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Vale a pena manter Neymar? Veja aproveitamento da Seleção quando levou lesionados para a Copa

Com Neymar lesionado, histórico da Seleção Brasileira mostra alto aproveitamento em Copas ao manter jogadores no grupo mesmo sem condições ideais de jogo.

Neymar em 2023 pela Seleção. (Photo by Guillermo Legaria/Getty Images)
Neymar em 2023 pela Seleção. (Photo by Guillermo Legaria/Getty Images)

Com uma lesão muscular, Neymar corre o risco de perder a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026, contra Marrocos, dia 13. O novo problema do camisa 10 levanta a seguinte questão: vale à pena levar um jogador sem condições de jogo para a competição mais importante do esporte? No passado, valeu, na maioria das vezes.

Levantamento do Bolavip Brasil descobriu que a Seleção Brasileira teve aproveitamento de 87,8% nas 11 partidas em que escalou jogadores levados para a Copa mesmo estando lesionados. Sim, em três ocasiões jogadores sem condições de jogo na estreia do Brasil seguiram no grupo mesmo assim: Pelé, em 1958, Zico, em 1986, e Branco, em 1994.

1958: A aposta em Pelé

Antes do embarque para a Suécia, o Brasil enfrentou o Corinthians em um amistoso preparatório. Naquela partida, o jovem Pelé, então com 17 anos, sofreu uma grave lesão no menisco do joelho. Mesmo sob forte pressão médica, a comissão técnica liderada por Vicente Feola decidiu não cortá-lo e levou o garoto em tratamento.

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Pelé desfalcou o Brasil nas duas primeiras partidas (contra Áustria e Inglaterra). Estreou no terceiro jogo, contra a União Soviética, e explodiu no mata-mata. Ele marcou o gol da vitória nas quartas contra o País de Gales, fez um hat-trick na semifinal contra a França e dois gols na final contra a Suécia, tornando-se o grande símbolo da conquista. Foram quatro partidas de Pelé, quatro vitórias do Brasil e seis gols marcados.

1986: O sacrifício de Zico

Em 1985, Zico sofreu a lesão mais grave de sua carreira após uma entrada violenta do lateral Márcio Nunes, do Bangu, que destruiu seu joelho esquerdo. O “Galinho” passou por cirurgias e uma recuperação dolorosa. Para a Copa do Mundo de 1986, no México, o técnico Telê Santana insistiu em convocá-lo, mesmo ciente de que o camisa 10 não tinha condições de suportar os 90 minutos de uma partida.

Zico não saiu do banco na estreia contra a Espanha. Depois, atuou no sacrifício, sempre saindo do banco de reservas. Nas quartas de final, contra os franceses, ele entrou e, pouco depois, teve um pênalti a favor do Brasil para cobrar. Zico bateu e o goleiro Bats defendeu. O jogo terminou 1 a 1 e, na disputa por pênaltis após a prorrogação, o Brasil foi eliminado (embora Zico tenha convertido sua cobrança na série decisiva). Foram quatro partidas de Zico, três vitórias do Brasil e um empate, nenhum gol marcado.

1994: A superação de Branco

Durante a preparação para o Mundial dos Estados Unidos, o lateral-esquerdo Branco enfrentava um problema crônico de dores nas costas devido a uma lombalgia.

Carlo Ancelotti, técnico da Seleção de futebol, anuncia convocacao dos 26 jogadores para a Copa do Mundo 2026, em coletiva no Museu do Amanha. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Carlo Ancelotti, técnico da Seleção de futebol, anuncia convocacao dos 26 jogadores para a Copa do Mundo 2026, em coletiva no Museu do Amanha. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

O jogador mal conseguia treinar e iniciou a Copa no banco de reservas, assistindo ao jovem Leonardo ser titular nas primeiras partidas. O técnico Carlos Alberto Parreira optou por mantê-lo no grupo apostando em sua experiência e na recuperação física ao longo do torneio.

A grande chance de Branco veio após a expulsão de Leonardo nas oitavas de final contra os Estados Unidos. O veterano assumiu a lateral nas quartas de final contra a Holanda e protagonizou um dos momentos mais marcantes da história das Copas: marcou, em uma cobrança de falta antológica de longa distância, o gol que garantiu a vitória por 3 a 2.

Imagem gerada por inteligência artificial – Gemini/ChatGPT

Imagem gerada por inteligência artificial – Gemini/ChatGPT

Branco seguiu como titular na semifinal e na final contra a Itália, convertendo também o seu pênalti na decisão que deu o título ao Brasil. Foram três partidas de Branco, duas vitórias e um empate, com um gol marcado.