A Copa do Mundo de 2026 promete ser uma das mais equilibradas da história. Com 48 seleções disputando o torneio nos Estados Unidos, México e Canadá, o Mundial reunirá estilos variados, gerações talentosas e equipes que chegam embaladas por campanhas sólidas nos últimos anos.
Entre as favoritas ao título, a Argentina tenta defender a taça conquistada em 2022, enquanto a França segue apoiada no talento de Kylian Mbappé. Espanha e Inglaterra aparecem como seleções em ascensão graças à força de suas novas gerações, enquanto Alemanha e Portugal apostam na experiência aliada à qualidade técnica de seus elencos.
O Brasil, agora comandado por Carlo Ancelotti, chega cercado de expectativa pela força ofensiva liderada por Vinícius Júnior e companhia. Além das principais potências, seleções como Holanda, Colômbia e Marrocos também surgem como candidatas a surpreender em um torneio que promete equilíbrio e grandes histórias.
México

México. Foto: Hector Vivas/Getty Images
Estilo de jogo: Sob o comando do experiente Javier Aguirre, o México aposta em uma sólida disciplina defensiva organizando-se em um 4-1-4-1. O time busca transições muito rápidas pelos lados e faz do fator casa um combustível para pressionar o adversário em blocos médios e altos.
Força/Principais peças: A grande referência ofensiva é o veterano Raúl Jiménez, vivendo grande fase. O meio-campo ganhou dinamismo com jovens Álvaro Fidalgo, enquanto a liderança fica a cargo do capitão e volante Edson Álvarez. No gol, a eterna figura de Guillermo Ochoa vai para sua sexta Copa.
Expectativa: Quartas de final. Jogando diante de sua torcida no Estádio Azteca e em Guadalajara, qualquer resultado abaixo das oitavas será um desastre histórico. O objetivo real é quebrar a “maldição” e alcançar o quinto jogo (quartas).
África do Sul

África do Sul. Foto: Zamani Makautsi/Gallo Images/Getty Images
Estilo de jogo: O técnico belga Hugo Broos moldou os Bafana Bafana em um 4-2-3-1 compacto, focado em fechar espaços atrás e sair em contragolpes fulminantes. É um time fisicamente forte, muito perigoso no jogo aéreo e que usa a velocidade extrema de seus pontas quando recupera a bola.
Força/Principais peças: A base é altamente entrosada, vinda do Mamelodi Sundowns e do Orlando Pirates. O goleiro e capitão Ronwen Williams dá muita segurança à meta. No ataque, a velocidade e o drible de Oswin Appollis e o faro de gol de Lyle Foster são as grandes armas.
Expectativa: Brigar por vaga no mata-mata. Como surpreendeu nas Eliminatórias Africanas (passando à frente da Nigéria), o time chega sem o peso do favoritismo, o que o torna um franco-atirador perigosíssimo no grupo.
Coreia do Sul

Coreia do Sul. Foto: Christian Bruna/Getty Images
Estilo de jogo: O técnico Hong Myung-bo costuma estruturar a equipe em um 4-2-3-1 moderno. É uma seleção caracterizada pelo ritmo intenso, pressão alta na saída de bola adversária e transições em velocidade máxima. O jogo flui muito bem através de passes rápidos e infiltrações verticais.
Força/Principais peças: O elenco conta com estrelas de primeiro escalão europeu. Kim Min-jae dita o ritmo na defesa, Hwang In-beom organiza o meio, enquanto o talento de Lee Kang-in e o faro de gol de Hwang Hee-chan alimentam o ataque. O capitão continua sendo Son Heung-min, em sua quarta Copa.
Expectativa: Oitavas de final. Pela qualidade técnica individual de seus principais jogadores, a Coreia do Sul entra no torneio visando avançar de fase e repetir (ou melhorar) a campanha de 2022, quando caiu nas quartas, diante do Brasil.
República Tcheca

República Tcheca. Foto: Gabriel Kuchta/Getty Images
Estilo de jogo: De volta ao Mundial pela primeira vez desde 2006, o técnico Miroslav Koubek tem preferência pelo esquema 3-4-2-1. É o time mais físico do grupo: atua em um bloco médio compacto, prioriza o preenchimento de espaços, foca na solidez defensiva e pode surpreender nos cruzamentos e nas bolas paradas.
Força/Principais peças: O paredão começa no gol com Matěj Kovář. O meio-campo tem a liderança pesada de Tomáš Souček e a criatividade de Pavel Šulc. No comando do ataque, a grande esperança de gols é o centroavante Patrik Schick, auxiliado pelo jovem talento Adam Hložek.
Expectativa: Brigar ponto a ponto pela classificação. A falta de pontas de elite pode fazer com que a equipe tenha dificuldades, mas a imposição física e o faro de Schick dão plenas condições aos tchecos de buscarem as oitavas.
Canadá

Canadá. Foto: Vaughn Ridley/Getty Images
Estilo de jogo: Sob o comando de Jesse Marsch, o Canadá atua em um ritmo vertical alucinante, geralmente estruturado em um 4-4-2 dinâmico. A equipe foca em uma pressão pós-perda agressiva e usa a velocidade de transição ofensiva como sua principal arma para desmontar as defesas adversárias.
Força/Principais peças: A grande estrela mundial é o ala Alphonso Davies, peça central na criação e escape do time. No comando de ataque, o faro de gol de Jonathan Daviddá o peso necessário na área, enquanto Stephen Eustáquio dita o ritmo e o equilíbrio no meio-campo. O fator casa (jogando em Toronto e Vancouver) será um combustível extra.
Expectativa: Oitavas de final. Depois de uma participação apagada em 2022, a evolução tática do elenco e a vantagem de jogar diante de sua torcida colocam os canadenses como fortes candidatos a liderar o grupo.
Suíça

