essa a conversa que deveria ter acontecido naquela mesa, entre borrifadas de azeite e uma garfada na espetacular iguaria de Nápoles.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/06161809/Leila-Pereira-6-e1791314407180-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Leila bateu pesado na oposição ao abordar polêmica envolvedo os Lamacchia e o Vasco (Photo by Buda Mendes/Getty Images)]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/escolha-de-abel-ferreira-contra-o-bahia-escancara-o-novo-plano-do-palmeiras</guid>
          <title>Escolha de Abel Ferreira contra o Bahia escancara o novo plano do Palmeiras</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/escolha-de-abel-ferreira-contra-o-bahia-escancara-o-novo-plano-do-palmeiras]]></link>
          <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 21:51:44 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[A estrutura escolhida contra o Bahia também precisa considerar o Corinthians e o Fluminense, dois desafios em apenas seis dias 
<p>A volta do <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> ao Brasileirão depois da Data Fifa carrega uma discussão que vai muito além da escalação. Abel Ferreira terá de decidir qual estrutura faz mais sentido para enfrentar o Bahia, mas a resposta não passa apenas pela preferência tática.<strong> O treinador precisa considerar também as diferentes condições físicas dos jogadores </strong>que retornam das seleções e uma sequência que começa na quinta-feira (8) e rapidamente ganha contornos de maratona.</p>



<p>A tendência de uma linha com Giay, Gustavo Gómez, Murilo e Arthur recoloca em cena o Palestra com quatro defensores. <strong>É uma formação capaz de preservar mecanismos conhecidos </strong>e dar continuidade a uma configuração que já foi utilizada ao longo da temporada. Mas existe outra possibilidade que Abel já conhece bem: a utilização de três zagueiros, <strong>com os alas recebendo maior liberdade e o time redistribuindo seus jogadores no campo.</strong></p>



<p>A discussão reacende velho debate entre<strong> um time mais ofensivo ou mais defensivo. </strong>Três zagueiros não significam necessariamente recuo, assim como quatro defensores não garantem automaticamente maior agressividade. A diferença está em como o Verdão ocupa os espaços, onde posiciona seus laterais e de que maneira consegue liberar seus jogadores mais importantes no ataque.</p>



<p>Há uma variável que torna essa decisão crucial, <strong>pois a SEP não retorna da Data Fifa nas mesmas condições em que saiu. </strong>O clube teve 11 convocados, oito deles do elenco profissional, e precisou montar uma logística específica para trazer os jogadores de volta antes do Bahia. Giay e Flaco López, por exemplo, têm chegada prevista entre terça e quarta-feira, enquanto J<strong>hon Arias só retorna após atuar pela Colômbia na terça. </strong>Piquerez e Emiliano Martínez são os casos mais extremos, porque entram em campo na Índia e devem chegar ao Brasil apenas na quarta à tarde.</p>



<p>Isso transforma a escalação em uma decisão de gestão de risco. <strong>Abel precisa saber quem estará realmente preparado para jogar 90 minutos,</strong> quem poderá atuar por uma hora e quem talvez seja mais útil entrando no segundo tempo. O Clube fará avaliações físicas dos convocados na reapresentação justamente por causa do desgaste acumulado.</p>



<h2><strong>Há uma vantagem nas mãos do adversário baiano</strong></h2>



<p>O contraste com o Bahia chama atenção. <strong>Rogério Ceni chega ao confronto com praticamente todo o elenco de linha à disposição</strong>. O departamento médico do clube baiano está praticamente vazio, com apenas o goleiro Léo Vieira fora da temporada. Michel Araújo, último jogador a retornar aos treinamentos, já trabalha parcialmente com o grupo. Ou seja:<strong> enquanto o adversário consegue preparar sua equipe</strong> com uma semana relativamente previsível, <strong>o Palmeiras precisa encaixar peças</strong> que chegam de diferentes países e em diferentes horários.</p>



<p>Por isso, uma estrutura com três zagueiros pode aparecer como mais do que uma alternativa tática. Ela pode ser uma ferramenta de administração do elenco. Com uma linha de três, Abel poderia proteger determinados setores, liberar os alas e criar uma distribuição capaz de diminuir a necessidade de alguns jogadores sustentarem grandes distâncias durante todo o jogo. <strong>Não seria necessariamente um Verdaço mais cauteloso. Seria um Palmeiras tentando controlar melhor o esforço.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/05213920/Abel-escolhas-contra-o-Bahia-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2025802"></figure>



<p>Por outro lado, a linha de quatro oferece uma vantagem<strong> que não pode ser ignorada: continuidade. </strong>Giay, Gómez, Murilo e Arthur formam uma composição mais convencional, enquanto Arthur chega justamente em um momento importante, depois de renovar contrato até 2030 e ganhar espaço como reserva imediato de Piquerez. A utilização do lateral também pode representar uma maneira de evitar expor Piquerez imediatamente após uma viagem tão longa.</p>



<h2><strong>Uma questão administrativa para Abel</strong></h2>



<p>Eis o dilema de Abel. O Bahia é apenas o primeiro teste de uma sequência que começa em 8 de outubro, passa pelo Corinthians três dias depois e chega ao confronto com o Fluminense, pela Libertadores, no dia 14. <strong>São três partidas de naturezas completamente diferentes em apenas seis dias. </strong>O Palmeiras terá de administrar Brasileiro, clássico e semifinal continental quase como se fossem capítulos de uma mesma decisão.</p>



<p>Nesse cenário, a melhor escalação contra o Bahia pode ser aquela que permita ao Alviverde Imponente atravessar os 90 minutos sem transformar a partida em uma conta física para o Derby e, principalmente, sem chegar ao duelo com o Fluminense com jogadores importantes já desgastados. <strong>A escolha do esquema passa a ser também uma escolha sobre como Abel pretende distribuir energia pela semana.</strong></p>



<h2><strong>Mais uma vez, a identidade palestrina em jogo</strong></h2>



<p>A partida contra o Bahia pode revelar uma característica importante do Palmeiras nesta reta final: a capacidade de mudar a estrutura sem abandonar a identidade. <strong>Se Abel optar pelos quatro defensores, estará privilegiando continuidade e familiaridade. </strong>Se recorrer aos três zagueiros, poderá estar buscando flexibilidade e proteção diante de um elenco que chega de uma Data Fifa particularmente pesada.</p>



<p><strong>Nenhuma das opções precisa representar uma mudança de filosofia. </strong>No fundo, a primeira decisão da reta final será sobre qual Palmeiras Abel quer colocar de pé para atravessar uma sequência em que não haverá tempo para reconstruir o time a cada jogo. O Bahia chega praticamente inteiro.<strong> O Palestra chega com jogadores espalhados pelo mundo, diferentes cargas de minutos e uma maratona pela frente.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

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                <media:description type="plain"><![CDATA[Abel comanda o palestra em um momento-chave para a temporada - Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-descobriu-em-barueri-que-mando-de-campo-nao-depende-so-do-estadio</guid>
          <title>Palmeiras descobriu em Barueri que mando de campo não depende só do estádio</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-descobriu-em-barueri-que-mando-de-campo-nao-depende-so-do-estadio]]></link>
          <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 20:09:18 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Mais do que um refúgio, a Arena Barueri expôs uma virtude silenciosa do elenco. Longe da imponência do estádio principal, o Verdão provou que sua força não depende do concreto 
<p>Há algo surpreendente na temporada do <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> que passou despercebido justamente porque nasceu de um problema. O clube foi obrigado a deixar o Nubank Parque em diversas oportunidades por causa da troca do gramado e, depois, pela agenda de shows e eventos.<strong> O que parecia apenas uma inconveniência logística </strong>acabou produzindo um dado difícil de ignorar: a Arena Barueri deixou de ser um endereço alternativo e passou a funcionar, em 2026, <strong>como uma espécie de segunda casa palmeirense.</strong></p>



<p>Os números são suficientemente fortes para merecer uma análise.<strong> Em 11 partidas como mandante em Barueri, o Palmeiras venceu nove e empatou duas. </strong>Não perdeu. O aproveitamento chega a 87,9%. No Nubank Parque, são 12 vitórias, três empates e duas derrotas em 17 jogos, com 76,5% de aproveitamento. No conjunto dos estádios, o Verdão soma 21 vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas em 28 partidas como mandante.</p>



<p><strong>Seria intelectualmente preguiçoso </strong>concluir, a partir disso, que o Palestra <strong>“joga melhor” em Barueri. O recorte não permite tanto.</strong> Os jogos não têm o mesmo peso, os adversários não são os mesmos e as partidas mais pesadas da temporada naturalmente aparecem com maior frequência no estádio principal. As duas derrotas como mandante em 2026, contra Cerro Porteño e Atlético-MG, aconteceram no Nubank Parque. Portanto, o dado não autoriza uma sentença definitiva. Mas autoriza uma pergunta muito mais interessante: <strong>por que a mudança de endereço não reduziu a força do Palmeiras como mandante?</strong></p>



<p>A primeira resposta talvez esteja na capacidade do time de transformar um ambiente estranho em rotina. <strong>O Verdão não escolheu Barueri para construir uma segunda casa. Foi levado até lá.</strong> Ainda assim, o elenco acumulou partidas no mesmo endereço até criar familiaridade com uma situação que, originalmente, deveria ser apenas provisória.</p>



<h2><strong>A segunda casa palestrina consolidada</strong></h2>



<p>Existe uma diferença importante entre jogar fora de casa e jogar longe do próprio estádio. Parece semântico, mas não é. <strong>O Alviverde continuou tendo sua torcida, sua preparação, seus rituais de mandante e a obrigação de propor o jogo.</strong> Barueri retirou do time parte da atmosfera monumental do seu estádio, mas não retirou sua condição competitiva. E talvez esse seja <strong>o dado mais relevante de todos, pois o mando do Palmeiras mostrou ser maior do que o endereço que aparece no ingresso.</strong></p>



<p><strong>O próprio Nubank Parque ajuda a entender essa dimensão.</strong> A arena recebeu mais de 19 milhões de pessoas desde a inauguração, somando partidas, shows e eventos corporativos, e ultrapassou 9 milhões de torcedores em jogos do Alviverde. É uma casa consolidada, carregada de memória recente, pressão e identidade.<strong> Não há razão para diminuir seu peso histórico porque Barueri apresentou números melhores em uma temporada específica. </strong>A força construída pelo Clube ao longo dos anos parece ter sobrevivido à mudança física do cenário.</p>



<p>Também existe uma variável ambiental que merece ser observada, <strong>embora não possa ser transformada em explicação matemática. </strong>Barueri é um estádio menor, mais compacto e com uma configuração diferente do Nubank Parque. A SEP chegou a levar mais de 29,7 mil pessoas para um clássico contra o São Paulo no local, estabelecendo o maior público da Arena em 2026. Isso mostra que, quando a torcida comparece, <strong>a mudança de endereço não significa necessariamente perda de atmosfera.</strong></p>



<p>O time continua encontrando um ambiente capaz de reproduzir parte da pressão de um mando tradicional e, convenhamos, <strong>na minha modesta opinião,</strong> um estádio mais compacto<strong>, menos propenso a camarotes e afins, acaba, de leve, lembrando a atmosfera singular que emanava o singular e saudoso Palestra Italia.</strong></p>



<h2><strong>O improviso não produziu fragilidade</strong></h2>



<p><strong>Há ainda um componente psicológico </strong>que merece atenção. Jogadores de futebol trabalham muito com repetição.<strong> Saber onde chegar, onde se preparar, como é o gramado, como a torcida se posiciona, como o ambiente reage e como o adversário costuma se comportar </strong>naquele espaço são detalhes que, isoladamente, parecem pequenos. Juntos, podem diminuir a sensação de improviso. Não é preciso afirmar que Barueri produz vitórias. Basta reconhecer que, até aqui, o Palmeiras não permitiu que a improvisação produzisse fragilidade.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="940" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/05200200/arena-barueri-segunda-casa-do-palmeiras-940x1672.webp" alt="" class="wp-image-2025785"></figure>



<p>O calendário decidiu colocar essa descoberta diante de um novo teste. O Palmeiras voltará à Arena Barueri para enfrentar o Red Bull Bragantino em 24 de outubro, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/iron-maiden-cruza-caminho-de-abel-e-palmeiras-precisa-gerir-detalhe-preocupante-em-reta-decisiva" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> A mudança acontece porque o Nubank Parque estará envolvido na preparação para os shows do Iron Maiden. </a></strong>É quase uma ironia: aquilo que começou como consequência de uma agenda externa agora encontra um Verdão que já conhece o caminho, o estádio e, principalmente, o resultado que construiu ali.</p>



<p><strong>O momento torna tudo mais desafiante.</strong> O Palmeiras chega à reta final do Brasileiro precisando transformar mando de campo em pontos, enquanto também divide energia entre Campeonato Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil. <strong>Mais da metade dos jogos restantes da temporada terá mando palmeirense</strong>, e o confronto contra o Bragantino será justamente uma dessas partidas em que o clube precisará aproveitar a condição de mandante.</p>



<h2><strong>Endereço muda, mas a identidade segue intacta</strong></h2>



<p>Por isso, Barueri pode representar mais do que uma curiosidade estatística de 2026. O futebol brasileiro costuma transformar estádio em identidade, como se a força de uma equipe estivesse necessariamente presa ao concreto de sua casa oficial.<strong> O Maior Campeão do Brasil está mostrando algo um pouco diferente:</strong> uma equipe madura consegue carregar parte dessa identidade consigo.</p>



<p>Talvez essa seja a verdadeira vantagem que Abel Ferreira levará para a reta decisiva.<strong> Não a superstição de que Barueri dá sorte, nem a conclusão simplista de que o Palmeiras deveria abandonar sua casa oficial. </strong>A vantagem é saber que, quando o calendário novamente expulsar o time do Nubank Parque, existe um segundo endereço no qual o desempenho não despenca.</p>
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          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/05200715/Arena-Barueri-e1791241702604-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Arena Barueri se transformou como a segunda casa palestrina - Foto: Anderson Romao/AGIF]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/mudanca-de-flaco-lopez-fez-abel-ganhar-leque-de-solucoes-que-faltavam-ao-palmeiras</guid>
          <title>Mudança de Flaco López fez Abel ganhar leque de soluções que faltavam ao Palmeiras</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/mudanca-de-flaco-lopez-fez-abel-ganhar-leque-de-solucoes-que-faltavam-ao-palmeiras]]></link>
          <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 18:43:49 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Abel ganhou um recurso que antes não estava disponível na mesma dimensão e o argentino vira personagem de uma transformação na Academia de Futebol 
<p>Existem transformações que aparecem na balança. Outras aparecem na escalação. <strong>A de Flaco López aconteceu nas duas, mas a segunda é a que, de fato, causou uma reviravolta </strong>impressionante nos planos de Abel e, consequentemente, na trajetória do argentino na Academia de Futebol.</p>



<p>O atacante chegou ao <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras </a></strong>em 2022 com 74 quilos e um organismo que não conseguia sequer transformar adequadamente alimentação em massa muscular. <strong>Quatro anos depois,</strong> está entre 80 e 85 quilos, tornou-se um jogador capaz de sustentar mais de 90 minutos e, sobretudo, <strong>passou a fazer coisas que antes o próprio corpo não lhe permitia fazer.</strong></p>



<p>Esse detalhe muda a leitura sobre Flaco. <strong>Não se trata de transformar uma história de futebol em uma história de consultório de nutricionista.</strong> O que interessa é descobrir o que esses quilos compraram para Abel Ferreira. A resposta está numa palavra pouco glamourosa, mas decisiva: <strong>sustentação.</strong></p>



<p>O Núcleo de Saúde e Performance do Palmeiras identificou que Flaco tinha potencial para fazer mais do que atuar entre as linhas. <strong>O trabalho físico passou a perseguir também o pivô, a sustentação da jogada e o jogo aéreo.</strong> E há uma explicação quase prosaica para isso: antes, ele ainda não tinha composição corporal suficiente para sustentar essas ações. É aqui que a história deixa de ser sobre nutrição e passa a ser sobre Abel.</p>



<h2><strong>Transformando Flaco López</strong></h2>



<p><strong>Um treinador não escala músculos. Escala possibilidades. </strong>Se um atacante consegue receber de costas, proteger a bola, suportar o contato do zagueiro e ainda fazer a equipe avançar alguns metros, <strong>ele oferece uma saída que simplesmente não existia antes na mesma proporção.</strong> O Verdão já percebia isso. Em abril, uma análise tática do ge apontava o pivô como uma das principais armas de Flaco, inclusive com a evolução do argentino para o pivô pelo chão, acionando jogadores como Andreas, Marlon Freitas e Mauricio.</p>



<p>Abel, meses depois, foi explícito ao falar sobre o que queria de seu Palestra, projetando mais equilíbrio entre jogo pelos lados e por dentro, mais cruzamentos e mais alternativas para atacar defesas fechadas. Flaco encaixa justamente nessa equação. Há uma ironia nisso, pois, durante algum tempo, <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-recusou-r-145-milhoes-e-novo-cenario-de-flaco-lopez-explica-o-motivo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Flaco pareceu um jogador que precisava convencer Abel de que poderia ser útil.</a></strong> Hoje, a situação se inverteu. É Abel quem tem à disposição um jogador capaz de ampliar aquilo que o treinador pode pedir à equipe.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/05182854/flaco-lopez-mudanca-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2025738"></figure>



<p>Não é uma diferença pequena. O Verdão pode acelerar com Vitor Roque atacando a profundidade. Pode procurar o corredor, assim como pode jogar por dentro. Além disso, Flaco pode atuar como ponto de apoio, transformando uma bola aparentemente perdida em uma posse que ganha sentido. <strong>Que me perdoe a analogia pitoresca, mas o camisa 42, desta forma, se tornou uma espécie de dobradiça do ataque.</strong></p>



<p>Por isso, a transformação física é apenas metade da história. O trabalho do Maior Campeão do Brasil levou cerca de um ano e meio apenas para adaptar o organismo do jogador à quantidade de alimento necessária; depois vieram o ganho estrutural, os testes de composição corporal e potência e a transferência dessas capacidades para o jogo.</p>



<h2><strong>Mudança que reverberou na Seleção Argentina</strong></h2>



<p>O resultado está à vista. Flaco vive sua melhor temporada, com 21 gols e nove assistências em 51 jogos segundo os dados apresentados pelo Núcleo de Saúde e Performance, e chegou à seleção argentina. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-na-data-fifa-flaco-lopez-some-de-lista-mas-entra-e-faz-gol-a-la-romario-giay-e-titular-pela-argentina" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O próprio Lionel Scaloni passou a descrevê-lo como um atacante muito completo, </a></strong>capaz de atuar em diferentes funções. Mas talvez a melhor conclusão seja menos estatística, pois a SEP descobriu quanto de futebol havia dentro do jogador que comprou.</p>



<p>Tal constatação leva a crer que <strong>o Palmeiras não fabricou um jogador diferente, mas potencializou um atleta para Abel</strong>, que ganhou um atacante que consegue jogar mais perto do gol, mais longe dele, de costas para a defesa, pelo alto e pelo chão. O comandante português também ganhou, principalmente, a possibilidade de escolher.<strong> No futebol de alto nível, isso costuma valer mais do que qualquer quilo a mais na balança.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/05184109/Flaco-e1791236586278-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Flaco López mudou e deu opções diversificadas a Abel - Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/leila-recoloca-dudu-no-centro-de-uma-conta-de-r-20-milhoes-que-expoe-licao-ao-palmeiras</guid>
          <title>Leila recoloca Dudu no centro de uma conta de R$ 20 milhões que expõe lição ao Palmeiras</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/leila-recoloca-dudu-no-centro-de-uma-conta-de-r-20-milhoes-que-expoe-licao-ao-palmeiras]]></link>
          <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 16:53:01 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[O prejuízo milionário exposto na Justiça revela como o desgaste com um ídolo destruiu o poder de negociação do Alviverde 
<p>O novo capítulo da disputa entre Leila Pereira e Dudu recoloca uma conta pesada sobre a mesa. Em petição apresentada à Justiça, a presidente do <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> afirma que o clube teve <strong>prejuízo superior a R$ 20 milhões </strong>com a transferência frustrada do atacante para o Cruzeiro. O valor, segundo a manifestação, corresponde ao que o Verdão receberia caso a operação concretizada em junho de 2024 tivesse sido mantida.</p>



<p>A declaração reabre uma velha ferida e ajuda a enxergar o episódio por uma perspectiva que costuma ficar escondida quando a discussão vira torcida contra dirigente ou ídolo contra presidente: <strong>quanto custa perder o poder de transformar um patrimônio esportivo em patrimônio financeiro? </strong>Dudu não era um jogador qualquer. Foram 462 partidas, 88 gols, 102 assistências e 12 títulos pelo Palestra. Era, portanto, um ativo esportivo de enorme valor simbólico e também econômico.</p>



<p>Em junho de 2024, a SEP tinha uma resposta aparentemente simples para esse patrimônio: vendê-lo. <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/dudu-deixando-o-palmeiras-rumo-ao-cruzeiro-deve-ter-adeus-confirmado-apos-o-fim-do-brasileirao"><strong>O próprio Dudu havia manifestado o desejo de sair,</strong> </a>as partes chegaram a um acordo e o Cruzeiro chegou a anunciar a contratação. O negócio envolvia mais de R$ 20 milhões para o Alviverde<strong>. Só que o atacante recuou depois do anúncio, pressionado também pelo apelo da torcida, </strong>e a transferência foi desfeita. Leila, naquela ocasião, chegou a afirmar que, pelo Clube, Dudu estava vendido.</p>



<h2><strong>Incômoda questão no caso de de Dudu</strong></h2>



<p>Daí por diante,<strong> a parte incômoda da história se escancarou com uma reflexão.</strong> O Palmeiras perdeu R$ 20 milhões por causa de Dudu ou porque a situação contratual e esportiva chegou a um ponto em que o clube perdeu poder de negociação? A resposta mais honesta talvez seja: as duas coisas se misturam. Houve uma decisão do jogador que alterou completamente o cenário, mas também houve uma deterioração da relação que tornou cada alternativa seguinte mais cara. <strong>O patrimônio continuava existindo no papel. O poder de convertê-lo em dinheiro, entretanto, havia diminuído.</strong></p>



<p>O problema ficou ainda maior porque depois do recuo, <strong>Dudu permaneceu no clube, </strong>mas o relacionamento já não era o mesmo.<strong> O atacante fez apenas 19 jogos em 2024, quatro como titular, sem gols ou assistências em sua última temporada pelo Verdão.</strong> Ao mesmo tempo, segundo relatos de bastidores, o desgaste entre as partes se aprofundou. A SEP abandonou até um documentário que preparava sobre a recuperação do jogador.</p>



<h2><strong>A permanência depois do atrito só aumentou o problema</strong></h2>



<p>Desta forma, veio à tona uma polêmica ironia financeira, já que o Palestra continuou carregando um dos maiores salários do elenco enquanto o jogador deixava de ocupar o mesmo espaço esportivo de antes. Quando chegou dezembro, a saída passou a ser tratada como uma forma de encerrar o desgaste e, ao mesmo tempo, aliviar a folha. O detalhe é que o Cruzeiro voltou a ser o destino — mas agora sem precisar pagar os mais de R$ 20 milhões que estavam previstos na negociação anterior.</p>



