O meio-campista Bobadilla, do São Paulo, chegou a um acordo com a Justiça brasileira após o episódio de xenofobia ocorrido na Libertadores do ano passado. A informação foi divulgada inicialmente pela Folha de S. Paulo.

Na ocasião, o jogador dirigiu uma ofensa ao atleta Miguel Navarro durante uma partida contra o Talleres. O caso ocorreu ainda em campo e acabou sendo relatado ao árbitro chileno Piero Maza.
Segundo o relato feito na partida, Bobadilla chamou o adversário de “venezuelano morto de fome”. O episódio levou à paralisação momentânea do jogo enquanto a arbitragem analisava a situação.
Caso foi investigado pela polícia
Após a partida, vencida pelo São Paulo por 2 a 1, o jogador paraguaio foi indiciado pelo DRADE, órgão responsável pela repressão a delitos de intolerância esportiva.
A investigação enquadrou o caso como injúria racial. A denúncia acabou sendo analisada pela Justiça, que posteriormente aceitou um acordo entre as partes. Com isso, o processo criminal não será aberto, desde que o jogador cumpra todas as medidas estabelecidas no acordo.
Entre as obrigações definidas pela Justiça estão aulas sobre xenofobia e conscientização social. O atleta também deverá produzir quatro vídeos explicando o que aprendeu sobre o tema.
Medidas tomadas contra Bobadilla
Além disso, Bobadilla terá que visitar o Museu da Imigração, localizado no bairro da Mooca, em São Paulo. Outra medida inclui a doação de R$ 61 mil em livros para a Coordenação de Políticas para Imigrantes e Promoção do Trabalho Decente.
O jogador também terá que realizar quatro publicações em suas redes sociais com mensagens contra a xenofobia. As postagens deverão ocorrer em intervalos de 30 dias. Todo o conteúdo das publicações será previamente analisado e aprovado pelo Ministério Público antes de ir ao ar. Caso todas as determinações sejam cumpridas corretamente, o processo será encerrado definitivamente sem a abertura de ação criminal.