Suíça. Foto: Alexander Hassenstein/Getty Images
Estilo de jogo: O time mais tradicional e cascudo do grupo. O técnico Murat Yakin monta uma equipe muito equilibrada, variando entre uma linha de três zagueiros (3-4-2-1) e um sólido 4-4-2. É uma seleção que sabe sofrer sem a bola, possui um meio de campo que foca muito no controle do ritmo e na eficiência das jogadas de bola parada.
Força/Principais peças: O elenco conta com lideranças históricas e muito experientes na Europa. O goleiro Gregor Kobel e o zagueiro Manuel Akanji dão segurança de elite mundial à defesa. No meio, o capitão Granit Xhaka é o coração e o termômetro do time, apoiando os gols de Breel Embolo.
Expectativa: Mata-mata regular (Oitavas/Quartas). A Suíça é a equipe de maior peso competitivo na chave. Pelo histórico recente em Copas e Eurocopas, entra como a favorita natural para avançar de fase.
Catar

Catar. Foto: Mohamed Farag/Getty Images
Estilo de jogo: O Catar do técnico Julen Lopetegui atua utilizando um 4-2-3-1. O plano base consiste em uma linha com quatro defensores, fazendo com que as subidas pelas laterais ocorram com mais facilidade. A equipe também costuma atuar com dois volantes.
Força/Principais peças: O grande diferencial da equipe continua sendo o entrosamento e o talento individual do ponta/meia Akram Afif, atual melhor jogador da Ásia. Ele faz uma parceria letal com o centroavante Almoez Ali. O meio-campo ganha sustentação com a dinâmica de Boualem Khoukhi e Lucas Mendes na defesa.
Expectativa: Franco-atirador. Após a dura experiência de sediar o Mundial de 2022 e cair na fase de grupos, a seleção evoluiu mentalmente e joga sem a pressão de antes. O objetivo é somar pontos e tentar beliscar uma vaga como um dos melhores terceiros colocados.
Bósnia e Herzegovina

Bósnia e Herzegovina. Foto: Dan Mullan/Getty Images
Estilo de jogo: De volta ao Mundial após garantir sua vaga em uma emocionante repescagem europeia, a Bósnia aposta no clássico estilo do leste europeu: forte imposição física, marcação em bloco médio/baixo e muita força aérea. O time costuma variar entre um 4-4-2 e um 4-2-3-1 para proteger a área e buscar os alas em cruzamentos na direção dos centroavantes.
Força/Principais peças: A liderança veterana passa pela longevidade de Edin Džeko, que ainda impõe muito respeito na área, além da experiência de Sead Kolašinac na linha defensiva. A renovação técnica e a criatividade do meio de campo ficam por conta de nomes como Ermedin Demirović e Amar Dedić.
Expectativa: Brigar pelo 2º lugar. O time é tecnicamente mais limitado na criação em velocidade se comparado a Canadá e Suíça, mas a sua dureza defensiva e eficácia na bola parada podem transformar qualquer partida em um cenário de equilíbrio total.
Brasil

Brasil. Foto: Rich Storry/Getty Images
Estilo de jogo: Sob o comando de Carlo Ancelotti, a Seleção Brasileira equilibrou o tradicional talento ofensivo com uma organização tática rígida. O time costuma atuar em um 4-2-4 ou 4-4-2 que preza pela posse de bola agressiva, amplitude pelos lados do campo e transição defensiva compacta para evitar contragolpes.
Força/Principais peças: O grande diferencial é o poder de fogo de seu quarteto ofensivo. Vini Jr. chega como o principal protagonista técnico, acompanhado pelo dinamismo de Raphinha e o faro de gol de jovens talentos, como Endrick. No meio-campo, a liderança passa pelo equilíbrio defensivo de Bruno Guimarães, respaldado pela segurança do goleiro Alisson.
Expectativa: Título. Para o Brasil, qualquer resultado que não seja a taça é considerado frustração. A equipe entra como franca favorita para avançar em primeiro lugar no grupo e pavimentar o caminho até a grande final em Nova York/Nova Jersey.
Marrocos

Marrocos. Foto: Franco Arland/Getty Images
Estilo de jogo: Conhecido pela organização defensiva impecável que chocou o mundo em 2022, o futebol marroquino evoluiu para um estilo mais impositivo. O time de Mohamed Ouahbi atua no 4-2-3-1 e sabe se fechar em linhas baixas como ninguém, mas hoje dita o ritmo com transições rápidas e alta qualidade técnica na saída de bola.
Força/Principais peças: A espinha dorsal é de elite mundial. O goleiro Yassine Bounou e o lateral-direito Achraf Hakimi garantem consistência atrás. O toque de criatividade e refino técnico no último terço fica por conta de Brahim Díaz e do artilheiro Ayoub El Kaabi.
Expectativa: Quartas de final. Marrocos não é mais surpresa. A seleção é a principal ameaça ao Brasil no grupo e tem futebol e elenco para brigar no topo, sonhando em repetir ou até superar a histórica semifinal da última Copa.
Escócia

Escócia. Foto: Kate McShane/Getty Images
Estilo de jogo: Sob a batuta de Steve Clarke, a Escócia é uma equipe extremamente competitiva e física, armada quase sempre em uma linha de três zagueiros (4-2-3-1 ou 3-5-2). O time foca no preenchimento de espaços no meio de campo, forte jogo aéreo (tanto defensivo quanto ofensivo) e transições em velocidade pelos alas.
Força/Principais peças: O capitão e lateral Andy Robertson é a principal válvula de escape, enquanto Scott McTominay e John McGinn dão o tom de intensidade, poder de marcação e chegada surpresa à área adversária.
Expectativa: Brigar pela segunda vaga. Os escoceses sabem que o confronto direto contra Marrocos será a chave para o torneio. A meta realista é quebrar a velha sina histórica e avançar pela primeira vez para a fase de mata-mata de um Mundial.
Haiti

