O atacante Hulk vive um momento de transformação em sua recente trajetória no Atlético. O jogador, que antes se adaptava ao clube e até mesmo chegou a reivindicar mais tempo dentro de campo, agora já mostra sua pegada decisiva. Em três jogos, foi autor de cinco gols, quatro pela Libertadores. Mas uma polêmica relacionada ao camisa 7 ainda não transmutou, o bate-boca com William Pottker, após ambos serem expulsos do duelo entre Galo e Cruzeiro.

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Nesta quarta-feira (5), o jogador foi entrevistado pelo Globo Esporte e comentou sobre os desdobramentos do desentendimento, bem como, sobre uma possível ‘bandeira branca’ levantada para pontuar a briga.
“Para falar a verdade, quem me conhece, conhece o Givanildo mesmo, muitos conhecem o Hulk jogador, o Hulk famoso, mas não conhecem o Givanildo. Eu sou uma pessoa muito do bem, não gosto de confusão. Quem me vê forte, quando eu entro em campo me transformo, porque ali é meu foco e tenho que defender. Mas sou uma pessoa muito de caráter. Temos que perdoar todo mundo, ter humildade de perdoar, mas eu prefiro ficar no meu espaço, ele no dele. Ele falou coisas muito graves a meu respeito, coisas que eu poderia ser até, mais pra frente, não digo até caso de processo e tudo, mas procurei não ir para esse lado, porque sou uma pessoa de paz. Mas prefiro eu ficar no meu lugar e ele no dele lá”, detalhou Hulk.
Tudo começou quando Pottker e Hulk trocaram empurrões no clássico após o atacante do Galo ter sido arranhado. Quando deixavam o gramado, o clima esquentou, escoltados, a troca de ofensas começou a tomar um rumo sem volta. O estopim para ofensas mais pesadas é quando Hulk mostra o arranhão para o jogador do Cruzeiro e dispara: “Palhaço, rapaz!”.
Muitos xingamentos temperam o clima a partir deste momento, tanto, que ficam inaudíveis algumas palavras disparadas pelos exaltados jogadores. Mas entre as ofensas de Pottker, dá para ouvir um: “chifrudo”. Então, Hulk se transformar de vez em fúria: “Você é covarde, rapaz. Vai embora, juvenil. Vai mané, otário. Ô machão, dentro de campo você é homem né? Vai otário, mané”.
Os jogadores já foram julgados pelo TJD-MG e foram absolvidos. O Galo pode enfrentar o Cruzeiro na final do Campeonato Mineiro, mas a missão do rival em chegar na decisão é muito mais complicada do que a do Alvinegro. O Cruzeiro precisa vencer o América por dois gols de diferença para garantir vaga na finalíssima, já o Atlético, que enfrenta a Tombense no próximo sábado (8), pode ser derrotado por três gols pelo time de Tombos que garante o direito de lutar por mais um título estadual.