<p>É por isso que a petição apresentada por Leila hoje não deveria ser lida apenas como mais um capítulo da guerra particular entre os dois. Quando a presidente fala em prejuízo milionário, ela está tentando sustentar juridicamente a dimensão profissional de suas críticas. <strong>A disputa chegou à Justiça porque as declarações sobre a saída de Dudu passaram a integrar o conflito entre os dois. </strong>Em abril, a Justiça de São Paulo já havia dado razão a Leila em outro capítulo, entendendo que críticas feitas por ela sobre o episódio estavam inseridas na defesa do Palmeiras.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/05164941/dudu-palmeiras-leila-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2025698"></figure>



<p>No futebol, o patrimônio muitas vezes vai além do que está registrado em um contrato e também engloba a capacidade de negociar esse contrato no momento certo. <strong>Quando um jogador de alto salário perde espaço, entra em conflito com a direção e se aproxima do fim de um ciclo, o valor econômico pode desaparecer muito antes de o vínculo terminar. </strong>É essa lição que o caso do emblemático camisa 7 rendeu ao Verdão.</p>



<p><strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-toma-decisao-em-contratos-do-elenco-e-ganha-trunfo-estrategico-para-negociacao-no-mercado" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Talvez seja por isso que a política atual de contratos do clube mereça ser observada com atenção. </a></strong>O Palmeiras passou a trabalhar para não deixar ativos importantes chegarem a uma situação parecida. Gustavo Gómez renovou até 2030, Murilo até 2029, Flaco López até 2030 e Arthur também assinou até 2030. No caso do lateral, a renovação ocorreu inclusive depois de uma proposta de € 13 milhões da Fiorentina.</p>



<h2><strong>A lição mudou a postura da SEP</strong></h2>



<p>A lógica é outra: renovar antes de negociar, proteger antes de precisar vender e manter margem de escolha antes que o mercado passe a ditar as condições. Isso demonstra que um clube como o Palmeiras precisa administrar jogadores também como ativos econômicos.<strong> O campo define parte do valor. O contrato define quanto desse valor o clube terá condições de capturar.</strong></p>



<p><strong>Dudu, nesse sentido, virou um estudo de caso involuntário. </strong>O Alviverde tinha um ídolo, um jogador com enorme história, um salário elevado e uma oportunidade concreta de transferência. Depois de uma sequência de decisões e desgastes, terminou com a rescisão, a economia da folha e nenhum centavo de transferência. <strong>O Cruzeiro, que inicialmente pagaria mais de R$ 20 milhões, acabou anunciando o jogador sem precisar pagar.</strong></p>



<p>A grande conta, portanto, não é apenas R$ 20 milhões. É o preço de deixar uma situação chegar ao ponto em que todas as soluções passam a ser ruins. A petição de Leila recoloca esse número no centro da discussão, mas o aprendizado para o Palmeiras é maior: patrimônio precisa ser administrado enquanto ainda existe poder de decisão sobre ele. Dudu deixou uma história enorme no clube.<strong> Também deixou uma conta. Para uma gestão que hoje tenta blindar contratos, valorizar ativos e planejar o futuro, talvez essa seja a parte mais importante desse capítulo que insiste em não terminar.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/05165120/Dudu-e1791229924616-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Dudu deixou o Verdão sob polêmica e Leila expõe a conta - Foto: Ettore Chiereguini/AGIF]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-chega-a-reta-decisiva-da-temporada-com-um-problema-que-nasce-dentro-de-casa</guid>
          <title>Palmeiras chega à reta decisiva da temporada com um problema que nasce dentro de casa</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-chega-a-reta-decisiva-da-temporada-com-um-problema-que-nasce-dentro-de-casa]]></link>
          <pubDate>Sun, 04 Oct 2026 21:47:34 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Verdão precisa recuperar uma força que deixou de ser tão automática justamente na hora decisiva 
<p>O <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Palmeiras</strong> </a>volta ao Nubank Parque na próxima quinta-feira (8), diante do Bahia, com uma obrigação que vai além dos três pontos. O time de Abel Ferreira precisa reencontrar uma vantagem que, durante boa parte do Campeonato Brasileiro, parecia incorporada ao próprio endereço.<strong> O problema é que os números mudaram.</strong> O melhor mandante da primeira metade do campeonato perdeu rendimento justamente depois da Copa do Mundo<strong> e agora terá duas partidas consecutivas em casa para tentar corrigir a rota.</strong></p>



<p>Até a primeira metade do Brasileirão, <strong>o Palmeiras tinha 85% de aproveitamento como mandante. </strong>Depois da retomada, porém, foram duas vitórias, um empate e uma derrota em quatro partidas no estádio,<strong> percentual de 58,3%. </strong>A queda ajuda a explicar por que uma equipe que terminou a primeira parte da competição com 77% de aproveitamento geral<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-precisa-cumprir-rota-estrategica-para-derrubar-o-flamengo-e-ser-campeao-do-brasileirao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> agora aparece pressionada na perseguição ao Flamengo.</a></strong></p>



<p><strong>É aí que Bahia e Corinthians ganham um peso especial.</strong> O calendário entregou ao Palmeiras algo raro nesta altura do campeonato: duas partidas seguidas diante da torcida, no mesmo estádio, <strong>antes de uma viagem ao Rio de Janeiro para <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/fluminense-muda-a-equacao-e-cria-novos-problemas-taticos-para-o-palmeiras-na-libertadores" target="_blank" rel="noreferrer noopener">enfrentar o Fluminense pela Libertadores.</a> </strong>O porta ge. aponta justamente essa sequência como uma das possibilidades de reação da equipe. Duas vitórias mudariam não apenas a fotografia da tabela, mas também o ambiente antes de uma semifinal continental.</p>



<p>Só que o primeiro capítulo dessa recuperação acontecerá em uma versão diferente do próprio Nubank Parque. Contra o Bahia, o Gol Norte terá restrições por causa da instalação de um palco para um show previamente programado, reduzindo<strong> a capacidade da arena em aproximadamente 25% a 30%. </strong>O clube informou a limitação na própria venda de ingressos.</p>



<p>Esse detalhe merece ser observado sem exagero. Não faz sentido transformar a estrutura do show em desculpa antecipada para qualquer resultado ruim. Tampouco seria razoável tratar a partida como se nada tivesse mudado. <strong>O estádio tem capacidade oficial de 43.713 pessoas para jogos, e a redução altera uma parte importante da experiência de quem joga e de quem recebe. </strong>A questão interessante é descobrir quanto dessa atmosfera o Palestra consegue produzir pelo próprio futebol.</p>



<h2><strong>Mando precisa voltar a ser vantagem de fato</strong></h2>



<p>Aqui está a diferença para uma discussão puramente sobre calendário de shows. Em outro momento,<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/iron-maiden-cruza-caminho-de-abel-e-palmeiras-precisa-gerir-detalhe-preocupante-em-reta-decisiva" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> já havia analisado como a agenda de eventos do estádio poderia atravessar o planejamento palmeirense.</a></strong> Agora, porém, o problema é anterior: o Palmeiras precisa voltar a fazer do mando uma vantagem esportiva antes de discutir qualquer efeito externo. É uma diferença sutil, mas decisiva e ajuda a entender por que o mesmo estádio pode ser tratado como ativo em uma semana e como variável de risco em outra.</p>



<p>O adversário também torna a equação mais interessante. Bahia e Corinthians chegam como visitantes que estão abaixo do Palmeiras nesse quesito, segundo levantamento do ge. <strong>O Bahia</strong> aparece entre os melhores visitantes do campeonato, enquanto o Corinthians ocupa posição bem mais baixa. Portanto, a SEP não encontrará necessariamente dois adversários que dependam do ambiente para competir.<strong> Ao contrário: o primeiro deles chega com capacidade comprovada de jogar longe de casa.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/04214318/nubank-parque-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2025515"></figure>



<p>Por isso, o desafio de Abel não é simplesmente transformar a arquibancada em combustível. <strong>É fazer o time voltar a impor o jogo que costumava tornar o mando tão valioso. </strong>Posse, pressão, território, recuperação rápida e capacidade de transformar domínio em gol precisam reaparecer juntos. <strong>Se o estádio oferece menos público, a equipe terá de compensar com mais futebol. </strong>E essa talvez seja a leitura tática mais interessante da partida.</p>



<p><strong>Há ainda uma segunda variável: a Data Fifa. </strong>O Palmeiras foi o clube brasileiro que mais cedeu jogadores às seleções e precisou organizar uma operação especial para trazer seus atletas de volta a tempo do Bahia. Gómez, Sosa e Mauricio têm retorno previsto entre as madrugadas de 5 e 6 de outubro; Arias volta no dia 7, enquanto <strong>Flaco López, Giay, Piquerez e Emiliano Martínez também enfrentam deslocamentos internacionais. </strong></p>



<h2><strong>Um desafio para o Nubank Parque</strong></h2>



<p>O Verdão não precisa apenas ganhar dois jogos em casa. Precisa provar que o Nubank Parque ainda consegue funcionar como um multiplicador de força quando a temporada entra no trecho em que cada detalhe pesa. A casa estará parcialmente modificada, alguns jogadores chegarão no limite da logística e o adversário terá seus próprios argumentos. <strong>O futebol, porém, continua sendo a variável que o Alviverde Imponente controla.</strong></p>



<p>A corrida pelo título pode passar por uma constatação incômoda: o Palmeiras perdeu parte da vantagem que havia construído em casa e agora precisa reconstruí-la quando não terá sequer a configuração completa do próprio estádio. Bahia e Corinthians oferecem a oportunidade.<strong> O primeiro teste será descobrir se o fator casa ainda está nas arquibancadas ou se, como acontece com os grandes times, precisa voltar a aparecer principalmente dentro do campo.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/04214450/Nubank-Parque-e1791161196478-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[A casa palestrina precisa ser o palco de uma reviravolta do Verdaço Foto: Ettore Chiereguini/AGIF]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/abel-ferreira-tera-de-mudar-o-palmeiras-sem-trocar-sua-identidade-na-reta-final</guid>
          <title>Abel Ferreira terá de mudar o Palmeiras sem trocar sua identidade na reta final</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/abel-ferreira-tera-de-mudar-o-palmeiras-sem-trocar-sua-identidade-na-reta-final]]></link>
          <pubDate>Sun, 04 Oct 2026 19:53:31 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[A sequência de jogos muda a equação para Abel Ferreira e agora rodar o elenco passa a ser uma escolha diretamente ligada ao próximo desafio 
<p>Há momentos em uma temporada em que escalar o time deixa de ser apenas uma escolha sobre os melhores jogadores disponíveis. Passa a ser uma decisão sobre o que está por vir. É exatamente onde o <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> chegou. A partir do duelo com o Bahia, Abel Ferreira terá pela frente uma sequência em que cada titular utilizado, cada reserva acionado e cada minuto concedido carregará uma consequência para o jogo seguinte. Só que existe uma camada ainda mais importante, pois a rotação pode modificar a própria maneira de o Palestra jogar.</p>



<p>A sequência explica o tamanho do problema. <strong>Bahia, Corinthians, Fluminense, Athletico-PR, novamente Fluminense, Bragantino e Santos.</strong> Depois, Copa do Brasil e as rodadas decisivas do Brasileirão. São adversários com características diferentes,<strong> viagens diferentes e exigências táticas diferentes.</strong> É justamente por isso que <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-tera-tres-frentes-e-abel-prepara-caminhos-taticos-para-a-maratona" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Abel terá de pensar </a></strong>em qual composição oferece a melhor resposta para cada partida.</p>



<p>Contra um adversário, talvez seja necessário preservar um jogador de maior intensidade para ter força na pressão. Em outro, pode fazer mais sentido utilizar alguém capaz de oferecer saída de bola e controle territorial.<strong> Há partidas em que a velocidade dos atacantes será determinante; outras em que a capacidade de sustentar duelos e proteger a área terá peso maior.</strong> A rotação, portanto, não precisa significar mudança de ideia. <strong>Pode ser justamente o mecanismo para manter a mesma ideia funcionando com peças diferentes.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/04194726/Abel-Ferreira-roda-o-palmeiras-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2025486"></figure>



<p>Essa diferença é importante porque o Palmeiras não atravessa um momento de temporada em que possa simplesmente escolher um jogo para “entregar” fisicamente. O Brasileirão continua aberto, a Libertadores exige decisões de alto nível e a Copa do Brasil também está no horizonte. A frase de Abel sobre apostar tudo nas competições ganha, nesse cenário, uma tradução prática: <strong>se não é possível priorizar uma competição, será preciso priorizar determinadas características em cada partida.</strong></p>



<h2><strong>Três guerras de confrontos conectados</strong></h2>



<p>Bahia e Corinthians deixam de ser apenas dois compromissos consecutivos<strong> e passam a funcionar como uma espécie de primeira prova da engenharia do elenco. </strong>Abel terá de decidir quais jogadores suportam os dois jogos, quais precisam ser alternados e quais características serão mais importantes em cada confronto. <strong>Essa escolha pode determinar quem chegará ao Maracanã em melhores condições não apenas físicas, mas também táticas.</strong></p>



<p><strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/fluminense-muda-a-equacao-e-cria-novos-problemas-taticos-para-o-palmeiras-na-libertadores" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O mesmo vale para a sequência com o Fluminense. </a></strong>Se o confronto exigir uma equipe capaz de suportar pressão, acelerar transições e atacar espaços, a composição escolhida por Abel terá de refletir isso. Se o desgaste obrigar mudanças, não bastará trocar nomes mantendo a escalação como se fosse uma fotografia.<strong> Será necessário preservar mecanismos: </strong>quem pressiona, quem dá amplitude, quem aproxima de Andreas, quem protege os zagueiros, quem ataca a última linha. É aí que gestão de elenco vira trabalho tático.</p>



<h2><strong>A hora da verdade entre reservas e titulares</strong></h2>



<p>O Palmeiras também pode descobrir, nesse processo, <strong>que alguns jogadores são mais importantes justamente porque permitem que Abel altere a característica da equipe sem desmontá-la. </strong>Um atleta pode não ser titular absoluto, mas oferecer uma solução específica para determinado adversário. Outro pode começar uma partida justamente para entregar intensidade por 60 minutos e sair antes de comprometer o próximo compromisso. <strong>O banco, nesse estágio da temporada, deixa de representar apenas reposição. Passa a representar possibilidades.</strong></p>



<p><strong>Isso também pode mexer com a hierarquia interna.</strong> Jogadores que vinham atrás na fila terão minutos em contextos de enorme responsabilidade. E esses minutos não servirão somente para descansar os titulares. Servirão para Abel descobrir quem consegue sustentar determinadas funções quando o time principal estiver desfalcado ou desgastado. É assim que uma boa rotação produz informação para o treinador.</p>



<p>Existe ainda uma consequência silenciosa.<strong> Quanto mais apertado o calendário, menos sustentável fica depender sempre dos mesmos onze para executar o mesmo plano. </strong>O Palestra precisará ser capaz de variar intensidade sem perder identidade, alterar peças sem perder funções e modificar determinados comportamentos sem transformar cada escalação em um novo time. <strong>Esse talvez seja o verdadeiro teste da profundidade do elenco construído pelo clube.</strong></p>



<h2><strong>A verdadeira missão de Abel</strong></h2>



<p>A pergunta para Abel não será simplesmente <strong>“quem joga contra o Bahia?”. Será “quem joga contra o Bahia sem comprometer o Corinthians, quem joga contra o Corinthians sem comprometer o Fluminense e quem precisa ser preservado agora para estar inteiro quando chegar uma partida que não admite erro?</strong>”. Parece uma questão de logística. Na verdade, é uma questão de futebol. O Palmeiras entrou na fase em que administrar minutos, escolher características e distribuir funções fazem parte da mesma decisão competitiva.</p>
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          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/04195135/Abel-Ferreira-e1791154358238-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Abel Ferreira em treino na Academia - Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-toma-decisao-em-contratos-do-elenco-e-ganha-trunfo-estrategico-para-negociacao-no-mercado</guid>
          <title>Palmeiras toma decisão em contratos do elenco e ganha trunfo estratégico para negociação no mercado</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-toma-decisao-em-contratos-do-elenco-e-ganha-trunfo-estrategico-para-negociacao-no-mercado]]></link>
          <pubDate>Sun, 04 Oct 2026 17:55:29 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Negociações dos bastidores ajudam a revelar a estratégia do clube espalhando suas decisões para não negociar sob pressão 
<p>A renovação de Arthur até dezembro de 2030 pode parecer, à primeira vista, apenas mais um contrato estendido pelo <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong>. Só que o movimento ganha outra dimensão quando colocado ao lado das recentes renovações de Gustavo Gómez, Murilo e Flaco López. <strong>A estratégia palestrina é claramente uma reorganização do relógio do próprio elenco. </strong>E isso pode representar uma mudança importante na maneira como a SEP pretende entrar nas próximas janelas de transferências.</p>



<p>Existe uma diferença considerável entre proteger um jogador e retirar dele a urgência de uma decisão. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-recusa-r-77-milhoes-por-arthur-muda-a-logica-dos-planos-para-o-mercado-e-para-o-elenco" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Arthur já tinha contrato até 2029 e havia despertado o interesse da Fiorentina,</a></strong> que chegou a sinalizar € 13 milhões pelo lateral. Agora, aos 21 anos e com vínculo até 2030, <strong>o Maior Campeão do Brasil ganha algo que dinheiro nenhum compra diretamente: tempo.</strong> O clube não precisa descobrir imediatamente qual será o valor máximo do jogador, nem transformar a primeira proposta relevante em uma decisão definitiva.</p>



<p>Um contrato longo vai além da força para aumentar o poder de barganha numa negociação futura. Ele também permite que o clube espere. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/arthur-cresce-no-palmeiras-e-transforma-a-lateral-esquerda-em-escolha-tatica-para-abel">Arthur pode ganhar minutos, amadurecer, disputar espaço com Piquerez, assumir mais responsabilidades </a></strong>e, principalmente, construir uma amostra maior de seu futebol antes que uma nova proposta determine o rumo da conversa. A renovação transforma uma possível urgência de mercado em uma escolha que pode ser adiada.</p>



<p>O Palmeiras vem fazendo isso em diferentes posições e com jogadores de perfis completamente distintos.<strong> Murilo renovou até 2029. Gustavo Gómez estendeu seu vínculo até 2030. Flaco López também chegou a 2030. </strong>O atual elenco, segundo o levantamento mais recente, tem grande <strong>parte de suas peças importantes protegidas até 2028, 2029 ou 2030.</strong> É a fotografia de um clube preocupado com a montagem de um elenco com decisões espalhadas pelo tempo.</p>



<h2><strong>O sagaz controle do ‘relógio contratual’ da SEP </strong></h2>



<p>Isso importa porque contratos também possuem calendário. Quando muitos jogadores chegam simultaneamente aos últimos anos de vínculo, o relógio passa a trabalhar contra o clube. <strong>A negociação de renovação ganha urgência, o mercado percebe a necessidade de uma decisão e uma eventual venda pode acontecer em circunstâncias menos favoráveis.</strong> Ao alongar contratos antes desse estágio, o Palestra reduz a quantidade de decisões que precisarão ser tomadas sob pressão.</p>



<p>Flaco é um bom exemplo da outra face dessa lógica. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/arthur-cresce-no-palmeiras-e-transforma-a-lateral-esquerda-em-escolha-tatica-para-abel" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O argentino chegou a ser alvo de propostas neste ano </a></strong>e, depois de uma valorização esportiva expressiva, teve seu vínculo ampliado até 2030. Com isso, a SEP <strong>sinaliza, na prática, que uma eventual negociação pode esperar pelo cenário que considerar adequado.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="940" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/04174207/estrategias-contratuais-Palmeiras-940x1672.webp" alt="" class="wp-image-2025423"></figure>



<p>A mesma lógica aparece na defesa. <strong>Gómez e Murilo não têm o mesmo perfil </strong>de mercado de Arthur, nem estão na mesma etapa da carreira. Mesmo assim, os contratos longos cumprem uma função semelhante: preservar a estrutura esportiva enquanto deixam aberta a possibilidade de decisões futuras. O Palmeiras <strong>não precisa desmontar a espinha dorsal </strong>para fazer caixa e também não precisa tratar cada proposta como uma oportunidade que necessariamente deve ser aproveitada.</p>



<p>Trata-se de uma mudança sutil, mas relevante, porque altera a maneira de agir diante de uma proposta. <strong>Abre o trunfo de trabalhar observando quanto tempo o departamento de futebol tem para descobrir quanto o jogador pode valer. </strong>Esse aspecto é particularmente importante para jogadores jovens como Arthur. Aos 21 anos, o lateral ainda está no começo de sua trajetória profissional, depois de disputar 31 partidas pelo time principal em 2026. Vender agora poderia significar transformar uma projeção em preço. <strong>Manter pode permitir que a projeção vire desempenho e, eventualmente, um valor maior.</strong></p>



<h2><strong>Tempo para otimizar escolhas para montagem do elenco</strong></h2>



<p>Isso também ajuda a explicar por que a montagem do elenco para 2027 não precisa ser encarada apenas pela quantidade de contratações. Com praticamente todo o grupo sob contrato, <strong>o Palmeiras chega ao fim da temporada com poucas situações de vínculo realmente emergenciais.</strong> O clube terá de decidir sobre alguns jogadores, além de avaliar os atletas emprestados que podem retornar, mas <strong>não está diante de uma desmontagem contratual. </strong>Há uma margem maior para escolher quem fica, quem sai e quando cada negociação deve acontecer.</p>



<p><strong>Neste prisma é fácil compreender que o Verdão não está necessariamente tentando impedir que seus jogadores sejam vendidos.</strong> Está tentando impedir que o calendário decida por ele quando essas vendas acontecerão. Arthur é o exemplo mais recente de uma política que aparece também em Gómez, Murilo e Flaco: <strong>contratos longos para que o clube possa esperar, observar, valorizar e só então escolher.</strong> No futebol, todo mundo discute quanto um jogador vale. O Palestra parece ter entendido que, muitas vezes, o que mais vale é não precisar decidir agora.</p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/04175246/Leila-Pereira-5-e1791147267318-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Leila Pereira comanda uma estratégia importante para a gestão do elenco palestrino - Foto: Fabio Giannelli/AGIF]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-muda-a-logica-das-crias-e-prepara-solucoes-para-abel-com-um-plano-inusitado</guid>
          <title>Palmeiras muda a lógica das Crias e prepara soluções para Abel com um plano inusitado</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-muda-a-logica-das-crias-e-prepara-solucoes-para-abel-com-um-plano-inusitado]]></link>
          <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 16:12:26 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[A base deixou de ser apenas o último estágio antes do profissional. Agora, ela também passou a antecipar decisões importantes 
<p>Há uma mudança silenciosa acontecendo na relação do <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> com suas Crias. No momento, ela aparece no espaço criado entre o Sub-20 e o elenco profissional. <strong>Depois das saídas de Kaique, Luighi e Riquelme Fillipi, o clube reorganizou esse setor </strong>e passou a trabalhar com um grupo de jogadores que circula mais próximo de Abel Ferreira, sem que todos precisem ser promovidos de imediato.</p>