Haiti. Foto: Vaughn Ridley/Getty Images
Estilo de jogo: A grande zebra e sensação das eliminatórias da Concacaf. O Haiti de Sebastien Migné joga adotando uma postura de resistência física em um bloco defensivo baixo, geralmente um 4-3-3. O esquema consiste em apostar numa boa saída de bola e explorar a velocidade isolada de seus atacantes.
Força/Principais peças: Coletivamente, o espírito de superação e a força física são os motores do time. Individualmente, o atacante Wilson Isidor é a referência de força na frente para reter a bola e cavar faltas, auxiliado pela velocidade de Duckens Nazon.
Expectativa: Aproveitar a experiência. O Haiti entra no grupo como o elo mais fraco e franco-atirador total. Conquistar um empate ou marcar gols contra potências como Brasil e Marrocos já será celebrado como um feito histórico para o país.
Estados Unidos

Estados Unidos. Foto: Kevin C. Cox/Getty Images
Estilo de jogo: Sob a batuta tática do técnico argentino Mauricio Pochettino, a seleção norte-americana joga com muita intensidade. O esquema base costuma ser o 4-2-3-1 ou o 4-3-3, caracterizado por uma forte pressão na saída de bola adversária, transições rápidas e forte apoio dos laterais.
Força/Principais peças: O grande líder técnico e capitão é Christian Pulisic. O meio-campo esbanja dinamismo com Weston McKennie, enquanto a velocidade no ataque fica por conta de Timothy Weah e a presença de área de Folarin Balogun. Os estádios prometem ser caldeirões a favor do time.
Expectativa: Quartas de final. Com o investimento feito na comissão técnica e jogando em casa, a cobrança nos EUA é gigante. Passar do grupo é obrigação; o objetivo real é alcançar o top 8 do mundo para consolidar o esporte no país.
Paraguai

Paraguai. Foto: Franco Arland/Getty Images
Estilo de jogo: O técnico Gustavo Alfaro devolveu à Albirroja a sua identidade histórica mais pura: uma defesa intransponível, muita combatividade e foco total na bola parada. O Paraguai normalmente se estrutura em um 4-4-2, que busca congestionar o meio de campo e “cozinhar” o ímpeto dos rivais, apostando em contra-ataques cirúrgicos.
Força/Principais peças: A solidez começa na zaga com Gustavo Gómez e Omar Alderete. No meio-campo, a vitalidade de Andrés Cubas dá sustentação para que o talento e a velocidade de Miguel Almirón e do jovem Julio Enciso alimentem as jogadas ofensivas.
Expectativa: Mata-mata (Oitavas de final). Após ficar de fora das últimas três edições da Copa, o Paraguai garantiu a vaga em sexto lugar na competitiva eliminatória da Conmebol. O time é difícil de ser batido e vai brigar ponto a ponto pela classificação.
Austrália

Austrália. Foto: Graham Denholm/Getty Images
Estilo de jogo: Sob o comando de Tony Popovic, os Socceroos praticam um futebol geralmente desenhado em um 4-4-2 ou 3-4-2-1. É uma equipe que foca no preenchimento de espaços, na robustez física e nas jogadas de velocidade.
Força/Principais peças: O capitão e goleiro Mathew Ryan continua sendo a grande referência de experiência. O zagueiro Alessandro Circati comanda a zaga e o meio-campo ganha combatividade com Jackson Irvine. No ataque, Nestory Irankunda é a aposta individual do time.
Expectativa: Brigar pela vaga como terceiro colocado. Embora venha de uma boa campanha em 2022 (onde caiu nas oitavas para a campeã Argentina), a Austrália caiu em um grupo onde seus adversários diretos possuem maior qualidade técnica. Os australianos terão de jogar no limite físico para surpreender.
Turquia

Turquia. Foto: Burak Kara/Getty Images
Estilo de jogo: De volta ao Mundial após longos 24 anos de ausência, a Turquia do técnico italiano Vincenzo Montella apresenta um futebol geralmente armado no 3-4-2-1. A equipe prioriza o controle técnico do jogo, com alta criatividade no meio e chutes de fora da área como apostas ofensivas.
Força/Principais peças: A equipe conta com uma das gerações jovens mais promissoras da Europa. O meia Hakan Çalhanoğlu é o cérebro e capitão do time. Logo à frente, Arda Güler dita a imprevisibilidade e o brilho técnico do ataque, apoiado pelo atacante Barış Alper Yılmaz.
Expectativa: Oitavas/Quartas de final. A Turquia é a grande ameaça ao favoritismo dos EUA na liderança do grupo. Se o sistema defensivo conseguir dar a estabilidade que o ataque pede, os turcos têm potencial de sobra para ser uma das grandes sensações deste Mundial.
Alemanha

Alemanha. Foto: Christian Kaspar-Bartke/Getty Images
Estilo de jogo: Sob o comando de Julian Nagelsmann, a Mannschaft atua em um 4-2-3-1 de altíssima rotação, baseado em posse de bola agressiva, pressão sufocante no campo de ataque e muita criatividade pelo centro. O time preza pela construção apoiada e movimentos de aproximação rápidos para furar blocos baixos.
Força/Principais peças: O cérebro e a magia do time residem em Florian Wirtz e Jamal Musiala, os grandes condutores técnicos. Na frente, Kai Havertz oferece versatilidade tática, enquanto o meio-campo ganhou sustentação física com Angelo Stiller e a liderança do capitão Joshua Kimmich. A zaga conta com a imposição de Antonio Rüdiger.
Expectativa: Semifinal/Briga por título. Após os fiascos nas últimas edições (quedas na fase de grupos em 2018 e 2022), a Alemanha chega estabilizada e com fome de provar que voltou ao primeiro escalão. É a favorita absoluta a liderar a chave.
Costa do Marfim

