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Seleção Brasileira

O Catar é logo ali: a 9 meses da Copa, como está a disputa por vagas na Seleção Brasileira para a Copa? Entenda as possibilidades de Tite

Seleção está na reta final da preparação para disputar o Mundial; com alguns jogadores já prováveis em uma lista final, outras vagas ainda passam por ampla concorrência

Tite tem nove meses para definir nomes para levar à Copa do Mundo
© Lucas Figueiredo/CBFTite tem nove meses para definir nomes para levar à Copa do Mundo

A Copa do Mundo já está bem próxima. A pouco mais de nove meses do início do torneio, que será disputado no Catar nesta edição, entre novembro e dezembro, a Seleção Brasileira passa pelos últimos testes para definir os últimos jogadores a se garantirem nas vagas para a competição. A tarefa não é simples, e exigirá muitos critérios e definições ao técnico Tite.

Classificado para o Mundial desde novembro, após vencer a Colômbia, por 1 a 0, em São Paulo, pela 13ª rodada das Eliminatórias, no dia 11 de novembro do ano passado, o Brasil está entre os 15 países já qualificados para a Copa neste momento. A Argentina é a outra sul-americana já garantida. Juntam-se a eles os europeus Alemanha, Dinamarca, Espanha, França, Bélgica, Suíça, Sérvia, Inglaterra, Holanda e Croácia; além das seleções asiáticas Irã e Coreia do Sul, bem como o Catar, país-sede.

Com algum tempo para definir os jogadores que irão ao Mundial, o técnico Tite se organiza e coloca para teste alguns atletas que brigam por vagas no elenco. Entretanto, com a disputa das Eliminatórias e da última edição da Copa América, em 2021, o treinador já deixou claro que algumas vagas estão, praticamente, definidas.

A lista final para a Copa do Mundo, que geralmente conta com 23 atletas, pode até mesmo ser ampliada, em vista das alterações feitas nas últimas competições de seleções no período pandêmico – com a consequência dos casos de Covid-19 que podem diminuir as possibilidades do treinador e também do aumento de substituições nas partidas, agora com até cinco. Por conta disso, a Eurocopa, no ano passado, contou com 26 atletas convocados em cada seleção; a Copa América, em 2021, e a Copa Africana de Nações, neste ano, contaram com até 28 jogadores chamados para cada país.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Foto: Lucas Figueiredo/CBF – Tite e comissão técnica da Seleção conversam com os atletas; escolha final para o Mundial passará por muitos testes e critérios

As possibilidades de escolha, posição por posição

Os goleiros devem ser mesmo Alisson (Liverpool), Ederson (Manchester City) e Weverton (Palmeiras), quase sempre o trio padrão lembrado por Tite nas convocações entre 2020 e 2022. Embora o treinador tenha lembrado, em alguns momentos, do arqueiro Santos (Athletico-PR) e até de Éverson (Atlético-MG) e Gabriel Chapecó (Grêmio), é pouco provável que estes ganhem a disputa, com todos eles à disposição.

Na zaga, as vagas de Thiago Silva (Chelsea), Marquinhos (PSG) e Éder Militão (Real Madrid) parecem bastante reservadas, visto que os três alternaram titularidade entre as rodadas das Eliminatórias e a Copa América do ano passado. A quarta vaga, no entanto, traz mistério: Lucas Veríssimo (Benfica) foi bem nos jogos de 2021, mas se lesionou no seu clube e deu espaço para Tite observar o jovem Gabriel Magalhães, em bom nível no Arsenal. O zagueiro Léo Ortiz (Red Bull Bragantino), também corre por fora; Felipe (Atlético de Madrid) e Rodrigo Caio (Flamengo) também foram observados e chamados nas Eliminatórias.

Na lateral direita, o único efetivo parece ser Danilo (Juventus). Titular em 12 dos 15 jogos do Brasil nas Eliminatórias, e em seis dos sete duelos pela Copa América de 2021, ele parece ser o jogador de mais confiança do técnico Tite. Para a segunda vaga na posição, a disputa parece estar plena entre Daniel Alves (Barcelona) e Emerson Royal (Tottenham). Opostos no quesito idade, eles também apresentam virtudes diferentes no jogo: Dani é parecido com Danilo e joga pelo meio; Emerson é um lateral de mais velocidade e joga no corredor. Tite terá que fazer uma escolha.

