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Copa do Mundo

Irã expõe impasse sobre vistos para Copa do Mundo e cobra atitude da FIFA

Presidente da Federação Iraniana de Futebol está preocupado sobre participação no Mundial de diz não ter nada a ver com os Estados Unidos

Trump e Infantino durante sorteio para a a Copa do Mundo - (Photo by Jia Haocheng - Pool/Getty Images)
© Getty ImagesTrump e Infantino durante sorteio para a a Copa do Mundo - (Photo by Jia Haocheng - Pool/Getty Images)

A menos de um mês do apito inicial da Copa do Mundo, a presença da seleção iraniana no é uma incógnita. Mehdi Taj, o homem forte do futebol no Irã, disparou um alerta na última quinta-feira (14): o governo americano ainda não liberou os vistos da delegação. Sem autorização de entrada no país-sede, o “Team Melli” vê o sonho da Copa por um fio, enquanto cobra garantias urgentes da FIFA para evitar um vexame diplomático no gramado.

A sombra do conflito que incendiou o Oriente Médio em fevereiro agora paira sobre os gramados. Com a competição marcada para o intervalo entre 11 de junho e 19 de julho, a jornada esportiva do Irã tornou-se um refém da geopolítica.

O rastro de destruição deixado pelas ofensivas militares de Israel e das forças americanas contra Teerã transformou o que deveria ser uma celebração esportiva em um impasse diplomático carregado de incertezas. Neste contexto, o presidente da Federação Iraniana abordou a situação e expôs um encontro determinante.

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Reunião decisiva com a FIFA

“Amanhã, ou depois de amanhã, teremos uma reunião decisiva com a Fifa. Ela deve nos apresentar garantias, porque o problema dos vistos continua sem solução”, disse Taj, citado pela agência Irna. Vale ressaltar que a informação sobre o impasse com os vistos é do G1.

“Não recebemos nenhuma informação da outra parte sobre quem obteve vistos. Os vistos ainda não foram emitidos”, completou. Taj.

Seleção Iraniana aguarda vistos para disputar a Copa –  (Photo by Mohamed Farag/Getty Images)

Seleção Iraniana aguarda vistos para disputar a Copa – (Photo by Mohamed Farag/Getty Images)

Em um movimento que ignora o tabuleiro de guerra no Oriente Médio, Gianni Infantino, presidente da FIFA, reafirmou o compromisso com o sorteio original. A seleção iraniana terá que desembarcar no território de um de seus agressores militares para cumprir a tabela do Mundial. A decisão mantém a estrutura da Copa dividida entre a América do Norte, forçando um encontro inevitável entre inimigos políticos dentro das quatro linhas.

Tensão geopolítica e responsabilidade da FIFA

O abismo diplomático entre Teerã e Washington, aberto em 1980 durante a crise dos reféns, agora se materializa em uma via-crucis burocrática. Sem embaixada em solo iraniano, a seleção é obrigada a uma escala forçada em Ancara, na Turquia, apenas para trâmites de biometria.

Mehdi Taj foi incisivo ao separar o esporte da política externa: para ele, a responsabilidade de garantir o livre trânsito dos atletas é da FIFA, e não fruto de qualquer aproximação direta com o governo americano: “Nós não temos nada a ver com os Estados Unidos. Nos classificamos para a Copa do Mundo e é a FIFA que deve organizá-la”, declarou Taj.

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