O Fluminense entrou em campo numa partida que não se decide no gramado — e, convenhamos, costuma ser bem mais indigesta. A transferência de Rubén Lezcano virou motivo de ruído. O Libertad, antigo dono dos direitos do meia, jura que os 5 milhões de dólares combinados — algo em torno de R$ 29 milhões — ainda não pingaram na conta. E dinheiro, como se sabe, não admite prorrogação.

Em entrevista à Rock&Pop Paraguay, o presidente do clube paraguaio, Rubén Di Tore, foi direto: o pagamento não foi feito. Sem rodeios, sem firulas. Diante da insatisfação, o departamento jurídico do Libertad estuda levar o caso à FIFA.
E aí a história muda de patamar. Porque quando a bola sobe para Zurique, não se trata mais de retórica — trata-se de possibilidade de transfer ban, que impediria o Flu de registrar jogadores.
No Laranjeiras, o discurso é de acompanhamento atento para evitar um eventual transfer ban, porém, o Clube rebate as acusações de que esteja aplicando um calote. As informações são do Globo Esporte.
Qual o enrosco envolvendo Lezcano e o Flu?
Quando contratou Rubén Lezcano, em fevereiro do ano passado, junto ao Libertad, o Fluminense assumiu um compromisso de cerca de R$ 29,2 milhões. Negócio fechado, valores definidos, assinatura no papel.
Agora, o clube carioca sustenta que 82% do total já foi pago. O que restaria seria a última parcela, vencida há uma semana. Ou seja: não se trata, segundo o Tricolor, de calote, mas de fluxo.
Fluminense se respalda para barrar punição
A diretoria argumenta que, diante do calendário financeiro e da previsão de receitas nos próximos meses, propôs diluir o saldo final entre março e maio. Aguarda resposta do Libertad. E acrescenta um ponto: mesmo que o caso seja levado à FIFA, o rito na entidade costuma levar cerca de 45 dias — prazo que, na prática, não alteraria o horizonte para a quitação. Em resumo, o Fluminense diz que deve, mas está pagando — e que o atraso é circunstancial.