O Cruzeiro chega a Santiago com uma daquelas partidas que dispensam adjetivos grandiosos, embora os comportem. O confronto desta quarta-feira, às 23h (de Brasília), contra a Universidad Católica, na Claro Arena, pela quarta rodada do Grupo D da Copa Libertadores, não é apenas mais um compromisso de fase de grupos.
É o jogo que pode redefinir o rumo do Clube Celeste no torneio. Não por falta de calendário, mas porque, a esta altura, já não há muito espaço para interpretações benevolentes: o que vier de Santiago tende a pesar, e muito, no destino do Cruzeiro.
Antes de qualquer projeção mais ousada, convém olhar para o cenário nada simples. O Grupo D apresenta aquele tipo de “equilíbrio” que costuma enganar: Universidad Católica, Boca Juniors e Cruzeiro somam os mesmos seis pontos e, nos critérios que realmente importam nesse estágio — os confrontos diretos —, também não se diferenciam no saldo. As informçãoes são do portal NoAtaque.
Está confiante na campanha do Cruzeiro na Libertadores?
Está confiante na campanha do Cruzeiro na Libertadores?
0 PESSOAS JÁ VOTARAM
Entenda os cenários da Raposa na Libertadores
A liderança, portanto, não nasce de superioridade clara, mas de detalhe. No caso, a equipe chilena leva vantagem pelo número de gols marcados nesses duelos específicos: três, o suficiente para colocá-la à frente — ao menos por ora. Cruzeiro e Boca Juniors, com dois gols anotados nesses confrontos diretos, precisaram recorrer ao critério seguinte — o saldo geral. Aí, a diferença, ainda que discreta, já produz hierarquia: os argentinos têm três de saldo, contra dois da equipe brasileira.
Não é uma distância que autorize certezas, mas basta para ordenar a tabela. Assim, os Xeneizes aparecem em segundo, enquanto a Raposa surge em terceiro — posições que, no papel, dizem pouco, mas que, na prática, começam a desenhar o grau de urgência de cada um. No fundo da tabela, o Barcelona SC cumpre papel quase protocolar até aqui: ainda não pontuou e fecha a chave, mais como espectador do equilíbrio alheio do que como protagonista.

Delegação do Cabuloso em embarque rumo ao Chile – Foto: Gustavo Martins/ Cruzeiro
Se vencer a Universidad Católica, o Cruzeiro chega a nove pontos, assume a liderança do Grupo D da Copa Libertadores e mantém controle relevante do próprio destino — mesmo diante de eventual vitória do Boca Juniors, já que leva vantagem no confronto direto. O cenário, nesse caso, permite administrar as rodadas finais com margem: ainda enfrentaria os argentinos fora e o Barcelona SC em casa, com a perspectiva plausível de atingir 12 pontos e encaminhar a classificação.
Empate ou derrota pode complicar a vida do Zeiro

O empate, por sua vez, reduz o campo de manobra: levaria o Cruzeiro a sete pontos, provavelmente atrás do Boca, e o colocaria em disputa direta com os chilenos pela segunda vaga, em um contexto menos favorável, inclusive pelo mando de campo nas rodadas restantes. A derrota, por fim, elimina qualquer zona de conforto — se é que ela existia.
O Cruzeiro permaneceria com seis pontos, veria a Católica abrir vantagem e passaria a depender não apenas de resultados próprios, mas de combinações. Seria obrigado a vencer Boca e Barcelona e, ainda assim, olhar para os lados, à espera de tropeços alheios. No fundo, os três cenários dizem a mesma coisa com graus diferentes de urgência: em grupos equilibrados, adiar definições costuma custar caro — e, às vezes, definitivamente.






