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Após déficit de R$ 14 milhões, Palmeiras prepara venda no elenco

Clube não alcançou projeções importantes e projeta janela de transferência agitada no meio do ano

Leila Pereira age para colocar projeções financeiras nos trilhos Foto: Ettore Chiereguini/AGIF
© Ettore ChiereguiniLeila Pereira age para colocar projeções financeiras nos trilhos Foto: Ettore Chiereguini/AGIF

O Palmeiras abriu 2026 no vermelho: déficit de R$ 14,647 milhões no primeiro trimestre, segundo balanço oficial divulgado nesta quarta-feira. Nada de catástrofe anunciada em letras garrafais, mas também longe da tranquilidade contábil que o clube costuma emplacar. Em números frios, o resultado lembra que até quem briga no topo do futebol brasileiro não escapa da velha conta que sempre chega.

O dado, por si só, já chama atenção, mas chama ainda mais quando se lembra que o orçamento previa justamente o contrário: um superávit robusto de R$ 93,591 milhões até março. De acordo com apuração da reportagem do Uol Esporte, a principal distância entre o projetado e o realizado apareceu na rubrica de “rendas diversas”, eufemismo contábil que, no futebol, costuma significar basicamente venda de jogadores.

O Palmeiras imaginou R$ 222,359 milhões entrando por esse caminho até março. Entraram, na prática, R$ 59,855 milhões. O buraco entre expectativa e realidade ajuda a explicar por que o superávit previsto virou déficit no meio do caminho. Em futebol, como em contabilidade, projeção não entra em campo e a janela de transferências, quando não corresponde ao plano, costuma cobrar a diferença no balanço.

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O que foi projetado e o que foi confirmado nas finanças do Palestra

Para o ano inteiro, o clube projetou quase R$ 400 milhões em negociações de atletas. O problema é que o primeiro trimestre já mostrou um atraso relevante nessa engrenagem: a entrada de recursos ficou bem abaixo do esperado, e o rombo parcial acabou aparecendo no balanço. Nesse cenário, a matemática é quase automática — ou, pelo menos, a pressão é. A tendência natural é que o clube volte ao mercado na janela do meio do ano com mais intensidade, tentando aproximar o realizado do que foi orçado.

Entre janeiro e março, o Palmeiras arrecadou R$ 250,2 milhões, bem abaixo dos R$ 422,3 milhões previstos no orçamento. Do outro lado, as despesas somaram R$ 315,7 milhões, também acima do projetado, o que ajudou a empurrar o resultado para o vermelho no trimestre.

Leila terá que ser ligeira no mercado da bola – Foto: Ettore Chiereguini/AGIF

Leila terá que ser ligeira no mercado da bola – Foto: Ettore Chiereguini/AGIF

As receitas vieram de várias frentes: R$ 80,5 milhões em receitas financeiras, R$ 63,7 milhões em patrocínios, R$ 61 milhões em direitos de transmissão e R$ 59,8 milhões em “rendas diversas”, rubrica puxada principalmente pela venda de atletas, ainda aquém do planejado. A arrecadação social do clube foi de R$ 18,2 milhões no período. O programa Avanti gerou R$ 17,6 milhões.

De olho na janela de meio de ano

No conjunto, o balanço do período expõe o descompasso entre expectativa e realidade. O orçamento apontava um cenário bem mais folgado; o trimestre, por enquanto, mostra um clube que depende bastante da performance no mercado de transferências para fechar as contas no ritmo previsto.

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