A Seleção Brasileira vive a expectativa sobre uma reviravolta positiva na situação de Neymar, que ainda não alcançou seu auge. Desta forma, a convocação do camisa 10 do Santo para a Copa do Mundo fica comprometida, levantando polêmicas sobre um possível chamado de Ancelotti, mesmo que o craque não esteja 100%. Neste contexto, Zico deu sua opinião sincera e cravou que Ney não tem lugar cativo. O Galinho de Quintino também citou seu dramático exemplo da Copa de 86.

Zico  abordou a situação de Neymar para a Copa – Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
© Thiago RibeiroZico abordou a situação de Neymar para a Copa – Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Ao contrário de quem levaria Neymar mesmo sem condições ideais, como faria Renato Gaúcho, há quem prefira algo mais elementar no futebol: bom senso. É o caso de Zico. Para o Galinho, Copa do Mundo não é lugar para aposta às cegas, nem para convocação por currículo. Se o craque do Santos puder ajudar alguns minutos, saindo do banco, ótimo. Mas, seleção não se monta com esperança — monta-se com gente que esteja pronta para jogar.

Zico entende que, se Carlo Ancelotti perceber Neymar atuando com regularidade, dificilmente abrirá mão do camisa 10. Talento como o dele não se joga fora. A questão, portanto, é menos sobre vontade e mais sobre condição.

Nas próximas semanas, cabe a Neymar fazer o óbvio: entrar em campo, ganhar ritmo, provar que o corpo acompanha o talento. Só assim a conversa sobre a Copa do Mundo deixa de ser suposição e passa a ser realidade.

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“Não é questão de estar voando. Tem que estar com ritmo de jogo, que é o que precisa o jogador. Se ele estiver jogando e com um número constante de partidas, eu não tenho dúvidas que o Ancelotti vai querer contar com ele. Eu levaria, ele estando jogando normalmente no Campeonato Brasileiro, que tem uma dificuldade grande. Não tem por que não (levar). Tem que estar 100%! Não vai (se não estiver)”, disse Zico, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Neymar segue como incógnita npara Copa do Mundo – Foto: Jota Erre/AGIF

Na sequência da conversa, Zico puxou pela memória — e não por acaso. Falou de experiência própria, daquelas que o futebol ensina. Na Copa do Mundo de 1986, o maior ídolo da história do Flamengo resolveu ir a campo mesmo sem estar plenamente recuperado do joelho. Foi na coragem, na responsabilidade, no peso da camisa. O rendimento ficou aquém do que se esperava de um craque do tamanho dele. E o que deveria ser apenas um esforço admirável acabou virando munição para críticas e dúvidas que talvez nem devessem existir.

Zico confessa que errou sobre Copa do Mundo do México em 1986

“Foi o meu grande erro. Eu desrespeitei meu coração. Eu estava com uma lesão ligamentar e só me ferrei querendo ajudar. Eu tinha que operar o joelho, não podia jogar e não treinava junto com os companheiros. Fiz todo o esforço possível e pago muito por causa daquilo”, concluiu.