A eliminação da Itália na repescagem para a Copa do Mundo desencadeou uma profunda crise nos bastidores da Azzurra. Depois da saída de Gabriele Gravina da presidência da federação, agora foi a vez de Buffon pedir demissão do cargo de chefe de delegação da seleção.
O ex-goleiro, ídolo da Juventus e campeão mundial em 2006, havia assumido a função em agosto de 2023, poucos dias após encerrar sua carreira. Buffon substituiu Gianluca Vialli, que faleceu no início daquele ano.
A saída acontece logo após mais um vexame esportivo: a derrota para a Bósnia nos pênaltis, que confirmou a ausência italiana em sua terceira Copa do Mundo consecutiva — um feito negativo inédito para uma seleção campeã mundial.
Buffon ‘pede o boné’ após novo fiasco da Itália
Considerado um dos maiores nomes da história da seleção, Buffon é o jogador com mais partidas pela Itália, somando 176 jogos entre 1997 e 2018. Sua saída simboliza o fim de mais um ciclo frustrado dentro da equipe nacional.
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Nos bastidores, a pressão por mudanças é intensa. O ministro do Esporte italiano, Andrea Abodi, já havia cobrado publicamente uma reformulação completa na federação, movimento que ganhou força após a sequência de fracassos.
O próximo a deixar o cargo pode ser o técnico Gennaro Gattuso. De acordo com a imprensa italiana, o treinador deve se reunir com dirigentes da Federação Italiana nas próximas semanas para definir seu futuro. Internamente, a situação é considerada delicada, e a permanência do comandante é vista como improvável.
Maldini ganha força para entrar na comissão técnica da Itália

Lenda italiana e do Milan, Paolo Maldini estaria sendo cotado para cargo em nova comissão técnica da Itália – Foto: Alessandro Sabattini/Getty Images
Enquanto isso, um nome lendário começa a ganhar força nos bastidores como possível peça-chave para a reconstrução: Paolo Maldini. Ídolo do Milan e da própria seleção, Maldini já teria sido procurado por dirigentes para integrar uma nova estrutura da comissão técnica para o próximo ciclo.
A ideia é apostar em figuras históricas para liderar uma reformulação profunda, com foco na retomada do protagonismo internacional e, principalmente, na classificação para a Copa do Mundo de 2030.






