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Veto na venda de André causa conflito interno e prejudica o caixa do Corinthians

Profissionais que traçavam projeção nos caixas deixaram o clube após revés e colapso evidente nas finanças do Clube

André ficou e deu problema interno no Timão - Foto: Ettore Chiereguini/AGIF
© Ettore Chiereguini/AGIFAndré ficou e deu problema interno no Timão - Foto: Ettore Chiereguini/AGIF

A recusa do Corinthians à proposta do Milan pelo volante André, no início de março, continua produzindo ruído no Parque São Jorge. Não exatamente porque o clube tenha recusado a oferta, o problema é outro: a conta chegou. Nas últimas semanas, o grupo de reestruturação financeira do Corinthians encerrou suas atividades. André Recorder e Gabriel Diniz Abrão, associados do clube e profissionais do mercado financeiro, acabaram deixando a coordenação do grupo.

A negociação frustrada com o Milan teve papel relevante nesse desfecho. Porque, no fundo, ela expôs uma contradição recorrente no futebol brasileiro: clubes que falam em planejamento, mas dependem da venda de um jogador para atravessar poucos meses sem sobressaltos. Quando o negócio caiu, caiu junto parte da narrativa de controle financeiro. O restante veio abaixo em seguida.

Segundo apuração do jornalista Fábio Lázaro, do Uol Esporte, a negociação de André com o Milan era tratada, nos bastidores do Corinthians, menos como oportunidade e mais como necessidade. A venda serviria para algo vital: manter as contas minimamente sob controle no primeiro semestre. Falava-se em algo perto de R$ 100 milhões. Dinheiro suficiente para aliviar o caixa.

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Reviravolta acabou gerando desconforto e saídas no Timão

Sem a transferência, restou ao Corinthians o expediente habitual dos clubes endividados: empréstimos, antecipações de receitas e remendos financeiros apresentados como estratégia. Para viabilizar as operações, o clube ofereceu garantias contratuais que provocaram desconforto até entre integrantes da própria equipe encarregada da reestruturação financeira.

O mal-estar ajudou a acelerar a saída dos coordenadores do núcleo. Em tradução livre: quando os responsáveis por organizar a casa preferem abandonar o projeto, é sinal de que a fumaça já tomou conta dos corredores.

André em ação pelo Timão – Foto: Guilherme Veiga/RP FOTOPRESS/AGIF

André em ação pelo Timão – Foto: Guilherme Veiga/RP FOTOPRESS/AGIF

Ainda de acordo com a apuração de Lázaro, dentro do planejamento traçado pelo grupo de reestruturação financeira, a ideia era simples no papel e dura na prática: negociar de três a quatro jogadores, sem reposição à altura. Um enxugamento sem rodeios, voltado a reduzir a folha salarial e ganhar fôlego imediato.

Alívio financeiro deu lugar a aumento nos gastos do Clube

Na prática, o roteiro seguiu na direção oposta. As vendas não vieram, como se o mercado tivesse simplesmente ignorado as urgências do clube. E, em vez de alívio na folha salarial, houve acréscimo discreto na forma, mas relevante no efeito. As contratações do início da temporada ajudaram a compor esse paradoxo: pouco ou nenhum custo de transferência, muitas vezes via empréstimos ou jogadores livres, mas com impacto mensal que não se ignora. No balanço final, o que se vendeu como contenção acabou virando expansão.

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