A mão de Carlo Ancelotti voltou a fazer a diferença para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Repetindo o roteiro do duelo contra o Marrocos, onde o Brasil precisou correr atrás do prejuízo, o técnico italiano soube corrigir os rumos no segundo tempo para garantir a virada por 2 a 1 sobre o Japão.
Dono de cinco taças da Champions League, Ancelotti usa sua bagagem pesada para manter a frieza nos cenários mais complicados, contagiando o elenco com a certeza da vitória. A informação é dos jornalistas Danilo Lavieri, Pedro Lopes e Paulo Vinicius Coelho.
A insistência de Ancelotti em suas peças-chave se provou acertada diante do Japão. Ignorando o clamor popular, o técnico manteve Casemiro no time para a etapa final, apesar do erro no gol adversário e do risco pelo cartão amarelo. A resposta do capitão veio na bola: autor do gol que iniciou a reação, o meio-campista justificou a paciência do comandante e liderou a reviravolta.
Conhecido por evitar mexidas drásticas, Ancelotti provavelmente teria mantido a formação inicial se a lesão de Lucas Paquetá, no apagar das luzes do primeiro tempo, não o tivesse forçado a agir. Sem o meio-campista, o técnico apostou na entrada de Endrick e redesenhou a postura do Brasil, acionando o jogo aéreo e povoando a área adversária para sufocar a defesa japonesa.
O trabalho mental de Carletto
O trabalho psicológico de Ancelotti tem sido baseado em uma repetição quase sagrada: fazer o jogador brasileiro resgatar a fé no próprio futebol. Essa mentalidade encontrou respaldo na espinha dorsal da equipe.
Vivendo sua terceira Copa do Mundo, o veterano Alisson endossou as palavras do treinador, destacando que a convicção interna é o combustível que faltava para o time deslanchar nos momentos decisivos.
Alisson detalha o diferencial de Ancelotti no vestiário
“Nós mais experientes podemos trazer tranquilidade para acalmar os jogadores. Nossa equipe tem sido muito madura, principalmente o mister. Foi a tônica do discurso dele para a gente ter calma e confiança. Que tínhamos de pensar em jogar futebol. Ele também pediu uma outra movimentação que nos ajudou muito”. Temos de acreditar. Acreditar é o mais importante. Acreditar que era possível reverter este resultado”, explicou Alisson.





