A negociação entre Flamengo e Leonardo Jardim está muito bem encaminhada, e o treinador português deve ser o substituto de Filipe Luís. Caso mantenha a base do sistema que utilizou no Cruzeiro na temporada passada, mudanças estruturais importantes podem acontecer no time rubro-negro.

Leonardo Jardim está disposto a ouvir oferta para voltar ao futebol – 
Foto: Pedro Vilela/Getty Images
© Getty ImagesLeonardo Jardim está disposto a ouvir oferta para voltar ao futebol – Foto: Pedro Vilela/Getty Images

No clube mineiro, Jardim utilizava uma espécie de 4-2-3-1, com apenas um ponta de origem para dar profundidade. No Flamengo, essa função pode ser ocupada por Samuel Lino, Gonzalo Plata ou Everton Cebolinha, dependendo do momento físico e técnico de cada um.

Do outro lado, o treinador costuma escalar um meio-campista com características mais construtivas e de sustentação, semelhante ao papel desempenhado por Christian no Cruzeiro. No elenco atual, esse perfil pode ser adaptado para dar maior equilíbrio ao setor central.

Protagonismo para camisa 10 e centroavante do Flamengo

Uma das marcas do trabalho de Jardim é potencializar o talento do camisa 10 e do centroavante. No Cruzeiro, Matheus Pereira e Kaio Jorge viveram grandes fases sob seu comando.

Arrascaeta – Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo

No Flamengo, isso pode significar mais protagonismo para Arrascaeta e Pedro. O meia uruguaio tende a ser o cérebro da equipe, enquanto Pedro pode voltar a ser a principal referência ofensiva dentro de um modelo que privilegia presença de área e finalização.

Possível esboço do novo Flamengo

Se repetir a lógica utilizada anteriormente, um possível desenho inicial poderia ter Rossi no gol; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro na defesa. O meio-campo seria formado por Jorginho e Pulgar como dupla de base, com Arrascaeta centralizado. Paquetá atuaria como meia aberto pelo lado, mas com liberdade para cair por dentro na construção. Do outro lado, Cebolinha poderia ser o ponta responsável por dar amplitude. Na frente, Pedro como referência.

A tendência é de um time mais estruturado no meio, com menos extremos fixos e maior controle do jogo por dentro. Caso confirmado, Leonardo Jardim pode promover um Flamengo mais equilibrado e com papéis bem definidos dentro de campo.