Nesta quarta-feira (26), o técnico Rogério Ceni concedeu a primeira entrevista coletiva da temporada 2022. Durante o bate-papo com jornalistas, o comandante foi questionado sobre a permanência de Pablo no Tricolor do Morumbi. Apesar da renovação automática, que ocorreu na vitória de 1 a 0 sobre o Corinthians, quando o camisa 9 substituiu Calleri aos 32’ do 2º tempo, em outubro de 2021, a rescisão contratual está por um fio nos bastidores da Barra Funda.
“Lembrando que o gatilho (de renovação) dispara por quem confecciona o contrato, não por quem escala o jogador em uma partida. Outros treinadores passaram aqui, usaram ele. Então não sou eu que usou que dispara o gatilho. Quem dispara gatilho é quem faz mal um contrato, quem redige mal um contrato e escolhe a maneira como ele vai ser remunerado”, lembrou Ceni.
O ex-goleiro e ídolo do Soberano aproveitou para acrescentar que o centroavante de 29 anos sempre foi muito profissional, pelo menos no tempo em que esteve comandando a equipe do Morumbi: “Não estou nem falando aqui se ele (Pablo) merece ou não. No caso do Pablo, não performou da maneira esperada. Comigo aqui, sempre foi muito profissional”, acrescentou.

“Eu acho o Pablo um jogador interessante. Se não fosse, o São Paulo não teria adquirido seu passo diante do Athletico. Talvez ele não tenha performado no espaço de tempo que esteve aqui. (Rescindir o contrato) É uma decisão mais institucional, são valores expressivos em contrato. Acho que o Pablo ainda tem tudo para jogar bem em outras equipes”, pontuou o técnico.
O SPFC pagou por 70% dos direitos econômicos do medalhão aproximadamente 6 milhões de euros (cerca de R$ 26,5 milhões ao longo das parcelas, desde 2018). Com o aumento salarial que teve na temporada anterior, além da renovação até dezembro de 2023, o jogador passou a receber algo em torno de R$ 500 mil/mês.





