O Santos tem encontrado dificuldades recorrentes para fechar contratações nas últimas janelas. Negociações por zagueiros, volantes e atacantes avançaram em alguns momentos, mas acabaram não se concretizando. O cenário se repete em diferentes casos recentes. Nos bastidores, o clube reconhece que há mais de um fator envolvido.

SP – SANTOS – 25/06/2025 – SANTOS, APRESENTACAO – Executivo de futebol Alexandre Mattos  durante sua apresentacao oficial em coletiva de imprensa realizada no Vila Belmiro. Foto: Mauricio De Souza/AGIF
© Mauricio De Souza/AGIFSP – SANTOS – 25/06/2025 – SANTOS, APRESENTACAO – Executivo de futebol Alexandre Mattos durante sua apresentacao oficial em coletiva de imprensa realizada no Vila Belmiro. Foto: Mauricio De Souza/AGIF

De acordo com apuração do Diário do Peixe, o problema não se resume apenas ao aspecto financeiro. Pessoas do mercado apontam dificuldades de condução nas negociações. Empresários e intermediários relatam insegurança durante conversas. A falta de definição sobre quem centraliza decisões é citada como entrave.

Em algumas tratativas, interlocutores diferentes participam do mesmo processo. Isso gera demora nas respostas e insegurança entre clubes e representantes. Documentações e retornos podem levar dias. O tempo perdido costuma ser decisivo em disputas por atletas.

Imagem e ambiente também pesam

O ambiente do clube também influencia a percepção externa. Jogadores costumam buscar informações com colegas antes de aceitar propostas. Relatos sobre pressão de torcida e instabilidade pesam na decisão. Questões financeiras do passado ainda são lembradas em algumas negociações.

Outro ponto citado é a ausência recente em competições internacionais. A falta de um projeto esportivo de médio prazo reduz o poder de atração. Em alguns casos, atletas optam por clubes menores, mas com mais previsibilidade. O contexto esportivo interfere nas escolhas.

Vojvoda é o técnico do Santos. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Questão financeira é central

Internamente, o Santos reconhece que a limitação de recursos é o principal obstáculo. O clube não consegue competir com propostas mais altas do mercado nacional e internacional. Em negociações recentes, valores oferecidos foram considerados compatíveis com a realidade do clube. Ainda assim, foram superados por concorrentes.

O histórico de dívidas e atrasos também influencia. Clubes e empresários pedem garantias adicionais antes de fechar acordos. O tempo para reunir essas garantias faz o Santos perder oportunidades. Enquanto a negociação se estende, surgem ofertas mais atrativas.

Visão interna do clube

A diretoria entende que a credibilidade melhorou nos últimos anos. O diagnóstico interno aponta evolução nas relações de mercado. Mesmo assim, a capacidade financeira ainda limita movimentos. O clube adota cautela ao entrar em disputas.

O Santos também tenta reorganizar a estrutura de decisões. A ideia é centralizar negociações e reduzir ruídos. O objetivo é ganhar agilidade nos processos. O tema é tratado como prioridade nos bastidores.

Diante do cenário, o clube passou a buscar jogadores com perfil específico. A prioridade é por atletas experientes e mais acessíveis financeiramente. O foco está em nomes que aceitem o desafio esportivo. O networking tem sido ferramenta importante.

Conversas diretas com comissão técnica e dirigentes pesam nas decisões. O apelo esportivo e a oportunidade de protagonismo também são utilizados. Sem poder competir em cifras, o clube aposta em outros argumentos. O objetivo é seguir reforçando o elenco dentro da realidade.