O meia-atacante Luan foi um dos principais nomes do Grêmio na conquista de títulos recentes. O camisa 7, que chegou a ser eleito o “Rei da América” em 2017, ano da conquista do tricampeonato da Copa Libertadores da América, deixou o clube no final de 2019 para realizar o sonho de vestir a camisa do Corinthians, que desembolsou5 milhões de euros (R$ 22,7 milhões, na cotação da época), além de quitar valores de pendentes por Juninho Capixaba – hoje no Bahia, para fechar o negócio.
A passagem pelo Timão, no entanto, está longe de ser o que Luan imaginava. Na temporada 2020, o camisa 7 atuou em 42 partidas, sendo 28 como titular, e marcou três gols. Já neste ano, perdeu espaço de vez com o técnico Vagner Mancini e soma apenas três jogos. Durante entrevista aoprograma Arena SBT, o meia-atacante expôs incômodo com a situação atual.
“Se perguntar pra qualquer jogador isso faz falta, o ritmo de jogo.Mas tem que perguntar pra ele (Vagner Mancini) porque eu não tenho oportunidade de jogar. Se eu não me engano, sou o único ali da frente que não teve sequência de jogos. Fico triste de estar no meu time de coração e não ter oportunidade. Eu sei o que a diretoria fez para me contratar“, afirmou.

Diante do momento complicado, um retorno ao Grêmio chegou a ser especulado nos bastidores e Luan foi direto ao responder sobre a possibilidade.”Renato (Portaluppi)foi um paizão pra mim, ele me ajudou muito. Conquistamos muitas coisas juntos, mas ele está lá no Grêmio e eu estou no Corinthians. Eu quero focar aqui e ser feliz aqui (…) Não chegou nenhuma proposta diretamente até mim. Eu ouvi algumas conversas sobre isso, mas diretamente, oficial, não chegou nada“, completou.
Com a camisa do Grêmio, Luan acumulou 293 atuações, marcando 77 gols e distribuindo 60 assistências.Pelo clube, além da Libertadores em 2017, conquistou a Copa do Brasil (2016), a Recopa Sul-Americana (2018), duas edições do Gauchão (2018 e 2019) e a Recopa Gaúcha (2019).O camisa 7 é o segundo maior artilheiro da Arena do Grêmio, com 41 bolas na rede, atrás somente de Everton “Cebolinha”, que marcou 43.





