A seleção do Egito saiu da Copa do Mundo de 2026 ‘engasgada’ após a polêmcia envolvendo a arbitragem no jogo contra a Argentina na última terça-feira (7), que levou a classificação dos sul-americanos no Mundial. O principal questionamento foi o gol anulado de Mostafa Ziko, que poderia ter ampliado a vantagem egípcia.
O lance aconteceu aos 58 minutos da partida. Após uma jogada rápida de ataque, Ziko finalizou e balançou as redes, levando a torcida do Egito à comemoração. No entanto, o árbitro foi chamado pelo VAR para revisar o início da jogada.
Na análise, a equipe de arbitragem apontou uma falta em Lisandro Martínez, da Argentina, ainda na construção do lance. O defensor teria sofrido um pisão antes da sequência ofensiva, e a infração acabou sendo considerada suficiente para invalidar o gol. Com a decisão, o placar permaneceu favorável aos egípcios por 1 a 0 naquele momento.
Especialistas questionam decisão do VAR em lance do Egito
A decisão, porém, dividiu opiniões entre especialistas em arbitragem. O narrador e analista Juan Guzmán Gasso, da W Deportes, afirmou que a revisão poderia não estar dentro do protocolo permitido pelo VAR.
Segundo ele, a infração aconteceu no campo de ataque do Egito e não teria relação direta com as situações previstas para revisão pelo protocolo de ataque promissor (APP). Na visão do comentarista, a jogada deveria ter seguido normalmente, já que a Argentina estava organizada defensivamente no momento do lance.
Outros analistas também levantaram dúvidas sobre a atuação da arbitragem. A principal discussão foi se a falta sofrida por Martínez realmente poderia ser revisada pelo VAR, já que o contato aconteceu antes de uma sequência longa de passes até a finalização de Ziko.
Egito também reclamou de outros lances durante a partida
Além do gol anulado, a arbitragem voltou a ser questionada por possíveis faltas dentro da área envolvendo jogadores egípcios. Alguns comentaristas citaram chegadas sobre Mohamed Salah que poderiam ter sido avaliadas com mais atenção, mas os lances não passaram por revisão.
Apesar da reclamação egípcia, a Argentina conseguiu administrar o resultado e seguiu viva na competição. O episódio, porém, reacendeu o debate sobre os limites de atuação do VAR e até onde a tecnologia deve interferir em jogadas decisivas.
Vale mencionar também que a Federação Egípcia de Futebol apresentou uma denúncia formal à Fifa. A entidade pede investigação sobre a atuação do árbitro francês François Letexier e dos assistentes Cyril Mugnier e Mehdi Rahmouni, além do afastamento do trio do restante da competição.




