De forma vexatória, o São Paulo perdeu para o Grêmio por 3 a 0, no Rio Grande do Sul, estacionou na 12ª colocação do Brasileirão com 45 pontos e não tem mais chances de disputar a próxima edição da Copa Libertadores da América. O responsável pela derrota foi Rogério Ceni, que escalou muito mal a equipe para o duelo contra os gaúchos segundo boa parte da torcida. Quem também não poupou críticas ao trabalho do Mito foi Arnado. Segundo o jornalista, no podcast posse de bola, o profissional são-paulino precisa ser menos orgulhoso e aceitar as críticas.
“Vejo um técnico com problemas táticos, com uma necessidade de colocar as digitais em cada jogo, em cada situação e em cada escalação e vejo o eterno problema de relacionamento e de comunicação. O dia em que o Rogério Ceni, jogador super campeão e técnico promissor até o momento, chegar numa entrevista e dizer ‘eu errei, a responsabilidade é minha’, eu, como diz o Juca, ‘corto meu braço’. Ele não é capaz de admitir um erro, isso é uma coisa absurda”, disse Arnaldo, que continuou criticando o treinador.
“Ele é incapaz de admitir um erro e as pessoas que não admitem erros são pessoas discutíveis, no mínimo. Para um treinador de futebol que comanda 30 e tantos não admitir um erro, ele está morto, porque passa tudo para os 32. Um comandante tem que admitir os próprios erros e tem que saber mobilizar seus comandados. O Rogério Ceni como jogador já tinha essa situação, só que aí tinha divisão de responsabilidades, tem outros jogadores, mesmo ele sendo maior, o capitão. Como treinador, ele não pode continuar sendo a pessoa que é”, pontuou o jornalista.

Por fim, o profissional também falou sobre a relação de Ceni com a torcida são paulina que ainda não voltou a cantar o nome do técnico nos jogos do Morumbi. Para Arnaldo, a maior culpa de tudo isso é do comandante que tem muitas dificuldades de se dialogar.
“Ou ele muda a forma de enxergar o mundo e se comunicar, ou ele não vai ter sucesso na profissão. Pode ser no São Paulo, que é o clube que ele conhece tão bem e curiosamente ele não tem mais a mesma boa vontade por parte do torcedor que ele tinha. O estádio até agora não cantou o nome dele desde que ele voltou ao São Paulo e não é pela declaração de amor ao Flamengo só, é pelas questões da dificuldade de comunicação”, pontou.





