Nesta terça-feira 14), o São Paulo entra em campo pela fase de grupos da Sul-Americana. No Morumbis, às 19h, recebe o O’Higgins — daqueles jogos que, no papel, parecem rotina, mas em campo costumam cobrar atenção redobrada.
O Tricolor encara a equipe chilena após vencer seu primeiro duelo na competição continental, após vencer o Boston River por 1 a 0. O duelo é uma briga direta pela liderança, já que o O’Higgins está com os mesmos 3 pontos do SPFC, porém, na primeira colocação, já que tem vantagem de um gol no saldo.
Segundo análise da jornalista Izabella Giannola, do portal Lance!, O O’Higgins chega com aquele perfil que tem como principal trunfo a coletividade. Sob o comando de Lucas Bovaglio, a equipe ganhou mais densidade competitiva, sobretudo quando o assunto é competição internacional, onde costuma crescer de tamanho.
Está confiante no trabalho de Roger Machado no Tricolor?
Está confiante no trabalho de Roger Machado no Tricolor?
0 PESSOAS JÁ VOTARAM
Clube chileno surpreendeu o Bahia de Rogério Ceni
A eliminação do Bahia na fase preliminar da Libertadores ainda serve como cartão de visita: não foi acaso, foi método. É um time que sustenta intensidade do começo ao fim, como se o relógio jogasse a favor dele.
Nesse pacote, o jogo aéreo aparece como uma das principais armas, quase um hábito. Bola levantada na área raramente é só tentativa: é plano. Na construção ofensiva, a ideia passa pelas pontas, com extremos capazes de acelerar o jogo e dar algum tempero à transição. Lá na frente, Arnaldo Castillo funciona como referência fixa — daqueles centroavantes que não precisam de muito espaço, mas vivem bem do alto. E, nesse cenário, qualquer cruzamento vira meio perigo anunciado.

Calleri está de volta e vai encarar a equipe chilena – Foto: Erico Leonan / São Paulo FC
Francisco González é um desses casos raros em que os números não mentem nem precisam de legenda: sete gols e sete assistências em 16 jogos, uma produção que o transforma em peça central sem cerimônia. No gol, Omar Carabalí atravessa fase segura, dessas que costumam render mais do que defesas importantes: chamam atenção de fora também. Não por acaso, já entrou no radar de Sebastián Beccacece para a seleção do Equador.
O que Roger pode explorar no ponto fraco do adversário?

No futebol, costuma haver uma conta simples — e raramente perdoa: quem se lança muito ao ataque, cedo ou tarde paga juros na defesa. O O’Higgins vive exatamente essa tensão. A intensidade ofensiva, que é virtude e identidade, às vezes abre mais portas do que gostaria na própria retaguarda.
A organização sem a bola nem sempre acompanha o ritmo da ambição com ela. Some-se a isso um problema objetivo: a ausência de Miguel Brizuela, peça importante na sustentação do sistema defensivo. Sem ele, o setor perde não apenas um nome, mas um ponto de referência.






