A surpreendente eliminação da Alemanha frente ao Paraguai, no Mundial de 2026, abriu uma crise na Mannschaft, e Lothar Matthäus fez questão de expor as feridas. Além de apontar o dedo para a exibição de Kimmich, a lenda do futebol germânico revelou que o ambiente interno estava longe do ideal, expondo problemas de bastidores que sabotaram o rendimento da equipe em campo.
Ao falar ao jornal alemão, Bild, Matthäus apontou o dedo à organização interna, revelando que a estadia das famílias dos jogadores nos Estados Unidos e os complexos problemas logísticos gerados por essa situação acabaram por sabotar a preparação da seleção.
“Há muita coisa para processar, dentro e fora de campo. Problemas com as mulheres, famílias. Houve de tudo. Muitas manchetes. Não sei por que é que as famílias inteiras têm de estar presentes logo desde o início. Depois, houve questões com as viagens, as reservas de hotéis. Tudo isso foi um tema dentro da equipe”, iniciou o lendário camisa 10.
“Nunca saiu nas redes sociais, mas sei que aconteceu. Um ficava chateado com o outro porque a mãe de um pôde ir no voo e o outro pôde levar a mulher e os filhos. As famílias de outros tiveram de ir em voos comerciais”, contou o antigo jogador de 65 anos, que participou de cinco Copas do Mundo (1982, 1986, 1990, 1994 e 1998).
Para o ex-capitão, ambiente interno escondia problemas intensos
Segundo o ex-capitão,que fez história na Seleção Alemã, atuando como líbero, essa prioridade dada ao bem-estar das famílias tirou o foco dos jogadores e custou caro dentro de campo.
“No fim de contas, houve muita agitação que acabou por não passar para fora. O foco simplesmente não estava no Mundial. Havia sempre um dia livre para a família e mais outro a seguir. Não estavam na América há duas semanas e já as famílias inteiras lá estavam. Podiam chegar só nos quartos de final.”, criticou, Lothar Matthäus.
Matthäus alertou sobre polêmica no gol alemão
Vale ressaltar, que Matthäus já havia alertado sobre os polêmicos bastidores da Mannschaft, ao abordar a condução da escalação dos goleiros para a Copa. Isso porque, criticou como a reviravolta causada pelo técnico Julian Nagelsmann foi “um tapa na cara” de Oliver Baumann, do Hoffenheim. Baumann havia assumido a titularidade durante o período de transição e vinha se preparando para ser o dono da posição no Mundial, mas perdeu a posição no início da competição para Neuer.





