No Atlético, a defesa principal continua fechada como porta de cofre — e, nesse cenário, Vitão volta ao circuito habitual das promessas: o sub-20, onde o talento espera vez enquanto não encontra brechas para avançar na carreira.
Nesta quarta-feira (22/4), às 15h, na Arena MRV, ele entra em campo contra o Novorizontino pela 3ª rodada da Série B do Brasileirão Sub-20. É jogo com tabela, placar e disputa formal. Mas, para ele, é sobretudo oportunidade de circulação: o tipo de partida que mantém um jovem jogador visível quando o time de cima, por enquanto, não o enxerga.
A última vez em que Vitão vestiu a camisa do Atlético em campo já começa a se afastar no calendário: foram quase três meses de espera desde aquela partida em 14 de janeiro, contra o North, pelo Campeonato Mineiro.
Vitão deveria ter mais chances no time principal do Atlético-MG?
Vitão deveria ter mais chances no time principal do Atlético-MG?
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Vitão é figura presente nos treinos do CAM principal, mas falta espaço para ser escalado
Desde então, o zagueiro de 18 anos segue integrado ao dia a dia dos profissionais, treinando com o elenco principal e até aparecendo em algumas listas de relacionados. Mas, praticamente descartado pelo técnico Eduardo Domínguez.
Diante disso, foi o próprio jogador quem pediu para descer novamente ao sub-20, não por recuo, mas por necessidade. A ideia é simples e antiga: jogar para não perder o timing, manter o corpo em disputa e a cabeça em ritmo de partida.

Vitão pediu para não ficar parado e vai jogar no Sub-20 – Foto: Pedro Souza / Atlético
Vitão segue aparecendo com frequência nas listas da Seleção brasileira sub-20, uma espécie de validação paralela ao cotidiano no clube. Em março, por exemplo, ele esteve em campo no amistoso contra o Paraguai, reforçando essa condição de promessa acompanhada de perto fora de Belo Horizonte.
Ivan Román passou pelo mesmo caminho de Vitão
O caso do zagueiro ganha ainda mais contexto quando lembrado o que aconteceu recentemente no próprio Atlético. No ano passado, o chileno Ivan Román chegou cercado de expectativa, mas encontrou portas fechadas no elenco principal sob o comando de Cuca. Sem minutos imediatos entre os profissionais, acabou sendo reaproveitado em partidas do sub-20 — um caminho semelhante ao que Vitão agora também percorre, entre a vitrine e a espera.






