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Vasco da Gama

Renato detalhe síndrome de Robin Hood no Vasco após dominar G-5 do Brasileirão

Treinador do Gigante da Colina mira plano ousado e faz alerta sobre sério problema que prejudica o avanço da equipe

Renato Gaúcho fez um alerta ao elenco - Fotos: Matheus Lima/Vasco.
Renato Gaúcho fez um alerta ao elenco - Fotos: Matheus Lima/Vasco.

A dinâmica do Vasco no Campeonato Brasileiro, sob a batuta de Renato Gaúcho, ganhou uma síntese perfeita após a vitória contra o Athletico-PR pela 15ª rodada. Em vez de rodeios, o treinador utilizou uma metáfora certeira logo no início de sua coletiva para definir o momento do time: ele cravou que a equipe não pode mais agir como um “Robin Hood”, deixando claro que o objetivo é parar de “tirar dos grandes e entregar aos pequenos”.

Essa declaração não apenas repercutiu entre os torcedores, mas serve como um diagnóstico preciso da irregularidade que o clube vinha enfrentando na competição, onde frequentemente vencia os favoritos e tropeçava diante de adversários tecnicamente inferiores.

De acordo com levantamento do portal NetVasco, o aproveitamento do Vasco contra a elite do futebol brasileiro é digno de quem briga pelo título, atingindo impressionantes 86,6% de sucesso diante dos clubes que ocupam o G-5. Nesse cenário de alta voltagem, o time carioca não se intimidou: superou Palmeiras, Fluminense, São Paulo e Athletico-PR, além de segurar um empate contra o Flamengo.

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Vacilos vascaínos

O grande paradoxo, entretanto, reside nos jogos teoricamente mais simples. Enquanto derruba os gigantes, a equipe acaba tropeçando justamente contra adversários que habitam a metade de baixo da tabela, incluindo clubes que lutam desesperadamente para fugir da zona de rebaixamento. Esse contraste reforça a tese de Renato sobre a postura de “Robin Hood”, mostrando que o desafio vascaíno é manter a mesma contundência quando o favoritismo está do seu lado.

A irregularidade vascaína fora de casa é o que melhor ilustra esse cenário de desperdício de pontos. Mesmo sob a tutela de Renato e conseguindo abrir o placar em diversas ocasiões, o elenco não sustentou a vantagem e permitiu que Cruzeiro, Coritiba e o vice-lanterna Remo buscassem o empate. O prejuízo foi ainda maior nos duelos contra Botafogo e Corinthians, onde o clube saiu de campo sem somar um ponto sequer.

Renato Gaúcho durante treino em São Januário –  Fotos: Matheus Lima/Vasco.

Renato Gaúcho durante treino em São Januário – Fotos: Matheus Lima/Vasco.

Essa tendência de “justiceiro” ultrapassou as fronteiras do Brasileirão e se manifestou também na Copa Sul-Americana, onde repetiu o hábito de tropeçar diante dos oponentes menos expressivos. A jornada em São Januário começou com um empate frustrante contra o Barracas Central e uma derrota inesperada para o Audax Italiano. A prova de que o time cresce diante da dificuldade veio no confronto contra o Olimpia: adversário mais tradicional e temido do grupo, ao qual o Vasco mostrou sua força e garantiu seu primeiro triunfo no torneio.

Renato dá o seu recado

Renato Gaúcho aponta o foco e olha apenas o topo. A diretriz é abandonar a irregularidade para buscar o objetivo real da temporada, que é, nas palavras do treinador, a classificação para a Conmebol Libertadores: “A gente tem que dar essa sequência de bons resultados para que a gente possa brigar, a partir do segundo turno, por coisas maiores no campeonato. Tem que pensar grande, pensar, no mínimo, em Libertadores. Para isso precisamos dessa sequência”.

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