O Fluminense deu uma guinada em seu rendimento após a chegada de Luís Zubeldía, que crava o notável feito de ainda não ter perdido como mandante. Entretanto, a chegada do argentino aconteceu após a polêmica saída de Renato Gaúcho. Todavia, em entrevista à Romário TV, o ex-treinador do Tricolor abriu o coração e, em desabafo, declarou que se arrependeu de ter tomado tal atitude.

Vale lembrar, que Renato pediu demissão no vestiário do Time de Guerreiros, após a eliminação para o Lanús na Copa Sul-Americana, em setembro de 2025. Na entrevista ao ex-jogador, Portaluppi foi logo entregando o motivo de sua saída.
“A internet (motivou o pedido de demissão). Não que eu não esteja acostumado. Mas, po, você faz tudo. Fizemos uma boa campanha na Copa do Mundo, estávamos na semifinal da Copa do Brasil, bem no Brasileiro. Aí no intervalo eu troquei um jogador, o Hércules, que não tinha condição de ficar em pé. Durante o segundo tempo as pessoas falaram nas rádios que eu errei e nem sabiam que ele estava passando mal no vestiário”, afirmou Renato Gaúcho.
“A conta sempre cai em cima do treinador. Eu me arrependo de ter tomado aquela decisão. Todo mundo veio falar “não, repensa”. Mas a decisão estava tomada. Eu até me arrependi, mas hoje em dia a internet não é mole, não”, completou o ex-comandante do Tricolor Carioca, apontando seu arrependimento.
Relembre o cenário da coletiva que Renato não segurou a pressão
Era quartas de final de Sul-Americana. Jogo grande. Decisão no detalhe. E detalhe, no futebol, costuma virar sentença. Renato mexeu no intervalo: sacou o volante, colocou o Otávio. E o Maracanã, impiedoso como sempre foi com seus técnicos — dos mais brilhantes aos mais teimosos — não perdoou. Chamaram-no de burro. Porque no Brasil, quando a bola não entra, a inteligência do treinador sai de campo primeiro.
Renato apareceu na coletiva já demissionário. Tinha entregado o cargo no vestiário. Antes de falar, ouviu o pedido do presidente, Mário Bittencourt: que não dissesse nada, que aguardasse o dia seguinte para conversar. Silêncio estratégico. Mas o silêncio pedido não durou muito, aos poucos, Renato foi deixando escapar o incômodo.
Até que, na última resposta, chutou o balde e reclamou dos questionamentos, como se ali estivesse não apenas um técnico pressionado, mas um réu cansado de ouvir a mesma acusação. E arrematou com ironia fina: disse que gostaria de ver as respostas que o novo treinador daria e entregou sua demissão ao vivo.
Números do treinador em sua passagem pelo Tricolor Carioca
Renato assumiu o Fluminense em 3 de abril de 2025. Foram 42 jogos: 21 vitórias, 9 empates e 12 derrotas. Campanha que não autoriza endeusamento, mas também não sustenta crucificação sumária. Levou o Tricolor às semifinais da Copa do Mundo de Clubes, colocou o time entre os quatro da Copa do Brasil e o deixou em oitavo no Brasileirão.