O Atlético-MG inicia sua caminhada na Sul-Americana com um cenário bem definido internamente: equilíbrio entre prioridades. Após temporadas recentes de desgaste no Campeonato Brasileiro, o clube decidiu colocar a liga nacional como foco principal em 2026, ajustando o planejamento esportivo para evitar novos riscos na tabela.
A estreia acontece contra o Puerto Cabello, fora de casa, marcando o início da fase de grupos da competição continental. Mesmo com um elenco tecnicamente superior, a tendência é de uma equipe alternativa em campo, já que parte dos titulares foi preservada para controle físico e sequência da temporada.
Essa estratégia não significa desinteresse. Pelo contrário: o clube tenta administrar melhor o calendário, dando minutos a jogadores que buscam espaço, ao mesmo tempo em que mantém competitividade em todas as frentes.
Eduardo Domínguez aposta em rodagem, mas cobra desempenho
O técnico Eduardo Domínguez já deixou claro que a utilização de um time alternativo é parte do planejamento, não uma escolha por falta de ambição. A ideia é dar oportunidade a atletas que vêm pedindo passagem, mantendo o nível de atuação mesmo sem os principais nomes.
Jogadores como Lyanco, Cissé, Scarpa e Dudu aparecem como opções importantes dentro dessa rotação, reforçando a competitividade interna do elenco. A comissão técnica acredita que esse tipo de gestão pode fortalecer o grupo ao longo da temporada.
Galo pode vencer a Sula?
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Ao mesmo tempo, a cobrança por desempenho segue alta. Independentemente da formação, o Atlético entende que precisa representar bem o clube e buscar resultados desde o início da competição.

Galo foi superado na final da Copa Sul-Americana de 2025. Foto: Buda Mendes/Getty Images
Atlético-MG carrega “ferida aberta” e mira revanche na competição
Apesar da estratégia mais cautelosa, existe um fator emocional forte envolvendo a Sul-Americana. O vice-campeonato da temporada passada, perdido nos pênaltis para o Lanús, ainda pesa nos bastidores e virou combustível para 2026.
Internamente, o torneio é tratado como uma obsessão. A diretoria e o departamento de futebol enxergam a competição como uma oportunidade real de título e também de garantir vaga na Libertadores do próximo ano, o que aumenta ainda mais sua importância esportiva .
Esse misto de planejamento racional com motivação emocional cria um cenário interessante: mesmo com um time alternativo no início, o Atlético-MG entra na Sul-Americana com ambição alta e objetivo claro de chegar novamente à final — desta vez, para conquistar o título.






