O Grêmio deixa contratações em segundo plano e ainda estuda os impactos financeiros causados pela pandemia do novo Coronavírus. No aguardo de propostas na próxima janela de transferências, o Tricolor dos Pampas não descarta perder mais de um jovem destaque. Pensando no futuro, a diretoria acelera a promoção de atletas da base e realiza mundanças em seu perfil de análises.

Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação
Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação

Depois de alguns cases de sucesso, o Grêmioestá de olho mais uma vez em promessas do futebol brasileiro. O clube está atento a possibilidade de gastar poucocom um atleta que possa terminar sua formação em Porto Alegre e render frutos tanto técnicos quanto financeiros.

Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação

Em entrevista ao Globoesporte.com,Gustavo Schmitz, diretor geral da base gremista, explicou a estratégia. “Estamos passando a examinar as oportunidades de atletas de excelente nível técnico que foram formados em outros clubes e até então seriam atletas inimagináveis de contratar para finalizar o processo de formação aqui no Grêmio. Até em função da crise, muitos dos atletas estarão disponíveis no mercado”, revelou.

Nas últimas temporadas, o Grêmio conquistou grandes títulos, tendo jovens como protagonistas em seus elencos. Desde 2016, que coincide com a chegada do técnico Renato Portaluppi, se destacaram o volante Walace, que chegou do Avaí, e os atacantes Pedro Rocha, ex-Juventus (SP) e Luan, do América (SP). O camisa 7 aindafoi o “Rei da América” em 2017, na campanha gloriosa na Libertadores.

Atualmente, o elenco conta com outrosintegrantes de destaque que iniciaram suas formações em outras equipes. O volante Matheus Henrique, que se firmou no time titular, chegou do São Caetano. Já o atacante Pepêfoi contratado junto ao Foz do Iguaçu. Segundo o Globoesporte, o modelo deve virar prioridade no clube.

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Até diria que não só o Grêmio vai fazer, mas está atento a isso. Era muito difícil trazer um atleta em final de formação que estava se destacando em outros clubes. Agora, não. Há clubes dispensando, que talvez não suportarão o investimento“, completouGustavo Schmitz.