Costa do Marfim: Kate McShane/Getty Images
Estilo de jogo: A Costa do Marfim combina perfeitamente poder físico avantajado com refino técnico na velocidade. Costumam atuar em um 4-4-2 intenso. O plano passa por forte combate no meio de campo e transições ofensivas rápidas, utilizando a força de seus pontas.
Força/Principais peças: O meio-campo é liderado pela dinâmica e combatividade de Franck Kessié e Seko Fofana. Na frente, a velocidade de Simon Adingra e a capacidade de finalização de Oumar Diakité preocupam qualquer defesa. O sistema defensivo conta com a liderança do experiente Evan Ndicka.
Expectativa: Oitavas de final (com potencial de Quartas). Os marfinenses têm bola para brigar de frente com a Alemanha pelo topo do grupo e entram em disputa direta com o Equador pela vaga. É um elenco cascudo em torneios curtos.
Equador

Equador. Foto: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images
Estilo de jogo: O Equador se consolidou como uma das equipes mais competitivas das eliminatórias da Conmebol. Atua geralmente utilizando o 4-3-3, dando velocidade aos lados do campo, mas mantendo a segurança na defesa.
Força/Principais peças: Na defesa, Piero Hincapié e Willian Pacho dão extrema solidez. O meio-campo tem o motor e a imposição de Moises Caicedo, enquanto a joia Kendry Páez acrescenta a dose necessária de imprevisibilidade e criatividade para municiar o ataque.
Expectativa: Oitavas de final. O confronto contra a Costa do Marfim tende a ser uma verdadeira “final antecipada” valendo a classificação. O elenco equatoriano tem experiência internacional e intensidade para carimbar a vaga no mata-mata.
Curaçao

Curaçao. Foto: Graham Denholm/Getty Images
Estilo de jogo: A grande e emocionante surpresa das eliminatórias da Concacaf, Curaçao faz a sua estreia em Copas do Mundo. O time de Fred Rutten joga no 4-3-4-3, podendo usar um ou dois volantes, priorizando a posse de bola.
Força/Principais peças: A base da seleção é formada por atletas que atuam ou passaram pelo futebol holandês, trazendo experiência. O goleiro Eloy Room costuma ser muito acionado e é o pilar de liderança lá atrás. No meio, o veterano Leandro Bacuna tenta ditar o ritmo, enquanto a velocidade de Juninho Bacuna é a principal arma de escape.
Expectativa: Aproveitar a festa e somar pontos. Curaçao entra como o grande “bônus” do grupo para os adversários. Fazer um jogo competitivo contra a Alemanha na estreia ou arrancar um gol/ponto na competição já transformará a participação da ilha caribenha em um marco eterno.
Holanda

Holanda. Foto: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images
Estilo de jogo: Comandada por Ronald Koeman, a Holanda baseia seu futebol em um equilibrado 3-4-3 ou 4-3-3, que preza pela forte imposição física na defesa e inteligência na saída de bola. É uma equipe que tem uma transição rápida entre defesa e ataque, além de pressionar na marcação.
Força/Principais peças: O grande pilar de liderança e solidez continua sendo o capitão Virgil van Dijk, muito bem acompanhado por Nathan Aké e pela segurança do goleiro Bart Verbruggen. No meio, o dinamismo passa por Tijjani Reijnders, enquanto o poder de decisão e qualidade ofensiva fica nos pés de Jeremie Frimpong e Denzel Dumfries.
Expectativa: Quartas de final. A Holanda entra como a favorita para liderar a chave. O elenco é experiente e tem como obsessão apagar as batidas na trave históricas e pavimentar o caminho até as fases decisivas da competição.
Japão

Japão. Foto: Mike Hewitt/Getty Images
Estilo de jogo: O técnico Hajime Moriyasu consolidou os Samurais Azuis como uma das seleções mais taticamente flexíveis e intensas do mundo. Jogando normalmente em um 3-4-2-1 ou 4-2-3-1, o Japão sufoca os adversários com uma forte pressão pós-perda.
Força/Principais peças: O elenco exala talento técnico. A genialidade na ponta fica por conta de Takefusa Kubo e da velocidade de Kaoru Mitoma. O meio-campo ganha inteligência e equilíbrio com Wataru Endo, enquanto a liderança defensiva é exercida por Takehiro Tomiyasu.
Expectativa: Oitavas de final. O Japão não entra mais em nenhuma Copa como coadjuvante. Após vencer gigantes europeus na última edição, a equipe tem futebol e repertório de sobra para brigar pela liderança do grupo diretamente com a Holanda.
Suécia

Suécia. Foto: Michael Campanella/Getty Images
Estilo de jogo: Sob a batuta do técnico Graham Potter, a Suécia vive uma revolução tática. A equipe atua em um 3-4-2-1, com a defesa contando com três zagueiros. Já o meio de campo é combativo, com transições rápidas pelos lados.
Força/Principais peças: O grande diferencial sueco está no terço final do campo. O centroavante Viktor Gyökeres chega ao Mundial cercado de expectativas como um dos camisas 9 mais letais do planeta. Ele forma uma parceria de altíssimo nível com o talento de Dejan Kulusevski e a habilidade de Alexander Isak.
Expectativa: Brigar pela classificação (Oitavas de final). A Suécia tem um dos ataques mais perigosos do torneio, mas o ponto fraco pode ser o equilíbrio defensivo. O confronto direto contra o Japão tende a ser espetacular e decisivo para definir o rumo dos suecos na chave.
Tunísia

