O executivo de futebol Rui Costa detalhou a atual situação financeira do São Paulo em relação aos pagamentos do elenco. Segundo o dirigente, os salários registrados em carteira e os direitos de imagem recentes estão sendo pagos normalmente. O clube quitou integralmente os valores referentes aos meses de janeiro e fevereiro deste ano. A prioridade da nova gestão é manter os vencimentos dos jogadores em dia.

Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC
Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC

O pagamento dos salários via CLT segue um cronograma fixo dentro do clube. Os valores são depositados sempre no quinto dia útil de cada mês, como ocorreu recentemente. Já os direitos de imagem passam a seguir um calendário diferente. A partir de agora, esses valores serão pagos todo dia 30.

Além disso, o São Paulo iniciou um acordo para quitar valores atrasados referentes ao ano passado. O clube parcelou esses débitos em dez parcelas que serão pagas entre março e dezembro. Cada pagamento incluirá o valor vigente do mês mais uma parcela do acordo firmado com os atletas. A medida busca reorganizar o fluxo financeiro.

Rui Costa explica acordo com jogadores

Os atrasos anteriores estavam relacionados principalmente aos direitos de imagem de outubro, novembro e dezembro do ano passado. Para resolver a situação, a diretoria apresentou aos jogadores um plano de pagamento parcelado. A proposta foi aceita pelo elenco após conversas com dirigentes do clube. O objetivo é evitar novos atrasos.

Foto: SPFC Play/Reprodução

O gerente de futebol Rafinha também participou do processo de diálogo com os atletas. Segundo relatos internos, o clube apresentou transparência sobre a situação financeira. A ideia foi mostrar um caminho concreto para resolver as pendências. Embora o parcelamento não seja o cenário ideal, ele foi considerado um avanço.

Gestão aposta em ajuste financeiro

A reorganização financeira também faz parte de um plano mais amplo conduzido pelo presidente Harry Massis. A nova gestão iniciou uma série de medidas administrativas para reduzir despesas. Entre elas estão cortes em setores da estrutura do clube. A expectativa é gerar economia significativa até o final de 2026.

As mudanças incluem demissões de profissionais da alta cúpula administrativa e ajustes em departamentos internos. O objetivo é economizar cerca de R$ 4 milhões no período. Apesar de representar uma parcela pequena diante da dívida total do clube, estimada em R$ 912 milhões, a medida reforça o discurso de austeridade da diretoria.

Direitos de imagem seguem como desafio

Mesmo com os salários em carteira regularizados, os direitos de imagem ainda representam o principal desafio financeiro. Em alguns casos, os atrasos chegaram a variar entre dois e quatro meses. A situação é considerada mais complexa no caso de jogadores estrangeiros. Isso ocorre por questões burocráticas ligadas à emissão de notas fiscais.

Ainda assim, o São Paulo acredita que o acordo firmado com os atletas ajudará a normalizar a situação ao longo da temporada. O clube pretende cumprir o cronograma estabelecido até o final do ano. Internamente, a avaliação é de que manter os pagamentos organizados será fundamental para preservar o ambiente no vestiário.