O reencontro deixou de ser coincidência e já flerta com a previsibilidade. Pela terceira vez em quatro temporadas, o Palmeiras divide grupo com o Cerro Porteño na Copa Libertadores, um hábito que o torneio parece disposto a cultivar. Nesta quarta-feira (29), às 21h30, o time de Abel Ferreira entra em campo em Assunção, no Estádio Nueva Olla. O cenário é conhecido; muda pouco além da data.
O retrospecto recente ajuda a explicar o desequilíbrio: seis vitórias consecutivas do lado brasileiro. Não é exatamente um acaso, é uma sequência que se impõe. Ainda assim, há um fator que insiste em relativizar certezas: o elenco do Cerro.
Como manda o roteiro do continente, o clube paraguaio reúne nomes que já circularam pelo futebol brasileiro. E, nessas horas, a memória pode competir com a lógica, mas revela o que deve ser encontrado do lado da ‘trincheira paraguaia’.
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Velhos conhecidos do Cerro
Se há familiaridade em campo, ela começa fora dele. O Cerro Porteño é comandado por Ariel Holan, um nome que passou rapidamente pelo Santos em 2021. Foram 12 jogos — tempo suficiente para ser lembrado, não para deixar marca mais profunda.
No gol, a sensação de déjà vu continua. Mesmo hoje na reserva, Gatito Fernández ainda carrega a imagem construída ao longo de oito temporadas no Botafogo, onde se firmou antes da saída, em 2024. Vale lembrar que Gatito é filho de Gato Fernández, arqueiro que passou pelo Palestra em 1994, na emblemática ‘Era Parmalat’.

Gatito Fernandez passou pelo Botafogo e hoje defende o clube paraguaio – Foto: Pedro H. Tesch/AGIF
No meio-campo, a conexão com o Brasil reaparece em Fabrizio Peralta. Formado nas categorias de base do Flamengo, ele ainda rodou por Cruzeiro, passou por empréstimo pelo Athletico Paranaense e acabou negociado com o Cerro Porteño. É mais um caso típico do circuito regional: jogadores que atravessam fronteiras, acumulam passagens e, quando se reencontram em competições como a Libertadores, carregam consigo um histórico que dispensa apresentações.
Goleador vascaíno no elenco paraguaio

No ataque, o roteiro se completa com nomes que dispensam apresentação — ainda que por motivos distintos. Juan Iturbe, com passagens por Porto e Roma, teve uma breve escala no Grêmio em 2023: seis jogos, presença discreta, saída sem ruído. Ao lado dele, Pablo Vegetti chega com um histórico mais robusto recente. Foi artilheiro do Vasco da Gama nas últimas duas temporadas, mas, no Cerro Porteño, os números ainda não acompanharam a reputação: dois gols em 18 jogos no ano.