<p>Essa diferença parece pequena, mas muda bastante a lógica. O Palestra não precisa mais esperar que uma necessidade apareça no elenco para descobrir se existe uma solução dentro da própria Academia. A ideia é antecipar esse processo. <strong>Luis Pacheco, Erick Belé, Heittor, Miguel Bilong e, em outro estágio, Kauan Lima, </strong>representam momentos diferentes de uma mesma engrenagem. Alguns já jogam pelo profissional, outros treinam com frequência e há quem continue atuando na base enquanto é observado de perto.</p>



<p>Kauan é um bom exemplo justamente porque não precisa ser promovido agora. O goleiro segue ligado ao Sub-20 e, ao mesmo tempo, participa do ambiente da equipe principal. <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/reforcos-na-data-fifa-heittor-erick-bele-e-kauan-brilham-no-sub-20-e-voltam-em-alta-para-o-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Na atual Data Fifa, inclusive, foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-20 ao lado de Heittor e Belé.</strong> </a>É uma situação que resume bem a nova lógica, por estar no radar do profissional e não significar abandonar imediatamente a etapa em que o jogador ainda está se desenvolvendo. Vale lembrar, a contratação de Bruno Bertinato tem a ver com o plano da SEP para sua tradicional Academia de Goleiros.</p>



<p>Isso também ajuda a explicar por que as saídas recentes <strong>não produziram uma corrida automática ao mercado.</strong> Quando Luighi e Riquelme Fillipi deixaram o clube, o Verdão <strong>não tratou necessariamente cada espaço aberto como uma vaga a ser preenchida por uma contratação.</strong> Heittor passou a ocupar uma posição mais próxima do elenco, enquanto Miguel Bilong ganhou espaço depois de agradar nos treinamentos e jogos-treino. <strong>A reposição, em alguns casos, começou dentro de casa.</strong></p>



<h2><strong>O emblemático caso de Luís Pacheco</strong></h2>



<p><strong>O caso de Pacheco é ainda mais revelador.</strong> O volante de 18 anos não precisou virar titular para interferir no planejamento Alviverde. No início da temporada, a avaliação sobre seu potencial foi um dos fatores para o clube frear a busca por outro camisa 5. Abel chegou a explicar que a chegada de mais um jogador para a posição poderia reduzir o espaço do garoto. Ou seja, <strong>uma Cria ainda em formação já era considerada na equação antes de estar pronta para assumir o setor.</strong></p>



<p>Dessa forma, a base deixa de ser apenas uma fonte de jogadores e passa a participar diretamente do planejamento do elenco. O enfoque do departamento de futebol muda. <strong>Em vez de começar por “quem podemos contratar?”, existe algo mais elaborado: “temos alguém aqui capaz de ocupar essa função em determinado momento?”. </strong>A resposta não precisa ser imediata. Pode significar esperar, testar, observar e só depois decidir se o mercado realmente é necessário.</p>



<h2><strong>Olhar diferenciado para cada caso das Crias da Academia</strong></h2>



<p>Essa estratégia também explica por que o Palestra não parece interessado em acelerar todos os jogadores pelo mesmo caminho. <strong>Miguel Bilong, por exemplo, chegou ao clube neste ano, passou por um período de testes, participou de atividades com o profissional e foi relacionado para algumas partidas, mas ainda não estreou. </strong>Heittor já recebeu minutos e vem ganhando força, enquanto Belé também transita entre os dois ambientes. Cada jogador parece obedecer a um relógio diferente.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/04162229/nova-rota-Crias-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2025400"></figure>



<p>Há uma consequência importante nisso. <strong>O Palmeiras começa a criar uma espécie de reserva estratégica de soluções. </strong>Não necessariamente jogadores prontos para substituir um titular amanhã, e sim atletas que já conhecem o ambiente profissional, já foram observados pela comissão técnica e podem encurtar o caminho caso uma necessidade apareça. <strong>Na prática, isso dá ao clube mais tempo para decidir. </strong>Tempo é uma vantagem considerável quando a alternativa é entrar no mercado pressionado por uma carência.</p>



<h2><strong>O ‘pulo do gato’ palestrino</strong></h2>



<p>As três saídas recentes ajudam a enxergar esse movimento com mais clareza. Kaique abriu espaço no grupo de goleiros,<a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniao-luighi-transforma-nova-engrenagem-financeira-e-revela-estrategia-do-palmeiras-no-mercado" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> <strong>Luighi deixou uma vaga entre os atacantes</strong></a><strong> e Riquelme Fillipi encerrou seu ciclo no clube.</strong> A SEP não tentou simplesmente reproduzir os jogadores que saíram.<strong> Reorganizou a fila.</strong> Kauan, Heittor e Bilong passaram a ocupar posições diferentes nessa estrutura, enquanto Pacheco e Belé continuaram sendo observados como peças que podem ganhar importância conforme as necessidades do elenco.</p>



<p>Contudo, o modelo de formação palmeirense vai<strong> fixando uma marca e um modus operandi: </strong>a Cria <strong>não precisa transitar entre base ou profissional de maneira tão brusca. </strong>Existe um corredor entre os dois mundos. Nele, o jogador pode treinar, jogar, ser testado, voltar ao Sub-20, ganhar minutos e continuar sendo avaliado. Para o Palmeiras,<strong> isso significa transformar a Academia em uma parte permanente do planejamento de elenco.</strong> Abel não recebe apenas jogadores prontos para utilizar. Passa a receber soluções que o clube vem preparando <strong>antes que ele precise delas.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/04162258/Luis-Pacheco-e1791141923944-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Luis Pacheco, uma das promissoras crias da Academia, treina com o elenco profissional e abre o leque de possibilidades - Foto: César Greco - Sociedade Esportiva Palmeiras]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/data-fifa-cria-dilema-para-abel-ferreira-e-pode-mudar-hierarquia-no-palmeiras</guid>
          <title>Data Fifa cria dilema para Abel Ferreira e pode mudar hierarquia no Palmeiras</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/data-fifa-cria-dilema-para-abel-ferreira-e-pode-mudar-hierarquia-no-palmeiras]]></link>
          <pubDate>Sat, 03 Oct 2026 20:39:12 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Com os titulares espalhados pelas seleções, a hierarquia ficou exposta; agora, função e encaixe podem pesar mais do que status no time 
<p>A Data Fifa chegou ao <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> com uma aparência enganosa. À primeira vista, era uma pausa para recuperar jogadores, organizar a casa e preparar o time para a reta final. <strong>Só que o intervalo também criou uma situação pouco comum para Abel Ferreira,</strong> que ficou sem 11 jogadores do elenco profissional e precisou trabalhar com uma fotografia diferente daquela que vinha utilizando nas partidas. Agora, quando os convocados retornarem,<strong> a questão será saber se todos ainda ocupam o mesmo lugar na hierarquia</strong> construída antes da paralisação.</p>



<p>Isso ganha peso porque <strong>o Palestra retorna para uma sequência decisiva.</strong> O Bahia, em 8 de outubro, abre uma jornada de dez compromissos em 30 dias, com Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil pelo caminho.<strong> Logo depois vêm Corinthians e <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/fluminense-muda-a-equacao-e-cria-novos-problemas-taticos-para-o-palmeiras-na-libertadores" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fluminense,</a> </strong>em uma sequência de apenas seis dias. A margem para testes praticamente desaparece quando a bola voltar a rolar. Por isso, cada decisão tomada por Abel na retomada terá de carregar também uma visão sobre o que o treinador pretende utilizar nas semanas seguintes.</p>



<p>Isso porque a Data Fifa pode ter produzido uma consequência mais importante do que qualquer treino específico. Com Gómez, Giay, Piquerez, Emiliano Martínez, Arias, Sosa, Maurício e Flaco López fora, além dos jovens convocados para a Seleção Sub-20, <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/o-paradoxo-da-data-fifa-desfalques-ajudam-abel-a-mudar-o-palmeiras-e-corrigir-comportamento-do-elenco">Abel precisou montar atividades sem boa parte das peças que normalmente definem sua equipe.</a> </strong>Não houve jogo-treino nesta pausa, e os coletivos foram completados por jogadores da base. O cenário impediu uma preparação convencional, mas também retirou por alguns dias o peso automático de algumas hierarquias.</p>



<p>Isso não significa que um reserva tenha simplesmente tomado a vaga de um titular. O que Abel precisa descobrir agora é se algumas funções podem ser exercidas de maneira mais eficiente por combinações diferentes. A defesa pode ganhar outra configuração com três zagueiros e Giay como ala; o meio-campo pode ser reorganizado a partir das características de Andreas, Marlon Freitas, Lucas Evangelista e Emiliano; <strong>e o ataque ganhou uma variável adicional com a aproximação do retorno de Paulinho.</strong></p>



<h2><strong>O mapa dos setores palestrinos para o retorno</strong></h2>



<p>Na defesa, por exemplo, a discussão não deveria se limitar a escolher três ou quatro nomes. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/giay-vai-voltar-da-argentina-com-um-trunfo-novo-para-a-estrategia-do-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Giay já mostrou que pode cumprir uma função diferente</a> quando Abel utiliza uma linha de três, </strong>enquanto a presença de Marlon Freitas também abre possibilidades para uma equipe que precisa proteger melhor os corredores e dar liberdade aos jogadores de lado. <strong>Com Gómez e Piquerez retornando de suas seleções, o treinador terá novamente suas peças mais experientes. </strong>Mas a pergunta é inevitável: a estrutura que funcionou antes da pausa ainda é necessariamente a melhor estrutura para a maratona que começa agora?</p>



<p><strong>No meio-campo</strong>, o Palmeiras perdeu Allan durante a temporada e precisou redistribuir funções. Andreas Pereira assumiu <strong>protagonismo,</strong> Marlon Freitas <strong>virou uma peça de enorme utilização,</strong> Lucas Evangelista <strong>acrescentou alternativas</strong> e Emiliano Martínez oferece características diferentes para determinadas partidas. Não existe apenas uma disputa por posição.<strong> Existe uma disputa de modelos. </strong>Dependendo da combinação escolhida, Abel pode ter mais passe, mais proteção, mais chegada ou mais capacidade de pressionar. A reta final exige justamente que essas diferenças sejam aproveitadas.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/03201846/Data-Fifa-Certezas-de-Abel-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2025227"></figure>



<p>No ataque, a volta de Paulinho acrescenta a grande novidade tão aguardada. Desde que chegou ao clube, participou de apenas 25 dos 132 compromissos do Palestra, o que torna sua reintegração mais delicada do que simplesmente colocá-lo de volta entre os titulares. Mas, se estiver disponível, <strong>ele oferece uma característica diferente para o setor e pode interferir diretamente na distribuição de minutos entre os homens de frente.</strong></p>



<h2><strong>O vasto leque do setor ofensivo sob análise</strong></h2>



<p>Flaco retorna como um dos principais goleadores do time; <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/vitor-roque-tem-nova-missao-no-palmeiras-apos-deixar-o-problema-mais-evidente-apos-retorno" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Vitor Roque continua buscando transformar potencial em regularidade;</a></strong> Maurício consolidou importância em diferentes momentos; Arias permanece como uma peça de grande peso na criação e na intensidade pelo lado. A volta dos convocados devolve a Abel o problema de escolher quais características precisam estar em campo em cada contexto. <strong>O elenco chegou à fase em que simplesmente escalar os nomes mais conhecidos pode ser menos importante do que encaixar as funções certas.</strong></p>



<p><strong>Há ainda um detalhe </strong>que torna tudo mais delicado: <strong>os convocados não retornarão ao mesmo tempo. </strong>Alguns terão jogos até 6 de outubro e precisarão viajar longas distâncias antes de enfrentar o Bahia no dia 8. Piquerez e Emiliano Martínez, por exemplo, têm compromissos no Uruguai em território indiano, enquanto Arias joga nos Estados Unidos. O<strong> Palmeiras já trabalha com uma logística especial para tentar trazer os atletas de volta,</strong> mas a comissão técnica ainda precisará avaliar desgaste físico e condições de cada jogador.</p>



<h2><strong>Agora está nas mãos de Abel</strong></h2>



<p>A Data Fifa pode ter colocado uma pergunta incômoda para Abel antes mesmo de a maratona começar: o Palmeiras ainda tem titulares intocáveis? Talvez a resposta continue sendo sim em alguns setores, mas dificilmente será absoluta em todos. <strong>O treinador terá de escolher entre respeitar hierarquias já estabelecidas ou premiar as combinações que melhor respondam aos adversários e ao calendário. </strong>O Verdão precisa descobrir se todos os seus protagonistas continuam operando da mesma maneira. A pausa entregou ao treinador algo talvez importante: <strong>a necessidade de revisar algumas certezas antes que dez jogos em 30 dias cobrem essa resposta dentro de campo.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/03203652/Abel-Ferreira-5-e1791070703938-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Abel Ferreira em treino do Verdão na Academia de Futebol - Foto: César Greco -Sociedade Esportiva Palmeiras]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
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          <title>Opinião: Contratação de Bertinato pelo Palmeiras revela uma estratégia maior para o gol palestrino</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniao-contratacao-de-bertinato-pelo-palmeiras-revela-uma-estrategia-maior-para-o-gol-palestrino]]></link>
          <pubDate>Sat, 03 Oct 2026 18:35:58 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Verdão começa a desenhar uma transição que vai além da simples escolha. A contratação ajuda a entender como o clube vai organizar uma posição tradicional da SEP 
<p>A contratação de Bruno Bertinato poderia passar despercebida no meio de um elenco que vive decisões muito maiores na reta final da temporada. <strong>Aos 28 anos, o goleiro chegou ao <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a> em agosto com contrato somente até dezembro, depois da saída de Kaique para o Sporting. </strong>À primeira vista, parece apenas uma reposição numérica. Mas a escolha pelo vínculo curto ajuda a revelar como o clube resolveu uma necessidade imediata sem fechar antecipadamente o caminho para uma construção que envolve Carlos Miguel <strong>e, principalmente, Kauan Lima.</strong></p>



<p>O primeiro ponto está na fotografia atual do setor. Carlos Miguel tem contrato até 2030 e aparece como o goleiro com vínculo mais longo no planejamento do clube. Marcelo Lomba, por outro lado, termina seu contrato ao fim de 2026, assim como Bertinato. <strong>Ou seja, a SEP pode ter três situações muito diferentes dentro da mesma posição: </strong>um titular com futuro contratualmente protegido, dois jogadores que podem deixar o clube em dezembro<strong> e um jovem de 19 anos que já começa a ser inserido no ambiente profissional.</strong></p>



<p><strong>A presença de Kauan neste quadro impede </strong>que a contratação de Bertinato seja analisada apenas pela lógica da reposição. O Verdão poderia ter procurado um goleiro para assumir um vínculo mais longo <strong>e ocupar uma função de reserva por várias temporadas. Preferiu um jogador com contrato curto. </strong>Essa escolha cria uma janela para que a diretoria observe <strong>o desenvolvimento de Kauan </strong>antes de decidir qual será a próxima composição do setor.</p>



<p>O detalhe mais importante é que Kauan não foi simplesmente retirado da base para ficar permanentemente no elenco profissional. <strong>A estratégia foi mais gradual. </strong>Mesmo integrado ao ambiente principal, o goleiro continuou tendo espaço no Sub-20. Em uma posição na qual a experiência de jogo tem peso enorme, isso permite que ele mantenha minutos, enfrente situações competitivas e, paralelamente, <strong>conviva com a rotina de jogadores profissionais. </strong>A contratação de Bertinato ajuda a tornar essa combinação possível.</p>



<h2><strong>Verdão nos passos do futuro de Kauan</strong></h2>



<p>Kauan também passou a <strong>fazer parte do ciclo da Seleção Brasileira Sub-20, </strong>sendo convocado para compromissos da categoria e para a preparação visando o Sul-Americano de 2027. Aos 19 anos ele está inserido em um ambiente de desenvolvimento que vai além do clube. <strong>O Palmeiras não precisa colocá-lo imediatamente sob a responsabilidade de ser o segundo goleiro para aumentar sua exposição ao futebol de alto nível.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/03182608/futuro-do-gol-palestrino-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2025189"></figure>



<p>Essa diferença é fundamental. <strong>Preparar um goleiro não significa necessariamente colocá-lo para jogar no profissional o mais rápido possível. </strong>Há uma etapa intermediária em que treinamento, jogos de base, convivência com atletas experientes e contato com a comissão técnica principal podem caminhar juntos. No caso de Kauan, o Palestra parece ter criado exatamente esse espaço. Bertinato oferece uma solução circunstancial <strong>enquanto o jovem ganha tempo para transformar potencial em consistência.</strong></p>



<h2><strong>A estratégia para a tradicional Academia de goleiros</strong></h2>



<p>Esse projeto chama mais atenção quando o ponto focal da análise mire o final da atual temporada. Se Bertinato e Lomba realmente encerrarem seus vínculos sem renovação, <strong>Carlos Miguel será o único goleiro do atual grupo com contrato assegurado por um período longo. </strong>O clube pode contratar outro jogador, renovar com Lomba ou tomar qualquer outra decisão. Mas a estrutura atual permite que essa escolha seja feita depois de mais alguns meses de observação, e não por necessidade imediata.</p>



<p>Desta forma,<strong><a href="https://br.bolavip.com/mercado-da-bola/palmeiras-fecha-contratacao-de-goleiro-apos-negociacao-de-apenas-30-minutos-nos-bastidores" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> a contratação de Bertinato ganha um significado estratégico. </a></strong>Seu contrato curto evita que o Alviverde transforme uma necessidade emergencial em uma decisão estrutural. Em vez de ocupar por anos uma vaga que poderia ser destinada a uma solução formada no próprio clube, o goleiro funciona, neste momento, como uma ponte. É uma solução que pode terminar junto com a temporada sem obrigar o Clube a redesenhar o futuro do gol antes da hora.</p>



<p>Para Kauan, essa diferença pode ser decisiva. <strong>Um jovem goleiro precisa de espaço para errar, corrigir, amadurecer e acumular repertório antes de ser colocado diante de uma responsabilidade maior. </strong>Ao manter o jogador próximo do profissional, mas ainda competitivo no Sub-20, o Verdaço consegue observar sua evolução sem transformar cada necessidade do time principal em um teste definitivo. <strong>É uma maneira de preservar a formação sem afastá-lo do ambiente </strong>que, eventualmente, poderá ser seu destino.</p>



<h2><strong>Foco no presente</strong></h2>



<p>Com a contratação de Bruno Bertinato, o Palestra seguiu a projeção de cravar um goleiro para o presente, bem como, a escolha aponta uma solução que não necessariamente interfere no futuro. Carlos Miguel tem contrato até 2030; Lomba e Bertinato vivem uma definição para dezembro; <strong>Kauan segue avançando entre base, profissional e Seleção. </strong>A pergunta para 2027, portanto, não é apenas quem ficará atrás de Carlos Miguel. É se, depois de comprar tempo em 2026, o Palmeiras entenderá que Kauan já transformou esse tempo em argumento suficiente para ganhar uma nova função no elenco.</p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/03183247/Bruno-Bertinato-e1791063290139-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Bruno Bertinato em ação durante treino na Academia de Futebol - Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon]]></media:description>

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        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniao-luighi-transforma-nova-engrenagem-financeira-e-revela-estrategia-do-palmeiras-no-mercado</guid>
          <title>Opinião: Luighi transforma nova engrenagem financeira e revela estratégia do Palmeiras no mercado</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniao-luighi-transforma-nova-engrenagem-financeira-e-revela-estrategia-do-palmeiras-no-mercado]]></link>
          <pubDate>Sat, 03 Oct 2026 17:15:15 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Quatro gols em 12 jogos mudaram a percepção sobre o atacante e o Palmeiras passou a ter mais de uma alternativa para aproveitar essa valorização 
<p><strong>Luighi </strong>talvez esteja fazendo mais pelo Verdão longe do<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Palmeiras</a></strong> do que conseguiu fazer dentro dele. A frase parece cruel, mas os números são suficientemente objetivos para dispensar crueldade. <strong>Em 45 jogos pelo profissional alviverde, o atacante marcou cinco gols. No New York City FC, chegou a quatro em apenas 12 partidas</strong> e foi eleito pelos torcedores o melhor jogador do clube em agosto e setembro. Notavelmente se trata de uma mudança de valor percebido.</p>



<p>Desta forma, é claro que a SEP não emprestou Luighi simplesmente para que ele jogasse mais.<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/luighi-pode-estar-saindo-do-palmeiras-por-emprestimo-ao-new-york-city-negocio-pode-render-r-365-milhoes" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> A operação custou ao clube americano US$ 300 mil pelo empréstimo, prevê uma opção de compra de US$ 6 milhões </a></strong>e ainda deixa o Palestra com 20% dos direitos econômicos em uma eventual negociação futura. Ou seja: o clube criou receita agora, uma possibilidade de venda depois e uma participação no que pode acontecer ainda mais adiante.</p>



<p>Isso me parece <strong>mais relevante</strong> do que a velha história do jogador que sai para <strong>“ganhar experiência”.</strong> Experiência é uma palavra simpática, mas vaga. O que Luighi está fazendo em Nova York é algo muito mais concreto: está recuperando mercado. <strong>Para um clube que precisa manter o time competitivo sem abrir mão de suas receitas, isso tem um valor considerável. </strong>O jogador que não tinha espaço com Abel Ferreira ganhou um ambiente em que passou a jogar, marcar e ser reconhecido. O Alviverde, por sua vez, continuou dono de uma parte relevante da história.</p>



<p>Vale lembrar que o Verdão chegou a 2026 <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniaopalmeiras-pode-driblar-o-deficit-e-chegar-a-2027-com-uma-liberdade-que-o-caixa-nao-tinha" target="_blank" rel="noreferrer noopener">com a necessidade orçamentária de alcançar R$ 399,6 milhões em vendas,</a> </strong>mas a direção também estabeleceu como prioridade não desmontar o elenco principal. Leila Pereira havia defendido justamente a necessidade de encontrar criatividade para pagar as contas sem perder os jogadores considerados importantes para a disputa dos títulos. A solução encontrada passou, entre outras coisas,<strong> por atletas menos utilizados </strong>e por direitos econômicos mantidos em jogadores que estavam fora do clube.</p>



<h2><strong>O emblemático exemplo de Luighi não é o único</strong></h2>



<p><strong>Luighi é quase um resumo dessa estratégia.</strong> Em vez de transformar receita em problema esportivo, o Palmeiras pode obter dinheiro a partir de um jogador que, naquele momento, não ocupava posição central na equipe. E não se trata de uma operação isolada. Em 2026, o clube contabilizou receitas menores com jogadores que já estavam fora do elenco, como Pedro Lima, além de Naves, vendido ao Necaxa com 25% dos direitos preservados. E<strong>m agosto, seis operações menores, entre elas Luighi e Sorriso, somavam cerca de R$ 15 milhões dentro das negociações consideradas pelo clube.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/03170653/Luighi-Palmeiras-Mercado-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2025148"></figure>



