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Direto da Redação

Análise: Santos gasta R$ 15,6 milhões por Moisés e balanço financeiro expõe erros da gestão

Balanço expõe erros do Peixe no mercado da bola e explica situação ruim do clube nas finanças

Moisés em campo com a camisa do Peixe.
© Jota Erre/AGIFMoisés em campo com a camisa do Peixe.

A gestão de Marcelo Teixeira aumentou a dívida do Santos para R$ 1,2 bilhão, conforme parecer do Conselho Fiscal do clube do primeiro semestre. O alto valor investido pelo Peixe em reforços explica um pouco deste caos financeiro. Mas o pior é que muitas contratações não se justificaram em campo.

R$ 15,6 milhões por Moisés não têm cabimento

Foram revelados valores de negociações dos últimos anos do Alvinegro Praiano e Benjamín Rollheiser custou R$ 71 milhões – veja a lista completa em matéria recente do Bolavip Brasil. Rollheiser pelo menos já teve bons momentos com a camisa do Peixe e é uma peça importante no time de Cuca.

Por outro lado, o balanço financeiro do clube paulista revela que o Peixe investiu R$ 15,6 milhões para tirar Moisés do Fortaleza em fevereiro deste ano. Na época, a imprensa noticiou que o atacante tinha custado cerca de R$ 12 milhões, mas o valor ficou um pouco mais salgado.

Moisés assinou com o Santos por três temporadas e sua contratação foi um pedido de Vojvoda, técnico que nem está mais no clube. É um erro injustificável da dupla Alexandre Mattos e Marcelo Teixeira. Contratar jogador por indicação direta de treinador não costuma funcionar: dito e feito.

O atacante de 30 anos fez apenas 21 jogos pelo Peixe, com três gols marcados. Ele não balança as redes desde 11 de abril, em jogo contra o Atlético-MG, na Vila Belmiro, em rodada do Campeonato Brasileiro.

Moisés perdeu prestígio com o técnico Cuca e, após a chegada de reforços na janela do meio do ano, o ponta-esquerda está ficando fora até do banco de reservas. Um jogador de R$ 15,6 milhões que não tem utilidade no elenco.

Nesta janela de transferências, o Peixe esteve perto de se livrar em parte do prejuízo com o atacante após oferta do FC Tokyo, do Japão. O Santos deu sinal verde para a negociação avançar por empréstimo, mas ele não quis deixar o time da Baixada Santista.

Balanço expõe outros erros da gestão

Moisés não foi o único erro de contratação da gestão liderada por Mattos e Marcelo Teixeira. O atacante Billal Brahimi fez apenas um jogo no Alvinegro Praiano e rescindiu no meio do ano com o clube paulista. Atualmente ele está no Le Mans, da França.

Billal teve um custo de R$ 4,6 milhões para os cofres do Peixe. Outro exemplo negativo é Mayke, lateral-direito que rescindiu com o clube da Baixada Santista por atrasos salariais através da Justiça do Trabalho. Apesar de ter vindo sem o Alvinegro pagar pelos direitos econômicos, o atleta teve um custo de R$ 6 milhões, segundo o balanço financeiro.

Esse valor pode englobar custos da operação, como comissões a empresários e luvas pela assinatura do contrato. Dentro de campo, Mayke sofreu com um problema clínico que tem no joelho esquerdo e não conseguiu engatar uma sequência de jogos na equipe.

O estopim para ele ficar fora dos planos do Santástico foi o jogo contra o Coritiba, na Neo Química Arena, em 17 de maio. O Peixe perdeu de 3 a 0 e Mayke foi muito vaiado pela torcida presente no estádio. Naquele jogo, o experiente lateral deixou o jogo com apenas 40 minutos.

Outros erros da gestão em contratações

Thaciano – R$ 29,3 milhões

Alexis Duarte – R$ 28,9 milhões

Zé Rafael – R$ 24 milhões

Tiquinho Soares – R$ 12,5 milhões

Patrick – R$ 7,2 milhões

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