A liberação de Folarin Balogun para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo provocou forte reação da Associação Real Belga de Futebol (RBFA). A entidade afirmou ter sido surpreendida pela decisão da Fifa de revogar a suspensão do atacante dos Estados Unidos e informou que analisa todas as medidas possíveis para defender os interesses da seleção belga e os princípios do fair play.
A polêmica ganhou força neste domingo, após a Fifa confirmar que Balogun está apto para disputar o confronto entre Estados Unidos e Bélgica, marcado para segunda-feira (6), às 21h (horário de Seattle). Paralelamente, a Federação Francesa de Futebol (FFF), segundo o jornal L’Équipe, pretende recorrer contra o cartão amarelo recebido por Michael Olise aos 52 minutos do segundo tempo da vitória sobre o Paraguai, advertência aplicada após um desentendimento com Matías Galarza, que simulou uma agressão.
Em comunicado, a Associação Real Belga de Futebol demonstrou surpresa com a justificativa utilizada pela Fifa para autorizar a presença de Balogun nas oitavas de final. Segundo a entidade, a decisão foi fundamentada no Artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, que prevê a possibilidade de o Comitê Disciplinar suspender a execução de uma sanção disciplinar previamente aplicada.
Balogun vai pro jogo contra a Bélgica pela Copa
A RBFA, porém, argumenta que a medida entra em conflito com outras normas do próprio regulamento. A entidade cita o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da Fifa, que determina que um cartão vermelho resulta automaticamente em suspensão para a partida seguinte da equipe, procedimento que, segundo os belgas, foi seguido em todos os casos anteriores de expulsão nesta Copa do Mundo.
A federação também destacou que o entendimento da Fifa contraria o Artigo 10.5 do Regulamento da Copa do Mundo FIFA 2026, segundo o qual um jogador ou membro da comissão técnica expulso por cartão vermelho direto ou indireto deve cumprir automaticamente suspensão na partida seguinte da sua seleção, sem prejuízo da aplicação de outras sanções disciplinares.
Além da regulamentação oficial da competição, a Associação Real Belga de Futebol ressaltou que a natureza automática da suspensão foi reafirmada na Circular nº 16 da Copa do Mundo FIFA 2026, distribuída às associações nacionais participantes em 12 de maio de 2026. A entidade acrescentou que a mesma orientação foi repetida em todas as reuniões de coordenação realizadas antes das partidas e também nas apresentações dos workshops oficiais do torneio.
Federação Belga está analisando todas as medidas e opções possíveis
Diante desse cenário, a RBFA entende que a decisão da Fifa abre um precedente importante para a competição. Na avaliação da entidade, o caso ultrapassa a situação específica envolvendo Balogun e pode gerar impactos sobre a interpretação das regras disciplinares e a igualdade de tratamento entre todas as seleções participantes do Mundial.
Por isso, a Federação Belga informou que está analisando todas as medidas e opções possíveis para resguardar os direitos das equipes envolvidas e preservar os princípios do fair play tanto nesta edição da Copa do Mundo quanto em futuras competições.