Tunísia. Foto: Vaughn Ridley/Getty Images
Estilo de jogo: A Tunísia de Sabri Lamouchi sabe exatamente o contexto em que está inserida e aposta todas as suas fichas na disciplina tática. É a equipe mais defensiva do grupo, posicionando-se quase sempre em um 5-4-1 ou 4-5-1. A equipe conta com talentos que atuam na Europa para realizar as transições.
Força/Principais peças: A liderança técnica e o respiro criativo no meio-campo passam pelos pés de Ellyes Skhiri. O papel de criar as jogadas fica com o jovem Louey Ben Farhat, enquanto Rani Khedira garante a segurança defensiva.
Expectativa: Franco-atirador. Sendo sorteada ao lado de três forças com forte poder ofensivo, a Tunísia entra como o elo teoricamente mais frágil da chave. O objetivo realista é tentar roubar pontos dos favoritos, estragar os planos de alguém no grupo e brigar por uma das vagas como melhor terceiro colocado.
Bélgica

Bélgica. Foto: Daniel Bartel/Getty Images
Estilo de jogo: Com o técnico Rudi Garcia, o esquema utilizado passou a ser o 4-3-3, com características ofensivas e a verticalidade. O sistema defensivo costuma fazer a marcação em blocos. Também há apostas em contra-ataques.
Força/Principais peças: Embora Kevin De Bruyne continue sendo a mente brilhante e o líder técnico incontestável, o vigor do time está na juventude de nomes como Jérémy Doku e o faro de gol de Loïs Openda. O meio-campo ganha muita sustentação física e combate com Amadou Onana.
Expectativa: Quartas de final. A Bélgica entra como a grande favorita a liderar o grupo com tranquilidade. O objetivo é usar a fase de grupos para dar estofo competitivo aos jovens e tentar quebrar a barreira do top 8 mundial.
Egito

Egito. Foto: Alex Caparros/Getty Images
Estilo de jogo: O futebol egípcio se apoia na solidez de seu sistema defensivo, e o técnico Hossam Hassan mantém essa premissa. O time se estrutura em um 3-5-2 que baixa as linhas para proteger a própria área e aposta na verticalidade e nas corridas em diagonal para acionar seu principal craque.
Força/Principais peças: Tudo na seleção gira ao redor de Mohamed Salah, que busca fazer sua Copa do Mundo definitiva. Ele ganha a companhia e a criatividade de Mahmoud Trézéguet. A base do time joga junta no Al Ahly, o que garante um alto nível de entrosamento.
Expectativa: Mata-mata (Oitavas de final). O Egito tem o confronto direto contra o Irã como a grande decisão da sua chave. Se Salah estiver fisicamente inteiro, os Faraós têm totais condições de carimbar a vaga na segunda fase.
Irã

Irã. Foto: Mohamed Farag/Getty Images
Estilo de jogo: O Irã consolidou-se como a equipe mais dura e física de ser batida no futebol asiático. Atuando em um 4-2-3-1 ou 4-5-1, os iranianos, sob o comando de Amir Ghalenoei, jogam buscando um espaço para o contra-ataque.
Força/Principais peças: A grande dupla de ataque é formada pelo pivô Mehdi Taremi e Sardar Azmoun. No meio-campo, Saman Ghoddos dita os raros momentos de cadência técnica do time. Na defesa, conta com a experiência de Shojae Khalilzadeh.
Expectativa: Brigar ponto a ponto pela vaga. O Irã é o teste físico mais duro desse grupo. Os iranianos são fortes candidatos a avançar de fase, seja em segundo lugar ou como um dos melhores terceiros colocados.
Nova Zelândia

Nova Zelândia. Foto: Phil Walter/Getty Images
Estilo de jogo: Dominante absoluta na Oceania, a Nova Zelândia joga o Mundial sem qualquer tipo de peso ou pressão. O técnico Darren Bazeley monta a equipe em um 4-2-3-1, com equilíbrio defensivo e focando no poder de finalização do centroavante.
Força/Principais peças: A grande referência técnica, capitão e esperança solitária de gols é o centroavante Chris Wood, que vive grande fase na Premier League. A sustentação defensiva e a liderança na zaga ficam por conta do experiente Liberato Cacace e de Marko Stamenić no meio-campo.
Expectativa: Somar pontos e surpreender. A Nova Zelândia entra teoricamente como o elo mais frágil da chave. O objetivo realista é tentar segurar empates contra Egito ou Irã e explorar o faro de gol de Chris Wood para tentar pontuar e embolar a disputa no grupo.
Espanha

Espanha. Foto: Alex Caparros/Getty Images
Estilo de jogo: Comandada por Luis de la Fuente, a Espanha manteve a sua clássica identidade de posse de bola (tiki-taka), mas adicionou uma verticalidade letal. Jogando em um 4-3-3 de muita movimentação, a seleção espanhola sufoca os adversários com pressão alta, usa os pontas para alargar o campo e busca triangulações rápidas por dentro para desestruturar as defesas.
Força/Principais peças: A dupla de pontas tem a genialidade de Lamine Yamal pela direita e a velocidade de Nico Williams pela esquerda. No meio-campo, a dupla Rodri e Pedri garante o controle total do ritmo do jogo, enquanto Fabián Ruiz dá dinâmica nas chegadas à área.
Expectativa: Semifinal/Briga por título. Como atual campeã da Eurocopa, a Espanha entra no Mundial como uma das grandes favoritas a erguer a taça. No grupo, a expectativa é classificar em primeiro, duelando diretamente com o Uruguai pelo topo.
Uruguai

Uruguai. Foto: Ryan Pierse/Getty Images
Estilo de jogo: Sob a liderança do técnico argentino Marcelo Bielsa, o Uruguai transformou-se em uma das seleções mais intensas do planeta. O time atua em um 4-2-3-1, que pode se transformar num 4-3-3, baseado em uma pressão asfixiante por todo o campo, transições ofensivas em velocidade máxima e uma verticalidade forte.
Força/Principais peças: O meio-campo é liderado por Federico Valverde e Rodrigo Bentancur. Na frente, o comando de ataque tem a potência física e o faro de gol de Darwin Núñez, alimentado pela criatividade de Giorgian de Arrascaeta ou Nicolás de la Cruz.
Expectativa: Quartas de final/Semifinal. O Uruguai não é apenas candidato a passar de fase, mas sim a incomodar os gigantes europeus. O confronto contra a Espanha em Miami promete ser um dos melhores jogos de toda a fase de grupos.
Arábia Saudita

