A Seleção Brasileira entra em campo nesta quarta-feira (24), às 19h, para encarar a Escócia no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens-FL, pela rodada final do Grupo C da Copa do Mundo. A equipe comandada por Carlo Ancelotti tenta garantir sua vaga na fase eliminatória da competição.
Uma das esperanças do Brasil para conquistar mais uma vitória está nos pés de Matheus Cunha, que brilhou ao marcar dois gols contra o Haiti, no triunfo por 3 a 0. E, caso marque novamente, Cunha será o primeiro camisa 9 da Seleção a marcar mais de dois gols na fase de grupos desde Ronaldo Fenômeno, na Copa do Mundo de 2002.
No Mundial da Coreia do Sul e Japão, em 2002, Ronaldo anotou quatro tentos na fase inicial: um contra a Turquia (2 a 1), um contra a China (4 a 0) e dois contra a Costa Rica (5 a 2). Desde então, o máximo que um camisa 9 da Canarinho marcou na fase inicial foram dois gols.
Matheus Cunha será o artilheiro do Brasil na Copa do Mundo?
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Careca marcou três gols na fase de grupos em 1986
Na Copa de 2006, na Alemanha, o próprio Ronaldo vestiu novamente o número icônico e terminou a fase de grupos com dois gols, ambos contra o Japão (4 a 1). Já no Mundial de 2010, na África do Sul, Luís Fabiano vestiu a camisa 9 e também marcou dois gols, ambos no triunfo por 3 a 1 diante da Costa do Marfim.
Em 2014, o torneio foi disputado no Brasil, e o atacante Fred marcou apenas um gol: na vitória por 4 a 1 diante de Camarões. Em 2018, na Rússia, Gabriel Jesus se despediu da Copa do Mundo sem marcar gols. Já em 2022, no Catar, Richarlison anotou dois tentos, ambos no triunfo por 2 a 0 diante da Sérvia.

Ronaldo foi o artilheiro da Copa do Mundo de 2002 (Photo by Brian Bahr/Getty Images)
Além de Ronaldo, o único camisa 9 da Seleção Brasileira a anotar mais de dois gols na fase de grupos foi Careca, no Mundial de 1986, disputado no México. Na ocasião, Careca marcou três tentos: um diante da Argélia (1 a 0) e dois contra a Irlanda do Norte (3 a 0).
Primeira Copas os times jogavam sem números

Em 1990, o próprio Careca voltou a marcar dois gols na fase de grupos, na Itália, ambos no triunfo por 2 a 1 diante da Suécia. Os camisas 9 com um gol na fase de grupos são: Baltazar, em 1954; Rildo, em 1966; Reinaldo, em 1978; Serginho Chulapa, em 1982; e Ronaldo, em 1998.
Por fim, os camisas 9 que ficaram em branco após os jogos iniciais da Seleção Brasileira nas Copas foram Zózimo, em 1958; Coutinho, em 1962; Tostão, em 1970; César Maluco, em 1974; e Zinho, em 1994. Nas Copas de 1930, 1934 e 1938, as seleções não utilizavam numeração fixa nas camisas, enquanto, em 1950, a numeração ainda não era padronizada.