<p>Aí aparece uma mudança de conceito que, para mim, merece atenção. O empréstimo pode deixar de ser apenas uma sala de espera para virar uma espécie de segunda janela de mercado. <strong>O jogador sai porque não tem espaço imediato, mas não sai necessariamente desvalorizado</strong>. Pelo contrário: vai para um ambiente no qual pode produzir, ganhar minutos, despertar interesse e voltar a ser uma mercadoria mais atraente. É mercado sem precisar mexer, naquele momento, no time que está disputando os títulos.</p>



<h2><strong>A estratégia certeira do Palestra ao negociar a Cria</strong></h2>



<p>O caso de Luighi também mostra por que preservar percentuais passou a ser tão importante. <a href="https://br.bolavip.com/mercado-da-bola/luighi-voa-nos-eua-transferencia-ganha-forca-ao-new-york-city-e-palmeiras-pode-bater-meta-de-vendas" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Se o New York City exercer a opção de US$ 6 milhões, o Palestra terá uma receita relevante pela operação e continuará com 20% dos direitos econômicos.</strong> </a>Se o negócio não acontecer, o jogador retorna com uma temporada internacional diferente da que tinha quando saiu. Se o desempenho continuar despertando interesse, nada impede que outro mercado apareça. <strong>A opção de compra, portanto, não é necessariamente o fim da história. É uma das portas.</strong></p>



<p>Isso já havia aparecido em outras negociações. <strong>O Palmeiras manteve 25% dos direitos do já citado Naves após a venda ao Necaxa</strong> e também recebeu cerca de <strong>R$ 7 milhões pela transferência de Pedro Lima do AVS para o Sporting. </strong>Em agosto, o clube informou que mantinha direitos ligados a mais de 100 atletas que estavam em outros clubes. Isso significa que a camisa do Maior Campeão do Brasil pode deixar de ser o único lugar <strong>em que o clube produz receita com seus jogadores. Parte desse mercado acontece longe da Academia.</strong></p>



<p><strong>Claro que existe um risco nessa estratégia:</strong> transformar atleta em ativo antes de tratá-lo como jogador. Esse seria o erro. Mas o caso Luighi sugere justamente uma possibilidade diferente. Quando não existe espaço esportivo imediato, o empréstimo pode ser utilizado para produzir evidência de que o atleta consegue jogar, marcar gols, suportar outro ambiente e despertar interesse. No futebol, informação também tem preço.</p>



<h2><strong>O avanço do olhar palestrino no mercado da bola</strong></h2>



<p>Vejo Luighi menos como uma história sobre a MLS <strong>e mais como uma história sobre a sofisticação do mercado palmeirense.</strong> O clube está aprendendo a fazer uma coisa difícil: gerar receita sem necessariamente vender o presente esportivo. Allan foi uma venda de enorme impacto porque estava no projeto de Abel; Luighi representa outra lógica, <strong>a de um jogador que pode se transformar em receita justamente porque encontrou longe dali o espaço que não tinha em casa. </strong>É uma diferença enorme. Talvez seja esse o próximo passo da gestão Alviverde: não apenas vender jogadores, mas criar caminhos para que jogadores que não cabem hoje no time continuem <strong>tendo valor amanhã.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/03171157/Luighi-e1791058399985-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Luighi em ação pelo Palestra no Paulistão de 2025 Foto: Ettore Chiereguini/AGIF]]></media:description>

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        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/romulo-expoe-questao-incomoda-no-palmeiras-sobre-escolha-de-abel-ferreira</guid>
          <title>Rômulo expõe questão incômoda no Palmeiras sobre escolha de Abel Ferreira</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/romulo-expoe-questao-incomoda-no-palmeiras-sobre-escolha-de-abel-ferreira]]></link>
          <pubDate>Sat, 03 Oct 2026 19:59:54 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[‘Caso Rômulo’ deixa uma reflexão maior sobre formação dentro do Palmeiras. Às vezes, o jogador não muda tanto quanto o contexto necessário para revelar seu melhor futebol 
<p>Rômulo permite ao <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> uma discussão que vai muito além dos 15 gols e das 12 assistências acumulados pelo meia em 42 partidas pelo Novorizontino em 2026. Os números são expressivos, mas talvez sejam apenas a parte mais visível de uma questão mais complexa, que aponta <strong>até onde o contexto tático explica a diferença entre o jogador que passou pelo Verdão</strong> e aquele que hoje se tornou protagonista no interior paulista.</p>



<p>A questão não exige apontar <strong>Abel Ferreira como responsável por um erro.</strong> Exige olhar para as funções que Rômulo recebeu e para aquilo que elas permitiram ou limitaram o seu potencial.<strong> O próprio jogador oferece a primeira pista. </strong>Em entrevista recente, Rômulo afirmou que no Verdaço atuava mais pela ponta, enquanto no Novorizontino voltou ao meio-campo, <strong>posição que considera sua origem e na qual afirma se sentir mais confortável.</strong></p>



<p>A declaração ganha peso quando colocada ao lado da produção atual: <strong>Rômulo é uma das principais referências do Novorizontino,</strong> líder de assistências da Série B e dono da temporada mais produtiva de sua carreira. Não significa que a mudança de posição explique tudo. Mas seria igualmente precipitado ignorar o tamanho dessa variável.<strong> A diferença aparece, antes de qualquer coisa, na relação do jogador com a bola. </strong>Um meia central participa de uma quantidade diferente de fases da construção, recebe em outras alturas do campo e tem mais possibilidades de escolher o passe que antecede a jogada decisiva.</p>



<p>Aberto, Rômulo precisa respeitar outras referências de ocupação, oferecer amplitude e cumprir movimentos que podem afastá-lo justamente das regiões em que sua capacidade associativa tem maior impacto. O mesmo jogador pode, portanto, <strong>produzir coisas diferentes </strong>sem necessariamente ter mudado radicalmente suas características. <strong>Entretanto, o meia não parece ter descoberto em 2026 uma habilidade que não existia antes. </strong>O que mudou foi a quantidade de responsabilidade, sequência e liberdade que recebeu.</p>



<h2><strong>Concorrência no Palestra limitou possibilidades para o meia</strong></h2>



<p>No Novorizontino, ele é o camisa 10, participa mais diretamente das decisões ofensivas e tem uma estrutura montada para que sua influência seja parte central do funcionamento da equipe. <strong>No Palmeiras, chegou a um elenco em que precisava disputar espaço e adaptar seu repertório às necessidades de uma equipe já estabelecida.</strong> São ambientes muito diferentes para avaliar o mesmo jogador. Além desse fato inegável, existe uma circunstância que não pode ser apagada dessa comparação.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="940" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/03161911/Romulo-Palmeiras-940x1672.webp" alt="" class="wp-image-2025116"></figure>



<p>Quando o jogador chegou ao Palestra, <strong>encontrou uma concorrência bem árdua</strong>. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniao-raphael-veiga-pode-voltar-ao-palmeiras-e-ganhar-uma-funcao-completamente-nova" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Raphael Veiga</a> </strong>ocupava justamente o espaço central que hoje permite ao jogador do Novorizontino exercer suas principais características. Não se tratava simplesmente de escolher entre colocar Rômulo no meio ou na ponta. <strong>Era preciso pensar em quem perderia espaço,</strong> como o time se reorganizaria e quais características coletivas seriam alteradas. Uma decisão individual de posição, no futebol de alto nível, quase nunca é apenas individual.</p>



<p>Transformar a história em “Abel colocou Rômulo no lugar errado” <strong>seria reduzir demais o problema.</strong> O treinador também precisava encaixar um jogador jovem em uma estrutura competitiva, com atletas mais estabelecidos e funções já consolidadas.<strong> É preciso ressaltar que ele teve apenas 16 partidas pelo Verdão, </strong>marcou uma vez e deu uma assistência, e uma lesão na coxa interrompeu justamente um período em que poderia começar a receber mais oportunidades. O contexto não foi formado apenas pela posição em campo.</p>



<h2><strong>O posicionamento em campo não explica o problema sozinho</strong></h2>



<p>Mas existe uma pergunta que continua legítima: será que Rômulo<strong> teve tempo suficiente para mostrar no Palmeiras o que hoje demonstra no Novorizontino?</strong> A sequência pode ser tão importante quanto a posição. Um jogador que sabe antecipadamente que será responsável pela construção, que recebe a bola com frequência e que tem liberdade para tentar o passe vertical joga com outra relação de confiança. <strong>No caso de Rômulo, o próprio meia relaciona seu crescimento à possibilidade de atuar em sua posição de origem e ter sequência.</strong></p>



<p><strong>O mais interessante é que a passagem pelo Ceará </strong>reforça a necessidade de cautela. Se a explicação fosse exclusivamente tática, bastaria mudar de posição para que o jogador imediatamente deslanchasse. Não aconteceu. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/romulo-se-decepciona-no-ceara-e-baixa-minutagem-chega-ate-abel-no-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rômulo também encontrou dificuldades no empréstimo ao Ceará</a></strong> antes de retornar ao Novorizontino. Isso sugere que o contexto é uma peça importante, mas não a única. Desenvolvimento, confiança, maturidade, continuidade e ambiente competitivo também ajudam a explicar por que o jogador que não conseguiu se firmar em dois clubes passou a produzir em nível muito superior quando voltou a Novo Horizonte.</p>



<h2><strong>Experiência com Rômulo serve de alerta</strong></h2>



<p>O ‘caso Rômulo’ precisa ser tratado como uma reflexão sobre desenvolvimento de jogadores dentro de elencos grandes. <strong>A SEP comprou Rômulo depois de ele se destacar pelo próprio Novorizontino e enxergou nele uma aposta de futuro. O futuro, porém, não aconteceu em São Paulo. </strong>Agora, o mesmo jogador se tornou uma peça central do clube que o revelou para o futebol nacional. A situação expõe uma contradição comum, pois às vezes, um atleta precisa sair de um ambiente mais competitivo para finalmente adquirir a sequência necessária para provar que poderia competir naquele ambiente.</p>



<p><strong>O fato levanta um</strong> <strong>alerta </strong>sobre o quanto um jogador pode ser avaliado corretamente quando suas melhores características não aparecem dentro da função que lhe foi atribuída. Rômulo não é necessariamente a prova de que o Palmeiras deveria ter feito diferente. Mas se configura em um lembrete de que <strong>posição, liberdade, concorrência e contexto podem alterar profundamente a produção de um atleta. </strong>Quando a diferença chega a 15 gols e 12 assistências em uma temporada, ignorar essa discussão seria perder justamente a chance de potencializar um ativo.</p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/10/03162546/Romulo-e1791055624772-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Rômulo em ação pelo Verdão no Paulistão de 2025 - Foto: Ettore Chiereguini/AGIF]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniaopalmeiras-pode-driblar-o-deficit-e-chegar-a-2027-com-uma-liberdade-que-o-caixa-nao-tinha</guid>
          <title>Opinião: Palmeiras pode driblar o déficit e chegar a 2027 com uma liberdade que o caixa não tinha</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniaopalmeiras-pode-driblar-o-deficit-e-chegar-a-2027-com-uma-liberdade-que-o-caixa-nao-tinha]]></link>
          <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 21:20:17 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Déficit de R$ 196 milhões é grave, mas já não conta sozinho a história do caixa. Receitas mudaram o enquadramento e colocaram o Palmeiras diante de outra equação financeira 
<p>O<strong> Palmeiras </strong>chegou a agosto com um problema daqueles que cabem mal em qualquer manchete: <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/deficit-de-r-196-milhoes-revela-o-preco-da-estrategia-do-palmeiras-no-mercado-em-2026" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>déficit de R$ 196 milhões. O número é grande. </strong></a>E não adianta maquiá-lo com maquiagem de balanço. <strong>Só o balancete não conta tudo o que aconteceu depois. </strong>Allan ainda não estava na fotografia. Kaique e Riquelme Fillipi também não. O filme continuou rodando. A venda de Allan ao Manchester City, por cerca de R$ 220 milhões fixos, mudou imediatamente a paisagem.</p>



<p>As negociações de jogadores já chegaram a aproximadamente R$ 375 milhões em 2026. A meta orçamentária é de R$ 399,6 milhões.<strong> Traduzindo do financês: </strong>a SEP, que passou boa parte do ano <strong>convivendo com a necessidade de vender, ficou muito perto de cumprir aquilo que havia previsto para o mercado.</strong> E isso antes de colocar na conta todo o dinheiro produzido pelo campo. </p>



<p>Aqui começa a parte que considero importante, pois o clube arrecada porque continua jogando. <strong>Desta forma, já acumulou R$ 60,69 milhões em premiações em 2026. </strong>A Libertadores responde por R$ 37,69 milhões desse total, depois da classificação para a semifinal contra a LDU. <strong>A conta ainda pode crescer. E bastante.</strong></p>



<p>Não é detalhe. O Verdão montou um elenco para três competições. Isso custa dinheiro. Muito dinheiro. <strong>Manter jogadores importantes quando o mercado aparece com propostas também custa dinheiro.</strong> Em determinado momento, o caixa pagou a conta da ambição esportiva. Agora, existe a possibilidade de o campo começar a devolver parte dela. Gosto dessa inversão porque ela desmonta uma leitura muito fácil sobre o déficit. O <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> gastou mais para ser competitivo. Certo. Mas ser competitivo também passou a produzir receita. Quanto mais longe vai, mais recebe. <strong>É uma engrenagem simples, só não é automática. É preciso chegar lá.</strong></p>



<p><strong>A Libertadores mostra isso quase didaticamente. </strong>Antes das quartas de final, eram R$ 25,84 milhões acumulados. A classificação diante da LDU acrescentou R$ 11,85 milhões. <strong>Chegou a R$ 37,69 milhões. Somados os valores de Paulista e Copa do Brasil, os R$ 60,69 milhões apareceram no placar financeiro.</strong> E ainda há semifinal pela frente. Depois, quem sabe, final. O dinheiro não precisa de discurso motivacional. Ele simplesmente acompanha a campanha.</p>



<h2><strong>O ‘pulo do gato’ para sanar o déficit Alviverde</strong></h2>



<p>Contudo, não considero os R$ 60,69 milhões como um simples bônus. Eles podem funcionar como uma segunda margem de segurança. De um lado, o mercado de jogadores. <strong>Do outro, o desempenho esportivo.</strong> Um ajuda a cumprir a meta de vendas. O outro aumenta a receita das competições. No meio disso está o elenco que produziu os dois. Aqui Allan volta à história. A venda ao Manchester City, na casa dos R$ 225 milhões fixos,<strong> aproximou o Palestra da meta anual de negociações. Isso pode ter uma consequência esportiva importante. </strong>O clube passa a ter menos necessidade de vender outro jogador apenas para fazer o orçamento fechar. E uma venda deixa de ser uma obrigação contábil para voltar a ser uma escolha.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/30205434/Driblar-Defict-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2023893"></figure>



<p>Quando o clube precisa vender, a pergunta é: quanto dinheiro precisamos colocar no caixa? Quando não precisa, a pergunta pode ser outra: quanto desempenho estamos dispostos a perder por esse dinheiro? É uma mudança enorme de perspectiva. E pode ser uma das heranças financeiras mais importantes de 2026 para 2027. Porque o elenco do próximo ano já começa a ganhar forma. <strong>Gustavo Gómez, Murilo e Flaco López, têm vínculos longos.</strong> Há ainda os atletas emprestados que terão de passar pelo crivo do planejamento. Mas a espinha dorsal está protegida.</p>



<p>Isso significa que <strong>Leila Pereira </strong>não precisa pegar o dinheiro das premiações e correr para contratar dez jogadores. Aliás, espero que ninguém tenha essa ideia. A primeira utilidade desse dinheiro pode ser justamente permitir que o clube não precise desmontar o que funciona. <strong>Preservar também é uma forma de investimento.</strong></p>



<h2><strong>O ciclo que se retroalimenta com planejamento</strong></h2>



<p>O raciocínio fica quase circular. <strong>A SEP protege o elenco. O elenco compete. A competição produz premiação. A premiação reduz parte da pressão. </strong>Menor pressão permite proteger o elenco novamente. Trata-se de uma engrenagem que começa a girar em favor do planejamento. Por isso, os R$ 196 milhões de déficit até agosto não podem ser ignorados. <strong>Mas também não podem ser tratados como sentença definitiva para 2026. </strong>O balancete é uma fotografia. Allan, Kaique, Riquelme Fillipi<strong> e as premiações posteriores mudam o enquadramento.</strong></p>



<p>O resultado final ainda dependerá de receitas, despesas e contabilizações que não estão todas consolidadas. Prudência aqui é matemática.<strong> O que já dá para perceber é que o Alviverde pode terminar 2026 muito diferente de como chegou ao segundo semestre</strong>. Com aproximadamente R$ 375 milhões em vendas, perto da meta de R$ 399,6 milhões, e R$ 60,69 milhões em premiações acumuladas, o clube começa a construir uma margem <strong>que não existia com a mesma clareza alguns meses atrás.</strong></p>



<p>Essa margem interessa muito mais a 2027 do que a 2026, porque o maior ganho talvez não seja contratar.<strong> É escolher. Escolher se vende. </strong>Escolher quando vende. Escolher quem substitui. Escolher quanto vale preservar um jogador. Escolher se uma proposta extraordinária realmente melhora o Verdão ou apenas melhora o balanço. No futebol brasileiro, isso não é pouca coisa.</p>



<h2><strong>Como alcançar a tal liberdade?</strong></h2>



<p>O Palmeiras entrou em 2026 tentando provar que era possível disputar três competições sem desmontar o elenco para equilibrar o caixa.<strong> Pagou um preço por essa escolha. </strong>Agora, curiosamente, o próprio futebol pode ajudar a pagar parte da conta. É por isso que eu vejo as premiações de 2026 como algo maior do que dinheiro entrando.<strong> Elas podem comprar tempo, e, sobretudo, podem comprar liberdade.</strong></p>



<p>Se as vendas terminarem próximas ou acima da meta e as campanhas continuarem produzindo receitas, o Palmeiras poderá chegar a 2027 menos pressionado a negociar e mais capaz de decidir. O déficit continuará sendo um problema. As despesas continuarão existindo. A responsabilidade financeira não desaparece porque o time chegou à semifinal. Mas há uma diferença fundamental entre administrar um elenco sob pressão e administrar um elenco com margem. <strong>No primeiro caso, o mercado decide por você, no segundo, talvez você consiga decidir pelo mercado.</strong></p>
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          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/30205720/Leila-Pereira-4-e1790812758488-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Leila ainda tem trunfos para uma reviravolta no déficit - Foto: Marcello Zambrana/AGIF]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/vitor-roque-tem-nova-missao-no-palmeiras-apos-deixar-o-problema-mais-evidente-apos-retorno</guid>
          <title>Vitor Roque tem nova missão no Palmeiras após deixar o problema mais evidente após retorno</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/vitor-roque-tem-nova-missao-no-palmeiras-apos-deixar-o-problema-mais-evidente-apos-retorno]]></link>
          <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 18:51:50 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[O problema físico ficou para trás, mas a cobrança mudou de lugar Vitor Roque agora precisa responder a uma exigência que vai além da recuperação 
<p>Vitor Roque já atravessou a parte mais evidente do problema no <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong>. Voltou de uma cirurgia no tornozelo, recuperou a condição física, retomou a sequência de partidas e, em determinado momento, chegou a receber de Abel Ferreira a confirmação de que estava novamente mais próximo das características que fizeram o clube investir nele. A questão agora é outra<strong>, já que precisa mostrar que consegue permanecer no nível exigido </strong>para ser uma peça estrutural do time na reta decisiva da temporada. <strong>É uma mudança de estágio importante.</strong></p>



<p>Os números ajudam a explicar por que a discussão ainda está aberta. Desde o retorno aos gramados, em julho, o camisa 9 disputou 17 partidas, dez como titular, e marcou três gols. <strong>A sequência de oito jogos sem balançar as redes, registrada antes da Data Fifa, é a maior dele no ano. </strong>Ao mesmo tempo, reduzir a análise ao jejum seria simplificar demais a questão. O próprio desempenho recente mostrou sinais diferentes, contra a LDU, por exemplo, teve quatro finalizações, sofreu sete faltas e participou diretamente do lance que originou o gol de Giay. Dois dias depois,<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-vence-classico-contra-o-sao-paulo-mas-velhos-problemas-continuam-evidentes" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> contra o São Paulo, voltou a marcar com bola rolando.</a></strong></p>



<p>O detalhe mais interessante está justamente nessa diferença entre produção estatística e participação no jogo. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/abel-ferreira-expoe-condicao-fisica-de-vitor-roque-apos-empate-nao-esta-bem" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Abel chegou a cobrar publicamente</a> </strong>quando o atacante perdeu força no um contra um e parecia distante de uma das características que mais justificaram sua contratação. Depois da partida contra a LDU, porém, <strong>o treinador destacou que havia visto um jogador “mais parecido” com aquele que conhecia. </strong>Ou seja: para a comissão técnica, a consolidação de Roque vai além da quantidade de gols. Passa pela capacidade de voltar a impor problemas ao adversário, atacar espaços, disputar fisicamente e alterar o comportamento da defesa.</p>



<h2><strong>A concorrência para Vitor Roque também é tática</strong></h2>



<p>Isso muda também <strong>a natureza da concorrência dentro do próprio Palmeiras. </strong>Flaco López atravessa uma temporada de enorme produção, com 21 gols e nove assistências em 51 jogos até o fim de setembro, além de ter renovado contrato até 2030. Mauricio e Sosa também tiveram momentos importantes quando a dupla titular estava fora. Portanto, o atacante precisa reconquistar uma posição dentro de um setor que ganhou alternativas e <strong>no qual Abel já demonstrou que pode alterar características sem necessariamente manter dois centroavantes.</strong></p>



<p>Desta forma, aparece uma questão tática diferente daquela discutida no começo da temporada. <strong>O Verdão já descobriu que consegue jogar de uma maneira mais móvel,</strong> aproximando jogadores como Mauricio e Arias de Flaco. Ao mesmo tempo, <strong>Abel identificou desde a volta da dupla Flaco-Roque que o camisa 9 oferece algo específico, </strong>com profundidade e capacidade de empurrar a última linha adversária para trás. Em julho, o próprio treinador explicava que queria recuperar agressividade perto da área e equilibrar diferentes rotas de ataque. Assim, a missão do camisa 9 é fazer com que a estrutura do time funcione melhor quando ele está em campo.</p>



<h2><strong>O que se espera do camisa 9?</strong></h2>



<p>Eis o ponto central para os próximos meses. A SEP chega à reta decisiva precisando administrar três competições e, ao mesmo tempo, conviveu recentemente com queda de rendimento ofensivo, lesões e menor disponibilidade de alternativas. A equipe avançou à semifinal da Libertadores e segue na disputa do Brasileirão, mas o próprio diagnóstico interno apontou problemas de tomada de decisão, desgaste e encaixe ofensivo. <strong>Nesse cenário, um Vitor Roque capaz de sustentar intensidade, </strong>atacar profundidade e abrir espaços para Flaco, Arias ou quem vier de trás vale mais do que um atacante dependente exclusivamente da própria finalização.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/30181742/vitor-roque-consolidacao-palmeiras-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2023795"></figure>



