A Seleção Brasileira foi até o caldeirão de San Juan e, diante de um estádio lotado, empatou em gols com a Argentina, pela 14ª rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022. Durante a partida, o Brasil teve as melhores chances de gols, incluindo uma bola na trave em finalização de Fred. Sem Neymar, Tite usou a partida para dar rodagem para alguns jogadores, como Vini Jr, Raphinha, Matheus Cunha e Antony.

Se o resultado e a atuação foram satisfatórias, a arbitragem deixou a desejar. Aos 33 minutos do primeiro tempo, em uma jogada pelo lado direito, o zagueiro Otamendi, da Argentina, deu uma cotovelada na boca de Raphinha. O golpe foi tão forte que o atacante brasileiro passou o restante do primeiro tempo com um algodão na boca para limpar o sangue. No intervalo, tomou cinco pontos na região

O lance gerou indignação na Seleção Brasileira. Na avaliação da comissão técnica, dos jogadores e até das equipes de transmissão, era lance para cartão vermelho. Entretanto, o árbitro Andres Cunha (de campo), do Uruguai, não deu vermelho. A Conmebol divulgou o áudio do VAR que mostra que o também uruguaio Esteban Ostojic, árbitro de vídeo, recomendou apenas o cartão amarelo.

AVAR: Cuidado com o rosto

ASSISTENTE: Toca a perna, para mim não há golpe. Venha, por dúvidas.

AVAR: Cuidado com a cara.

ASSISTENTE: Eu não vejo golpe.

VAR: Com o antebraço, na cara. Me dá em velocidade normal, quero ver a intensidade.

VAR: É com o antebraço. Deu falta pelo menos?

AVAR: Não.

VAR: Eu considero que aqui, o gol é com o antebraço no rosto, com intensidade média. Sim, no rosto.

VAR: Isso me parece que é falta, de cartão amarelo, não considero cartão vermelho. Estamos de acordo?

AVAR: Estamos de acordo.

VAR: Andrés, checagem completa. Uso de braços indevido ao limite. E é fora da área

VAR: Me dá 10 segundos a mais, por favor. Volta.

AVAR: Espera, não recomeça, espera.

VAR: Vamos confirmar. Fora, o golpe é fora. Vamos, siga.

Na trasmissão da TV Globo, o comentaria de árbitragem Paulo César de Oliveira disse que houve erro do árbitro e do VAR e que o lance era de expulsão. O ex-árbitro disse que a pressão da torcida pode ter influenciado a equipe de arbitragem a não mostrar o cartão vermelho para Otamendi.