A Fifa aplicou multa de R$ 1,1 milhão à Argentina e suspendeu Paredes por 10 jogos após episódios de racismo e manifestações na Copa.
A Federação Argentina de Futebol (AFA) foi condenada pela Fifa a pagar cerca de US$ 221 mil (aproximadamente R$ 1,1 milhão na cotação atual) em decorrência de infrações cometidas ao longo da Copa do Mundo. A entidade máxima do futebol mundial penalizou a seleção vice-campeã por episódios de racismo da torcida, uso de slogans políticos no gramado e problemas de segurança nos estádios.
Além da sanção financeira, a equipe terá restrição de público em seu próximo compromisso oficial, operando com apenas 50% da capacidade das arquibancadas. Metade desse setor bloqueado poderá ser preenchida exclusivamente por grupos comunitários, estudantes e famílias.
A maior fatia da penalidade financeira, cerca de R$ 518 mil, decorre dos insultos racistas, homofóbicos e discriminatórios proferidos por torcedores argentinos em duelos contra Cabo Verde, Egito, Suíça, Inglaterra e Espanha. O arremesso de objetos em campo, somado a atrasos no pontapé inicial e violações de segurança, gerou outra multa de aproximadamente R$ 471,8 mil. A exibição da faixa “As Ilhas Malvinas são argentinas” após a vitória sobre os ingleses rendeu adicionais aproximadamente R$ 154,8 mil por manifestação política e conduta inadequada.
Atletas recebem suspensões individuais; Paredes pega gancho de 10 partidas
No âmbito individual, a Fifa foi rigorosa contra os atletas envolvidos em incidentes em campo. O meio-campista Leandro Paredes recebeu a punição mais pesada após agredir o espanhol Gavi na final do torneio: dez partidas de suspensão e multa individual de cerca de R$ 466,7 mil.
Outros dois jogadores do elenco também foram punidos. Nahuel Molina recebeu gancho de sete partidas e multa equivalente à de Paredes. Já Almada terá de cumprir um jogo de suspensão, além do pagamento de cerca de R$ 155 mil.
AFA confirma que recorrerá das punições até última instância
Diante do pacote de sanções impostas pela Fifa, a diretoria da AFA manifestou publicamente sua discordância e confirmou que ingressará com recurso contra todas as decisões. A federação pretende esgotar as vias administrativas da entidade máxima do futebol antes de avaliar a ida ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS).
“Nosso departamento jurídico solicitará, oportunamente, à Fifa, os fundamentos das decisões passíveis de revisão, a fim de apresentar recursos perante a Comissão de Recursos da entidade máxima do futebol mundial, reservando-se, no futuro, a possibilidade de recorrer ao CAS como último recurso”, declarou a AFA em nota oficial.
Até o momento, a Argentina não tem nenhuma partida agendada.