Arábia Saudita. Foto: Yasser Bakhsh/Getty Images
Estilo de jogo: Após investimentos massivos em sua liga local, a Arábia Saudita tenta colher os frutos no cenário internacional. Sob comando técnico de Georgios Donis, a equipe costuma se estruturar em um 4-2-3-1, variando pontualmente para o 4-3-3. É um time que foca em saídas rápidas de contra-ataque pelos lados do campo.
Força/Principais peças: A grande vantagem dos sauditas é o entrosamento, já que a esmagadora maioria do elenco atua junta no Al-Hilal e no Al-Nassr. O meia Salem Al-Dawsari continua sendo a referência técnica, acompanhado pela liderança de Mohamed Kanno no meio-campo e a velocidade de Firas Al-Buraikan na frente.
Expectativa: Brigar pelo 3º lugar/Franco-atirador. Os sauditas caíram em uma chave indigesta com duas potências mundiais (Espanha e Uruguai). O foco é vencer Cabo Verde e tentar uma vaga como um dos melhores terceiros colocados.
Cabo Verde

Cabo Verde. Foto: Phil Walter/Getty Images
Estilo de jogo: Uma das estreias mais festejadas e surpreendentes desta Copa do Mundo. Cabo Verde chega ao Mundial sem nada a perder. O time do técnico Pedro Leitão Brito joga no esquema 4-2-3-1, com solidez na defesa e transições rápidas.
Força/Principais peças: Individualmente, o atacante Ryan Mendes é o pilar de experiência e liderança, enquanto a criatividade e o escape em velocidade dependem muito de nomes como Jovane Cabral. O goleiro Vozinha costuma ser muito exigido e é uma liderança atrás.
Expectativa: Aproveitar o momento e pontuar. Sendo a menor nação do grupo e estreante absoluta, Cabo Verde entra como o elo teoricamente mais frágil. Conseguir um resultado positivo contra a Arábia Saudita ou equilibrar as ações contra os gigantes já fará da participação cabo-verdiana um marco na história do país.
França

França. Foto: Hannah Foslien/Getty Images
Estilo de jogo: Sob o comando consolidado de Didier Deschamps, a França pratica um futebol extremamente equilibrado, variando entre o 4-2-3-1 e o 4-3-3. É uma equipe que possui contragolpes letais e ultravelozes. A solidez defensiva e a eficiência nas transições são as marcas registradas.
Força/Principais peças: O elenco é um dos mais valiosos e profundos do planeta. A grande figura e capitão é Kylian Mbappé. Ele é acompanhado por nomes como Ousmane Dembélé e Aurélien Tchouaméni no meio-campo. Na defesa, William Saliba dá segurança à meta de Mike Maignan.
Expectativa: Final/Briga por título. Para a França, qualquer resultado diferente de chegar à final é considerado um tropeço. Entra como favorita absoluta a liderar a chave com 100% de aproveitamento.
Senegal

Senegal. Foto: Franco Arland/Getty Images
Estilo de jogo: Senegal se firmou como a seleção africana mais estável taticamente nos últimos anos. O time de Pape Thiaw joga em um 4-3-3 ofensivo. Prioriza um meio-campo combativo, com velocidade e imposição física.
Força/Principais peças: A liderança e a idolatria técnica continuam com o craque Sadio Mané. No entanto, a sustentação do time hoje passa pela vitalidade de Pape Matar Sarr no meio e pela explosão de Nicolas Jackson no comando do ataque. Na defesa, a experiência do capitão Kalidou Koulibaly dita o tom.
Expectativa: Oitavas/Quartas de final. Senegal tem bola e peso de camisa para passar de fase sem grandes sustos. O grande jogo da chave será contra a Noruega valendo a consolidação da segunda vaga (ou até uma surpresa contra os franceses).
Noruega

Noruega. Foto: Stuart Franklin/Getty Images
Estilo de jogo: De volta ao cenário principal do futebol mundial, a Noruega do técnico Ståle Solbakken joga normalmente estruturada em um 4-4-2 ou 4-2-3-1. O plano tático é desenhado para se adaptar aos principais nomes ofensivos, mas com forte defesa.
Força/Principais peças: A Noruega possui duas das maiores estrelas do futebol europeu. A referência máxima de gols é o centroavante Erling Haaland (Manchester City), um finalizador capaz de decidir jogos em um toque. O cérebro e capitão do time é Martin Ødegaard (Arsenal), responsável por clarear as jogadas e achar os passes milimétricos.
Expectativa: Mata-mata (Oitavas de final). Pela qualidade absurda de Haaland e Ødegaard, a cobrança é grande. O time tem totais condições de avançar, mas precisará mostrar uma solidez defensiva que muitas vezes faltou nas eliminatórias para segurar ataques de França e Senegal.
Iraque

Iraque. Foto: Azael Rodriguez/Getty Images
Estilo de jogo: O Iraque chega a este Mundial coroando uma excelente campanha de superação nas eliminatórias asiáticas. Sob o comando de Graham Arnold, costuma usar o 4-4-2, mas com adaptações de acordo com os seus adversários.
Força/Principais peças: A grande esperança de gols do país é o imponente centroavante Aymen Hussein, excelente no jogo aéreo e na função de pivô. No meio-campo, o jovem Zidane Iqbal é quem tenta trazer o controle técnico sob pressão para fazer o time respirar.
Expectativa: Franco-atirador. O Iraque caiu em uma das chaves mais pesadas de todo o torneio. Diante de defesas dominantes como as de França, Senegal e Noruega, pontuar ou arrancar um gol na competição já será um feito imenso e muito celebrado.
Argentina

