Técnico com uma rápida passagem pelo Vasco em 2020, Ricardo Sá Pinto dirigia o Esteghlal, do Irã, até o último dia 20 de fevereiro. O português de 53 anos deixou o país um pouco antes do início do ataque dos Estados Unidos.

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Em entrevista para o RTP Notícias, de Portugal, o ex-treinador vascaíno deu um parecer dramático sobre os momentos que antecederam o conflito. “Foram dias e dias a matarem crianças, pessoas, jovens entre os 20 e 30 anos. Mais de 50 mil pessoas morreram por se manifestarem pacificamente, foram assassinadas“, declarou o ex-técnico do Vasco.
Ricardo Sá Pinto complementou: “Foi muito mais longe do que eu esperava de uma simples manifestação. Quando eu disse que não queria abandonar, ainda não tinha chegado a este ponto“.
Ex-técnico do Vasco previu ataques contra o Irã
O português dirigia o Esteghlal desde junho de 2025 e não tinha a pretensão de deixar seu clube no Irã, onde estava em sua segunda passagem. Porém, Sá Pinto mudaria de ideia, em virtude da onda de violência contra a população que teria motivado os ataques de Estados Unidos e Israel.
Deste modo, o ex-vascaíno não se mostrou surpreso com o conflito. “Já sentia há algum tempo. Com as informações que eu tinha, provavelmente vocês não perceberam isso, mas eu, com o contato na embaixada, fui entendendo isso. Era uma questão de tempo“, pontuou.

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“Muitas imagens não chegaram à Europa, porque foi realmente uma catástrofe, algo indescritível. A partir daí, perdi minha motivação, vontade de continuar, minha alegria“, concluiu Ricardo Sá Pinto.
Como foi a passagem de Sá Pinto no Vasco?
O técnico português dirigiu o Vasco da Gama em apenas 15 partidas na temporada 2020, não conseguindo impedir o rebaixamento da equipe cruz-maltina no Brasileirão daquele ano.

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O desempenho de Sá Pinto em São Januário foi de apenas três vitórias, além de seis empates e seis derrotas. O profissional também trabalhou em países como Portugal, Sérvia, Grécia, Arábia Saudita, Bélgica, Polônia, Turquia, Chipre e Marrocos.







