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OPINIÃO

Empate no Gre-Nal 452 escancara limitações e reforça necessidade de ajustes no Grêmio

Empate no Gre-Nal 452 evidencia problemas ofensivos e necessidade de ajustes no Grêmio.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA
© Lucas Uebel/Gremio FBPAFoto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Mudança tática trouxe mais proteção, mas equipe segue com dificuldades ofensivas e pouca criatividade

O empate no Gre-Nal 452 deixou uma sensação clara: o Grêmio até corrigiu parte dos problemas, mas ainda está longe do que precisa apresentar. Foi um clássico travado, de baixo nível técnico e com pouca inspiração.

A principal mudança foi a formação com um tripé de volantes, que deu mais sustentação defensiva. A equipe sofreu menos, cedeu poucos espaços e conseguiu controlar melhor as ações do Internacional.

Por outro lado, essa melhora defensiva expôs ainda mais a dificuldade ofensiva. O Grêmio praticamente não criou situações claras de gol e teve enorme dificuldade para conectar meio e ataque.

Problemas individuais e falta de função clara

Mais uma vez, Tetê foi um dos pontos negativos. Errou passes simples, demonstrou pouca confiança no um contra um e não teve presença ofensiva que justifique sua sequência como titular.

Na frente, Carlos Vinícius praticamente não recebeu uma bola em condições de finalizar. Ficou isolado, sem abastecimento e sem participação efetiva no jogo.

O Grêmio deve mudar o esquema tático após o Gre-Nal?

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Chamou atenção também a declaração de Luís Castro, que apontou Tetê e depois Enamorado como responsáveis pela função de camisa 10. Na prática, isso não aconteceu. Nenhum dos dois centralizou ou assumiu o papel de articulação, e os volantes acabaram se revezando de forma improvisada na chegada ao ataque.

Esquema precisa ser revisto com urgência

Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Fica cada vez mais evidente que o modelo com dois extremos não se encaixa nas características do elenco atual. Falta conexão pelo meio, falta presença criativa e sobra previsibilidade. A comissão técnica precisa enxergar isso com mais clareza.

Individualmente, Cristian Pavón segue mostrando limitações técnicas evidentes. Tem entrega e vontade, mas não apresenta nível para sustentar uma titularidade. Já Pedro Gabriel não sentiu o peso do clássico, mas teve atuação discreta. No geral, foi um Gre-Nal muito ruim tecnicamente — talvez um dos mais fracos dos últimos tempos — e que reforça a necessidade urgente de evolução no Grêmio.