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Ceni enumera posições que não pode escalar Benítez no São Paulo: "O jogo não é feito só de talento"

Após o argentino iniciar mais uma vez na reserva do Tricolor Paulista, o treinador admitiu a dificuldade de encaixá-lo no time titular

Foto: Marcello Zambrana/AGIF - Benítez: sem espaço no time titular do São Paulo
Foto: Marcello Zambrana/AGIF - Benítez: sem espaço no time titular do São Paulo

O argentino Martín Benítez segue enfrentando dificuldades para se firmar no São Paulo na temporada 2021. A saída do compatriota Hernán Crespo e a chegada do ex-goleiro Rogério Ceni não alteraram o panorama para o meio-campista no Morumbi. O camisa 8 continua como alternativa no banco de reservas, mesmo diante do aproveitamento ruim da equipe no Campeonato Brasileiro.

Na noite da última quarta-feira (24), no empate em 0x0 com o Athletico-PR, Benítez iniciou entre os suplentes e foi acionado na volta para a segunda etapa. O argentino chegou a ser titular com o novo treinador, mas perdeu espaço e ficou fora até dos relacionados contra o Flamengo. Em entrevista coletiva, Rogério Ceni analisou a situação e apontou a dificuldade de encaixar o meia em suas ideias para o time.

Plano: 4-4-2, duas linhas de quatro com dois homens de frente. Não posso botar ele de volante, tenho dois caras de intensidade por dentro. Na frente, Rigoni e Calleri, ou Rigoni e Luciano. Não posso ter o Benítez do lado, eu vou matar ele de correr, não vai produzir. Dentro de um sistema, tenho que aproveitar o que tenho de melhor“, analisou.

Foto: Marcello Zambrana/AGIF - O argentino ingressou no 2º tempo contra o Furacão
Foto: Marcello Zambrana/AGIF – O argentino ingressou no 2º tempo contra o Furacão

O jogo não é feito só de talento. Senão, ele teve 45 minutos hoje (contra o Athletico), teria resolvido o jogo. O Benítez entrou bem no jogo, criou oportunidades. Mas nem sempre o sistema favorece um jogador que é muito qualificado tecnicamente, mas ele não tem a condição de fazer do lado“, adicionou o comandante.

A melhor atuação do meia no clássico com o Palmeiras, quando ingressou apenas no segundo tempo. “Ele entrou no 4-2-3-1, jogando pelo centro, como ele jogava no Independiente, onde ele teve maior sucesso. Mas eu preciso de jogadores que façam esse corredor. O Sara ajuda muito o corredor. O Vitor Bueno é um jogador mais técnico, não é de voltar tanto. O Marquinhos é um jogador que obedece mais a parte tática“, completou.