A atacante Nicolly consolidou-se como a grande figura da vitória do Brasil por 5 a 3 sobre o Uruguai, em duelo eletrizante válido pelo Sul-Americano Feminino Sub-17. Vestindo a mística camisa 9, ela não apenas balançou as redes duas vezes, como também foi a responsável por sofrer o pênalti que abriu o caminho para o triunfo brasileiro. Com participação direta nos lances mais cruciais, Nicolly provou ser o pilar ofensivo da Amarelinha, aliando faro de gol a uma leitura tática madura para sua idade.
Após o apito final, a artilheira celebrou o momento especial e valorizou a resiliência do grupo diante de um adversário historicamente difícil. “Foi um jogo de altíssimo nível. As duas seleções se entregaram ao máximo e, felizmente, conseguimos impor nosso ritmo para sair com o resultado. Estou feliz demais por ajudar a equipe com esses dois gols”, afirmou a atacante. Sua fala destaca que, além do talento individual, a vitória passou pela capacidade de superação coletiva em um clássico sul-americano.
Nicolly também detalhou a mudança de postura da Seleção entre as etapas, ressaltando que a inteligência emocional foi a chave para o placar elástico. “Fizemos um bom primeiro tempo, mas o segundo foi ainda melhor. O Uruguai se fechou muito e tivemos que ter paciência para girar a bola e encontrar os espaços”, completou.
Estão gostando da atuação da Seleção na competição?
Estão gostando da atuação da Seleção na competição?
0 PESSOAS JÁ VOTARAM
Participação direta nos lances ofensivos
A influência da camisa 9 foi muito além da finalização. A jogada do primeiro pênalti, fruto de sua agressividade dentro da área, desestabilizou a defesa uruguaia e deu ao Brasil a tranquilidade necessária para controlar as ações iniciais. Sob o comando de Rilany Silva, Nicolly tem atuado como uma referência móvel, saindo da área para criar espaços e atrair a marcação, o que tem potencializado o setor ofensivo da Seleção Brasileira neste torneio continental.
O triunfo por 5 a 3 representa um passo fundamental na caminhada rumo ao título e à vaga no Mundial da categoria. Em um confronto de troca de golpes, o Brasil demonstrou que, embora precise ajustar o equilíbrio defensivo, possui um poder de fogo devastador. A vitória mantém a invencibilidade e o moral elevado do grupo, consolidando a Seleção como o time a ser batido no Paraguai.

Rilany Silva comandando a Seleção. Foto: Diana Carrillo/CBF
Agora, as atenções se voltam para o planejamento da quarta rodada. Após uma folga estratégica na terceira rodada, a Seleção Brasileira volta a campo na próxima sexta-feira (1º), contra o Peru. O palco será o Estádio Ameliano Villeta, com início marcado para as 20h (horário de Brasília). O torcedor poderá acompanhar o desempenho das joias brasileiras com transmissão ao vivo pelo SporTV.
Foco na continuidade do desempenho
Com os três pontos na bagagem, Rilany Silva deve aproveitar o período de folga para realizar ajustes finos na retaguarda. Se o ataque comandado por Nicolly é motivo de elogios, a busca por uma maior consistência defensiva será a prioridade nos treinamentos. A expectativa é que o Brasil mantenha a agressividade demonstrada contra o Uruguai, mas com uma postura mais segura, visando garantir a classificação antecipada para o quadrangular final do Sul-Americano.






