Brasil e Noruega medirão forças neste domingo (5), buscando a vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. O duelo eliminatório pelas oitavas começará às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
A seleção nórdica defenderá sua histórica marca de nunca ter perdido para os pentacampeões mundiais no retrospecto. Em quatro jogos, foram dois empates e duas vitórias dos europeus – uma delas no Mundial de 1998.
Naquela oportunidade, os noruegueses também contavam com um centroavante grandalhão: Tore Andre Flo. Além de marcar o gol de empate na virada por 2 a 1, também sofreu o pênalti de Júnior Baiano que decretou o triunfo contra o Brasil.
Haaland pode encarnar Tore Andre Flo contra o Brasil
Considerado o grande camisa 9 da atualidade no futebol mundial, Erling Haaland vem correspondendo às expectativas no retorno da Noruega às Copas depois de 28 anos. O atacante do Manchester City é um dos vice-artilheiros do Mundial com cinco gols, empatado com Harry Kane e atrás de Messi e Mbappé, ambos com sete.
Muitas vezes, Haaland não tem a sua presença notada nos jogos, não sendo tão participativo taticamente quando deixa a grande área. O que o torna ainda mais letal, pois em muitas oportunidades, precisa somente de uma chance para definir uma partida. Como aconteceu na 2ª fase, diante da Costa do Marfim.
Muito mais renomado mundialmente do que Tore Andre Flo, o Brasil precisa evitar que Haaland repita os feitos do algoz do escrete canarinho nos anos 90. Para isso, o time de Carlo Ancelotti procurará evitar espaços para os dois principais meio-campistas escandinavos.
O volante Sander Berge é visto como o organizador da equipe no setor. Já o armador Martin Odegaard é o responsável pelo último passe. O camisa 10 do Arsenal por vezes cai pela direita, na faixa do atacante Alexander Sorloth, que não tem as características de ponteiro por ser também um centroavante alto, assim como Haaland.
Se não há um ponta-direita de ofício na equipe do técnico Stale Solbakken, pela esquerda outra arma perigosa contra a defesa brasileira será Antonio Nusa. Autor de um golaço contra a Costa do Marfim, o atacante veloz e habilidoso é conhecido como o “Neymar norueguês“.
Brasil pode aproveitar problemas da defesa da Noruega
O ponto fraco da Noruega é o sistema defensivo. Mesmo com jogadores altos, apresenta deficiências na bola parada e é considerado lento. Apesar de atuar com uma equipe alternativa, a zaga nórdica foi facilmente envolvida pela França, na última rodada da fase de grupos, na goleada sofrida para os Bleus por 4 a 1.
Assim, o Brasil pode exercer uma marcação alta com o objetivo de apertar a saída de bola da defesa da Noruega. Além disso, é uma fórmula para a bola não chegar aos pés da dupla Berge e Odegaard, responsável por municiar o matador Haaland.
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