Argentina. Foto: Marcelo Endelli/Getty Images
Estilo de jogo: Sob o comando consolidado de Lionel Scaloni, a atual campeã do mundo pratica um futebol de extrema inteligência tática e controle de ritmo. Jogando normalmente em um 4-3-3 móvel ou 4-4-2 com o meio-campo em losango, a Argentina foca na posse de bola e aproximação entre os meio-campistas.
Força/Principais peças: Lionel Messi é a grande referência técnica e mental da seleção. Já o motor da equipe está no meio-campo, liderado por Rodrigo De Paul, Alexis Mac Allister e Enzo Fernández. Na frente, o faro de gol de Lautaro Martínez e Julian Álvarez dá o peso necessário na área, enquanto a segurança de Emiliano “Dibu” Martínez fecha o gol.
Expectativa: Briga por Título. Como defensora do troféu, a Argentina entra com o peso do favoritismo absoluto para avançar em primeiro lugar no grupo e pavimentar o caminho rumo às fases finais da competição.
Áustria

Áustria. Foto: Christian Bruna/Getty Images
Estilo de jogo: De volta à Copa do Mundo após quase três décadas, a Áustria desenvolveu um dos estilos mais modernos e elogiados da Europa. A equipe é comandada por Ralf Rangnick e atua em um 4-2-3-1 de altíssima rotação, baseado em uma pressão asfixiante e coordenada no campo ofensivo. É um time que não deixa o adversário respirar e busca roubar a bola perto do gol rival para definir a jogada em poucos toques.
Força/Principais peças: A liderança e polivalência do capitão David Alaba guiam o time a partir da defesa. No meio-campo, a intensidade de Marcel Sabitzer e Konrad Laimer dá o tom físico e dinâmico, enquanto a criatividade de Christoph Baumgartner é o combustível para municiar o ataque.
Expectativa: Oitavas de final (com potencial de Quartas). A Áustria é uma equipe extremamente difícil de se enfrentar. Entra como a principal candidata a incomodar Argentina no grupo e tem futebol de sobra para ser uma das boas surpresas do mata-mata.
Argélia

Argélia. Foto: Simone Arveda/Getty Images
Estilo de jogo: A Argélia chega com o técnico Vladimir Petković e aposta em um futebol com forte presença física. Estruturada no 4-3-3, a equipe busca transições ofensivas rápidas, utilizando o talento individual e a velocidade de seus pontas.
Força/Principais peças: A liderança passa pelos pés do veterano Riyad Mahrez. No entanto, a força atual do time reside na energia de novos nomes, como a criatividade de Houssem Aouar no meio-campo e o faro de gol de Amine Gouiri e Mohamed Amoura na frente. Rayan Aït-Nouri dá apoio ofensivo pela lateral esquerda.
Expectativa: Brigar pela segunda vaga. O confronto direto contra a Áustria promete ser um choque de estilos fantástico e crucial para as pretensões argelinas. O objetivo real é voltar às oitavas de final, repetindo o feito histórico de 2014.
Jordânia

Jordânia. Foto: Lintao Zhang/Getty Images
Estilo de jogo: Uma das estreias mais festejadas desta edição da Copa, a Jordânia chega ao torneio tentando surpreender com Jamal Sellami. O time atua no esquema 3-4-3, que pode ter variações, dependendo do adversário. As transições são rápidas.
Força/Principais peças: Quase toda a esperança ofensiva e criativa do país está concentrada no meia-atacante Musa Al-Taamari, jogador de velocidade e excelente capacidade de drible. Ele ganha a companhia do centroavante Yazan Al-Naimat para tentar os contra-ataques.
Expectativa: Aproveitar o momento e pontuar. Sendo a estreante e o elo teoricamente mais frágil da chave, a Jordânia entra sem qualquer tipo de cobrança. Conseguir um gol ou arrancar um empate contra forças como Áustria ou Argélia já fará com que a participação dos jordanianos seja celebrada.
Portugal

Portugal. Foto: Kevin C. Cox/Getty Images
Estilo de jogo: Sob o comando do espanhol Roberto Martínez, Portugal pratica um futebol moderno, de muita posse de bola, triangulações rápidas e amplitude pelos lados do campo. O time costuma se estruturar no 4-3-3 ou no 3-4-2-1, se for utilizar três zagueiros.
Força/Principais peças: A liderança genial passa pelos pés de Bruno Fernandes e Bernardo Silva, responsáveis por ditar o ritmo. Na frente, há a velocidade de Rafael Leão. Enquanto a defesa conta com a liderança de Rúben Dias. O eterno capitão Cristiano Ronaldo atua como o grande amuleto do grupo.
Expectativa: Semifinal/Briga por Título. Portugal entra no Mundial com a clara obrigação de liderar a chave. Pela qualidade individual de suas peças, a seleção portuguesa é candidata real a chegar até as fases finais e brigar pela taça inédita.
Colômbia

Colômbia. Foto: Julio Aguilar/Getty Images
Estilo de jogo: Sob a batuta do técnico argentino Néstor Lorenzo, a Colômbia atua em um 4-2-3-1 ou 4-3-3 intenso, caracterizado por uma forte pressão pós-perda, compactação defensiva e transições ofensivas em velocidade máxima. É uma equipe que compete fisicamente no limite.
Força/Principais peças: O grande protagonista técnico e líder da equipe é Luis Díaz, um dos pontas mais perigosos. O meio-campo ganha muita combatividade e ritmo com Jefferson Lerma e Richard Ríos, enquanto a linha defensiva é liderada pela firmeza de Davinson Sánchez e Jhon Lucumí.
Expectativa: Quartas de final (no mínimo). A Colômbia vive um bom momento e tem futebol de sobra para duelar diretamente com Portugal pela liderança do grupo. Os Cafeteros entram no torneio consolidados como o “cascalho” que nenhuma grande potência quer enfrentar no mata-mata.
República Democrática do Congo

