O Internacional começa uma nova etapa sob o comando de Eduardo Baptista, que terá a missão de reorganizar a equipe e buscar uma reação no Campeonato Brasileiro. Entre as mudanças planejadas pelo treinador, a utilização de uma formação com três zagueiros e dois alas aparece como uma possibilidade para dar mais força ofensiva ao Colorado.
A ideia passa por aumentar a presença de jogadores no campo de ataque, principalmente dentro da área adversária. Eduardo já deixou claro que pretende utilizar um centroavante de referência e melhorar o aproveitamento ofensivo da equipe. Nesse cenário, os alas terão papel importante na construção das jogadas, com amplitude pelos lados e participação nas ações ofensivas.
Entretanto, uma questão pode gerar dificuldades para o novo comandante: a utilização de Bernabei como ala pela esquerda. O argentino é uma das peças importantes do elenco colorado, mas sua adaptação às exigências da função pode ser um dos desafios da comissão técnica na implementação do novo modelo.
Bernabei pode ter dificuldades na nova função
Bernabei se acostumou a atuar como lateral-esquerdo, posição em que tem responsabilidades tanto defensivas quanto ofensivas. No modelo com três zagueiros, porém, a função de ala exige uma participação diferente, principalmente pela necessidade de oferecer profundidade e manter intensidade durante toda a partida.
A principal questão está no equilíbrio entre atacar e defender. Com três zagueiros na formação, os alas precisam ocupar boa parte do corredor lateral, oferecer opções de passe e chegar ao setor ofensivo. Ao mesmo tempo, precisam recompor rapidamente quando a equipe perde a posse de bola.
No caso de Bernabei, Eduardo Baptista terá que encontrar uma maneira de aproveitar as características do argentino sem comprometer a organização defensiva. A mudança de função pode oferecer novas possibilidades ao jogador, mas também exige ajustes coletivos para evitar que o setor esquerdo fique exposto durante as transições dos adversários.
Vitinho também pode ganhar importância
Pelo lado direito, Vitinho aparece como uma alternativa para desempenhar a função de ala no sistema pretendido pelo treinador. A utilização dos dois jogadores abertos permitiria ao Inter ampliar o campo e criar mais opções para chegar à linha de fundo.
A proposta também está relacionada à intenção de Eduardo de colocar mais atletas dentro da área. Com os alas avançando pelos corredores, jogadores como Alan Patrick e Carbonero poderiam atuar próximos ao centroavante, aumentando o número de opções para receber cruzamentos e participar das finalizações.
A movimentação de Bernabei, nesse contexto, será importante para o funcionamento ofensivo da equipe. Caso consiga oferecer profundidade e manter consistência na recomposição, o argentino poderá ser uma peça relevante no esquema. A questão é como o treinador vai ajustar o posicionamento do jogador para que a equipe não perca equilíbrio.
Novo modelo exige adaptação do elenco
Eduardo Baptista chega ao Inter com a necessidade de promover mudanças em pouco tempo. A comissão técnica terá de avaliar as características dos jogadores disponíveis e encontrar uma estrutura que permita melhorar o desempenho ofensivo sem comprometer a proteção defensiva.
Uma possível formação com três zagueiros, dois alas, dois volantes e jogadores de criação próximos ao centroavante pode oferecer mais presença na área. Entretanto, a efetividade do sistema dependerá da execução dos movimentos e da capacidade dos atletas de compreender as novas funções.
Bernabei surge como um dos nomes que merecem atenção nesse processo. A ala esquerda pode ser uma alternativa para potencializar sua participação no ataque, mas também representa uma exigência diferente daquela encontrada na lateral tradicional.
O desafio de Eduardo Baptista será adaptar o sistema às características do elenco colorado. Mais do que escolher uma formação, o treinador precisará encontrar o equilíbrio entre a força ofensiva pretendida e a segurança defensiva necessária para a reação do Internacional.





