Falta menos de um mês para a Copa do Mundo no Qatar e muitos jogadores vivem a expectativa de ter o seu nome convocado por Tite no próximo dia 7 de novembro para defender a Seleção Brasileira no Mundial, porém a aqueles que não alimentam as esperanças de serem lembrados pelo treinador da equipe canarinho e fazem planos para virar a casaca e defenderem outras seleções.
Este é o caso de Malcom e Claudinho que atualmente estão vinculados ao Zenit e buscavam a naturalização para defender a seleção russa. Apesar do interesse dos jogadores que vivem bons momentos no futebol do país, nem todos são favoráveis a presença dos brasileiros na seleção russa, um deles é Andrey Arshavin, ex-meia do Arsenal.
“Sou contra a naturalização. Acho que os russos deveriam jogar pela Rússia, não brasileiros e pessoas de outras nacionalidades com passaporte russo. Mario Fernandes jogou bem? E daí? Eu não acho que ele deveria ter jogado.”, disse o ex-jogador em entrevista ao KP Sport.
Essa opinião não é uma exclusividade, brasileiros que defenderam a seleção russa, por exemplo, acabaram sendo alvos de críticas. Apesar das críticas muitos brasileiros optam por defenderem outras seleções ao invés do Brasil, principalmente por conta da concorrência e a falta de oportunidades com a equipe canarinho. Diante deste quadro, selecionamos cinco jogadores que decidiram trocar o Brasil por outras equipes.
1. Mario Fernandes – Rússia

Nascido em São Caetano do Sul, São Paulo, Mario Fernandes que deixou o Grêmio em 2012 para defender o CSKA Moscovo e lá permaneceu até dar uma pausa na sua carreira em julho deste ano para retornar ao Brasil. Ao longo dos 10 anos que passou no CSKA, o jogador acabou se naturalizando e atuou pela seleção da Rússia na Copa do Mundo de 2018. Mario Fernandes teve uma única oportunidade com a seleção Brasileira principal em 2014, já pela Rússia estreou em outubro de 2017 e atuou em 33 jogos e marcou cinco gols.
2. Diego Costa – Espanha

Natural de Sergipe, Diego Costa chegou na Espanha em 2007 para defender o Atlético de Madrid. Quando o jogador deixou o Brasil tinha apenas 18 anos e se naturalizou espanhol em julho de 2013. Diego chegou a conquistar duas oportunidades com a Seleção Brasileira naquele mesmo ano. Porém, em 2014, o atacante acabou optando por defender a Espanha. Vale destacar que a CBF chegou a travar uma disputa pelo jogador com a Federação Espanhola, porém prevaleceu o desejo do ofensivo que atuou em 24 jogos e marcou 10 gols pela Espanha. Jogou nas Copas do Mundo de 2014 e 2018.
3. Marcos Senna – Espanha

O volante natural de São Paulo atuou por cerca de cinco anos no futebol brasileiro, até se transferir para o Villarreal e defendeu a equipe por 11 anos, sendo um dos destaques do clube. O atleta acabou se naturalizando espanhol. A identificação do jogador com o futebol espanhol foi tamanha que ele se tornou o primeiro brasileiro a defender a Espanha em 28 jogos e marcou um gol. O volante disputou o Mundial de 2006 e a Eurocopa de 2008 pela Fúria.
4. Deco – Portugal

Natural de São Bernardo do Campo, Deco atuou apenas um ano no futebol profissional brasileiro e migrou para o futebol português em 1996, onde permaneceu até 2004, ganhando reconhecimento no Porto. Sem ser lembrado pela Seleção Brasileira, e com a cidadania portuguesa conquistada em 2002, Deco passou a defender Portugal atuando em 75 jogos e marcando cinco gols.
5. Pepe – Portugal

Natural de Maceió, Alagoas, o zagueiro Pepe atuou apenas pelo Corinthians Alagoano antes de partir para Portugal, atuando pelo futebol luso por 6 anos. Pepe foi mais um que nunca ganhou oportunidade com a equipe canarinho, mas com dupla nacionalidade acabou construindo uma história com a Seleção Portuguesa. Ao todo foram 127 jogos e sete gols marcados. Pepe já disputou três edições da Copa do Mundo (2010, 2014 e 2018), além de quatro Eurocopas e uma Copa dasConfederações.