<p>O intervalo da Data Fifa <strong>oferece a Roque algo que ele praticamente não teve desde o retorno da cirurgia — tempo. </strong>Como não foi convocado, ficou fora do calendário internacional e pôde permanecer na Academia de Futebol enquanto parte importante do elenco se dividiu entre viagens e seleções. Trata-se de uma oportunidade concreta para trabalhar finalização, movimentos específicos e, sobretudo, <strong>transformar os minutos acumulados desde julho em ritmo competitivo mais consistente.</strong></p>



<p>O desafio não deveria ser colocado como uma cobrança para que Roque marque em determinado número de jogos. Isso produziria uma leitura estreita justamente quando o atacante precisa recuperar a dimensão mais completa de seu futebol.<strong> O indicador mais importante será a repetição. </strong>Se conseguir voltar a ser agressivo nos duelos, atacar as costas da defesa, pressionar, oferecer linha de passe e aparecer com frequência dentro da área, os gols tendem a deixar de ser a única régua pela qual sua participação será medida. <strong>Para Abel, consistência de comportamento pode pesar tanto quanto uma sequência isolada de bolas na rede.</strong></p>



<h2><strong>Em busca da consolidação</strong></h2>



<p>O jogador que chegou na Academia carregando<strong> <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-se-acerta-com-barcelona-para-contratar-vitor-roque-por-r-150-milhoes-diz-pvc" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o maior investimento da história do clube </a></strong>agora precisa fazer justamente o movimento contrário ao da expectativa criada pelo preço, em um trabalho para diminuir o tamanho da cobrança externa e aumentar o peso da resposta dentro de campo. O mercado pode projetar Roque como um dos jovens mais valiosos do futebol brasileiro, mas a comissão técnica trabalha com outra moeda.<strong> Ela precisa saber se o atacante consegue responder em partidas de alto nível, </strong>contra adversários que exigem intensidade e em um time que não pode esperar indefinidamente pela melhor versão de ninguém.</p>



<p>Agora começa a fase de consolidação. Ele precisa transformar lampejos de retomada em padrão de atuação e fazer com que Abel enxergue uma peça que aumenta as possibilidades do Verdão. O gol contra o São Paulo foi importante justamente por isso, assim como a atuação contra a LDU. Mas a reta final da temporada exigirá algo maior: repetição. <strong>É essa sequência de respostas que poderá definir qual versão de Vitor Roque o Palmeiras terá quando os títulos estiverem sendo decididos.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/30184920/Vitor-Roque-e1790805042488-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Vitor Roque vive um desafio após se recuperar de lesão - (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/giay-vai-voltar-da-argentina-com-um-trunfo-novo-para-a-estrategia-do-palmeiras</guid>
          <title>Giay vai voltar da Argentina com um trunfo novo para a estratégia do Palmeiras</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/giay-vai-voltar-da-argentina-com-um-trunfo-novo-para-a-estrategia-do-palmeiras]]></link>
          <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 17:27:48 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Seleção da Argentina pode acrescentar justamente o elemento que faltava ao repertório de Giay. O contato com outra estrutura coloca o jogador diante de responsabilidades que complementam sua evolução no Palestra 
<p>Agustín Giay pode voltar da Argentina com algo mais valioso do que status: repertório. O lateral-direito do<strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Palmeiras </a></strong>deve começar como titular contra a Bolívia nesta quarta-feira (30), em Córdoba, em um momento particularmente interessante de sua carreira. <strong>Lionel Scaloni</strong> vem testando uma formação com o palmeirense na lateral direita, dentro de uma linha de quatro, enquanto Abel Ferreira encontrou no jogador uma <strong>solução diferente para sua estrutura.</strong></p>



<p>A diferença parece pequena no desenho da escalação, mas é enorme para o desenvolvimento do jogador. No Verdão, <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/como-giay-ganhou-protagonismo-tatico-e-mudou-o-cenario-na-estrategia-de-abel-no-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Giay passou a ganhar protagonismo justamente pela capacidade de interpretar espaços como ala, </a></strong>especialmente quando Abel utiliza três zagueiros. Na Argentina, a tendência é que a exigência seja outra: defender como lateral de uma linha de quatro, controlar o corredor e tomar decisões sem contar permanentemente com a cobertura de um terceiro defensor. <strong>É quase como se duas escolas táticas diferentes estivessem ajudando a formar o mesmo jogador.</strong></p>



<p>Esse é o ponto que torna a convocação mais interessante para a SEP. Giay já construiu uma identidade dentro do clube. Em 2026, o argentino deixou para trás um período de desconfiança, ganhou sequência, <strong>tornou-se titular e passou a participar de partidas importantes, </strong>inclusive <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/giay-transforma-desconfianca-em-resposta-e-ganha-forca-em-reviravolta-da-torcida" target="_blank" rel="noreferrer noopener">marcando seu primeiro gol pelo Palestra contra a LDU,</a></strong> pelas quartas de final da Libertadores.</p>



<p>A mudança de status, portanto, precede a seleção. A convocação de para os amistosos contra Bolívia, Burkina Faso e Beninconfirma uma evolução que já vinha acontecendo na <strong>Academia de Futebol.</strong> Agora, porém, existe a possibilidade de acrescentar uma camada diferente ao repertório do jogador, com a experiência de <strong>atuar novamente em uma estrutura na qual a lateralidade tradicional pesa </strong>mais do que a liberdade de um ala.</p>



<h2><strong>Como os ‘hermanos’ vão potencializar Giay</strong></h2>



<p><strong>É aí que o trabalho de Scaloni pode conversar com o de Abel. </strong>O treinador palmeirense encontrou em Giay uma peça capaz de ocupar o corredor, participar da pressão, atacar espaços e também cumprir tarefas defensivas dentro de uma estrutura com três zagueiros. <strong>A seleção argentina pode exigir dele outra leitura, </strong>destacando a distância para os zagueiros, o momento de saltar na marcação, a proteção do corredor e a decisão sobre quando avançar sem comprometer a última linha.</p>



<p>Parece uma troca de função, mas pode funcionar <strong>como complemento. </strong>Um lateral que compreende melhor as responsabilidades de uma linha de quatro tende a levar essa experiência para qualquer outra função que desempenhe. No caso de Giay, entender com mais precisão quando ficar, quando avançar e quando fechar por dentro pode deixá-lo <strong>ainda mais preparado para interpretar o papel de ala que Abel vem desenhando.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/30171858/Giay-mudanca-Selecao-Argentina-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2023728"></figure>



<p>Há também uma questão defensiva importante. Giay já construiu boa parte de sua afirmação no Palmeiras a partir da capacidade de competir nos duelos e proteger seu setor. <strong>A experiência internacional pode acrescentar novas referências justamente nessa área. </strong>Jogar como lateral em uma seleção que está iniciando um novo ciclo, e que precisa testar alternativas depois da Copa do Mundo, coloca o argentino <strong>diante de responsabilidades diferentes das que encontra no clube.</strong></p>



<h2><strong>A consequência prática no Palestra</strong></h2>



<p><strong>O momento da Argentina </strong>torna esse processo ainda mais relevante. A saída de Lionel Messi abriu uma nova etapa para Scaloni, que vem promovendo testes e olhando para jogadores mais jovens. Nas laterais, Giay aparece entre os nomes que podem disputar espaço para o futuro da seleção, ao lado de Román Vega. Ou seja: <strong>o palestrino está sendo observado dentro de uma renovação de elenco.</strong></p>



<p>Para o Maior Campeão do Brasil, isso pode ter uma consequência prática. Abel Ferreira trabalha com um elenco <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-perdeu-allan-e-abel-ferreira-encontrou-outra-forma-de-criar-desequilibrio" target="_blank" rel="noreferrer noopener">no qual a capacidade de uma peça exercer funções diferentes ganhou importância ainda maior</a></strong> na reta decisiva da temporada. Giay encaixa perfeitamente nessa lógica porque pode ser lateral em uma estrutura, ala em outra e participar de mecanismos diferentes sem necessariamente exigir uma substituição para que o desenho tático mude.</p>



<h2><strong>A missão é por um Giay versátil e assertivo</strong></h2>



<p>A experiência argentina tem como principal virtude <strong>o ganho na quantidade de soluções que Giay passa a carregar</strong> dentro de uma mesma posição. Se conseguir assimilar exigências diferentes, ele volta ao Palmeiras com mais referências para interpretar aquilo que Abel pedir.</p>



<p>Todavia, Giay pode retornar dela diferente. Abel já descobriu que o jogador consegue ser mais do que um lateral-direito convencional. Se Scaloni acrescentar ao argentino novas referências para atuar dentro de uma linha de quatro, o Verdão poderá receber de volta uma peça ainda mais versátil. Existe uma ironia interessante nisso: <strong>Giay pode viajar para a Argentina para aprender novamente a ser lateral e voltar às Alamedas ainda melhor </strong>preparado para ser o ala que Abel descobriu.</p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/30172452/Giay-e1790800008257-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Giay durante treino da Seleção Argentina na última terça-feira (29). O palestrino deve ganhar chance entre os titulares - (Photo by Marcelo Endelli/Getty Images)]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/o-paradoxo-da-data-fifa-desfalques-ajudam-abel-a-mudar-o-palmeiras-e-corrigir-comportamento-do-elenco</guid>
          <title>O paradoxo da Data Fifa: desfalques ajudam Abel a mudar o Palmeiras e corrigir comportamento do elenco</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/o-paradoxo-da-data-fifa-desfalques-ajudam-abel-a-mudar-o-palmeiras-e-corrigir-comportamento-do-elenco]]></link>
          <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 16:28:23 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Menos desgaste físico e mais repertório: como os treinos na Data Fifa. atacam os dois principais gargalos de rendimento do Verdão 
<p>O <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras </a></strong>ganhou 11 desfalques na Data Fifa, mas Abel Ferreira ganhou algo que o calendário quase nunca oferece: tempo. Em meio à pausa, o treinador encontrou uma janela rara para <strong>trabalhar mecanismos </strong>que dificilmente conseguem ser repetidos quando a temporada aperta. Saída de bola, posse, marcação sob pressão e enfrentamentos apareceram nos treinamentos justamente<strong> enquanto boa parte dos titulares estava a serviço de suas seleções. </strong>Abel pode estar aproveitando o intervalo para mexer no comportamento coletivo de uma equipe que terá 16 decisões pela frente.</p>



<p>A princípio, parece contraditório chamar de laboratório <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniao-jhon-arias-expoe-o-tamanho-do-problema-que-a-data-fifa-coloca-no-caminho-do-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">uma Data Fifa em que o Palestra perdeu 11 jogadores. </a></strong>Afinal, sem Gómez, Giay, Piquerez, Emiliano Martínez, Arias, Sosa, Mauricio e Flaco López, além dos jovens cedidos à Seleção Sub-20, não existe a possibilidade de reproduzir integralmente o time que estará em campo na retomada. Mas talvez justamente por isso a comissão técnica tenha encontrado espaço para trabalhar <strong>princípios que precisam funcionar independentemente de quem estiver no gramado.</strong></p>



<p>O detalhe dos treinamentos ganha relevância porque o Verdão não chegou à pausa vivendo apenas um problema de desgaste físico. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-perde-11-pontos-para-z-4-tem-48-no-returno-e-se-distancia-de-titulo-brasileiro" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Depois da Copa, o rendimento no Brasileirão caiu de maneira perceptível, </a></strong>com apenas quatro vitórias em dez partidas. O cenário indica que o time precisou encontrar respostas diferentes em uma sequência na qual o calendário reduziu o espaço para treinamento. <strong>A Data Fifa, portanto, aparece como uma espécie de intervalo de manutenção e, ao mesmo tempo, de reprogramação.</strong></p>



<p>Nesse ponto, saída de bola e marcação sob pressão deixam de ser apenas exercícios de treino. <strong>Os dois fundamentos atacam momentos complementares do jogo: </strong>como o Palmeiras começa a construir e como tenta recuperar a bola quando deixa de tê-la. Entre uma coisa e outra está boa parte da identidade de uma equipe. Se a primeira construção não encontra soluções, o time pode se tornar previsível, bem como, se a pressão não funciona, o adversário ganha campo.</p>



<h2><strong>Mais do aprimorar a tática, Abel mira o comportamento </strong></h2>



<p>Entretanto, <strong>com um elenco incompleto, o ponto focal das ações de Abel na Academia é o comportamento do time. </strong>Antes, o calendário obrigava o treinador a escolher entre competir, recuperar jogadores e preservar o elenco. Agora, ainda que por poucos dias, existe a possibilidade de repetir movimentos, corrigir posicionamentos e experimentar soluções que depois <strong>poderão ser transportadas para os jogos oficiais.</strong></p>



<p><strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/efeito-dos-11-desfalques-no-palmeiras-revela-uma-questao-maior-nas-crias-da-academia" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Isso também explica por que os jogadores da base,</a> </strong>mesmo sem perspectiva imediata de titularidade, podem ter utilidade nesse processo. Eles ajudam a completar os exercícios, mas também obrigam a comissão a trabalhar conceitos que não dependem exclusivamente das características de uma formação considerada ideal. <strong>Em um laboratório, a questão principal não é reproduzir exatamente o cenário final, mas testar aquilo que precisa continuar funcionando quando as condições mudarem.</strong></p>



<p>E as condições vão mudar rapidamente. Quando o Palestra voltar a jogar, terá <strong>Bahia, Corinthians e</strong> <strong>Fluminense</strong> em uma sequência que recoloca imediatamente o time no ambiente de pressão competitiva. Depois, haverá a continuidade das disputas pelo Brasileirão, pela Libertadores e pela Copa do Brasil. É por isso que as 16 decisões restantes exigirão do Palmeiras<strong> capacidade de alternar contextos, administrar diferentes adversários</strong> e encontrar soluções sem depender sempre da mesma partida.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="940" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/30161901/Laboratorio-Abel-Data-FIFA-940x1672.webp" alt="" class="wp-image-2023674"></figure>



<p>Nesse cenário, o retorno gradual de <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniao-retorno-de-paulinho-cria-no-palmeiras-uma-duvida-maior-que-a-disputa-por-vaga" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Paulinho acrescenta uma variável particularmente promissora.</a></strong> O atacante voltou a realizar atividades no gramado durante a Data Fifa, ainda dentro do processo de recuperação, e sua evolução não significa que estará automaticamente à disposição para a retomada. Mas sua possível volta <strong>amplia o repertório ofensivo de Abel justamente no momento em que o treinador trabalha mecanismos coletivos. </strong>A questão é entender como uma nova característica pode se encaixar em um Verdão que busca mais alternativas.</p>



<h2><strong>A missão do laboratório de Abel</strong></h2>



<p>Talvez seja essa a grande utilidade da pausa: Abel não precisa sair dela <strong>com um Palmeiras completamente diferente. </strong>Precisa sair com sua ‘equipa’ capaz de executar melhor aquilo que já pretende fazer e, quando necessário, encontrar uma segunda resposta. <strong>O laboratório pode produzir algo menos visível,</strong> mas decisivo, provendo um time que saiba sair de uma pressão de maneira diferente, pressionar melhor depois da perda e construir ataques com mais de uma possibilidade.</p>



<p>Porque a Data Fifa chegou em um momento em que o time Alviverde não precisava apenas descansar. Precisava recuperar rendimento. <strong>Abel recebeu uma oportunidade rara para fazer isso longe do barulho dos jogos, ainda que com 11 ausências importantes.</strong> A pausa pode não mudar os nomes que estarão em campo, mas pode mudar o que esses jogadores farão quando estiverem nele. Para uma equipe que terá 16 decisões pela frente, a experiência que mais importa é preparar mecanismos <strong>para que o Palestra tenha mais respostas quando já não houver tempo para experimentar.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/30162258/Abel-Ferreira-1-e1790796396830-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Abel comanda treino na Academia em dia de Data FIFA , desfalques e importantes experimentos - Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniao-palmeiras-pode-virar-ponte-para-nova-estrategia-global-de-marca-da-china</guid>
          <title>Opinião: Palmeiras pode virar ponte para nova estratégia global de marca da China</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniao-palmeiras-pode-virar-ponte-para-nova-estrategia-global-de-marca-da-china]]></link>
          <pubDate>Tue, 29 Sep 2026 21:53:59 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Palmeiras entra em rota chinesa em negociação com a Leapmotor e camisa ganha dimensão de soft power 
<p>A possível chegada da <strong>Leapmotor</strong> ao patrocínio máster do <strong>Palmeiras </strong>pode representar muito mais do que uma simples troca de marcas na camisa.<strong> <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-define-r-60-milhoes-para-substituir-sportingbet-gigante-chinesa-pode-crescer-no-uniforme" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Segundo informação já publicada pelo Bolavip Brasil</a>, </strong>a montadora chinesa negocia para ocupar o espaço que deve ser deixado pela Sportingbet, depois de já ter estabelecido uma relação comercial com o clube. O acordo atual, firmado em 2026, prevê R$ 20 milhões fixos por temporada e pode chegar a R$ 30 milhões com bônus e metas. <strong>Agora, a discussão seria ampliar essa exposição para a principal propriedade do uniforme.</strong></p>



<p>A primeira leitura é financeira, e ela é inevitável.<strong> A SEP perdeu a possibilidade de manter no peito uma das maiores receitas comerciais de sua história e precisa encontrar uma solução compatível com o tamanho da propriedade.</strong> Mas existe uma segunda leitura, mais interessante: por que uma montadora chinesa que acaba de consolidar sua presença comercial no Brasil estaria disposta a subir para o espaço mais nobre da camisa? A resposta pode estar menos na publicidade convencional e mais naquilo que o futebol consegue oferecer a uma marca que precisa ser conhecida, reconhecida e incorporada ao imaginário do consumidor.</p>



<h2><strong>Relação não parte do zero e isso pode facilitar algo maior</strong></h2>



<p>A Leapmotor já está inserida na camisa, nos times masculino e feminino e nas categorias de base, em um contrato que vai até março de 2028.<strong> A própria Stellantis, parceira da marca, apresentou o acordo como uma associação com um dos principais clubes brasileiros. </strong>Isso significa que a eventual negociação pelo máster não começaria do zero, pois existe uma relação comercial construída, conhecimento sobre o ambiente do clube <strong>e uma primeira experiência de exposição que pode ter aberto espaço para uma ambição maior.</strong></p>



<p>Uma montadora que <strong>pretende ganhar mercado</strong> precisa vender carros, evidentemente, mas antes disso precisa <strong>construir familiaridade. O consumidor brasileiro precisa reconhecer o nome,</strong> entender o que a marca representa e, em algum momento, deixar de enxergá-la como uma empresa estrangeira que chegou ao país para passar a tratá-la como uma opção real. <strong>O futebol pode acelerar esse processo</strong> porque transforma uma mensagem comercial em presença cotidiana: a marca aparece na camisa, nas transmissões, nas redes sociais, no estádio e, principalmente, associada a uma comunidade emocional que já existia antes dela.</p>



<p>Esse movimento também conversa com algo maior que vem acontecendo com as empresas chinesas no esporte mundial. <strong>A Copa do Mundo de 2026 mostrou uma mudança importante nessa estratégia.</strong> Lenovo, Hisense e Mengniu permanecem entre os patrocinadores oficiais da FIFA, enquanto outras companhias chinesas passaram a buscar seleções, jogadores, propriedades específicas e formatos alternativos de exposição. A análise da Caixin mostra que as empresas do país vêm adaptando o modelo de investimento esportivo diante do aumento dos custos das grandes propriedades globais.</p>



<h2><strong>A ponte palestrina para o Soft Power chinês</strong></h2>



<p>Existe uma camada ainda mais sofisticada nessa história, <strong>com o chamado soft power chinês.</strong> O conceito não significa simplesmente utilizar dinheiro para exercer influência. <strong>Soft power é a capacidade de ampliar atração, reconhecimento e influência por meio de cultura, imagem, relacionamento e presença, em vez de recorrer apenas a instrumentos de poder econômico ou coercitivo</strong>. No esporte, isso ganha uma dimensão particular porque uma marca estrangeira passa a participar de experiências, símbolos e hábitos que já possuem significado para o público.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="940" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/29213819/Palmeiras-soft-power-chines-940x1672.webp" alt="" class="wp-image-2023402"></figure>



<p><strong>Os exemplos recentes ajudam a compreender essa lógica. </strong>No Mundial de 2026, a presença chinesa não ficou restrita às placas publicitárias. Segundo análise do Lowy Institute, Hisense e Lenovo criaram experiências para torcedores, enquanto a Lenovo levou sua tecnologia para a própria infraestrutura técnica da competição. Ou seja, a estratégia pode ultrapassar o simples “coloque minha marca diante de milhões de pessoas” e caminhar para <strong>“faça minha marca participar da experiência que milhões de pessoas estão vivendo”.</strong></p>



<p>É importante não dar um salto maior do que as evidências permitem. Não há, nas informações disponíveis sobre a negociação, fundamento para afirmar que a Leapmotor esteja tentando utilizar o Palmeiras como instrumento deliberado de política externa chinesa. <strong>Seria uma conclusão excessiva.</strong> A parceria se encaixa em um movimento internacional no qual empresas chinesas utilizam o esporte para transformar presença econômica em reconhecimento cultural e de marca.<strong> Nesse contexto, o Maior Campeão do Brasil aparece como uma plataforma particularmente poderosa dentro do mercado brasileiro.</strong></p>



<h2><strong>Um Verdão global</strong></h2>



<p><strong>E isso também diz muito sobre o próprio </strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Palmeiras</strong>.</a> Se a negociação avançar, a SEP estará demonstrando que sua camisa pode funcionar como uma porta de entrada para empresas globais que desejam construir uma relação mais profunda com o consumidor brasileiro. O ativo não é somente o número de pessoas que enxergam o logotipo. <strong>É a capacidade de colocar uma marca estrangeira dentro de uma narrativa nacional, </strong>em um clube que possui enorme identificação popular e uma exposição internacional construída por seus resultados esportivos.</p>



<p>Se o acordo for concretizado, <strong>o Verdão ganhará uma nova receita e a Leapmotor ganhará exposição. </strong>Mas existe uma troca menos visível: o clube oferece <strong>à empresa algo que dinheiro sozinho não compra com facilidade — pertencimento. </strong>E talvez seja justamente nessa fronteira entre negócios, esporte, cultura e imagem que o chamado soft power chinês encontre uma de suas formas mais modernas de expressão.</p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/29215007/Leila-Pereira-13-e1790729587213-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Leila Pereira conversa para um possível novo patrocinador no Palestra - Foto: Marcello Zambrana/AGIF]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/iron-maiden-cruza-caminho-de-abel-e-palmeiras-precisa-gerir-detalhe-preocupante-em-reta-decisiva</guid>
          <title>Iron Maiden cruza caminho de Abel e Palmeiras precisa gerir detalhe preocupante em reta decisiva</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/iron-maiden-cruza-caminho-de-abel-e-palmeiras-precisa-gerir-detalhe-preocupante-em-reta-decisiva]]></link>
          <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 10:15:31 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[O choque invisível entre a arena de entretenimento e o templo do futebol moderno Quando a necessidade financeira do negócio força o time a administrar variáveis fora do script 
<p>O <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> chegou à reta decisiva do Brasileirão e descobriu que, além dos adversários de sempre, existe uma categoria nova de concorrente: a agenda de shows. O futebol brasileiro já tem suas peculiaridades, mas agora o Palestra terá de administrar <strong>uma questão que Abel Ferreira provavelmente não colocou em nenhuma prancheta: </strong>em outubro, a bola vai precisar dividir espaço com o palco. E, quando chegar a vez do <strong>Iron Maiden,</strong> o futebol simplesmente <strong>perde o endereço por uma noite.</strong></p>



