A ex-zagueira Aline Pellegrino, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2004, teve uma aposentadoria precoce no futebol. A ex-capitã da seleção brasileira deixou os gramados com apenas 30 anos. Mesmo sendo um dos destaques da equipe que tinha Marta, Formiga e Cristiane, ela resolveu pendurar a chuteira cedo. Em entrevista ao podcast Flow Sport Club, disse que “a cabeça cansou primeiro do que o corpo”.
“Eu olhava para trás e pensava: ‘Cara, já joguei tudo que tinha. Não vou ganhar dinheiro’. Já tinha feito tudo que tinha para fazer, e ainda faltava organização, contrato que não conseguia assinar… Eu sentia que não ia adiantar muito”, afirmou. “Bateu a crise dos 30. ‘O que eu fiz? O que juntei de grana? O que tenho? Preciso dar um grau’. Tomei a pressão”, completou.
Aline Pellegrino, porém, não se arrepende da decisão. Chegando aos 40, ela afirmou que poderia ter seguido o caminho de Formiga, por exemplo, que, aos 43, atua no São Paulo, mas que acredita ter feito uma boa escolha. “Nesses dez anos, estou fazendo outras coisas. Estou um passo à frente da turma que vai parar agora”, disse.
“Não sabia onde iria terminar, mas foi muito bom. Muitas vão parar e precisam dessa oportunidade, de serem técnicas, preparadoras físicas, gestoras, supervisoras… Hoje eu posso interferir um pouco do lado de cá”, afirmou.
Além do trabalho na CBF, Aline Pellegrino faz parte do Fifa Legends e é embaixadora da Conmebol. Pela seleção brasileira, a ex-zagueira conquistou a Copa América de 2010 e o Pan de 2007, disputado no Rio de Janeiro. A medalhista olímpica também foi vice-campeão da Copa do Mundo de 2007.




