A projeção feita por jornalistas do portal The Athletic, vertente esportiva do The New York Times, movimentou o debate sobre o mata-mata da Copa do Mundo. O levantamento analisou possíveis cenários da fase eliminatória e acabou chamando atenção pela forma como tratou algumas seleções tradicionais, especialmente o Brasil.
Apesar de ser uma das equipes mais aguardadas do torneio, a Seleção Brasileira teve participação discreta nas previsões. O atacante Vinicius Júnior, um dos nomes de maior destaque do elenco, também apareceu pouco nas listas de protagonistas individuais, ficando fora das principais apostas dos analistas.
Em contrapartida, o Japão ganhou grande visibilidade entre os jornalistas. Enfrentando justamente o Brasil na próxima fase, a seleção asiática foi apontada como uma das equipes mais organizadas do torneio e passou a ser vista como possível candidata a surpreender no mata-mata.
Projeções divididas e cenários do mata-mata chamam atenção
Ao todo, 13 profissionais participaram da análise, respondendo a diferentes categorias como finalistas, campeão, artilheiro, melhor jogador, equipe mais empolgante de assistir, duelo mais esperado da fase e possível zebra do torneio. O conjunto das respostas mostrou uma forte tendência de consenso em algumas escolhas.
Apenas um dos jornalistas citou a Seleção como possível finalista, ainda assim prevendo derrota em uma eventual decisão contra a França. O confronto contra o Japão, no entanto, ganhou destaque recorrente como um dos mais imprevisíveis da etapa.
Elogios ao Japão
“Acho que o Japão pode ser o pior adversário possível para o Brasil enfrentar nesta fase da competição. É uma seleção muito inteligente, muito bem preparada fisicamente e extremamente afiada. Fico pensando se eles não podem acabar surpreendendo e eliminar o Brasil” – escreveu Jack Pitt-Brooke.
“O Japão tem sido fascinante. A seleção terminou a fase de grupos em segundo lugar e invicta em uma chave difícil, que contava com Holanda, Suécia e Tunísia. Jogadores importantes, como Wataru Endo e Kaoru Mitoma, ficaram fora da Copa por lesão, mas a equipe ainda assim joga com uma fluidez impressionante. O gol de Daizen Maeda contra a Suécia foi pura poesia” – opinou Jay Harris.
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