<p>O primeiro capítulo dessa pequena ópera acontece contra o <strong>Bahia,</strong> em 8 de outubro. <strong>O Verdão jogará no Nubank Parque, mas com a capacidade reduzida entre 25% e 30% por causa da estrutura de um show.</strong> A SEP segue sendo a dona da casa, embora alguém tenha decidido instalar um palco na sala justamente quando o campeonato aperta. O torcedor estará lá, o gramado estará lá, Abel estará lá. Só não estará disponível <strong>toda a arquibancada que normalmente transforma aquele estádio em território Alviverde.</strong></p>



<p>Não acho que seja correto transformar isso em desculpa antecipada. Muito menos em drama de campeonato. Futebol não funciona assim. Um estádio com 30% menos público não significa automaticamente um Verdão 30% menos forte. <strong>O problema é mais sutil. Quando um campeonato chega à fase em que cada mando começa a valer como patrimônio, qualquer redução de uma vantagem precisa ser observada. </strong>Não necessariamente lamentada. </p>



<p><strong>E há uma singularidade brasileira na situação.</strong> O Alviverde está disputando três competições, tentando sobreviver a uma agenda que parece montada por alguém com rancor de jogador profissional, e ainda precisa encaixar o futebol entre os shows. Não basta preparar o time para Bahia, Corinthians, Libertadores e tudo aquilo que outubro reserva. É preciso verificar se o palco já foi desmontado, se a estrutura está de pé, se cabe torcida <strong>e, mais adiante, se o heavy metal não tomou conta da sala.</strong></p>



<h2><strong>Maiden no caminho do Palestra</strong></h2>



<p>Porque contra o Bragantino a conversa muda. Em 24 de outubro, o Palmeiras não jogará no Nubank Parque. <strong>Vai para Barueri por causa da montagem dos shows do Iron Maiden. </strong>Sim, o adversário do Palmeiras naquela rodada será o Bragantino. Mas, em certo sentido, o calendário também <strong>terá colocado a célebre banda em campo.</strong> O Iron não entra com onze jogadores, evidentemente. Ainda assim, terá conseguido uma façanha curiosa: <strong>deslocar o Palmeiras de sua própria casa no momento mais importante da temporada.</strong></p>



<p>Seria fácil escrever que isso é um prejuízo esportivo. <strong>Só que os números tratam de estragar a manchete.</strong> Barueri será o 11º jogo do Palmeiras no estádio em 2026 e não é exatamente um lugar onde o clube tenha se sentido visitante. <strong>O Verdão construiu ali uma espécie de segunda residência. </strong>Portanto, não há motivo para pintar a mudança como catástrofe. A questão está justamente em outro lugar: por que o mandante precisa mudar de casa para que a casa possa receber outro espetáculo?</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/29194623/Palmeiras-Iron-Maiden-Nubank-Parque-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2023364"></figure>



<p>É uma pergunta menos dramática e, por isso mesmo, mais interessante. Um grande clube precisa administrar calendário, elenco, recuperação, viagens e ambiente. O mando de campo faz parte dessa equação. <strong>Não é apenas o endereço no GPS. É rotina, arquibancada, logística, familiaridade, concentração. Quando o estádio muda, uma peça muda junto.</strong> Talvez pequena. Talvez imperceptível. Mas muda.</p>



<p>O momento torna tudo mais relevante. Palmeiras x Bahia acontece em uma sequência de jogos pesados e antes de uma série que envolve Corinthians, Fluminense pela Libertadores e outros compromissos de alta exigência. <strong>Que os fãs do Maiden me perdoem a analogia barata,</strong> mas Palmeiras x Bragantino aparece na 32ª rodada,<strong> quando o Brasileirão já estará naquela fase em que cada tropeço ganha proporções de “The Trooper” — só que, desta vez, sem cavalaria para salvar ninguém.</strong> Não é hora de jogar fora nenhuma vantagem gratuitamente.</p>



<h2><strong>Não há drama e sim uma demanda por uma administração assertiva</strong></h2>



<p>Há, portanto, uma diferença importante entre dizer que os shows prejudicarão o time e reconhecer que eles alteram as condições do mando. <strong>A primeira afirmação exige um resultado que ainda não existe.</strong> <strong>A segunda é apenas constatação. </strong>E talvez seja justamente aí que esteja a graça — e a irritação — da história. O Palestra não terá necessariamente um problema contra Bahia ou Bragantino. <strong>Terá, isso sim, mais uma variável para administrar.</strong></p>



<p>No fundo, o episódio resume uma contradição interessante do futebol moderno. O mesmo estádio que serve ao clube precisa servir ao negócio que o mantém funcionando.<strong> O palco de futebol também é palco de entretenimento. </strong>A SEP quer sua casa cheia para decidir campeonatos; o estádio quer receber multidões para assistir a bandas. <strong>Não há vilão nessa equação. Há apenas uma disputa bastante prosaica por datas, estruturas e espaço físico.</strong></p>



<h2><strong>Todas variáveis importam pelo sucesso na temporada</strong></h2>



<p>Confesso que há algo<strong> irresistivelmente irônico </strong>em imaginar a reta final do Brasileirão dessa maneira. Abel Ferreira tentando organizar o Palmeiras para uma sequência de decisões enquanto, do lado de fora, alguém pergunta sobre montagem de palco, carga de equipamento e horário do show. Contra o Bahia, a casa estará parcialmente interditada. Contra o Bragantino, estará emprestada. <strong>E o Iron Maiden, sem precisar disputar uma única bola, terá deixado sua marca no calendário palmeirense.</strong></p>



<p>No fim das contas, talvez essa seja uma das melhores traduções do que significa chegar à reta final de uma temporada gigantesca:<strong> tudo passa a importar. </strong>O adversário, o desgaste, a viagem, a suspensão, o gramado, a torcida e até o show de heavy metal marcado para o dia seguinte. <strong>O Verdão terá de jogar futebol enquanto o estádio cumpre sua vocação de arena.</strong> E, em outubro, a casa alviverde terá uma regra curiosa: quando a bola parar, o rock começa.</p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/29195447/Abel-Ferreira-2-e1790722556462-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Abel precisa gerenciar como a mudança de mando pode impactar aspectos 'invisíveis' no elenco - (Photo by Buda Mendes/Getty Images)]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-recusa-r-77-milhoes-por-arthur-muda-a-logica-dos-planos-para-o-mercado-e-para-o-elenco</guid>
          <title>Palmeiras recusa R$ 77 milhões por Arthur, muda a lógica dos planos para o mercado e para o elenco</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-recusa-r-77-milhoes-por-arthur-muda-a-logica-dos-planos-para-o-mercado-e-para-o-elenco]]></link>
          <pubDate>Tue, 29 Sep 2026 17:48:20 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[De alternativa de emergência a pivô de uma das maiores decisões de mercado recentes do futebol. As razões pelas quais a Cria deixou de ser apenas promessa para virar peça central no Alviverde 
<p><strong>A renovação de Arthur </strong>até 2030 diz mais sobre o momento do <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> do que a simples extensão de um contrato. O lateral-esquerdo, que iniciou 2026 como uma alternativa para Piquerez, ganhou espaço ao longo da temporada, disputou 31 partidas pelo profissional e passou a ser tratado como uma peça relevante do elenco. <strong>O salto foi rápido o suficiente para despertar o interesse europeu. </strong>Todavia, a Fiorentina <strong>chegou a apresentar uma proposta de € 13 milhões, cerca de R$ 78 milhões, pelo jogador.</strong> O Palestra recusou e agora amplia o vínculo, com valorização salarial.</p>



<p>É justamente aí que a notícia deixa de ser apenas contratual. A SEP não está renovando Arthur somente para proteger uma promessa da Academia,<strong> mas reagindo ao momento em que um jogador formado no clube deixou de representar apenas uma possibilidade futura e passou a possuir valor presente. </strong>A proposta da Fiorentina funcionou como uma espécie de carimbo externo dessa transformação. Quando um lateral de 20 anos, ainda sem uma temporada completa no profissional, já desperta uma oferta desse tamanho,<strong> a discussão deixa de ser sobre potencial e passa a envolver patrimônio.</strong></p>



<p>Arthur chegou ao profissional justamente em um cenário que poderia ter sido apenas circunstancial.<strong> <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/arthur-cresce-no-palmeiras-e-transforma-a-lateral-esquerda-em-escolha-tatica-para-abel" target="_blank" rel="noreferrer noopener">As lesões de Piquerez e Jefté abriram espaço, e o jovem aproveitou a oportunidade.</a></strong> O que poderia terminar com o retorno dos titulares virou outra coisa: ele se tornou o reserva imediato de Piquerez e acumulou 26 jogos, sendo 17 como titular, quando recebeu a investida da Fiorentina em agosto. <strong>Abel também identificou uma característica importante no seu jogo, </strong>destacando a maneira como Arthur procura o passe para a área em vez de simplesmente recorrer ao cruzamento.</p>



<p>Essa evolução ajuda a entender por que a renovação pode ser lida como uma mudança de lógica. <strong>O Clube não esperou Arthur se tornar unanimidade, titular absoluto ou chegar perto do fim do contrato para agir.</strong> O clube percebeu a valorização enquanto ela acontecia e decidiu antecipar a proteção. É uma diferença importante. Em vez de administrar somente o jogador que já chegou ao topo, passa a administrar também o processo pelo qual uma Cria deixa de ser promessa e começa a se tornar ativo de mercado.</p>



<h2><strong>Arthur já sinaliza um novo status na hierarquia palestrina</strong></h2>



<p>Há ainda uma consequência futebolística que merece atenção:<strong> a renovação pode alterar a própria dimensão da disputa pela lateral esquerda em 2027. </strong>Durante boa parte da temporada, a leitura mais simples era Piquerez titular e Arthur reserva. Só que o crescimento do jovem cria uma concorrência diferente. Piquerez oferece experiência e já está consolidado no modelo de Abel, Arthur acrescenta juventude, capacidade técnica e uma vocação ofensiva que ganhou espaço justamente quando recebeu minutos. A hierarquia pode continuar existindo, <strong>mas a distância entre os dois jogadores já não é necessariamente a mesma do início do ano.</strong></p>



<p>Isso ganha importância porque o Palestra não está preso a uma única estrutura tática. <strong>Abel utilizou diferentes configurações ao longo da temporada, inclusive com linha de três e laterais ocupando posições mais avançadas. </strong>Nesse cenário, a lateral deixa de ser apenas uma posição defensiva e passa a exigir jogadores capazes de interpretar diferentes alturas do campo. Arthur pode ser útil justamente por essa capacidade de participar da construção e aparecer mais adiante, algo que ajuda a explicar por que sua evolução chamou atenção tão rapidamente.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/29173407/Arthur-preservado-valorizado-Palmeiras-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2023287"></figure>



<p>O movimento da renovação é mais inteligente <strong>se for entendido como a criação de duas soluções para uma mesma posição. </strong>Piquerez continua sendo uma referência consolidada, enquanto Arthur passa a representar uma alternativa cada vez mais competitiva. Para Abel, isso aumenta a possibilidade de escolher o lateral não apenas pelo momento individual, <strong>mas pela característica necessária para cada partida e cada estrutura.</strong></p>



<h2><strong>Uma ‘sacada’ sagaz de mercado</strong></h2>



<p>No mercado, entretanto, existe outra leitura. O Palmeiras recusou uma oferta de € 13 milhões quando Arthur ainda tinha contrato até 2029 e agora o vincula até 2030.<strong> Isso não elimina a possibilidade de uma venda futura,</strong> pelo contrário, aumenta a capacidade do clube de decidir quando e em quais condições ela pode acontecer. A diferença é fundamental: vender um jogador porque ele se valorizou é uma coisa; vender porque o contrato, a hierarquia ou a circunstância obrigaram o clube a fazê-lo é outra. <strong>A renovação amplia o espaço para a primeira situação.</strong></p>



<p>Arthur também se encaixa em um movimento mais amplo da SEP nesta janela.<a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-recusou-r-145-milhoes-e-novo-cenario-de-flaco-lopez-explica-o-motivo" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> <strong>O clube renovou recentemente com Flaco López até 2030,</strong> </a>depois de o argentino alcançar 21 gols na temporada, além de ampliar os vínculos de <strong>Gustavo Gómez e Murilo.</strong> São casos diferentes, com idades, funções e mercados distintos, mas existe uma lógica em comum ao proteger jogadores que o clube considera importantes antes que a relação contratual se torne um problema. <strong>No caso de Arthur, essa estratégia ganha uma camada adicional </strong>porque se trata de um jogador formado na própria Academia e ainda com grande margem de valorização.</p>



<h2><strong>Arthur é um exemplo de gestão das Crias</strong></h2>



<p>Contudo,<strong> Arthur pode acabar sendo mais importante</strong> para o planejamento de 2027 do que a própria renovação sugere. O Verdão está definindo como pretende administrar uma geração de jogadores que pode entregar simultaneamente desempenho dentro de campo e patrimônio fora dele. Arthur começou o ano atrás de Piquerez, ganhou espaço, tornou-se alvo de € 13 milhões e agora possui contrato até 2030. A velocidade dessa transformação explica a decisão do clube. E também revela algo maior: <strong>no Palmeiras, algumas promessas já não estão sendo tratadas como futuro. Elas começaram a fazer parte do presente.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/29174159/Arthur-4-e1790714587984-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Arthur em ação em treino na Academia de Futebol - Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/deficit-de-r-196-milhoes-revela-o-preco-da-estrategia-do-palmeiras-no-mercado-em-2026</guid>
          <title>Déficit de R$ 196 milhões revela o preço da estratégia do Palmeiras no mercado em 2026</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/deficit-de-r-196-milhoes-revela-o-preco-da-estrategia-do-palmeiras-no-mercado-em-2026]]></link>
          <pubDate>Tue, 29 Sep 2026 16:26:08 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Com a missão de competir, Palmeiras escolheu o campo e a conta apareceu. SEP colocou o futebol à frente do balanço e agora precisa fechar a conta 
<p>O <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> chegou ao fim de agosto com um número que, isoladamente, aponta <strong>um déficit acumulado de R$ 196 milhões, sendo R$ 39,6 milhões somente no mês.</strong> O problema é que olhar para esse valor sem olhar para o futebol produz uma fotografia sem legenda. O clube havia projetado resultado positivo para o período, mas também tomou durante a temporada uma decisão que ajuda a explicar a distância entre o planejado e o realizado, <strong>já que segurou jogadores importantes em vez de transformá-los imediatamente em receita.</strong></p>



<p><strong>Essa é a contradição interessante.</strong> A SEP não chegou a esse resultado simplesmente porque perdeu o controle das contas. O clube aceitou conviver com uma pressão financeira maior para preservar um elenco capaz de disputar três competições. <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-pode-alcancar-r-400-milhoes-com-novas-vendas" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>No orçamento de 2026, a previsão era arrecadar R$ 399,6 milhões com negociações de atletas,</strong> </a>uma receita que representava parcela relevante de um orçamento total projetado <strong>em cerca de R$ 1,2 bilhão.</strong> O futebol, porém, não costuma respeitar a pontualidade das planilhas, pois vender um jogador em janeiro<strong> pode ser excelente para o balanço e péssimo para uma temporada que começa em fevereiro.</strong></p>



<p>A escolha ficou particularmente evidente no primeiro semestre.<strong> O Verdão recusou propostas por jogadores importantes porque a prioridade era manter a força do elenco.</strong> Em agosto, por exemplo, a equipe ainda trabalhava distante da meta de vendas justamente porque havia decidido preservar seus principais atletas. O clube calculava ter chegado a cerca de R$ 344 milhões em negociações quando <strong>a venda de Allan ao Manchester City foi encaminhada, equivalente a aproximadamente 86% da meta anual.</strong> Não é pouca coisa. Mas também é o preço de manter determinados ativos dentro de campo em vez de colocá-los imediatamente no mercado.</p>



<p><strong><a href="https://br.bolavip.com/mercado-da-bola/allan-elias-palmeiras-acerta-venda-ao-manchester-city-com-bonus-faceis-e-pode-superar-eur40-milhoes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Allan tornou-se o personagem perfeito dessa equação.</a></strong> O Clube queria mantê-lo, mas a proposta do Manchester City mudou a conta: a negociação <strong>foi encaminhada por cerca de R$ 240 milhões</strong> entre valores fixos e bônus. O curioso é que o negócio não desmente a estratégia anterior; ele revela o seu limite. Até determinado ponto<strong>, o valor esportivo de ter Allan no elenco justificava não vendê-lo. </strong>Quando apareceu uma oferta capaz de alterar substancialmente a equação financeira, a direção mudou de rota.</p>



<h2><strong>O dilema no modelo de gestão palestrino</strong></h2>



<p>É aí que o déficit começa a dizer algo <strong>sobre o modelo de gestão palestrina. </strong>Um jogador mantido no elenco não desaparece do patrimônio, mas deixa de cumprir, naquele instante, a função de virar dinheiro. Em compensação, pode cumprir outra, mais difícil de medir: <strong>ajudar o time a ganhar. Premiações, bilheteria, patrocínios, direitos comerciais e a própria valorização dos atletas dependem, em alguma medida, de o Palmeiras continuar competitivo. </strong>O clube, portanto, fez uma aposta bastante conhecida no futebol ao abrir mão de uma receita imediata para tentar preservar a possibilidade de receitas maiores produzidas pelo desempenho esportivo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/29160534/Deficit-Palmeiras-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2023216"></figure>



<p>Só que aposta continua sendo aposta, mesmo quando feita por uma administração profissional. Até julho, por exemplo,<strong> o Maior Campeão do Brasil havia acumulado R$ 617,5 milhões em receitas, contra R$ 778,5 milhões previstos para o período, e registrava déficit de R$ 156,4 milhões. </strong>A diferença estava diretamente associada à decisão de não negociar os principais jogadores. A venda de Allan e outras operações posteriores começaram justamente a funcionar como a segunda metade dessa equação.</p>



<p><strong>Kaique e Riquelme Fillipi ajudam a completar o raciocínio. </strong>O goleiro foi negociado com o Sporting por cerca de R$ 24 milhões, enquanto Riquelme seguiu para o Inter Miami por aproximadamente US$ 6 milhões. Somadas a Allan e outras operações, essas transferências recolocam o Palestra mais próximo da meta estabelecida no orçamento. O curioso é que a recomposição financeira acontece depois de o clube ter passado boa parte do ano fazendo exatamente o contrário, <strong>protegendo ativos para proteger o futebol.</strong></p>



<h2><strong>Déficit é mais complexo quanto parece</strong></h2>



<p>Isso também explica por que <strong>seria simplista tratar os R$ 196 milhões como um rombo </strong>que resume toda a situação financeira das Alamedas. O próprio balancete de agosto ainda não incorporava integralmente a venda de Allan, e a expectativa da diretoria é de melhora significativa nos números a partir de setembro. Ao mesmo tempo, s<strong>eria igualmente simplista concluir que basta contabilizar as vendas e a questão desaparece. </strong>O resultado mostra que existe uma distância relevante entre o calendário do caixa e o calendário do futebol e administrar essa distância é justamente uma das tarefas mais delicadas de um clube que pretende competir no topo.</p>



<h2><strong>O paradoxo Alviverde e o preço para se manter competitivo</strong></h2>



<p><strong>Há uma espécie de paradoxo no modelo palmeirense.</strong> Para ser competitivo, o clube precisa ter jogadores valorizados. Para transformar essa valorização em receita, precisa vendê-los.<strong> Mas, se vender todos os jogadores no momento em que atingem seu maior valor de mercado, pode enfraquecer justamente o time que deveria produzir títulos, premiações e novas valorizações.</strong> A SEP parece ter escolhido, em 2026, empurrar parte dessa conta para frente. Não é necessariamente erro, e sim uma decisão com custo, risco e expectativa de retorno esportivo.</p>



<p><strong>A questão que o déficit de R$ 196 milhões deixa para o Palmeiras, portanto, é mais interessante do que o próprio número. </strong>Até onde o clube pode aceitar pressão financeira no presente para preservar competitividade no campo? A resposta não estará apenas no próximo balanço, mas no que acontecer com as três competições, nas premiações conquistadas e na capacidade de transformar novamente desempenho esportivo em receita. <strong>O Verdão descobriu </strong>em 2026 que o dinheiro de uma venda pode ser contado imediatamente, mas o valor de manter um jogador só aparece depois. <strong>No futebol, o depois costuma ser a parte mais cara da planilha.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/29162253/Leila-Pereira-3-e1790709887951-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Leila Pereira apostou na força competitiva, mas a conta chegou - (Photo by Megan Briggs/Getty Images)]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniao-raphael-veiga-pode-voltar-ao-palmeiras-e-ganhar-uma-funcao-completamente-nova</guid>
          <title>Opinião: Raphael Veiga pode voltar ao Palmeiras e ganhar uma função completamente nova</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniao-raphael-veiga-pode-voltar-ao-palmeiras-e-ganhar-uma-funcao-completamente-nova]]></link>
          <pubDate>Mon, 28 Sep 2026 20:38:05 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Entre o jogador que saiu e o time que se transformou, existe uma distância que um eventual retorno precisará superar. É justamente nesse espaço que pode surgir uma nova função para Veiga no Verdão 
<p><strong>Raphael Veiga pode voltar à SEP, </strong>mas seu antigo lugar já não existe. E talvez seja justamente aí que esteja a principal questão envolvendo o futuro do meia. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/raphael-veiga-a-trajetoria-do-camisa-23-que-se-tornou-o-cerebro-do-palmeiras-e-idolo-de-uma-geracao-vitoriosa" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O ídolo palestrino </a></strong>está entre os sete jogadores emprestados que têm retorno previsto ao fim da temporada, embora, neste momento, muitos desses atletas não estejam nos planos imediatos do clube. Ao mesmo tempo, o meia já sinalizou que gostaria de retornar ao Verdão. <strong>O assunto, portanto, deve ser tratado com o olhar sobre se existe espaço, no Palmeiras de hoje, para o Veiga que existia antes.</strong></p>



<p><strong>Eu particularmente acho que existe,</strong> mas não da maneira como ele ocupava o campo em seus melhores anos e essa diferença é importante. Desta forma, o Alviverde precisa entender se as características de Raphael Veiga ainda podem resolver problemas que o time atual apresenta. <strong>Existem dois prismas importantes aí, pois também é necessário potencializar o que fez o meia marcar época,</strong> com a capacidade de aparecer entre linhas, pisar na área, finalizar de média distância, cobrar bolas paradas e participar diretamente das jogadas decisivas. <strong>Mas o contexto ao redor dele mudou radicalmente.</strong></p>