Na lateral esquerda, ninguém parece efetivado. Embora conte com maior confiança do técnico, Alex Sandro (Juventus) vem de meses ruins pelo clube, e viu Alex Telles (Manchester United) aproveitar a oportunidade no último duelo, com goleada sobre o Paraguai, por 4 a 0, no Mineirão. Além deles, ainda há ao menos outros três nomes no radar: Guilherme Arana (Atlético-MG), Renan Lodi (Atlético de Madrid) e Caio Henrique (Monaco).

Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Foto: Lucas Figueiredo/CBF – Alex Telles foi um dos jogadores que melhor aproveitaram a vitória sobre o Paraguai; lateral do United está no páreo por uma vaga no Mundial

Na posição de primeiro volante, parece já não haver disputa: os nomes de Tite devem ser mesmo Casemiro (Real Madrid) e Fabinho (Liverpool), embora seja improvável que eles joguem juntos, já que não se complementam em campo – ainda que sejam referências mundiais no papel que fazem.

Como segundo homem de meio, a briga é mais acirrada, e leva a muitos nomes. Dono da posição, Fred (Manchester United) desagrada a parte do público externo, mas segue com regularidade pelo Brasil e também no United; ele, inclusive, é o terceiro jogador de linha com mais minutos em campo, contando as últimas duas temporadas pelos Red Devils. Bruno Guimarães (agora no Newcastle), Gerson (Olympique de Marselha), Douglas Luiz (Aston Villa), Edenilson (Internacional) e até mesmo Arthur (Juventus) parecem brigar por uma ou duas vagas no complemento, e apresentam características de jogo distintas entre eles.

Entre os meias ofensivos – não confundir com os pontas na beirada do campo -, as vagas parecem bem restritas: devem ser duas, ou até três, em uma zona de campo que Lucas Paquetá (Lyon) se afirmou e deve estar garantido no Mundial, caso não sofra nenhum problema físico. Junto a ele, Philippe Coutinho (Aston Villa) parece próximo de ficar, já que tem a confiança de Tite e voltou a atuar bem. Ainda restam Éverton Ribeiro (Flamengo) – que pode ter perdido prestígio em um crescimento do Coutinho, Claudinho (Zenit) e Raphael Veiga (Palmeiras) como nomes possíveis na luta por espaço.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Foto: Lucas Figueiredo/CBF – Philippe Coutinho recuperou a confiança e fez grande atuação diante do Paraguai; meia foi lembrado por Tite nas últimas duas convocações e agora deve atuar com maior frequência pelo Aston Villa

No ataque, Neymar (PSG) é uma certeza. Além dele, os pontas pela direita Raphinha (Leeds) e Antony (Ajax) parecem ter chegado para dominar a posição; Vinícius Jr. (Real Madrid), mais pelo rendimento no clube do que pela Seleção, também deve ficar; outra vaga nas beiradas pode ser disputada por Rodrygo (Real Madrid), Éverton Cebolinha (Benfica) e outros que possam exercer outros papéis.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Foto: Lucas Figueiredo/CBF – Estrela principal da equipe, Neymar segue sendo a referência do time; camisa 10 é destaque do Brasil, tanto nas Eliminatórias quanto foi na última edição da Copa América

Por fim, restam dúvidas para o papel do atacante de referência, na função mais disputada da lista: Gabriel Jesus (Manchester City), que perdeu confiança e deixou de ser uma certeza para as próximas chamadas encabeça a lista; Matheus Cunha (Atlético de Madrid), em alta, pode ficar; Gabigol (Flamengo), Pedro (Flamengo), Richarlison (Everton), Roberto Firmino (Liverpool) e Arthur Cabral (recém-chegado à Fiorentina) são outras possibilidades. Todos muito diferentes, nenhum deles afirmado.

Faltam nove meses para o Mundial no Catar. É o tempo que Tite e a comissão técnica da Seleção Brasileira têm para definir as incógnitas. Com 23, 26, 28 ou qualquer número que seja o limite de atletas que possam ser escolhidos.