RD Congo. Foto: Agustin Cuevas/Getty Images
Estilo de jogo: O técnico francês Sébastien Desabre moldou a RD Congo em uma equipe muito sólida defensivamente. Os Leopardos costumam se alinhar em um 4-2-3-1, que aposta na velocidade em contra-ataques fulminantes.
Força/Principais peças: A grande referência técnica e esperança de gols do país é o centroavante Yoane Wissa, excelente na mobilidade e nos arremates de média distância. A equipe conta com a liderança do capitão Chancel Mbemba na zaga e o dinamismo de Charles Pickel para dar sustentação física ao meio-campo.
Expectativa: Brigar pela vaga como terceiro colocado. Em um grupo que conta com duas potências pesadas como Portugal e Colômbia, a missão congolesa é dura. O foco é tentar somar pontos cruciais nos confrontos diretos para carimbar a classificação ao mata-mata entre os melhores terceiros.
Uzbequistão

Uzbequistão. Foto: Anvar Ilyasov/Getty Images
Estilo de jogo: O Uzbequistão, do técnico Fabio Cannavaro, faz a sua histórica estreia em Copas do Mundo coroando uma evolução tática espetacular no continente asiático. O time varia entre o 4-2-3-1 e o 4-4-2. Tem uma defesa compacta e aposta em contra-ataques.
Força/Principais peças: O grande símbolo e craque da nação é o centroavante Eldor Shomurodov, capitão, maior artilheiro da história do país e o homem encarregado de reter a bola na frente. A juventude e a criatividade ficam por conta do meia Abbosbek Fayzullaev.
Expectativa: Franco-atirador. Sendo estreante absoluto na competição, o Uzbequistão entra sem qualquer tipo de peso ou cobrança. Arrancar um empate contra as forças do grupo ou vencer o duelo físico contra a RD Congo já transformará a participação da seleção uzbeque em um grande feito.
Inglaterra

Inglaterra. Foto: David Rogers/Getty Images
Estilo de jogo: Sob a liderança de Thomas Tuchel, a Inglaterra apresenta um futebol agressivo, técnico e vertical. O time costuma se desenhar em um 3-4-3 de muita posse de bola no campo adversário, pressão alta e rápida flutuação de seus meia.
Força/Principais peças: O capitão e referência absoluta de gols é Harry Kane. Logo atrás, a criatividade e a capacidade de decisão ficam por conta de Jude Bellingham e a velocidade de Bukayo Saka. No meio-campo, Declan Rice dá o equilíbrio defensivo necessário para liberar o pelotão de frente.
Expectativa: Semifinal/Briga por título. Para o bilionário elenco inglês, passar em primeiro no grupo é obrigação. O objetivo real e a cobrança da torcida britânica giram unicamente em torno de quebrar o longo jejum e erguer a taça da Copa do Mundo.
Croácia

Croácia. Foto: Julio Aguilar/Getty Images
Estilo de jogo: A Croácia é uma das seleções mais inteligentes do planeta. O time de Zlatko Dalić atua em um 4-3-3 cadenciado, que prioriza o controle absoluto do ritmo da partida através da troca de passes e da manutenção da posse de bola. É uma equipe que sabe sofrer em blocos médios e baixos, cometendo poucos erros individuais de posicionamento.
Força/Principais peças: Luka Modrić, em sua provável despedida dos Mundiais, segue como capitão. Ele lidera um meio-campo cerebral ao lado de Mateo Kovačić. Na defesa, a imposição física de Joško Gvardiol dá a solidez ao time, enquanto o ataque aposta no oportunismo de Andrej Kramarić.
Expectativa: Oitavas/Quartas de final. Embora o elenco passe por uma natural transição de idade, a camisa croata ganhou um peso gigantesco após os pódios em 2018 e 2022. Entra como franca favorita à segunda vaga, prometendo um duelo contra a Inglaterra em solo norte-americano.
Gana

Gana. Foto: Christian Kaspar-Bartke/Getty Images
Estilo de jogo: Com o técnico Carlos Queiroz, Gana aposta em um futebol de alta disciplina tática, verticalidade e transições ofensivas ultravelozes. Geralmente estruturada no 4-3-3, a equipe no condicionamento físico para ganhar as jogadas.
Força/Principais peças: O ataque ganha o reforço técnico de Iñaki Williams e Antoine Semenyo, enquanto o meio-campo tem a liderança e o combate de Thomas Partey. Já os pilares defensivos são o zagueiro Alexander Djiku e o goleiro Lawrence Ati-Zigi.
Expectativa: Brigar pela classificação (Oitavas de final). Os Estrelas Negras têm qualidade técnica e força física para incomodar a Croácia e roubar pontos cruciais no grupo. O confronto direto contra os croatas tende a ser a grande chave para as pretensões ganesas.
Panamá

Panamá. Foto: Hector Vivas/Getty Images
Estilo de jogo: Sob o comando do técnico dinamarquês Thomas Christiansen, os panamenhos costumam utilizar o esquema 3-4-2-1. Há uma consistência defensiva, permitindo que os alas avancem ao ataque.
Força/Principais peças: A força do time está no entrosamento e na disciplina do sistema defensivo, liderado por Michael Murillo. No meio-campo, Adalberto Carrasquilla é o responsável por ditar o ritmo e achar passes de ruptura para a velocidade de Ismael Díaz e José Fajardo no ataque.
Expectativa: Franco-atirador. O Panamá caiu em uma chave indigesta, tendo que enfrentar duas potências europeias e o vigor físico de Gana. O objetivo realista é fazer partidas dignas e competitivas, tentar arrancar pontos dos favoritos e brigar por uma improvável vaga histórica como um dos melhores terceiros colocados.





