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Campeonato Brasileiro

CBF explica por que impedimento semiautomático do Brasileirão é diferente do usado na Copa

Sistema estreou no Campeonato Brasileiro com funcionamento distinto do utilizado pela Fifa e receberá ajustes nas próximas rodadas

Impedimento semiautomático estreia no final de semana
© Fábio Souza/ CBFImpedimento semiautomático estreia no final de semana

A estreia do impedimento semiautomático no Campeonato Brasileiro levantou dúvidas entre torcedores por causa das diferenças em relação ao sistema utilizado pela Fifa na Copa do Mundo. Após os primeiros lances analisados, a CBF explicou que a tecnologia empregada no Brasileirão possui características próprias, principalmente na forma como as imagens são geradas e validadas.

Uma das principais diferenças está na exibição das imagens. Enquanto a Fifa mostra o momento exato do passe junto da reconstrução em 3D da jogada, o sistema utilizado atualmente no Brasileirão exibe apenas a simulação tridimensional da posição dos jogadores.

Segundo a CBF, esse ponto será ajustado nas próximas rodadas para tornar a comunicação com o torcedor mais transparente.

Tecnologia utilizada é diferente da Copa

O sistema adotado pela CBF é fornecido pela Genius Sports, diferente da Copa do Mundo, que utilizou a tecnologia da Hawk-Eye.

Outra diferença importante é que o modelo brasileiro não utiliza chip na bola para identificar o momento exato do passe. Em vez disso, a tecnologia trabalha com 28 câmeras de alta velocidade, capazes de captar 100 quadros por segundo, identificando automaticamente o instante do contato com a bola.

Já na Copa do Mundo, além das câmeras, havia um sensor instalado na bola que auxiliava na determinação precisa do momento do passe.

VAR continua validando as decisões

Apesar da automatização do processo, o sistema utilizado no Brasileirão continua sendo considerado semiautomático porque a decisão final ainda passa pela validação da equipe do VAR.

Segundo a CBF, os árbitros de vídeo não reposicionam linhas nem recalculam a jogada. A atuação da equipe é apenas confirmar os dados produzidos pela tecnologia e, em situações muito específicas, ajustar um quadro para garantir que o ponto de contato corresponda exatamente ao momento do passe.

Na primeira rodada de utilização do sistema, as análises de impedimento foram concluídas entre 33 e 64 segundos, tempo considerado satisfatório pela entidade. A expectativa é que, com os ajustes previstos para a exibição das imagens, o processo fique ainda mais claro para o público, mantendo a precisão das decisões em campo.

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