<p>Quando Veiga deixou o Palmeiras,<strong> a justificativa esportiva estava justamente na perda de espaço em um meio-campo cada vez mais concorrido. </strong>O jogador também vinha de uma temporada marcada por lesões e oscilação, na qual fez 53 partidas, marcou sete gols e deu 11 assistências. Junto com o empréstimo ao América-MEX, veio a renovação de seu contrato até 2028 <a href="https://br.bolavip.com/mercado-da-bola/america-mex-se-encanta-com-raphael-veiga-e-prepara-investida-para-comprar-meia-do-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>(prevista uma opção de compra para os mexicanos).</strong></a> A própria diretoria admitia que, caso Veiga recuperasse o bom futebol, as portas poderiam permanecer abertas para um retorno.</p>



<h2><strong>O palestrino se foi e o Verdão mudou</strong></h2>



<p><strong>O <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras </a>não ficou parado esperando Veiga </strong>voltar e construiu outras soluções. Andreas Pereira ganhou importância na organização do meio; Marlon Freitas passou a exercer uma função muito mais ampla, Mauricio oferece mobilidade e chegada, Jhon Arias acrescentou aceleração e capacidade de desequilíbrio e o próprio Abel Ferreira modificou a estrutura da equipe. É por isso que eu <strong>não compraria a ideia</strong> de que Veiga <strong>deveria simplesmente voltar e recuperar a camisa que deixou.</strong> O antigo lugar dele não existe mais. E isso não significa que o jogador deixou de ter lugar.</p>



<p>Abel teria de encontrar um novo lugar para ele. <strong>Essa diferença parece semântica, mas é praticamente o centro da discussão. </strong>Veiga precisaria disputar uma função dentro de uma estrutura que aprendeu a funcionar sem ele. <strong>Se Abel mantiver a lógica atual </strong>de ter dois jogadores ocupando espaços atrás ou próximos do atacante, o camisa 23 poderia ser utilizado como um meia de aproximação, mas com uma liberdade diferente daquela que Andreas oferece. Em vez de baixar constantemente para organizar a saída, poderia receber mais alto, entre o volante adversário e a linha defensiva, aproximando-se de Flaco López ou Vitor Roque.</p>



<h2><strong>Imagine Veiga em ação no </strong></h2>



<p>Imagine, por exemplo, uma equipe com Marlon Freitas oferecendo equilíbrio, Andreas participando da construção e Veiga recebendo liberdade para atacar o espaço entre meio e defesa. Não seria necessário transformar <strong>Veiga</strong> em segundo volante, nem pedir que ele conduzisse o jogo inteiro.<strong> Sua função poderia ser justamente aparecer onde o Verdão atual às vezes precisa de mais um jogador capaz de pensar a jogada em poucos metros. </strong>E isso é diferente do que acontecia quando ele era tratado como um dos principais responsáveis pela criação da equipe.</p>



<p>Existe ainda outra possibilidade:<strong> Veiga como uma peça de rotação para jogos em que Abel precise de mais elaboração pelo centro. </strong>Hoje, quando adversários fecham os corredores e obrigam o time a circular a bola de um lado para o outro, ter um jogador especializado em encontrar a recepção entre linhas pode mudar a natureza do ataque. Em determinados jogos,<strong> isso poderia complementar o poder de aceleração de Arias e a movimentação de Mauricio</strong> em vez de competir diretamente com eles.</p>



<p><strong>Há um detalhe ainda mais interessante </strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-perdeu-allan-e-abel-ferreira-encontrou-outra-forma-de-criar-desequilibrio" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>quando olhamos para a saída de Allan.</strong> </a>O Palmeiras decidiu não fazer uma reposição milionária para a posição e trabalha com a possibilidade de encontrar soluções dentro do próprio elenco. <strong>Ao mesmo tempo, a fotografia do grupo mudou, </strong>com a saída do jovem para o Manchester City e a permanência de um núcleo de meio-campistas formado por Marlon, Andreas, Emiliano Martínez e Lucas Evangelista.<strong> Nesse cenário, Veiga poderia acrescentar algo que nenhum desses jogadores reproduz exatamente: </strong>a relação histórica entre meia, área e gol. Contudo, acredito que seu retorno não precisaria significar titularidade automática.</p>



<p>Em 2022 e 2023, havia uma espécie de linguagem particular entre Veiga e o Palmeiras.<strong> Sua força estava justamente em aparecer no momento certo. </strong>Recebia entre linhas, aproximava-se dos atacantes, atacava a área vindo de trás e tinha uma relação especial com a bola parada. Era um jogador capaz de transformar uma posse aparentemente comum em uma situação de gol. <strong>O Verdão atual distribui essas responsabilidades entre mais jogadores. </strong>A diferença é que agora Veiga poderia ser utilizado de maneira ainda mais específica, menos dono da criação e mais especialista em determinados momentos do ataque.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="940" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/28202714/Veiga-Possivel-Retorno-940x1672.webp" alt="" class="wp-image-2022882"></figure>



<p><strong>A bola parada é outro argumento que não deveria ser tratado como detalhe.</strong> Um retorno de Veiga acrescentaria ao elenco <strong>uma ferramenta que pode decidir partidas equilibradas,</strong> especialmente em competições eliminatórias. E, nesse aspecto, não seria necessário reinventar nada. É uma característica que o jogador já dominava e que continua fazendo parte de seu repertório.</p>



<p>Também é preciso olhar para o que Veiga vem fazendo fora do Brasil. Em agosto, ele marcou um gol e deu duas assistências na vitória do América por 3 a 0 sobre o Atlético San Luis. Na ocasião, afirmou estar fisicamente melhor e mais adaptado ao futebol mexicano; posteriormente, o ge registrou<strong> 27 jogos, quatro gols e cinco assistências pelo clube. Isso oferece um elemento concreto sobre a existência de uma tentativa de reconstrução do jogador. </strong>Mas também existe uma pergunta inevitável: <strong>quem perderia espaço? </strong>Andreas? Mauricio? Felipe Anderson? Arias? A resposta não deveria ser automática.</p>



<h2><strong>Como queremos o camisa 23?</strong></h2>



<p>Se Veiga retornar,<strong> o Palestra não pode criar uma hierarquia baseada no currículo. </strong>O jogador teria de conquistar minutos pelas características que oferece hoje. Essa é justamente a parte que torna o eventual retorno mais interessante do que nostálgico. O Palmeiras de 2027 não deveria contratar o Veiga de 2023; deveria <strong>avaliar o Veiga que estará disponível em 2027.</strong></p>



<p>Sou favorável a esse reaproveitamento, mas por uma razão diferente da nostalgia. <strong>Não vejo sentido em trazer Veiga de volta para reproduzir o Palmeiras que existia antes dele sair. </strong>Vejo sentido em trazê-lo de volta se Abel conseguir transformar sua experiência, sua chegada à área, sua bola parada e sua capacidade de decidir em uma ferramenta complementar às soluções atuais. <strong>O jogador não precisaria recuperar o protagonismo de antes para voltar a ser importante. </strong>Talvez a melhor versão de Veiga no Palmeiras de 2027 seja justamente uma versão menos centralizadora <strong>e mais cirúrgica.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/28203538/Raphael-Veiga-e1790638628208-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Raphael Veiga seria uma ótima e versátil opção para o Palestra atual - (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-recusou-r-145-milhoes-e-novo-cenario-de-flaco-lopez-explica-o-motivo</guid>
          <title>Palmeiras recusou R$ 145 milhões e novo cenário de Flaco López explica o motivo</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-recusou-r-145-milhoes-e-novo-cenario-de-flaco-lopez-explica-o-motivo]]></link>
          <pubDate>Tue, 29 Sep 2026 17:10:19 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Flaco López chegou ao Palmeiras cercado por uma conta pesada. O tempo transformou a pressão pelo investimento em uma discussão bem diferente 
<p>Há jogadores que chegam ao futebol brasileiro com currículo de estrela. Flaco López chegou ao <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> com a delicadeza de quem <strong>recebe uma conta de restaurante antes de olhar o cardápio: R$ 50 milhões por 70% dos direitos econômicos.</strong> Em 2022, aos 21 anos, o argentino desembarcou depois de marcar sete gols em 19 jogos pelo Lanús. Hoje, o CIES Football Observatory estima seu valor <strong>em R$ 318,5 milhões. </strong>A matemática, por si só, já daria uma boa manchete. Mas a história interessante <strong>está justamente no que aconteceu entre uma cifra e outra.</strong></p>



<p>Porque o futebol tem essa mania engraçada de querer receber o jogador pronto, embalado, com manual de instruções e selo de garantia. <strong>Flaco não veio assim. Nos primeiros meses, fez dois gols em 14 partidas. Nas duas primeiras temporadas, chegou a apenas dez gols. </strong>Houve banco de reservas, <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/vai-chegar-proposta-racing-quer-contratar-saida-de-flaco-lopez-gera-insatisfacao-e-torcida-do-palmeiras-liga-alerta-20231222-BBR-310368.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cobrança e até a possibilidade de voltar para a Argentina.</a></strong> O Palestra, porém, tinha uma convicção que nem sempre cabe em uma tabela de desempenho: Abel Ferreira entendia que ainda havia um jogador em formação ali.</p>



<p>É aí que a história começa a ficar mais interessante do que o valor de mercado. <strong>A SEP não comprou apenas gols. Comprou uma matéria-prima e aceitou esperar que ela ganhasse forma. </strong>Flaco precisou compreender o clube, o futebol brasileiro, a exigência competitiva e, sobretudo, aquilo que Abel queria dele. A evolução<strong> <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/flaco-lopez-a-trajetoria-do-atacante-argentino-que-superou-criticas-e-se-tornou-um-dos-artilheiros-do-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aconteceu de forma gradativa, </a></strong>por temporadas. <strong>Em 2024,</strong> vieram 22 gols. Em 2025, foram 25 gols e seis assistências. Em 2026, já são 21 gols e nove assistências, números que o colocaram como artilheiro do time na temporada.</p>



<p>A diferença é enorme porque Flaco tornou-se uma referência ofensiva. <strong>Aquele centroavante que precisava de contexto para aparecer passou a produzir contexto para os outros. </strong>E isso explica por que sua valorização não pode ser lida somente como uma consequência de gols. O mercado também precifica idade, desempenho, duração contratual e potencial de transferência internacional. No levantamento do CIES, Flaco aparece com 53,9 milhões de euros, à frente de todos os jogadores em atividade no futebol brasileiro.</p>



<h2><strong>Flaco é fruto de uma colheita inteligência</strong></h2>



<p>Há uma diferença importante, entretanto, <strong>entre valer R$ 318,5 milhões em uma estimativa e alguém aparecer com essa quantia em cima da mesa. </strong>O número do CIES é uma projeção de valor de mercado, não um cheque esperando no caixa da Academia de Futebol. E talvez seja justamente por isso que outro dado seja ainda mais saboroso: <strong>depois da Copa do Mundo, </strong>o Palmeiras recusou uma proposta de 25 milhões de euros do Spartak Moscou. O clube respondeu que, naquele momento, preferia ficar com o jogador.</p>



<p>Isso muda completamente a natureza da operação. <strong>Em 2022, Flaco era uma contratação que precisava justificar o investimento.</strong> Agora, é um jogador cujo valor é tão alto que o Alviverde pode discutir se vale a pena transformá-lo em dinheiro. <strong>Parece uma diferença de semântica, mas é uma diferença de estratégia. </strong>O clube saiu da posição de quem espera o investimento amadurecer para a posição de quem decide se quer ou não colher os frutos. E, convenhamos, depois de quatro anos cuidando da plantação, seria curioso vender a árvore justamente quando ela começou a dar sombra.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/28190045/FlacoLopez-valorizacao-palmeiras-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2022849"></figure>



<p><strong>A renovação até dezembro de 2030</strong> reforça essa mudança de perspectiva. A SEP aumentou o horizonte contratual do argentino e promoveu uma valorização salarial. O clube oficializou o novo vínculo em setembro, quando o argentino já acumulava 225 partidas e 78 gols pelo Verdão. <strong>Em 2026, eram 21 gols em 45 jogos no momento do anúncio.</strong></p>



<h2><strong>Uma curiosa inversão na relação sobre o argentino</strong></h2>



<p><strong>Há uma ironia bonita nessa história. </strong>Flaco chegou ao Palmeiras como um jogador que precisava provar que o investimento fazia sentido. Agora, é justamente o Palmeiras que precisa explicar por que não quer transformar aquele investimento em uma venda milionária.<strong> A relação se inverteu. </strong>O argentino deixou de ser uma pergunta financeira e passou a ser uma resposta esportiva. <strong>Não é pouca coisa </strong>para um jogador que, em determinado momento, parecia disputar até com o calendário por uma oportunidade.</p>



<p>Também existe uma lição de gestão nisso tudo. O futebol brasileiro costuma tratar paciência como virtude apenas quando o resultado aparece. Enquanto o jogador ainda está em processo, paciência vira cobrança, e desenvolvimento vira obrigação de entregar imediatamente. <strong>O caso Flaco mostra outra possibilidade: </strong>contratar um jogador jovem, dar tempo para adaptação, permitir evolução e, depois, colher simultaneamente desempenho e valorização.</p>



<h2><strong>De duvidoso a integrante do panteão de goleadores palestrinos</strong></h2>



<p><strong>O curioso é que a valorização esportiva ainda pode ser mais importante do que a financeira. </strong>O Palestra precisa olhar para o argentino como um atacante que já ocupa um lugar importante na estrutura de Abel, que chegou à seleção argentina, disputou a Copa do Mundo e se tornou o terceiro maior goleador do clube neste século, atrás de Raphael Veiga e Dudu. <strong>O patrimônio, neste caso, corre de chuteira e comemora fazendo o gesto JL.</strong></p>



<p>No futebol, há quem queira saber quanto custa o jogador. A pergunta mais interessante, às vezes,<strong> é quanto tempo um clube está disposto </strong>a esperar para descobrir quanto aquele jogador realmente pode valer. Flaco López demorou para responder. <strong>O Palmeiras demorou para receber. </strong>Mas, quatro anos depois, a conta mudou de dono: aquilo que um dia precisava justificar R$ 50 milhões agora aparece como um patrimônio estimado em mais de R$ 300 milhões e, principalmente, como um atacante que o Clube decidiu manter. <strong>É uma conta que não fecha apenas no balanço. Fecha também no campo.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/28190905/Flaco-Lopez-1-e1790633467949-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Flaquito não esconde seu amor pelo Palestra - (Photo by Wagner Meier/Getty Images)]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-perdeu-allan-e-abel-ferreira-encontrou-outra-forma-de-criar-desequilibrio</guid>
          <title>Palmeiras perdeu Allan e Abel Ferreira encontrou outra forma de criar desequilíbrio</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-perdeu-allan-e-abel-ferreira-encontrou-outra-forma-de-criar-desequilibrio]]></link>
          <pubDate>Mon, 28 Sep 2026 17:55:12 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Allan saiu, mas Abel não procurou simplesmente um substituto. A resposta do treinador foi mexer na estrutura e propor uma nova estratégia tática 
<p>A saída de <strong><a href="https://br.bolavip.com/mercado-da-bola/allan-elias-palmeiras-acerta-venda-ao-manchester-city-com-bonus-faceis-e-pode-superar-eur40-milhoes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Allan para o Manchester City</a></strong> retirou de Abel Ferreira uma ferramenta que dava ao sistema de três zagueiros uma característica bastante específica. O meio-campista deixou de ser um ala convencional e desempenhava funções em que recebia aberto, atacava o marcador no um contra um, carregava a bola por metros e conseguia transformar uma jogada aparentemente controlada em uma situação de desequilíbrio.<strong> Em 2026, tinha seis gols e cinco assistências e liderava o Brasileirão em dribles certos, com 33 em 20 partidas.</strong></p>



<p>Por isso, a decisão do <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> de não contratar uma reposição direta ficou mais complexa do que simplesmente aceitar a perda de uma peça.<strong> O clube abriu mão de um jogador com características difíceis de encontrar </strong>e, em vez de buscar no mercado alguém capaz de reproduzir aquele pacote, apostou no próprio elenco. A venda chegou a 40 milhões de euros, com 37,5 milhões fixos, e <strong>foi tratada como uma operação financeira fora da curva. </strong>A consequência esportiva, entretanto, precisava ser resolvida por Abel.</p>



<p>Na primeira resposta,<strong> o treinador foi revelador e não tentou copiar o sistema de quando tinha Allan. </strong>Contra o Santos, na ida das quartas de final da Copa do Brasil, abandonou momentaneamente a estrutura com três zagueiros e voltou à linha de quatro. <strong>Giay e Piquerez passaram a ocupar os corredores como laterais, enquanto Marlon Freitas e Andreas Pereira ficaram por dentro, com Arias e Mauricio partindo de zonas mais avançadas.</strong> É uma mudança que diz muito: sem Allan, Abel perdeu uma peça que permitia usar o corredor direito de maneira agressiva sem necessariamente transformar o time em uma equipe de pontas tradicionais.</p>



<p>O resultado mostrou que havia outra maneira de produzir desequilíbrio. O Palmeiras venceu o Santos por 3 a 0, com dois gols de Flaco López e outro de Andreas Pereira. Não foi uma cópia do jogo que Allan fazia. <strong>O peso ofensivo foi redistribuído. </strong>Andreas apareceu na área, Flaco concentrou a presença de finalização e Arias e Mauricio ocuparam os espaços de criação. O Verdão, naquele momento, <strong>encontrou mais jogadores participando </strong>da construção das jogadas ofensivas.</p>



<h2><strong>A verdadeira mudança com a saída de Allan</strong></h2>



<p>Mas o mais interessante aconteceu depois, porque Abel não abandonou definitivamente a ideia que havia potencializado Allan. Contra a LDU, pela Libertadores, o treinador voltou aos três zagueiros. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/como-giay-ganhou-protagonismo-tatico-e-mudou-o-cenario-na-estrategia-de-abel-no-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Só que agora o corredor direito passou a ter Giay como ala, </a></strong>enquanto Lucas Evangelista e Marlon Freitas sustentaram a faixa central. Andreas estava suspenso. Arias recebeu liberdade mais adiantado, ao lado de Flaco e Vitor Roque. <strong>A SEP venceu por 1 a 0, teve 61% de posse, finalizou 28 vezes e construiu</strong> 2,77 de xG (expectativas de gols).</p>



<p>Essa partida ajuda a entender a verdadeira mudança provocada pela saída de Allan.<strong> Quando ele estava disponível, o ala direito podia ser também um agente de criação individual. </strong>Giay oferece outra coisa: amplitude, ocupação de corredor, apoio e disciplina estrutural. <strong>Para manter os três zagueiros, Abel passou a precisar que o protagonismo ofensivo</strong> fosse deslocado para dentro e para o lado esquerdo, além de depender mais da capacidade de Arias, Vitor Roque, Flaco e dos próprios meias para produzir o desequilíbrio que antes poderia começar nos pés de Allan.</p>



<h2><strong>Impacto da saída cobrou um resposta coletiva mais assertiva</strong></h2>



<p><strong>O jogo contra o Botafogo deixa essa diferença</strong> ainda mais evidente. No empate por 0 a 0, Abel começou com Giay, Gómez, Barboza e Piquerez atrás de Andreas, Marlon e Lucas Evangelista; Felipe Anderson, Mauricio e Flaco formaram a linha mais ofensiva. Arias e Vitor Roque entraram apenas no segundo tempo. É uma composição em que ganha capacidade de controle pelo meio, mas perde justamente aquela possibilidade de receber a bola aberta e ter Allan partindo para cima do marcador. <strong>O jogo ficou mais dependente da circulação coletiva para produzir vantagem.</strong></p>



<p>Isso ajuda a explicar uma característica dos jogos recentes. <strong>O Palestra continua conseguindo controlar partidas, mas precisa construir o ataque de maneira mais coletiva. </strong>Contra o Grêmio, por exemplo, terminou com 72% de posse, 31 finalizações, dez no alvo e nove escanteios, mas ficou no 0 a 0. Weverton fez dez defesas. O dado que a equipe consegue chegar ao último terço, <strong>mas já não tem aquela mesma fonte individual de progressão </strong>pelo corredor que poderia romper uma linha defensiva sem depender de uma sequência longa de passes.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/28174734/Saida-Allan-Palmeiras-Mudanca-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2022825"></figure>



<p>É aí que Andreas, Marlon e Lucas Evangelista ganham importância. Nenhum dos três precisa ser “o novo Allan”, porque esse seria justamente o erro da análise. <strong>Andreas oferece passe, associação e chegada, <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/marlon-freitas-assume-funcao-hibrida-e-coloca-uma-questao-no-palmeiras-de-abel" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Marlon dá sustentação e permite que outros avancem, </a>Lucas pode ocupar diferentes alturas e ajudar a conectar setores. </strong>A compensação acontece pela soma dessas características. O Palmeiras perdeu uma peça capaz de desequilibrar sozinha e passou a exigir <strong>mais participação coordenada</strong> de seus meio-campistas e atacantes.</p>



<h2><strong>Os desafios do Verdão pós-Allan</strong></h2>



<p><strong>A saída de Allan criou uma mudança que os números de gols do elenco ajudam a esconder. </strong>Flaco, Mauricio, Sosa, Arias e Vitor Roque passaram a dividir ainda mais o protagonismo ofensivo, enquanto o meio-campo ganhou a responsabilidade de sustentar essa distribuição. A questão é perceber que o time mudou a origem de suas jogadas de ataque. <strong>Antes, o sistema podia produzir superioridade a partir do corredor com um jogador </strong>que carregava e driblava, agora, precisa criar essa superioridade pela combinação entre estrutura, circulação e ocupação dos espaços.</p>



<p>Talvez seja justamente essa a principal cobrança que a saída de Allan deixou para Abel no segundo semestre.<strong> O Palmeiras não contratou um substituto porque decidiu preservar sua estratégia financeira e confiar no elenco. </strong>Só que confiar no elenco <strong>significa descobrir </strong>se Marlon, Andreas, Lucas, Arias, Giay, Mauricio, Flaco e Vitor Roque <strong>conseguem dividir entre si aquilo que antes um jogador concentrava em determinadas fases da jogada. </strong>Os resultados recentes mostram que essa adaptação já produziu vitórias e controle, mas também expuseram partidas em que o time precisou trabalhar muito mais para fabricar o mesmo tipo de rendimento. Allan saiu e o verdadeiro teste para o Palmeiras é saber se o protagonismo que ele concentrava consegue, de fato, <strong>ser transformado em protagonismo coletivo.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

