O São Paulo inicia uma nova etapa com Roger Machado no comando técnico. Apresentado no CT da Barra Funda, o treinador já estreia diante da Chapecoense pelo Campeonato Brasileiro. O novo técnico assume o time em boa posição na tabela, já que o Tricolor aparece entre os primeiros colocados. A principal dúvida agora é como a equipe deve jogar sob seu comando.

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Uma análise do trabalho recente de Roger Machado, feita pelo jornalista Leonardo Miranda, do ge, ajuda a entender o que o treinador costuma implementar em campo. No Internacional, seu último clube, o técnico priorizava a posse de bola e a construção desde a defesa. Esse modelo também apareceu em passagens anteriores por Juventude e Grêmio. A ideia central é construir o jogo com paciência.
Nesse sistema, os zagueiros iniciam as jogadas com passes curtos e os laterais participam da saída de bola. O meio-campo oferece opções constantes para quem está com a posse. Esse comportamento é conhecido como saída sustentada. O objetivo é evitar lançamentos diretos e avançar no campo por meio da troca de passes.
Meio-campo pode ser chave no modelo de Roger
Dentro desse estilo de jogo, o São Paulo possui peças que podem se adaptar bem ao modelo. Os volantes Danielzinho e Marcos Antônio aparecem como jogadores importantes para a construção das jogadas. Ambos possuem qualidade no passe e boa leitura de jogo. Isso facilita a circulação da bola no meio-campo.
Marcos Antônio, em especial, tem características valorizadas nesse tipo de sistema. O volante costuma participar bastante da organização da equipe. Além disso, apresenta segurança sob pressão e raramente perde a bola. Esse perfil pode ajudar o São Paulo a manter a posse em momentos decisivos.
Triangulações são marca registrada
Outra característica marcante dos times de Roger Machado é o uso frequente de triangulações. O treinador busca manter três jogadores próximos para oferecer sempre opções de passe. Esse movimento gera aproximação constante entre os atletas. Com isso, a equipe cria superioridade numérica em determinados setores do campo.

Treinador deu a sua opinião – Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC.
No ataque, jogadores com mobilidade tendem a ganhar espaço nesse sistema. O meia Cauly aparece como um atleta que pode se encaixar bem nesse modelo. Ele tem capacidade de organizar o jogo e aparecer próximo da área. Luciano e Calleri também podem ser importantes nesse contexto ofensivo.
Pressão alta também faz parte do estilo
A pressão no campo ofensivo é outro elemento presente nos times comandados por Roger Machado. Em determinadas partidas, o treinador gosta de adiantar a marcação para recuperar a bola rapidamente. Essa estratégia depende de intensidade física e coordenação coletiva. Quando executada corretamente, permite atacar com o adversário desorganizado.

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No São Paulo, jogadores como Lucas Moura podem ser importantes nesse tipo de pressão. O atacante tem características de velocidade e capacidade de recuperação de bola. Porém, o controle físico do atleta será um ponto importante. A comissão técnica precisará administrar sua carga ao longo da temporada.