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                <media:description type="plain"><![CDATA[Allan em ação pelo Palestra: sua saída exigiu atitude tática de Abel - (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-enfrenta-escolhas-nos-bastidores-que-vao-definir-seu-elenco-de-2027</guid>
          <title>Palmeiras enfrenta escolhas nos bastidores que vão definir seu elenco de 2027</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/palmeiras-enfrenta-escolhas-nos-bastidores-que-vao-definir-seu-elenco-de-2027]]></link>
          <pubDate>Mon, 28 Sep 2026 16:51:27 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[O Palmeiras já possui pilares definidos para começar a montagem de 2027 O desafio agora é descobrir quais peças conseguem completar essa estrutura 
<p>O <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras </a></strong>ainda está disputando três competições e, portanto, não existe motivo para transformar setembro em dezembro. Só que há uma decisão que o clube não pode deixar para depois: entender que time pretende ter em 2027. Não estou falando apenas de contratações. <strong>A questão passa por funções, hierarquia, jogadores emprestados, espaço para as Crias e até pelo desenho tático que Abel Ferreira consolidará até o fim desta temporada.</strong> O curioso é que o Verdão precisa montar o próximo elenco enquanto ainda tenta completar o atual. <strong>É como começar um quebra-cabeça sem ter terminado a imagem que está sobre a mesa.</strong></p>



<p>Isso ganha peso porque o Palestra constrói 2027 a partir de uma espinha dorsal contratual relativamente protegida e uma base de jogadores que já ganhou espaço no projeto. Carlos Miguel, Giay, Piquerez, Bruno Fuchs, Micael, Emiliano Martínez, Andreas Pereira, Mauricio, Allan, Facundo Torres, Paulinho, Vitor Roque e Flaco López, por exemplo,<strong> têm vínculos que avançam para além de 2026. </strong>Ao mesmo tempo, <strong>Gómez e Murilo seguem como referências defensivas e Abel tem contrato até o fim de 2027. </strong>Portanto, <strong>não se trata de desmontar o quebra-cabeça e começar outro: t</strong>rata-se de descobrir quais peças ainda faltam para completar a figura.</p>



<p>Abel encontrou em 2026 uma alternativa que ampliou a capacidade do Palmeiras de jogar com três zagueiros,<strong> usando Giay como ala e criando diferentes possibilidades</strong> para a ocupação do meio-campo e dos corredores. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/marlon-freitas-assume-funcao-hibrida-e-coloca-uma-questao-no-palmeiras-de-abel" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Marlon Freitas também acrescentou uma característica híbrida </a></strong>ao setor, podendo participar da saída, proteger a frente da defesa e avançar conforme o desenho da partida. Isso muda completamente a avaliação de uma peça.</p>



<h2><strong>O cenário dos setores expõem a lógica sobre os retornos</strong></h2>



<p>A mesma lógica aparece nas laterais. <strong>Arthur e Piquerez</strong> disputam espaço pela esquerda em um cenário no qual o time precise de amplitude mais alta quando joga com três zagueiros ou de uma participação mais equilibrada quando utiliza linha de quatro. Do outro lado, Giay ganhou importância justamente porque pode ser lateral, ala e uma peça de apoio na construção. <strong>Em um quebra-cabeça, duas peças podem ocupar a mesma região da imagem, mas apenas uma delas pode completar determinada combinação.</strong> No futebol, acontece algo parecido, já que dois jogadores podem ser classificados na mesma posição e oferecer respostas completamente diferentes.</p>



<p><strong>É por isso que os retornos de empréstimo entram com tanto peso nessa montagem. </strong>A SEP terá jogadores voltando ao fim da temporada, mas eles não encontrarão necessariamente o mesmo elenco que deixaram. Micael, por exemplo, é zagueiro e pode retornar para um setor no qual Gómez, Murilo, Fuchs e Benedetti já compõem alternativas.<strong> <a href="https://br.bolavip.com/mercado-da-bola/romulo-convites-do-exterior-brilha-no-novorizontino-e-palmeiras-define-futuro-do-meia-para-2027" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rômulo volta de um período em que ganhou protagonismo</a> </strong>ofensivo no Novorizontino, enquanto Gilberto foi emprestado justamente para ganhar rodagem diante da concorrência na lateral esquerda. <strong>Neste contexto, é preciso identificar qual peça cada retorno acrescenta ao desenho que já existe.</strong></p>



<h2><strong>Eles voltam, mas será que ficam no Verdão transformado?</strong></h2>



<p><strong>Essa diferença é importante porque um retorno pode resolver uma carência, mas também pode criar uma nova disputa. </strong>Se Micael voltar e convencer Abel de que está pronto para integrar a rotação, a necessidade de buscar outro zagueiro muda. Se um lateral emprestado oferecer características que hoje não existem no elenco, o mercado pode ganhar outra prioridade. Se um meio-campista retornar e encontrar uma zona já congestionada, sua presença terá outro peso. Seguindo a analogia lúdica, uma peça não é avaliada isoladamente, <strong>seu valor depende do espaço vazio que ela consegue preencher.</strong></p>



<p><strong>Raphael Veiga também aparece nessa fotografia</strong>, mas sua situação precisa ser observada dentro dessa lógica maior. O meia está emprestado ao América-MEX e sua situação contratual e esportiva terá implicações próprias. <strong>O ponto aqui é perceber como uma decisão individual pode movimentar várias outras peças. </strong>Um retorno altera a hierarquia; a hierarquia interfere nas oportunidades; as oportunidades influenciam uma eventual contratação; e uma contratação pode modificar novamente a hierarquia. <strong>É uma cadeia. Ou, neste caso, uma sequência de peças que só faz sentido quando observada no conjunto.</strong></p>



<p><strong>O mesmo vale para Caio Paulista, Bruno Rodrigues, Gilberto, Luighi e os demais jogadores que podem retornar. </strong>Cada caso precisa ser analisado pelo estágio em que o atleta chega e pela necessidade concreta do Palmeiras. Luighi, por exemplo, foi emprestado ao New York City com opção de compra depois de não conseguir se firmar entre os profissionais. <strong>A experiência pode ajudar a definir se existe um caminho de retorno</strong>, uma nova negociação ou uma continuidade fora do clube. O contrato longo, sozinho, não transforma uma peça em solução. É preciso saber se ela encaixa na imagem que o clube está tentando montar.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="940" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/28164729/Montagem-elenco-Palmeiras-2027-940x1672.webp" alt="" class="wp-image-2022813"></figure>



<p><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/nova-regra-de-estrangeiros-desafia-palmeiras-a-acelerar-suas-crias-quem-esta-pronto" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Essa lógica também coloca a base no centro do planejamento.</strong> </a>O Palmeiras não pode olhar para os jogadores formados na Academia apenas como alternativa financeira ou obrigação de composição de elenco. <strong>A mudança aprovada pela CBF cria uma circunstância concreta para 2027: </strong>o limite de estrangeiros relacionados por partida cairá de nove para oito, enquanto a lista de inscritos terá 30 vagas na Lista A e 20 na Lista B, destinada a atletas sub-23. A mudança será gradual até 2030. Isso aumenta <strong>a importância de identificar quais Crias conseguem ocupar uma posição real </strong>dentro do quebra-cabeça de Abel.</p>



<p>Isso explica por que a reta final de 2026 terá valor mesmo quando não houver novidade no mercado.<strong> Cada sequência de jogos acrescenta uma peça ao diagnóstico de Abel. </strong>Marlon pode confirmar sua utilidade híbrida; Giay pode ampliar sua importância como ala; um atacante pode transformar minutos em argumento; um reserva pode mostrar que determinada função está melhor preenchida por outro jogador.<strong> Vale lembrar que a pressão por títulos reduz o espaço para experimentos. </strong>Em uma partida decisiva de Libertadores, o treinador não escala pensando em descobrir quem será útil seis meses depois. Escala pensando em vencer aquela partida.</p>



<h2><strong>Atenção na hierarquia e no dinamismo no final da temporada</strong></h2>



<p>Daí nasce a contradição que pode definir o próximo elenco. Uma campanha muito longa pode fortalecer determinados jogadores, aumentar a hierarquia dos titulares e, ao mesmo tempo, impedir que outras peças sejam suficientemente testadas. Um atleta pode terminar 2026 valorizado sem ter recebido muitos minutos simplesmente porque o time encontrou uma formação competitiva. <strong>Outro pode terminar o ano com poucas oportunidades não necessariamente porque fracassou, mas porque a concorrência se tornou mais forte.</strong> A diretoria terá de separar essas duas situações para não confundir falta de espaço com falta de capacidade.</p>



<p><strong>O mercado será consequência desse diagnóstico. </strong>Se o Palmeiras entender que possui reposição interna para determinada função, a contratação pode perder prioridade. Se nenhum retorno resolver uma carência, o investimento externo ganha sentido. Se uma Cria demonstrar capacidade para entrar na rotação, uma vaga deixa de ser apenas um número disponível e passa a representar uma oportunidade de formação. Cada título, cada classificação, cada sequência de um jogador, cada retorno de empréstimo e cada oportunidade dada à base<strong> alteram a leitura do elenco. O clube quer chegar ao fim do ano com troféus, mas precisa chegar também com respostas.</strong></p>
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          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/28164909/Abel-Ferreira-3-1-e1790625036797-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Abel Ferreira ter[a que montar uma espécie de quebra-cabeça na formação do elenco para 2027 - Foto: César Greco - Sociedade Esportiva Palmeiras]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/marlon-freitas-assume-funcao-hibrida-e-coloca-uma-questao-no-palmeiras-de-abel</guid>
          <title>Marlon Freitas assume função híbrida e coloca uma questão no Palmeiras de Abel</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/marlon-freitas-assume-funcao-hibrida-e-coloca-uma-questao-no-palmeiras-de-abel]]></link>
          <pubDate>Sun, 27 Sep 2026 20:57:51 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[Os 4.673 minutos ajudam a explicar a confiança de Abel Ferreira. Mas a presença constante do volante também expõe uma dependência 
<p>Marlon Freitas se tornou uma espécie de tradutor do <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras</a></strong> de Abel Ferreira. Isso porque consegue interpretar diferentes necessidades do mesmo time. Aos 31 anos, <strong>o volante assumiu uma função que vai muito além da proteção à defesa:</strong> participa da saída, oferece equilíbrio, cobre os avanços dos companheiros e também aparece em zonas de finalização. O número de minutos ajuda a dimensionar a confiança que ele construiu, pois são 4.673 em 52 dos 56 jogos em 2026, com 49 titularidades. <strong>Entre jogadores de linha no futebol brasileiro, ninguém esteve mais em campo.</strong></p>



<p>Ele atua muito porque <strong>se transformou em uma peça capaz de resolver problemas diferentes dentro da estrutura de Abel.</strong> Quando o Verdão precisa iniciar a construção com segurança, ele aparece. Quando precisa proteger os zagueiros, está lá. Quando um lateral ou ala ganha liberdade para atacar, existe a possibilidade de Marlon compensar o espaço. É uma característica que ajuda a explicar por que um jogador que chegou inicialmente com a imagem de segundo volante terminou consolidado como primeiro meio-campista. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/marlon-freitas-aborda-como-sera-acionado-por-abel-ferreira-e-escancara-missao-ele-vai-me-potencializar-muito" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O próprio jogador já havia dito, no início do ano, </a></strong>que não via problema em atuar como 5 ou 8.</p>



<p><strong>Isso muda até a maneira de enxergar a saída</strong> <strong>de bola Alviverde. </strong>O camisa 17 não precisa ser o homem responsável por criar a última assistência para participar diretamente da construção. Sua importância começa alguns metros antes. Ao baixar para receber dos zagueiros, oferecer linha de passe e acelerar a circulação, ele ajuda a equipe a sair da primeira pressão. Quando recebe liberdade para avançar, <strong>o movimento de outro jogador precisa compensar sua posição.</strong> É justamente essa relação que torna sua função híbrida interessante: <strong>Marlon ajuda a reorganizar os espaços dos demais.</strong></p>



<p>Ser híbrido, no caso de Marlon, significa saber <strong>quando mudar de comportamento.</strong> Em determinados momentos, ele pode funcionar praticamente como o quinto jogador da primeira linha de construção, em outros, permanece à frente dos zagueiros para controlar a transição defensiva. Quando o Palmeiras sobe seus laterais ou alas, sua leitura passa a ser ainda mais importante. A função dele está na fotografia daquilo que acontece imediatamente antes da conclusão decisiva para que o time tenha liberdade de atacar sem se desmontar.</p>



<h2><strong>Entendendo a função híbrida do camisa 17…</strong></h2>



<p>Foi assim que o volante também passou a aparecer mais perto da área. O gol marcado contra a LDU, no jogo de volta das quartas de final da Libertadores, serve como evidência de que sua participação ofensiva ganhou novas camadas. <strong>Desta forma, o Maior Campeão do Brasil encontrou maneiras de fazê-lo chegar, enquanto preserva sua capacidade de sustentar o time.</strong></p>



<p><strong>Isso também ajuda a entender a parceria com Andreas Pereira. </strong>Quando Marlon assume a base da jogada, Andreas pode receber mais liberdade para avançar. Quando outros jogadores ocupam posições ofensivas, Marlon oferece a cobertura necessária. <strong>Não por acaso, a análise do início da temporada já apontava que a dupla havia ajudado o Verdão a ter mais posse e construção, enquanto Marlon se consolidava como o primeiro volante. </strong>É uma engrenagem menos chamativa do que um gol ou uma assistência, mas decisiva para entender por que o meio-campo consegue alternar controle e agressividade.</p>



<h2><strong>‘Marlondependência’ é a preocupação. Será que dá conta?</strong></h2>



<p>Só que existe um outro lado nessa história. <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/mapa-de-minutos-revela-diagnostico-sobre-a-profundidade-do-elenco-do-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Os 4.673 minutos também expõem o tamanho da dependência construída</a> </strong>ao longo da temporada. Marlon ficou fora de apenas quatro partidas e está muito à frente dos demais jogadores de linha em tempo de jogo. <strong>Murilo, segundo no elenco nesse ranking, aparece com 4.357 minutos. </strong>Em um calendário que ainda exige o time em diferentes competições, a pergunta deixa de ser apenas por que Abel confia tanto nele. <strong>Passa a ser: até onde o Palmeiras consegue funcionar sem ele?</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/27205022/Marlon-Freitas-hibrido-Abel-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2022463"></figure>



<p><strong>Essa é uma diferença importante. </strong>Ter um jogador capaz de executar várias funções é uma virtude de elenco. Precisar dele praticamente o tempo inteiro pode se transformar em uma questão estrutural. <strong>A SEP tem outros meio-campistas, mas nenhum necessariamente reproduz a combinação de leitura</strong>, experiência, capacidade de construção e disponibilidade que Marlon entregou durante o ano. O próprio clube o colocou como um dos pilares do time desde o primeiro semestre, destacando sua importância tanto na transição entre defesa e ataque quanto no ambiente do elenco.</p>



<h2><strong>A síntese do palestra ‘abelista’?</strong></h2>



<p>Por isso, talvez <strong>Marlon seja um dos jogadores que melhor explicam o Palmeiras de Abel em 2026. </strong>Sua presença permite que outras peças sejam mais agressivas, que os laterais avancem, que Andreas jogue mais à frente e que a equipe alterne desenhos sem necessariamente perder sua referência de equilíbrio.<strong> É o tipo de jogador que pode passar despercebido</strong> quando o sistema funciona perfeitamente justamente porque boa parte do seu trabalho consiste em fazer com que os outros possam aparecer.</p>



<p><strong>E aqui está a grande questão que fica para o Palmeiras:</strong> Marlon Freitas virou indispensável porque é versátil ou ficou versátil porque o time passou a depender dele? A resposta provavelmente está no meio do caminho. O volante se adaptou ao projeto de Abel, mas o projeto também encontrou nele uma solução para diferentes problemas. O desafio agora é evitar que ela se transforme em dependência. Porque um Palestra realmente completo não pode ter apenas uma peça capaz de sustentar tantos desenhos, <strong>precisa ter mecanismos para continuar funcionando quando essa peça, inevitavelmente, precisar sair.</strong></p>
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          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

          <media:content url="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/27205445/Marlon-Freitas-1-e1790553408551-1200x740.webp" type="image/jpeg" medium="image" width="1200" height="740">

                <media:description type="plain"><![CDATA[Marlon Freitas em ação pelo Palestra: Ninguém jogou mais que ele em 2026 - Foto: Gilson Lobo/AGIF]]></media:description>

              </media:content>
        </item><item>
          <guid isPermaLink="true">https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniao-retorno-de-paulinho-cria-no-palmeiras-uma-duvida-maior-que-a-disputa-por-vaga</guid>
          <title>Opinião: Retorno de Paulinho cria no Palmeiras uma dúvida maior que a disputa por vaga</title>
          <link><![CDATA[https://br.bolavip.com/palmeiras/opiniao-retorno-de-paulinho-cria-no-palmeiras-uma-duvida-maior-que-a-disputa-por-vaga]]></link>
          <pubDate>Sun, 27 Sep 2026 23:19:02 -0300</pubDate>
          <description><![CDATA[O Palmeiras não ficou parado enquanto Paulinho enfrentava o longo processo de recuperação. As alternativas construídas pelo técnico agora entram diretamente na equação para o retorno 
<p>Paulinho está cada vez mais perto de voltar ao <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palmeiras,</a></strong> mas o significado desse retorno vai muito além da possibilidade de enfrentar o Bahia, no dia 8 de outubro. O atacante já trabalha no campo durante a Data Fifa e o clube espera que ele avance na transição física para ficar à disposição na retomada do Brasileirão. <strong>A notícia aponta que o Palestra terá a oportunidade de descobrir o que consegue extrair do camisa 10 quando ele tiver continuidade.</strong></p>



<p>O motivo está em um número que muda completamente a perspectiva sobre sua passagem pelo clube. <strong>Desde a chegada nas Alamedas, Paulinho participou de apenas 25 dos 132 jogos disputados pela equipe, </strong>segundo levantamento publicado pelo UOL. <strong>Isso representa menos de 20%</strong> dos compromissos e ajuda a explicar por que ainda existe uma diferença tão grande entre o jogador que o Verdão contratou e aquele que, de fato, conseguiu utilizar em campo.</p>



<p>Um jogador pode ser considerado relevante dentro do planejamento de um clube e, ao mesmo tempo, ter exercido influência limitada sobre o funcionamento da equipe justamente<strong> por não conseguir permanecer disponível por períodos suficientemente longos. Paulinho viveu esse paradoxo desde que chegou ao Palmeiras</strong> e agora se aproxima de mais uma tentativa de quebrá-lo.</p>



<p>A trajetória recente ajuda a entender o tamanho do desafio. Depois de encerrar um longo período afastado, <strong>Paulinho voltou a atuar em maio</strong> e passou por um processo de recondicionamento, com controle de carga e minutagem. Em julho, chegou a ser titular contra o Atlético-MG, mas voltou a ficar fora após <strong><a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/dr-rubens-sampaio-detalha-o-desafio-neuromuscular-enfrentado-por-paulinho-no-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">um novo problema no adutor. </a></strong>Agora, trabalha novamente para retornar. <strong>O histórico faz com que a simples liberação para jogar não possa ser confundida com uma retomada imediata da antiga condição competitiva.</strong></p>



<h2><strong>Atacante recuperado, mas em um Verdão diferente</strong></h2>



<p>Só que existe uma diferença importante desta vez, <strong>já que o Palmeiras que Paulinho encontrará não será exatamente o mesmo que deixou. </strong>Durante sua ausência,<strong> <a href="https://br.bolavip.com/palmeiras/paulinho-deixa-uma-lacuna-que-vai-alem-de-sua-posicao-no-ataque-do-palmeiras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Abel precisou construir outras combinações ofensivas,</a> </strong>distribuiu minutos, testou alternativas e desenvolveu soluções com os jogadores disponíveis. <strong>O time continuou andando </strong>enquanto o camisa 10 fazia o caminho contrário, tentando recuperar o próprio ritmo. E esse movimento cria uma consequência natural para o retorno.</p>



<p>O atacante encontrará um setor ofensivo que ganhou novas possibilidades sem sua presença. É por isso que o debate mais interessante não é simplesmente saber quem será titular quando o atacante estiver liberado. <strong>A questão é entender qual função Abel poderá dar a ele dentro de uma estrutura que passou por transformações durante seu período de ausência.</strong> Felipe Anderson, Mauricio, Jhon Arias, Vitor Roque e outras peças também fazem parte desse quebra-cabeça, mas a resposta não precisa necessariamente significar a saída automática de alguém.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="941" height="1672" src="https://media.bolavip.com/wp-content/uploads/sites/27/2026/09/27190738/paulinho-retorno-941x1672.webp" alt="" class="wp-image-2022433"></figure>



<p>Esse é o ponto que torna o retorno de Paulinho uma decisão mais incômoda do que parece. Quanto mais o Alviverde constrói alternativas sem determinado jogador, mais complexa fica a tarefa de recolocá-lo na engrenagem. Não porque seu valor diminua,<strong> mas porque o futebol não congela enquanto um atleta está no departamento médico. </strong>O time aprende, outros jogadores ocupam espaços, relações são construídas e determinadas soluções passam a fazer parte do repertório de Abel.</p>



<h2><strong>O que Paulinho pode entregar em uma sequência ainda é incógnita</strong></h2>



<p>Ao mesmo tempo, seria precipitado transformar essa situação em uma espécie de julgamento sobre Paulinho. <strong>O atacante ainda não teve a principal oportunidade que um jogador precisa para ser realmente avaliado: sequência. </strong>O próprio histórico mostra que a SEP quase sempre recebeu pequenas amostras de sua participação. <strong>Em 2025, foram 16 jogos; em 2026, antes do novo afastamento, apenas nove. </strong>O problema é descobrir o que ele tem capacidade de entregar quando consegue permanecer em campo.</p>



<p>E aqui aparece uma oportunidade importante para o Palmeiras. Se a recuperação evoluir como o clube espera, Paulinho poderá finalmente ser analisado dentro de uma sequência real de trabalho, partidas e decisões. Isso permitirá a Abel entender<strong> quais companheiros potencializam seu futebol, quais funções ele consegue exercer com regularidade</strong> e de que maneira sua presença modifica o comportamento ofensivo da equipe.</p>



<h2><strong>O paradoxo da camisa 10 palestrina</strong></h2>



<p><strong>O paradoxo é curioso:</strong> a ausência prolongada pode ter dificultado a consolidação de Paulinho, mas também criou um cenário no qual seu retorno será testado diante de um time mais maduro e de um elenco que encontrou outras respostas. Ele não volta para um Palmeiras que ficou esperando.<strong> Volta para um Palmeiras que continuou se transformando sem ele.</strong></p>



<p>O verdadeiro desafio de Paulinho talvez seja maior do que recuperar espaço no elenco. Ele precisa transformar disponibilidade em continuidade e continuidade em influência. <strong>O Alviverde já conhece o potencial que o levou a investir no atacante.</strong> O que ainda não conseguiu descobrir é o tamanho da contribuição que Paulinho pode oferecer quando finalmente tiver uma sequência suficientemente longa para deixar de ser<strong> uma promessa de solução e passar a fazer parte, de maneira constante, da solução.</strong></p>
]]></description>
          <dc:creator><![CDATA[Rafael Leitão]]></dc:creator>
          <category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

          

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                <media:description type="plain"><![CDATA[Paulinho durante treino na Academia: O camisa 10 estará de volta após a Data FIFA - Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon]]></media:description>

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